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4.1. Portre Eserlerin Ekspresyonizm İçindeki Yeri

5.1.3. Erich Heckel

Roma 1914 - São Paulo 1992 Achilina Bo nasceu em Roma em 5 de dezembro de 1914, filha mais velha do casal formado pelo engenheiro Eurico Bo e Giovanna Gracia. Graziela, sua irmã mais nova completava a família. Desde a infância, se dedicou ao desenho, passando a frequentar o Liceu Artístico a partir de 1932. Após concluir os estudos no Liceu, decide estudar arquitetura, ingressando na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma, curso que conclui em 1939, após apresentar sua tesi di láurea intitulada Nucleo Assistenziale di Maternitá e Infanzia. Seu projeto de conclusão de curso, sob a direção de Gustavo Giovanini e Marcelo Piacentini, foi proposto em concreto e vidro, e apresentava características e influência da arquitetura de Alvar Aalto, contrapondo-se ao estilo oficial da Faculdade, voltado para o historicismo acadêmico. No Brasil, Lina se refere ao trabalho como “Maternidade para mães solteiras”.

Em 1940, aos 25 anos e recém-formada, transfere-se para Milão, associando-se ao arquiteto Carlos Pagani, de quem fora amiga durante o curso em Roma. Pagani iniciou seu curso de arquitetura em Roma e transferiu-se por um período para estudar no Politécnico de Milão, retornando a Roma para graduar-se. Ao contrário do ambiente de Roma, Milão era a cidade que realizava as Trienais, era também a cidade dos arquitetos do Gruppo 7. Também era o local de publicação das revistas Domus e Casabella, esta última reunindo os arquitetos modernos provenientes do Politécnico, como Edoardo Persico e Giuseppe Pagano. Fundam o escritório “Bo e Pagani”, localizado na Via Gesù nº 12, e juntos desenvolvem projetos de interiores e trabalham para o escritório do arquiteto Gio Ponti. No escritório de Ponti, Lina e Pagani colaboram como ilustradores e redatores em suas revistas, Domus, Belezza e Lo

Stile.311

Este período em que Lina se encontra em Milão, coincidente com a Segunda Guerra, foi marcado pela produção de diversos artigos e ilustrações em várias publicações, como Tempo,

311 CAMPELLO, Maria de Fátima. Lina Bo Bardi: As Moradas da Alma. Dissertação de Mestrado. EESC-USP. São Carlos, 1995. p. 15.

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Cordélia, Grazia, Bellezza, Vetrina, L’Illustrazione Italiana e Lo Stile.312 Entre 1940 e 1943, Lina

trabalhou com Pagani para a Grazia e Lo Stile, revistas voltadas para os temas de casa, arquitetura, ambientações, design e arte. Em Lo Stile foi publicado um dos poucos projetos executados por Lina e Pagani, um projeto de ambientação do apartamento de um irmão de Pagani.313. Pietro Maria Bardi também colaborou com Lo Stile, como encarregado dos temas sobre urbanismo e pintura. Foi no período em que trabalhava para essa revista que Lina conheceu Bardi. O encontro se deu através de um incidente envolvendo uma ilustração emprestada por Bardi à revista, que a devolveu danificada pelo correio. Lina, que desde seu período de formação ouvira falar de Bardi, viajou até Roma para conhecê-lo, sob o pretexto de se desculpar em nome da revista.314

Em agosto de 1943, com a ocupação alemã do Norte da Itália, os bombardeios sobre Milão atingem seu escritório na Via Gesù. No mesmo ano, Carlo Pagani foi convidado para assumir a direção da Domus, deixada por Ponti em 1939 e assumida posteriormente por Gianni Mazzocchi (durante 1939-1941), Giuseppe Pagano e Máximo Bontempelli (1941-1942), e Guglielmo Ulrich (1942-1943). Nesse momento Pagani propõe a Mazzochi oferecer a co- direção da revista a Lina, alegando que sua condição de mulher facilitaria o deslocamento nos trens entre Milão e Bérgamo, para onde foi transferida a sede da revista durante esse período de ocupação pelas forças alemãs. O nome de Lina aparecerá como co-diretora da Domus ao lado de Pagani a partir do número 195, de março de 1944.315 Juntamente com Pagani na direção de Domus, Lina funda a coleção Quaderni di Domus, no qual publicam mobiliários e equipamentos para a casa moderna, e também artigos de arquitetos italianos e estrangeiros, abordando as questões do artesanato e desenho industrial.

Com o fim da guerra, Lina passou a colaborar com o jornal Milano Sera, escrevendo para uma seção de arquitetura e realizando diversas viagens documentando áreas destruídas pela guerra.316 Esse também foi o período em que Lina começou a se relacionar com o grupo de arquitetos que formavam o movimento pela reconstrução do país, o Movimento Studi

Architettura (MSA), sendo o núcleo milanês dirigido pelo arquiteto Ernesto Nathan Rogers.

Participaram também das reuniões os arquitetos Lodovico Belgiojoso, Piero Bottoni, Césare Chiodi, Irenio Diotallevi, Ignazio Gardella, Enrico Peressuti e Gino Pollini. No Primo Congresso

Nazionale per la Ricostruzione Edilizia, Lina foi a única mulher entre os arquitetos a fazer um

pronunciamento sobre a necessidade da habitação, “A Casa do Homem”.317

Lina e Pagani fundam a revista semanal A – Attualità, Abitazione, Arte, que conta ainda com Bruno Zevi e Raffaele Carrieri como colaboradores em Roma. Publicada pelo Editoriale Domus

312 Idem, p. 17 313 Ibidem, p. 19 314 Ibidem, p. 20 315 CAMPELLO, p. 21 316 FERRAZ, p. 31 317 CAMPELLO, p. 23

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de Milão, a revista se voltou para o problema da habitação e do urbanismo, refletindo sobre as possibilidades de reconstrução. A revista “A” representou uma ruptura no campo das revistas de arquitetura na Itália, seja no seu projeto gráfico como em seus textos, nos quais se apresentava uma Itália desigual e destroçada do pós-guerra, utilizando uma linguagem próxima do realismo italiano do período.

O tom da revista era de renascimento: “Nós nos propomos a criar em cada homem e em cada mulher a consciência daquilo que é a casa, a cidade. Fazer com que todos conheçam os problemas da reconstrução, para que todos, e não apenas os técnicos, nela colaborem”.318 O

quarto número da revista, de abril de 1946, apresenta a resenha de Possono le Nostre Cittá

Sopravvivere? sobre a publicação de Josep Lluis Sert, que cobriu o CIAM de 1933. A partir do

número 7, a revista passou a se chamar A - Cultura della Vitta, encerrando-se sua publicação em julho de 1946.319

Lina retorna a Roma e, poucos meses depois, casa-se com Pietro Maria Bardi. Existe uma outra versão desse primeiro encontro: Lina, então como redatora de Lo Stile, teria sido enviada a Roma para entrevistar Bardi a respeito de um conjunto de casas coletivas. “Andei com ele, para a entrevista, através de ateliês e obras e voltando a Milão, continuamos mantendo relações. Deram-se outros encontros, namoramos e em 46 casamos, decidindo nos transferir para o Brasil.” 320

Nesse mesmo ano de 1946, o casal Bardi resolve deixar a Itália e embarca em viagem para a América do Sul. Para Lina havia pouca esperança de continuar no país e poder participar de sua reconstrução, principalmente depois da tomada de poder pela Democracia Cristã. Para Bardi, a permanência na Itália implicaria o risco de cassação do direito de exercer suas atividades de jornalista e crítico, devido a sua atuação profissional durante o período do fascismo.321 Bardi já conhecia o Brasil, fizera escala no país em 1933 a caminho de Buenos Aires, onde organizou uma exposição sobre arquitetura Italiana no Museu Nacional de Belas Artes.322 Lina conhecia o Brasil através de sua arquitetura, apresentada em Brazil Builds,

publicado pelo MOMA de Nova York por Philip Goodwin.323

Lina e Bardi desembarcam no Rio de Janeiro e são recebidos pelo jornalista Mário da Silva Brito e por sua esposa Lilli. Com a ajuda de Mário, organizam suas primeiras exposições no Brasil, com as obras que trouxeram da Itália. Na primeira exposição realizada no Salão Nobre do Ministério da Educação e Saúde, “Exposição de Pintura Italiana Antiga do séc.XIII ao séc. XVIII”, Pietro Maria Bardi foi apresentado a Assis Chateaubriand, proprietário dos Diários

Benzer Belgeler