BEDEN VE “BEDEN FELSEFESİ”
2.1. GÜNÜMÜZDE BEDENİN ÖN PLANA ÇIKMASI
Os displays públicos estão presentes nos espaços públicos há bastante tempo e fazem parte do cotidiano das pessoas. Seja por propósitos comerciais e/ou informativos, displays públicos como cartazes e outdoors vêm sendo usados durante décadas para divulgar produtos, serviços e informações em geral.
Com o advento das tecnologias digitais, surgiram os primeiros displays digitais que ainda não eram interativos. No entanto, esses displays digitais resolviam um problema, facilitar a troca de mídias. Essa praticidade fez com que os mesmos se espalhassem por locais como shoppings e aeroportos (SILVA et al., 2014). Tais
displays, são chamados de displays públicos situados e transmitem informações para
populações heterogêneas sendo úteis para um dado contexto (MÜLLER & KRÜGER, 2006).
Recentemente, esses displays digitais estão incorporando novas tecnologias e se tornando interativos. Assim, os usuários podem interagir com o display e em alguns casos podem até mesmo adicionar informação a eles (BRIGNULL & ROGERS, 2003; MAUNDER et al. 2008). Além dessa interação, tem se verificado que os displays públicos quando possuem algum grau de contextualização podem ter um potencial na promoção de interação entre as pessoas e na forma como as comunidades são criadas (CALDERON et al., 2013a).
– Capítulo 2
2.4.1 Displays Públicos Interativos no Apoio a Socialização
Displays públicos interativos estão se popularizando rapidamente e ficando
mais acessíveis nos espaços públicos e semipúblicos. Nesse contexto, esses displays podem se apoiar da propagação dos dispositivos móveis pessoais para criar maneiras novas e inovadoras de se socializar.
Para Kuikkaniemi et al. (2011), os displays públicos são uma forma promissora de trazer a experiência interativa para os espaços urbanos. Quando explorados de forma inovadora, esses displays podem motivar a interação criativa individual e em grupo. No entanto, em espaços públicos esses displays precisam contemplar certas questões de design, como: multiusuários, interações implícitas, telas adaptativas, seções e ciclos de vida da interação, formato da tela, fatores do ambiente e privacidade. Essas questões de design são apresentadas na tabela 1.
Tabela 1 - Considerações no design de interação e interface de displays públicos (KUIKKANIEMI et al. 2011)
Questões de design Considerações
Multiusuários O display público deve permitir a ocorrência de interação social por meio da tela ou ao redor da tela, e o sistema deve permitir a sua utilização simultaneamente.
Interações implícitas O design da interação e da interface devem apoiar a interação implícita baseadas em pistas comportamentais visuais e sonoras, considerando fatores adversos como iluminação e ruído.
Telas adaptativas O display público deve se adaptar às condições gerais (como o clima, tempo, e eventos no local), dinâmicas sociais ao redor da tela, e pessoas.
Seções e ciclos de vida da interação
As diferentes fases de interação com display público devem ser contempladas: passando próximo, visualizando e reagindo, interação sútil, interação direta, interação repetida, acompanhamento e recordação.
Formato da tela O formato da tela deve estar de acordo com a sua finalidade. Diversos formatos são possíveis, de formatos cilíndricos à paredes e fachadas, incluindo múltiplas telas. Fatores do ambiente A arquitetura e design urbano, iluminação, som, segurança
– Capítulo 2
Privacidade O sistema deve proteger os dados criados na interação para não comprometer os dados privados dos usuários.
O design de interação e interface de displays públicos demanda atenção dos
designers e desenvolvedores para vários detalhes e fatores críticos. Detalhes e
fatores que são comparados por Kuikkaniemi et al. (2011) ao de uma peça de teatro ou uma instalação de arte, o que requer cuidados aos detalhes estéticos. Tais detalhes devem construir uma experiência positiva nos usuários. Assim, essa experiência positiva pode se transformar em confiança e engajamento da comunidade, assuntos delicados e frequentes em trabalho que envolvem relações públicas. Além disso, fatores relacionados à implantação do display público, requerem aspectos práticos para evitar o vandalismo e para moderar certas apropriações e usos inadequados por parte do usuário. No entanto, se atentar a todos esses aspectos na construção do
display público pode potencializar a criação de um espaço para socialização,
aumentar a sua visibilidade, além de fomentar uma consciência coletiva e até criar um espaço para performances criativas espontâneas (KUIKKANIEMI et al. 2011).
Com o propósito de criar espaços para socialização e favorecer as interações sociais presenciais face-a-face em espaços públicos, o uso de displays públicos é bastante recorrente e têm uma vasta literatura. Vários estudos, como em Farnham et
al. (2009), McCarthy et al. (2009) e Salvador et al. (2005), verificaram que o uso de displays públicos provocou um aumento na percepção do sentimento de comunidade,
um maior apego ao local e um maior número de interação social no local enriquecendo a natureza dos espaços existentes. Scheible et al. (2007) e Kim et al. (2010) observaram, também, que a utilização de displays públicos pode encorajar a colaboração entre os membros de uma comunidade nos espaços públicos.
2.4.2 Reflexões sobre Displays Públicos Interativos para este Trabalho
Apesar de recente, já existe uma vasta literatura sobre o uso de displays públicos para promover interação na comunidade. No entanto, para esta proposta, irá se utilizar displays públicos para compor uma instalação interativa e criar um espaço favorável para a ocorrência de thirdplaceness, diferenciando-se dos outros trabalhos relacionados.
– Capítulo 2
Com o uso de displays públicos espera-se alavancar as interações e experiências sociais em um ambiente de trabalho, apoiar a percepção de pertencimento a uma comunidade e aumentar o apego pelo local. Além disso, essa proposta busca utilizar displays públicos para compor uma instalação que visa traduzir a essência de uma instalação de arte interativa não tecnológica e provocar o mesmo engajamento da instalação original.