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Güç Mesafesi Algısı ve Örgütsel Güven İlişkisi

BÖLÜM 2: ÖRGÜTSEL GÜVEN

2.5. Güç Mesafesi Algısı ve Örgütsel Güven İlişkisi

Anteriormente à coleta de dados, foi realizado teste piloto para validar ambos os instrumentos e proceder aos ajustes necessários.

Para a validação do instrumento utilizado para a apreensão das informações relativas às características sócio-demográficas e clínico-epidemiológicas dos pacientes matriculados na Instituição, no período de agosto de 2002 a dezembro de 2009, foram necessários oito pacientes (um de cada ano). Já para a validação do instrumento que possibilitou a apreensão do perfil de algumas características pessoais e das condições materiais de existência e sobre a trajetória dos pacientes com diagnóstico de TBMR, no ano de 2009, desde o surgimento dos primeiros sinais e sintomas da TB até a constatação da multirresistência, foram realizadas duas entrevistas. Os dados referentes a esses pacientes foram excluídos do estudo.

Como mencionado, a coleta de dados ocorreu no período de 22 de fevereiro a 15 de junho de 2010. Num primeiro momento, buscando compreender qual seria o montante de pacientes que seriam incluídos na primeira fase do estudo, foram levantadas, através do Sistema TBMR, todas as notificações de casos de TBMR realizadas pela Instituição no período de agosto de 2002 a dezembro de 2010. Vale mencionar que a pesquisadora, durante toda a utilização do Sistema TBMR, contou com o apoio e tutoria de funcionário responsável pela manipulação do Sistema da Instituição onde ocorreu o estudo. Admitindo possíveis falhas na alimentação do Sistema pela Instituição, foram também levantadas todas as notificações de casos de TBMR, registradas nos Livros “Preto” (livro de registro de pacientes com TBMR no período de agosto de 2002 a junho de 2007) ou “Verde” (livro de registro de pacientes com TBMR no período de julho de 2007 a dezembro de 2009).

As falhas na alimentação do Sistema TBMR foram admitidas, dado que, apesar de ter sido criado em 2004, o Sistema possui dados anteriores a essa data; além disso, havia dificuldade na manipulação do Sistema, dado que era novo para os funcionários que trabalhavam com a TBMR.

Após o levantamento dos registros de notificações de casos de TBMR, tanto do Sistema TBMR, quanto dos livros Preto e Verde, do período de agosto de 2002 a dezembro de 2009, as listas de pacientes foram comparadas primeiramente por ano. Neste momento, prevaleceu a soma de notificações distintas obtidas em ambas as listas, por ano. Assim, obteve-se o contingente de 304 pacientes. Porém, segundo motivos já explicitados anteriormente, apenas 188 pacientes fizeram parte da primeira fase do estudo.

Os dados desses pacientes foram digitados, pela própria pesquisadora, em planilha Excel do programa Microsoft Office 2007 e, posteriormente, foram importados para o Programa Epi-Info 2.000, para a sistematização das variáveis em tabelas. É importante ressaltar que todos os dados da planilha do Excel foram cuidadosamente conferidos pela própria, antes da importação para o Epi-Info 2.000, a fim de evitar possíveis falhas na alimentação do banco de dados e, conseqüentemente, nos resultados.

Para a segunda fase do estudo, referente à apreensão dos aspectos que levaram ao desenvolvimento da TBMR, foi utilizada a lista de 43 pacientes com notificação, no ano de 2009, na Instituição. Essa lista foi obtida da comparação entre a lista de notificações geradas pelo Sistema TBMR e a lista de registro de notificações obtida do livro Verde. Conforme motivos apresentados anteriormente, no subtítulo População de Estudo (capítulo Metodologia), o contingente populacional desta fase do estudo foi de 19 pacientes.

Após a transcrição dos depoimentos, a pesquisadora realizou sua revisão integral, através da escuta das entrevistas.

O material empírico foi decodificado segundo técnica de análise de discurso proposta por Fiorin e Savioli (1991), adaptada por Bertolozzi (1998, 2005) e que é fundamentada na Teoria da Geração de Sentido de Greimás, que permite a depreensão de frases temáticas (Fiorin, 1989). Tal análise é realizada buscando-se as figuras (elementos concretos) e os temas (elementos abstratos) presentes nos discursos. Segundo Fiorin e Savioli (1991), as figuras são “... palavras ou expressões que correspondem a algo existente no mundo natural: substantivos concretos, verbos que indicam atividades físicas, adjetivos que expressam qualidades físicas”. Os temas “... são palavras ou expressões que não correspondem a algo existente no mundo natural, mas a elementos que organizam, categorizam, ordenam a realidade percebida pelos sentidos”. Os autores explicam que, no texto, todos os elementos relacionam-se e o que dá sentido às figuras é um tema. Assim, encontrar o sentido de figuras encadeadas é encontrar o tema a elas subjacentes, conforme realizado no presente estudo. Os temas evidenciam os sentidos e os significados de ação contidos no discurso.

Na análise dos depoimentos, procedeu-se à sua desconstrução, à decomposição, partindo-se da estrutura narrativa, que é mais concreta, caminhando em direção da estrutura profunda. Todos os depoimentos foram analisados seguindo essa orientação, buscando-se verificar a interpretação dos sujeitos.

Foram privilegiadas a profundidade e a literalidade dos depoimentos dos sujeitos. Isso foi feito através de várias leituras de cada depoimento, buscando-se quais eram os temas subjacentes nos discursos dos pacientes. Os depoimentos foram

então decodificados em frases temáticas (Apêndice IV). Destaca-se, portanto, que as frases temáticas já resultam de um trabalho de decodificação dos discursos, já submetidas, portanto, ao processo de análise. Cada sujeito do estudo recebeu uma letra de identificação e cada frase temática, um número, de forma tal a possibilitar a sua visualização no conjunto de frases. É importante ressaltar que nem todas as frases temáticas foram utilizadas para a análise, privilegiando-se aquelas que mais se relacionavam ao objeto de estudo.