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3. ARAŞTIRMANIN YÖNTEMİ

3.5. Verilerin Analizi

3.5.1 Güvenirlilik

A partir dos dados descritos anteriormente partimos para análise da incidência ou não da síndrome de burnout nos dois tipos de organizações pesquisadas. Para isto, adotamos o mesmo procedimento de Maslach e Jackson (1986), que identificaram três níveis de intensidade da síndrome em cada fator (baixo, médio e alto) a partir dos percentis da curva normal, estabelecendo os pontos que dividem os indivíduos da amostra em proporções iguais.

A partir dos níveis em cada fator é hipoteticamente possível identificar 27 combinações distintas. Por meio da aplicação de análise de clusters identificamos as combinações (configurações da síndrome) ocorrida na nossa amostra. Começaremos, então, a descrever a partir das configurações em que a síndrome de burnout encontra-se no nível mais elevado, que são exatamente as combinações que mesclam os escores alto e médio. Semelhantemente ao procedimento adotado por Tamayo, Argolo e Borges (no prelo), a Tabela 15 mostra oito configurações nas quais há uma diferença dos níveis de

burnout, indo do médio ao elevado. Na referida tabela, podemos observar que 60,12%

da amostra (101 pessoas), estão no nível mais avançado da síndrome, sendo que 38 (22,62%) dessas pessoas estão no nível máximo, no qual encontramos os escore alto nos três fatores. Entre as configurações 1 a 4, encontramos 31 indivíduos (18,45%) situados no nível acentuado da síndrome, enquanto que nas configurações 5 a 8, nível mais extremado, estão 70 indivíduos (41,67%) da amostra.

Tabela 15. A incidência da síndrome de burnout , mesclando os escores altos e médios

Configurações

Fatores

1 2 3 4 5 6 7 8

Exaustão Emocional Médio Médio Médio Alto Médio Alto Alto Alto

Diminuição de Realização Pessoal Médio Médio Alto Médio Alto Médio Alto Alto

Despersonalização Médio Alto Médio Médio Alto Alto Médio Alto

Número de Participantes (101/168) 7 4 3 17 2 20 10 38

Há também outras configurações (Tabela 16) que, embora não estejam situadas nos níveis mais acentuados da síndrome, tornam-se relevantes, pois os indivíduos desses níveis, também estão muitos suscetíveis ao aparecimento da síndrome de burnout, sendo percebido através de alterações comportamentais no ambiente de trabalho e outros tipos de dificuldades. Estas configurações mesclam os níveis altos, médios e baixos dos fatores da síndrome de burnout. Nessas configurações encontram-se 33 indivíduos (19,64%) da amostra, sendo que a maior parte deles (23 indivíduos) apresenta um nível alto de Exaustão Emocional. Estes dados são extremamente preocupantes, visto que, praticamente 80% da amostra está nos níveis mais avançados da síndrome.

Tabela 16. Incidência da síndrome de burnout, mesclando os escores altos, médios e baixos da síndrome de burnout

Configurações Fatores

9 10 11 12 13 14 15 16

Exaustão Emocional Alto Alto Alto Médio Baixo Baixo Baixo Alto

Diminuição de Realização Pessoal Baixo Alto Médio Alto Médio Alto Alto Baixo

Despersonalização Alto Baixo Baixo Baixo Alto Médio Baixo Baixo

Ainda temos um outro nível de configurações que mesclam os escores médios e baixos da síndrome. As pessoas que se situam neste nível estão menos suscetíveis a apresentar a síndrome. No entanto, como tratamos a mesma como processual, é importante levar em consideração também os indivíduos que se situam neste nível, a fim dos mesmos não desenvolverem a síndrome de burnout para os níveis mais preocupantes, já descritos anteriormente. A Tabela 17 apresenta um grupo de 34 indivíduos (20,24%) da amostra que estão neste tipo de configuração.

Tabela 17. Incidência da síndrome de burnout, mesclando os escores médios e baixos

Configurações Fatores

17 18 19 20 21 22

Exaustão Emocional Médio Médio Baixo Baixo Médio Baixo

Diminuição de Realização Pessoal Médio Baixo Médio Médio Baixo Baixo

Despersonalização Baixo Médio Médio Baixo Baixo Baixo

Número de Participantes (34/168) 18 3 3 1 6 3

Embora observemos que a maior parte da amostra pesquisada encontra-se no nível mais alto de incidência da síndrome, é importante destacar as diferenças da incidência por tipo de organização (Tabela 18). Dessa forma, destacamos mais uma vez que, embora as organizações tenham atividades muito diferentes, se assemelham em diversos aspectos. A freqüência nas escolas e nos hospitais se mantém estável tanto em relação ao primeiro tipo (nível mais elevado), quanto em relação ao segundo tipo (nível intermediário). No entanto, o terceiro tipo (nível mais baixo) apresenta uma menor freqüência nas escolas, mas a diferença não chega a ser relevante se compararmos aos hospitais.

Tabela 18. Configurações dos fatores da síndrome de burnout por tipo de organização Tipo de Organização

Configurações dos fatores da síndrome de burnout Escolas Hospitais Primeiro Tipo 51,50% 48,50% Segundo Tipo 51,50% 48,50% Terceiro Tipo 47,10% 52,90% Qui-Quadrado (coeficiente de Pearson) Qui-quadrado=0,213 para p=0,90

Quando comparamos cada organização de acordo com a freqüência das configurações, chegamos ao que está sintetizado na Tabela 19. Observamos que as maiores freqüências do primeiro tipo de configuração5, que indica o nível mais avançado da síndrome de burnout, encontram-se entre as escolas, na escola da Zona Sul (25,7%) e, entre os hospitais, no hospital-escola (23,8%). No entanto, são dois hospitais (hospital-escola e hospital militar) que têm uma incidência da síndrome de burnout pouco maior, pois a freqüência das configurações nestas duas organizações cresce para o primeiro tipo. No hospital especializado ocorre justamente o contrário, ou seja, parte dos seus profissionais encontra-se no nível mais distante de apresentar a síndrome (35,3%), diminuindo a freqüência quando passamos aos níveis mais elevados de incidência da síndrome. Neste hospital, estão 17,3% do total da amostra. Nas escolas não encontramos uma distribuição organizada da freqüência. Na escola do Centro e na

5 O primeiro tipo de configuração é o que reúne os escores altos e médios, o segundo tipo são as

combinações que mesclam os valores alto, médio e baixo e o terceiro tipo são aquelas que reúnem as combinações dos escores médios e baixos.

escola de Petrópolis as maiores freqüências encontram-se no segundo tipo, já na escola da Zona Sul está no primeiro tipo. Esta é também a escola que representa o maior percentual da amostra (22,6%).

Tabela 19. Configurações dos fatores da síndrome de burnout por organizações Organizações

Tipo de

Configurações Escola de

Petrópolis Escola da Zona Sul Escola do Centro Hospital Militar Hospital- Escola Especializado Hospital

Primeiro Tipo 11,9% 25,7% 13,9% 14,9% 23,8% 9,9%

Segundo Tipo 24,2% 12,1% 15,2% 6,1% 21,2% 21,2%

Terceiro Tipo 11,8% 23,5% 11,8% 5,9% 11,8% 35,3%

Total da amostra 14,3% 22,6% 13,7% 11,3% 20,8% 17,3%

Teste Qui-quadrado (Pearson) Qui-Quadrado=19,49, gl=10, p=0,034

De acordo com os resultados obtidos, pudemos observar que tanto nas escolas quanto nos hospitais pesquisados, há grande incidência da síndrome nos seus profissionais. Não havendo muita diferença entre os percentuais considerando o tipo de organização, como descrito anteriormente. Quando analisamos as médias dos fatores de

burnout somente entre as escolas e entre os hospitais, não encontramos diferenças

significativas entre as escolas. Embora as maiores incidências estão na escola da Zona Sul. Enquanto que, quando analisamos somente os hospitais, encontramos diferenças estatisticamente significativas tanto no fator Exaustão Emocional, quanto no fator Despersonalização, sendo que as maiores incidências da síndrome de burnout estão no hospital militar e no hospital-escola.

É importante observar que a diferença de setor econômico se mostrou menos importante do que as diferenças entre as organizações quanto aos efeitos que têm na incidência da síndrome, mas que estamos lidando com dois setores cujas atividades podem ser classificadas como serviços de cuidados humanos. Desta forma, confirmamos mais uma vez, além dos estudos já existentes (Lautert, 1997a e b; Radünz, 1999; Carlotto, 2002), que os profissionais que trabalham com serviço de ajuda estão realmente suscetíveis a apresentar as características da síndrome de burnout. Não somente os profissionais de ensino são sensíveis à aquisição da síndrome, como também os profissionais de saúde. Além disso, os resultados confirmam que mesmo dentro de um mesmo setor econômico as características organizacionais são importantes, o que significa que as organizações têm como prevenir a ocorrência da síndrome.

Benzer Belgeler