A. Tereke Sahiplerinin Mal Varlıkları
2. Gayrimüslimlerin Mal Varlığı
O HUMANO DIFERENTE P Q H $ 1 $ 1 1 H H H 1 G B 9 # H 2 1 - 1 2 $ $ & 2 & 2 L/
43 EINSTEIN, Albert. Disponível em http://blig.ig.com.br/sustentavel/. Acessado em 15 de maio
O agir cotidiano envolve as mais variadas nuances, pois lida justamente com as subjetividades humanas. Cada uma sendo diferente encerra um universo que pretensiosamente imaginamos moldar ou formatar a partir do nosso ponto de vista. Enganamo-nos paulatinamente. Não é um pensar que está em jogo, mas os vários pensamentos das pessoas que estão envolvidas em uma ação coletiva.
Wilber (2000a) ratifica a ideia acima, ao recordar
[,,,] tudo o que precisamos notar é que as comunicações globais aumentaram as possibilidades de uma consciência global e integral. Essa rede mundial de tecnologia, esse novo sistema nervoso da consciência coletiva, entretanto, não é uma garantia de que os indivíduos se desenvolverão de fato para um nível integral. Ela facilita, mas não garante. Além disso, global ou planetária não significa necessariamente integral. Afinal, os memes vermelhos podem usar a Internet, assim como os azuis, os laranjas e assim por diante, O nível ou estado de consciência é determinado por fatores internos e não simplesmente por estruturas externas, independentemente do quanto possam ser planetárias ou globais. ( p. 44 )
A condição da inteireza é uma possibilidade, mas como Wilber aponta, dependerá da caminhada que cada um fará. Estão à disposição todos os meios para possibilitar a ampliação de consciência e consequente mudança na forma de perceber as coisas e agir para sustentá-la, entretanto, o primeiro passo é um querer e envolver-se.
Não há mais como dar-se conta da realidade e deixar que os outros tornem a sociedade mais global ou planetária. O envolvimento de todos é necessário, todavia a compreensão do que devo empreender, é condição para que o movimento as espirais humanas vislumbrem uma aproximação mais real da condição de inteireza.
Pensar a ação educativa envolve uma intima relação entre o interior e o exterior, entre a interioridade e a exterioridade, entre o subjetivo e o intersubjetivo. Dimensões essas que não podem ser dicotomizadas, ao contrário, a tessitura é fundamental. Pensar a pessoa do educador, é ir além das pesquisas que descrevem sua ação docente, antes da prática, há um ser
humano que aprendeu a dividir-se e por isso, penso que as escolas continuam estruturadas da forma que estão. O conhecimento é o objeto da vida escolar, mas antes do aspecto cognoscível, lidamos com vidas, com almas, com espírito humano.
Nesse sentido, a autoformação pretende contribuir para esse olhar diferenciado em relação à pessoa do educador e devolver-lhe as asas para o seu voo de liberdade. Precisamos cumprir normas, montar programas, refletir sobre a ação pedagógica, contudo, sem sabermos o que sentimos, o que pensamos e o que desejamos, não temos como viabilizar uma escola que tenha a face da felicidade.
Crema (2008), faz uma partilha sobre suas reflexões, quanto ao campo da Psicologia e assim temos como perceber os caminhos que praticamente todos atravessam para alcançar uma evolução enquanto seres que pretendem ser plenos
[,,,] às vezes escuto, um pouco cansado, certas celeumas sobre a abordagem transpessoal não fazer parte da psicologia cientifica. Parece-me que isso apenas denota confusão, desconhecimento e, também falta de humildade. Os físicos, atualmente, afirmam que não existe uma física. Existe a física dos físicos: a física de Newton, a física de Einstein, a física de David Bohn, a de Lupasco, a de Capra, a de Basarab Nicolescu, etc. Com lucidez, fala-se apenas em abordagens da física. Haverá uma psicologia? Ora; há a psicologia dos psicólogos. Quem está autorizado a falar em nome da psicologia? Nas questões da investigação da alma estamos ainda nos primórdios, ainda engatinhamos. Gosto de confiar que o ser humano, no seu estatuto de subjetividade, de intersubjetividade e de realização do potencial de consciência, ainda será a maior descoberta do século XXI. ( p.73 )
O ser humano encadeia duas dimensões, a subjetiva e a intersubjetiva e nesta trama, pode realmente fazer a diferença em um mundo que se empobrece pela ganância do ter e da supremacia do poder. Para tanto, não deve ficar olhando somente sob um único prisma, acolher as experiências e os conhecimentos das ciências sustentará o seu voo e suas asas conseguirão escolher o que faz crescer. Se necessitar acessar informações da antropologia ou da física, não haverá problemas, deve considerar que esses conhecimentos
lhe aproximarão das respostas sobre a sua existência. Se forem duas, três ou uma das ciências, não importa, o que interessa, são as conexões para compreender-se como ser em processo de transcendência.
Crema (2008) ainda complementa
[...] trata-se, aqui, da tarefa consciente e responsável de explicitação dos pressupostos antropológicos, assumidos pelo psicólogo. Eu respeito um profissional que afirme, conscientemente seu pressuposto materialista, como um behaviorista ou reflexologista, assumindo que a abordagem transpessoal não faz parte da sua psicologia. Considero uma atitude lúcida e responsável. Para alguém que postule um pressuposto psicossomático, a exemplo de um psicanalista ou analista transacional, afirmar que transpessoal não é a sua psicologia. Nestes casos, há uma sabedoria de se reconhecer e respeitar os próprios limites. Agora, se os pressupostos antropológicos que eu assumo incluírem a dimensão ontológica, considerando o ser humano um composto psicossomático-noético, será lúcido e consistente que eu afirme: “Transpessoal não é apenas a minha psicologia; é o seu Oriente.” ( p. 74 )
Se há dentro de cada ciência o conflito, imaginemos como se manifesta no interior do ser humano. Os cientistas, filósofos e psicólogos equivocam-se ao apregoar uma única verdade ou corrente. A riqueza está em destacar de cada uma, o que melhor responde aos anseios e dar-se as mãos para redimensionar os conceitos e continuar ampliando as suas teorias ou conceituações, pois para Crema (2008, p. 75), o ser humano é um devir, um
processo infinito, ou ainda assumir que apenas conhecemos alguns aspectos de uma pessoa, reconhecer nossa ignorância perante a sua dimensão de processo perene, abrindo mão de explicá-lo simplisticamente e rotulá-lo, de forma reducionista.
Se esse processo de humanização é perene, temos que aceitar que talvez realmente não consigamos chegar a uma plenitude, entretanto, a valia do processo, poderá levar a sociedade ao encontro dos princípios norteadores de uma vida ética e acima de tudo, que considere o homem como um ser inacabado e inconcluso, mutante e protagonista de sua história.
O propósito da pesquisa se insere nesse contexto e para tal, as oficinas de vivência efetivaram-se como um dos caminhos para pensar as espirais da
subjetividade, o processo de inteireza humana e da consequente autoformação.
Segundo Cuberes (1989, p.87), oficina é um tempo e um espaço para
aprendizagem; um processo ativo de transformação recíproca entre sujeito e objeto; um caminho com alternativas, com equilibrações que nos aproximam progressivamente do objeto a conhecer.
As oficinas podem ainda gestar o vinculo, a participação, a interlocução e a produção de acontecimentos e conhecimentos, propiciando o caminho para autoformação.
Josso (2004), referenda que a autoformação é um processo que possibilita ao sujeito o caminhar para si, na perspectiva do reconstruir-se e responsabilizar-se na relação com o outro e com o mundo. É uma ação educativa que o sujeito realiza na vivência de experiências com outros sujeitos, ou seja, unimos as dimensões subjetivas expressas nas espirais e a intersubjetividade que conduz à transcendência.
Zorzan (2009, p.107) ainda acrescenta a nossa leitura de mundo que a
autoformação enquanto proposta educativo-pedagógica é constituída a partir de práticas vivenciais em que os sujeitos são instigados, por um orientador ou coordenador, ao diálogo, à narração de suas histórias e experiências de vida, à reflexão de suas compreensões e interpretações e à tomada de decisões sobre suas relações consigo mesmo, com o outro e com o mundo.
Nas oficinas de vivências, que foram propostas nesta pesquisa, além das interlocuções, expressas, no momento da partilha, tivemos a oportunidade como co-pesquisadores, concretizar em algumas técnicas especificas, trabalhos que foram frutos ora da vivência pessoal, ora da coletiva.
Momberger (2006) utiliza a terminologia de ateliês biográficos, nós situamos como oficinas de vivências, tendo as especificidades de cada espiral da subjetividade humana.
Retomo um aspecto significativo das oficinas, elas não pretendem se constituir em um atendimento psicológico. Pelo contrário, elas têm como objetivo potencializar cada espiral a partir das oficinas propostas para que o educador possa gradativamente perceber que a transformação do seu modo de ser e estar no mundo depende da compreensão que ele possui a respeito de si e como ele poderá fazer as conexões necessárias para empreender uma
interlocução no contexto educacional que venha resultar em ações construtivas e que modifiquem a ação docente vigente.
Evidentemente que alguns educadores até necessitam de um atendimento mais individualizado, e os encaminhamentos na medida em que surgiram foram acolhidos e auxiliados na busca especifica.
Os encontros para a realização das oficinas de vivência aconteceram semanalmente, às quartas-feiras, no horário das 17h30min às 19h30min, durante os meses de março a agosto do corrente ano, nas dependências do Colégio da Imaculada, no município de Canoas, no estado do RS.
A primeira etapa foi propor a reflexão das Espirais da Autoformação do Educador, por meio de oficinas de vivências que envolviam cada uma de suas espirais subjetivas. Para cada uma das espirais, num total de cinco, oportunizou-se dinâmicas e técnicas especificas para atingir o objetivo especifico daquela espiral.
As espirais foram assim definidas:
a) Espirais da Produção de Sentidos: esculpir a essência do eu;
b) Espirais da Subjetividade: como revelar a inteireza que me constitui; c) Espirais da Interação: abrindo as janelas para ir ao encontro do
outro;
d) Espirais do Movimento: mediação entre teoria e a prática;
e) Espirais dos Anéis: a reinvenção do ser humano frente às relações intersubjetivas
Essas espirais ao serem desenvolvidas dariam o suporte da reflexão para pensar os caminhos da autoformação do educador e sua contribuição na construção de uma cultura que busca a inteireza do ser humano.
Logo a seguir serão descritas as oficinas de vivências, destacando o seu objetivo, as dinâmicas aplicadas e utilizarei para sintetizar as vivências dos participantes, as intuições. De cada, espiral, haverá um processo reflexivo que partirá das intuições levantadas, quer envolvendo a partilha, o portfólio ou os registros de imagens e/ou vídeos.
Por se tratar de uma pesquisa que pretende compreender a inteireza do educador, a priori já possuímos parâmetros de categorias, para a análise metodológica, entretanto, elas não serão analisadas de forma isolada, procurarei unir os elementos contemplados nas espirais para responder ao propósito da pesquisa.
6.4 - VIVÊNCIAS DA AUTOFORMAÇÃO: ESPIRAIS DA AUTOFORMAÇÃO