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BÖLÜM 2: ÖRGÜTSEL GÜVEN

2.3. Güveni ve Güven Düzeyini Etkileyen Faktörler

As variáveis que integram a primeira etapa do estudo são as seguintes: a) Relativas às características sócio-demográficas:

• Sexo – feminino e masculino.

• Faixa etária no momento da primeira notificação da TBMR – categorizada em períodos de cinco anos, com início aos 18 e término aos 80 anos, medida em anos completos.

• Cor/etnia – categorizada em: branca, negra, amarela, parda, sem informação.

• Situação empregatícia no momento da primeira notificação da TBMR – categorizada em: desempregado/não pensionista INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), desempregado/pensionista INSS, desempregado/sem informação, empregado/com registro formal, empregado/sem registro formal, empregado/sem informação de registro/pensionista INSS, empregado/sem informações de registro e pensão, aposentado/pensionista INSS, aposentado/sem informação de pensão, sem informação da situação empregatícia/pensionista, sem informações e casos que não se aplica (detentos e donas de casa).

• Escolaridade no momento da primeira notificação da TBMR – categorizada em anos de estudos concluídos: nenhum, de 1 a 3, de 4 a 7, de 8 a 11, de 12 e mais e sem informação.

b) Relativas às características clínico-epidemiológicas:

• Número de casos de primeiro diagnóstico de TBMR notificados/ano – variável medida pela freqüência de notificações de casos de primeiro diagnóstico TBMR em cada ano do período estudado (agosto de 2002 a dezembro de 2009).

• Município de residência do paciente na época da primeira notificação da TBMR – variável categorizada por Departamento Regional de Saúde – DRS.

• Tipo de Serviço de Saúde que encaminhou o paciente ao Centro de Referência – variável categorizada em unidade básica de saúde (UBS), hospital, ambulatório de especialidades, policlínica, serviço médico particular e sem informação.

• Localização do Serviço de Saúde que encaminhou o paciente ao Centro de Referência – variável categorizada por Departamento Regional de Saúde – DRS.

• Tratamentos para TB realizados anteriormente à primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: sim (foram mensurados: a freqüência

de tratamentos anteriores; o intervalo de tempo desde o 1º tratamento para a TB até o início do 1º tratamento para a TBMR; identificação dos esquemas utilizados em cada tratamento anterior (I, IR, III); identificação dos outros medicamentos, exceto os que integram os esquemas I, IR e III; e identificação dos resultados de cada tratamento anterior - cura, abandono e falência); e não.

• Tipo de resistência – variável categorizada em: TBMR primária e TBMR secundária.

• Co-morbidades anteriormente à notificação e no momento da primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: sim (Aids, diabetes, silicose, neoplasias, corticoterapia prolongada, transplantado de órgão, hemodiálise, alcoolismo, drogas ilícitas, depressão, hipertensão, toxoplasmose, blastomicose, asma e bronquite); e não.

• Investigação de contatos após a primeira notificação da TBMR – variável categorizada em sim e não.

• Sorologia para HIV, realizada antes ou depois da primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: sim (resultado positivo ou negativo) e não.

• Baciloscopia de escarro na primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: negativa, positiva +, positiva ++ e positiva +++ ou mais.

• Cultura de escarro na primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: negativa, positiva +, positiva ++, positiva +++ ou mais.

• Teste de sensibilidade na primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: realizado (resistente ou sensível às seguintes drogas: rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol, estreptomicina, etionamida, amicacina, kanamicina, capreomicina, ciprofloxacina, ofloxacina, levofoxacina, moxifloxacino, terizidona).

• Forma clínica da TBMR na primeira notificação: variável categorizada em: pulmonar, pulmonar + pleural e extrapulmonar.

• Raio X de tórax realizado imediatamente antes ou logo após a primeira notificação da TBMR – variável categorizada em: realizado (unilateral cavitária, unilateral não cavitária, bilateral cavitária, bilateral não cavitária e normal) e não realizado.

• Tratamento proposto logo após a primeira notificação da TBMR – variável medida pela identificação das drogas prescritas (amicacina, ofloxacina, etambutol, clofazemina, terizidona, estreptomicina, pirazinamida, rifampicina, isoniazida, etionamida).

• Tratamento supervisionado após o diagnóstico da TBMR e tipo de serviço de saúde responsável pela supervisão - variáveis categorizadas em: sim (local da supervisão – categorizado em: Unidade Básica de Saúde-UBS, penitenciária, Centro de Referência em TB, policlínica, ambulatório, casa de recuperação de TB, hospital e clínica para dependentes químicos) e não.

• Tipo de alta - variável categorizada em: cura, abandono, falência, óbito, transferência e paciente em tratamento (para pacientes que ainda não haviam tido alta no momento da coleta de dados).

Na segunda etapa do estudo, constituem categorias empíricas, as que se seguem:

c) Relativas à caracterização geral do paciente:

• Sexo – feminino e masculino.

• Faixa etária no momento da primeira notificação da TBMR – categorizada em períodos de cinco anos, com início aos 18 e término aos 56 anos, medida em anos completos.

• Estado civil no momento do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizada em: solteiro, casado/com companheiro, separado/divorciado.

• Religião no momento do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizada em: sim (nos casos afirmativos, foi medida pela freqüência das crenças religiosas referidas) e não.

• Escolaridade no momento do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizada em anos de estudos concluídos: de 1 a 3, de 4 a7, de 8 a 11 e de 12 e mais.

• Procedência – categorizada em: São Paulo (capital), São Paulo (interior), Bahia, Paraná, Pernambuco, conforme foi referido.

• Tempo de permanência no Estado de São Paulo até o momento do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizado em períodos de 10 anos: de 1 a 10, de 11 a 20, de 21 a 30 e de 21 a 40, medida em anos completos.

• Co-morbidades na época do primeiro diagnóstico da TBMR - categorizada em: sim (em caso afirmativo - medida pela freqüência de co-morbidades referidas) e não.

• Uso de álcool, cigarro e drogas na época do primeiro diagnóstico da TBMR - categorizada em: sim (em caso afirmativo - medida pela freqüência de menção ao uso das substâncias indicadas) e não.

d) Relativas ao processo de produção social (condições de trabalho):

• Inserção no mercado de trabalho na época do primeiro diagnóstico da TBMR – (trabalhando no momento ou não (aposentado, afastado, desempregado: período de tempo), registro formal (sim/não), jornada de trabalho (em número de horas semanais), qualificação para a ocupação (curso/treinamento para o exercício da função ou não).

• Renda familiar mensal na época do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizada em: menos de 1 salário mínimo (sm), até 1 sm, até 2 sm, até 3 sm, mais de 3 sm.

• Relativas ao processo de reprodução social (condições de vida):

• Suficiência de renda para viver – categorizada em: suficiente ou insuficiente para morar, suficiente ou insuficiente para alimentar-se, suficiente ou insuficiente para transporte, suficiente ou insuficiente para lazer, suficiente ou insuficiente para o vestuário.

• Propriedade da moradia na época do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizada em: própria, cedida, alugada e financiada.

• Tipo de habitação em que o paciente vivia na época do primeiro diagnóstico da TBMR - categorizado em: alvenaria (única referida).

• Número de cômodos da moradia em que vivia na época do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizado em: 1 cômodo, 2 cômodos, 3 cômodos, 4 cômodos, 5 ou mais (excluindo o banheiro).

• Número de residentes na moradia na época do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizado em zero, um, 2 a 3 e 4 a mais.

• Número de pessoas com quem compartilhava o dormitório na época do primeiro diagnóstico da TBMR – categorizado em zero, um, 2 a 3 e 4 a mais.

• Benefícios da moradia em que vivia na época do primeiro diagnóstico da TBMR - categorizada em: luz elétrica (sim/não), água encanada (sim/não), rua com asfalto (sim/não), rede de esgoto (sim/não), coleta de lixo semanal (sim/não). Se resposta afirmativa em relação à coleta de lixo, número de vezes que era realizada por semana - categorizada em: de 1 a 3, mais de 3 e não souberam informar).

• Meio de transporte mais utilizado na época do primeiro diagnóstico da TBMR e na ocasião da coleta de dados – categorizado em: ônibus, metrô/trem, carro próprio e moto.

• Serviços de saúde a que recorria na época do primeiro diagnóstico da TBMR e por ocasião da coleta de dados – categorizados em: serviços de saúde públicos (unidades básicas de saúde, hospitais, pronto-socorros), serviços de saúde privados (seguro-saúde ou pagamento direto).

• Participação em grupo comunitário/associação/sindicato/partido político na época do primeiro diagnóstico da TBMR e na ocasião da coleta de dados – categorizada em: sim; não; às vezes.

As categorias analíticas da segunda etapa do estudo foram:

• Trajetória percorrida pelo paciente desde os primeiros sinais e sintomas da TB até o primeiro diagnóstico da TBMR.

• Aspectos relacionados à vida/trabalho dos indivíduos que podem ter relação com a TBMR.

• Aspectos relacionados ao processo de produção da saúde (a acessibilidade) que podem ter relação com a TBMR.

É importante ressaltar que, por definição do objeto do estudo, sabia-se de antemão que a categoria analítica que deveria orientar a coleta de dados era a trajetória percorrida pelos indivíduos até o diagnóstico da TBMR. Com o desenvolvimento do estudo, verificou-se que emergiram outras, as citadas acima, diretamente articuladas à história da enfermidade até a TBMR.