4.1. Portre Eserlerin Ekspresyonizm İçindeki Yeri
5.1.10. Gabriele Münter
Viena 1925 - Milão 1968
Gastone Novelli nasceu em Viena, em julho de 1925, tendo sua formação se desenvolvido em Roma. Durante a Segunda Guerra participou da Resistenza Italiana contra o fascismo, sendo preso e condenado à morte em 1943. Libertado no ano seguinte, transfere-se para Florença. No pós-guerra inicia sua atividade na pintura e no desenho gráfico, apresentando forte influência das propostas concretistas originárias das teorias do arquiteto suíço Max Bill, com quem se encontrará em Zurique em 1947, e anos mais tarde em São Paulo, em 1953.
Transfere-se para o Brasil em 1948345, estabelecendo residência em São Paulo e trabalhando em uma série de projetos que buscavam a integração entre arte e arquitetura. Atua em projetos para murais, pavilhões, stands e decoração de interiores para lojas em São Paulo e no interior do estado. A partir de 1953 passa a integrar o corpo de professores dos cursos do Museu de Arte de São Paulo, substituindo o artista Roberto Sambonet e assumindo o curso de desenho e pintura, permanecendo no MASP até o retorno à Itália em 1955.
Novelli dá prosseguimento a sua pesquisa visual, incorporando em sua pintura elementos da paisagem brasileira e características mais expressivas em relação ao trabalho inicial, de orientação mais geométrica. Desenvolve uma série de cerâmicas utilitárias, como pratos, vasos e garrafas, para as quais transfere a mesma pesquisa visual. Em 1951 participa da Primeira Bienal de Arte do Museu de Arte Moderna de São Paulo, assim como da sua edição em 1953. Em 1949 realiza o projeto e a decoração do stand para a Vita Mate, que foi exposto na Feira Folclórica de São Paulo, realizada no Parque da Água Branca. Em 1952 desenvolve e coordena a montagem dos pavilhões para a II Exposição Industrial de São Carlos e projeta a decoração para o interior da Loja Kirsch, para a qual elabora um painel duplo.
Entre 1953 e 1954 projeta painéis para a fábrica King, em São Paulo. Em 1954, é convidado para projetar a decoração exterior do pavilhão do Rio Grande do Sul para a exposição do IV
345 Há versões conflitantes em relação a data exata da chegada de Novelli ao Brasil. Na revista Habitat n.9, no artigo “Novelli, pintor e ceramista” é indicada a data 1950. Entretanto, Marco Rinaldi, um dos pesquisadores da obra do artista identifica essa data como sendo 1948, apresentando trabalhos realizados por Novelli em São Paulo datados de 1949. RINALDI, Marco. La Casa Elettrica e il Caleidoscopio. Temi e stile dell´allestimento in Italia dal razionalismo alla
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Centenário da cidade de São Paulo, assim como para a elaboração da maioria dos stands em seu interior. Novelli é responsável também pelos desenhos dos stands do Ministério da Agricultura, da Sociedade Vinícula Rio Grande, Viação Férrea do Rio Grande do Sul (V.F.R.G.S), Indústria Autoborrachas, Indústria de guarnições Eureka, Companhia de Seguros Previdência do Sul, indústria de ventiladores Lindau, roupas de banho Jantzen, Pirelli, Instituto Riograndense do Arroz, Construtora Fichet & Schwartz-Haulmont, tecido Braspérola, Jockey Club, industria de Luminárias Pelotas e indústria de mobiliário plástico Vulcan.
Retorna à Itália em 1955, fixando-se em Roma. A partir do ano seguinte intensifica seu trabalho pictórico e entra em contato com os artistas abstrato-geométricos que integram o movimento
Forma 1, entre os quais Piero Dorazio, Giulio Turcato, Carla Accardi, Pietro Consagra, Achille
Perilli. Nesse mesmo período exibe seu trabalho em galerias de Roma e viaja para Paris, onde estabelece contato com os surrealistas Tristan Tzara, André Masson, Man Ray e Hans Arp. A partir de 1957, juntamente com o artista Achille Perilli, lança a revista L’Esperienza Moderna. Seu trabalho e suas posições políticas o tornam um dos principais artistas da vanguarda dos anos 1950 e 60 na Itália, sendo um dos importantes representantes da arte informal em seu país. Nesse período mantém contato com artistas norte-americanos que viviam em Roma nesse período, como Cy Twombly, Willem de Kooning e Robert Rauschenberg, com os quais realiza exposições conjuntas. Em 1963, Novelli volta a expor no Brasil, representando seu país ao lado do escultor Arnaldo Pomodoro, na VII Bienal de São Paulo. Em 1964 recebe o prêmio Gollin na Bienal de Veneza e lança a revista de arte e literatura Grammatica, juntamente com Giorgio Manganelli, Alfredo Giuliani e Achille Perilli.
O autor W. G. Sebald, em seu livro Austerliz, narra de forma romanceada a experiência de Gastone Novelli no Brasil. De acordo com Sebald, após o trauma da experiência no cárcere, Novelli e sua mulher chegam à América do Sul e vivem um tempo nas matas virgens com uma tribo de índios, passando a adotar seus costumes. Compilou um dicionário da língua dos indígenas, composta exclusivamente de vogais e sobretudo do fonema “A”, em suas diversas entonações. Seguindo para São Paulo, Novelli não encontrará nenhum registro sobre essa língua no Instituto de Lingüística de São Paulo. Ao retornar à Itália, começa a pintar quadros com a letra A como tema principal. 346
O MASP possui duas pinturas de Novelli: Composição 5ª e Composição 3ª, de orientação geométrica.
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Bramante BuffoniItália 1912 - Brasil 1989 Bramante Buffoni formou-se pelo Instituto Superiore per Le Industrie Artistiche, de Monza, e sua trajetória na Itália esteve vinculada ao trabalho realizado em colaboração com os arquitetos modernos de seu país, entre eles Marcelo Nizzoli, na integração entre arte, design e arquitetura. O trabalho de Buffoni esteve associado principalmente com a pintura, o design gráfico e o projeto de diversos murais para os escritórios da Olivetti italiana e para as diversas mostras industriais e decorativas como as Bienais de Monza e a Trienal de Milão.
Desenvolvendo projeto gráfico e expositivo, participa da Exposição de Aeronáutica Italiana de Milão em 1934, colabora no projeto e decoração do pavilhão da Itália na Exposição Internacional de Paris em 1937 e de vários pavilhões para a Feira de Milão dos anos de 1937, 1938 e 1939. Trabalha na elaboração artística da terceira edição da Mostra da Revolução Fascista em Roma, em 1942, para a qual projetou diversos murais. No pós-guerra, participa da VIII e da IX Trienal de Milão, respectivamente realizadas em 1947 e 1951.
Em 1953 Bramante Buffoni radicou-se no Brasil. Nesse mesmo ano inicia um curso de Design Gráfico no MASP e, a convite de Pietro Maria Bardi347, colabora na organização da exposição
de Cândido Portinari que o museu preparava, sendo responsável também pelo desenho do cartaz da exposição. Em paralelo às atividades no museu, Buffoni, que continuou sendo comissionado pela Olivetti no Brasil, trabalhou em constante parceria com o arquiteto italiano Giancarlo Palanti, produzindo painéis e realizando projetos de comunicação visual para as filiais das Lojas Olivetti no país.
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Em 1955 expõe em São Paulo, na Galeria Ambiente e na III Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. O MASP lhe dedicou três exposições individuais – em 1957, 1976 e 1984 – e uma retrospectiva em 1987. 348
348 Texto de apresentação da exposição escrito por Pietro Maria Bardi “Bramante Buffoni – pinturas”, datado de junho de 1987. Centro de Documentação do MASP.
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