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BÖLÜM 2: GEÇ EKONOM LER NDE L BERAL ZASYON VE EKONOM K

2.7. Geçi Sürecinde Özelle tirme

Uma comparação entre as figuras 3 e 4 revela semelhanças entre os percentuais de animais soropositivos para FHV 1, FPV, E. canis e B. henselae mediante IFA entre as populações de vida livre e de cativeiro, mas sugere também que o patógeno FCoV esteja mais disseminado nos ambientes de cativeiro que na natureza, uma vez que a soroprevalência na população amostral referente a animais cativos foi maior que a seroprevalência na população amostral de vida livre, aproximadamente 65% (135:209) e 5% (1:21), respectivamente.

Houve ocorrência maior de animais soropositivos para FCV nos zôos (aproximadamente 65%) que em vida livre ( aproximadamente 5%). (Figuras 3 e 4). As prevalências de anticorpos para os vírus respiratórios felinos FHV 1 e FCV foram diferentes entre populações amostrais de cativeiro não vacinadas cedidos pela AMC (os animais vacinados da FPZSP foram excluídos destes testes) e as populações amostrais de vida livre. As soroprevalências para FHV 1 e FCV foram semelhantes para felídeos de vida livre, ao passo que para os felídeos de cativeiro, a soroprevalência para FCV foi maior que para FHV 1. Uma vez que as formas de transmissão são semelhantes, tais resultados podem ser decorrentes na maior resistência ambiental do FCV ao contaminar o ambiente e do prolongado estado de carreador que se estabelece nos animais infectados por este vírus. O FHV 1 estabelece latência com episódios intermitentes de reativação, e quando a infecção está latente, não há progênie viral; de forma que animais com infecção latente para FHV 1 não são transmissores. (MAGGS, 2005). Desta forma, é possível o FCV esteja mais disseminado devido à sua maior resistência ambiental e porque animais infectados com FCV representem fontes de infecção por mais tempo. Análises prospectivas de detecção viral nestas populações para ambos patógenos poderiam elucidar esta questão.

A observação das figuras 3 e 4 também demonstra que a soroprevalência para o FPV é maior no ambiente de cativeiro que no de vida livre. Situação esperada, uma vez que a contaminação ambiental do ambiente pelos vírus é favorecida com as altas densidades populacionais nos zoológicos, ao contrário das populações dispersas na natureza.

Analisando-se as figuras 5 e 6, pode-se observar que os felídeos mantidos na FPSZP apresentaram maior soroprevalência para FCoV. Os testes sorológicos são úteis para o diagnóstico de FIP, mas apenas podem ser interpretados em correlação com sinais clínicos. O diagnóstico conclusivo para FIP é classicamente obtido através de exames histopatológicos em biópsias ou necrópsias. Foram desenvolvidas RT-PCRs direcionadas o RNA mensageiro do FCoV em células mononucleares periféricas para o diagnóstico de FCoV em gatos baseados nos princípios de que apenas vírus mutantes apresentem tropismo para monócitos e macrófagos, o que estaria correlacionado com a virulência do agente em causar FIP (SIMONS et al., 2005). Esta abordagem é proposta o monitoramento da população de felídeos soropositivos para FCoV de felídeos mantidos em cativeiro, especialmente a população da FPZSP, uma vez que estes animais correm o risco de desenvolver FIP.

No grupo de 23 jaguarundis mantidos pela FPZSP, foram evidenciados dois espécimes (CAD 20761 e CAD 21810) em que foram detectadas tanto a presença de provírus (DNA) de FeLV como de RNA viral em amostras de sangue; em um destes animais (CAD 20761) também foi detectado provírus e RNA viral de FeLV em soro e saliva (suabe oral) (Tabela 6). Esta constituiu a primeira descrição de FeLV na espécie H. yagouarondi. Os dois animais vieram a óbito posteriormente à realização do teste, sendo que um deles apresentou desenvolvimento de massa tumoral abdominal compatível com as doenças proliferativas associadas com infecção por FeLV em gatos domésticos. O prosseguimento da investigação, com análises histopatológicas e e de hibridização in situ nos tecidos preservados está em prosseguimento e poderá caracterizar definitivamente a espécie como susceptível às doenças causadas pelo FeLV. Este tipo de estudo verticalizado só, assim como o estudo envolvendo FCoV em felídeos mantidos na FPZSP somente poderá se tornar possível porque este presente estudo horizontal foi realizado.

A análise dos resultados apresentados nas tabelas 2 e 3, Apêndices E e F, sugere algumas considerações. A ausência de detecção sorológica de antígenos p27, que são considerados marcadores de infecção viral, não exclui a possibilidade de existência de infecções latentes e possíveis reativações virais em caso de estresse (GOMES-KELLER et al, 2006). Desta forma, os resultados negativos obtidos para p27 não excluem a possibilidade de infecção pelo FeLV nas populações de vida livre e mantidas na FPZSP. A detecção de

anticorpos para FeLV (Western blot, ELISA indireto) indica exposição ao vírus e pode significar que animais soropositivos responderam à infecção com uma resposta imune, que talvez possa ser protetora. A investigação prospectiva no grupo de jaguarundis da FPZSP poderá contribuir para o entendimento desta questão.

No caso de leões mantidos na FPZSP (Tabela 3, Apêndice F), foram detectados anticorpos para lentivírus felinos em diversos animais (Apêndice D; CARVALHO et al., 2004). A detecção de anticorpos direcionados para outras proteínas virais mediante Western blot para este grupo de animais indicou semelhança entre resultados para determinados animais, enquanto que para outros os resultados não foram concordantes ou foram questionáveis, sugerindo que outros lentivírus felinos, além do FIV possam estar presentes nas populações de leões mantidas em cativeiro nesta instituição e possivelmente em outros zôos no País.

A Bartonella henselae está mais implicada com animais de vida livre, provavelmente em função de maior exposição a vetores nos ambientes naturais que em cativeiro, onde a sobrevivência pelo menos de carrapatos é dificultada nos recintos em que os animais vivem nos zôos. As pulgas, incluindo C. felis, são freqüentemente encontradas parasitando felídeos em cativeiro (TEIXEIRA, comunicação pessoal), que devem estar implicadas na soropositividade observada para a população avaliada. Desta forma, o controle de pulgas é de fundamental importância em instituições que mantêm felídeos em cativeiro. Além disso, seria importante colher e preservar estes potenciais vetores para posteriores análises de detecção direta Bartonella henselae mediante técnicas de PCR.

A Bartonella henselae é zoonótica, e as mesmas recomendações para felídeos de vida livre devem ser adotadas durante o manejo de felídeos em zoológicos. Finalmente, a Bartonella henselae foi implicada com insuficiências renais crônicas em gatos domésticos (GLAUS et al., 1997) e outras condições, de forma que a bartonelose sugere um reexame na interpretação etiológica das insuficiências renais e outras condições patológicas devido à prolongada bacteremia que se verifica. Da mesma forma que a bartonelose pode estar implicada em casos não elucidados de morbidade e mortalidade de felídeos em zoológicos, as erlíquias, os hemoplasmas e os protozoários piroplasmas também sugerem uma reinterpretação dos quadros clínicos.