BEDEN VE “BEDEN FELSEFESİ”
2.4. BİR ÖRNEKLEM: MİCHELA MARZANO’NUN “BEDEN FELSEFESİ” ANLAYIŞI
Os modelos moleculares são amplamente empregados no Ensino de Química. De acordo com MIGLIATO FILHO (2005), a sua utilização pode tanto esclarecer ideias e pensamentos, como também levar os alunos a interpretações equivocadas sobre um conceito ou fenômeno. Dessa maneira, o professor assume um papel essencial na condução da atividade, cabendo a ele esclarecer as dificuldades encontradas pelos alunos e explorar o seu potencial.
Para GIORDAN et al. (2004), os modelos moleculares podem contribuir de maneira satisfatória na construção de significados envolvendo fenômenos químicos, assim como no processo de elaboração de modelos explicativos que representam tais fenômenos. De forma complementar, FRANCISCO JUNIOR et al. (2009) enfatizam que a utilização de materiais
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concretos no ensino contribui para a compreensão do conhecimento no nível submicroscópico e facilita o entendimento de conceitos químicos.
De acordo com FERREIRA e TOMA (1982), é extensa a lista de conceitos químicos que podem ser explorados a partir da utilização dos modelos moleculares: geometria molecular, isomeria geométrica e ótica, teoria de repulsão dos pares eletrônicos, retículos cristalinos, hibridização, entre outros. A utilização desse recurso se torna importante, pois muitos alunos apresentam dificuldades relacionadas à percepção e visualização de moléculas no espaço tridimensional. Além disso, é importante mencionar que alguns estudos, entre eles o de GABEL e SHERWOOD (1980), evidenciaram efeitos positivos na compreensão dos alunos de ensino médio sobre diferentes fenômenos, quando estes manipularam os modelos moleculares durante um longo período de tempo. Segundo LIMA e LIMA-NETO (1999), a utilização de modelos moleculares no ensino é simples e de grande utilidade, pois permite a visualização de ligações químicas, além de desenvolver nos alunos a visão de arranjo espacial entre os átomos. Ressalta-se, no entanto, que os modelos moleculares disponíveis no mercado apresentam limitações, no que diz respeito à quantidade de conceitos a serem explorados e ao número limitado de peças. (LIMA e LIMA-NETO, 1999). Além disso, os modelos convencionais geralmente não respeitam as proporções dos elementos químicos presentes na tabela periódica, o que contraria o modelo aceito cientificamente.
Por razões comerciais, FERREIRA e TOMA (1982) apontam que os modelos moleculares convencionais representam apenas algumas geometrias das moléculas, como a octaédrica, tetraédrica e a trigonal. Aliado a isso, o alto custo e a dificuldade em encontrá-los no mercado se tornam um obstáculo à sua utilização. Diante disso, surgem diversas propostas para a construção de modelos moleculares alternativos, no intuito de suprir as desvantagens dos convencionais. Esses modelos, em sua maioria, utilizam materiais de baixo
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custo e fácil aquisição, tais como bolinhas de isopor, canudos de bebidas, balões de aniversário e arame, entre outros.
A tabela 2.1 resume as principais vantagens e desvantagens dos modelos moleculares, segundo LIMA e LIMA-NETO (1999).
TABELA 2.1 - Vantagens e desvantagens de alguns modelos moleculares segundo LIMA e LIMA-NETO (1999).
Tipo Vantagens Desvantagens
Comerciais Acabamento fino,
ângulos corretos.
Preço elevado, número de peças, configurações restritas, fácil desgaste. Bolas de isopor com
palitos de dente
Acessível e versátil com ampla e pronta
aplicação.
Ocupa muito espaço, fácil desgaste.
Canudos de bebidas Fácil aquisição, cores variadas.
Montagem definitiva, frágil e muito leve. Balões de aniversário Acessível, cores
variadas.
Definitivo, frágil e muito leve.
Arame Fácil construção. Difícil manuseio da
estrutura, uso restrito. Bolas de isopor com
canudos, alfinetes e arames
Versátil, ampla aplicação, acessível.
Montagens definitivas, difícil posicionamento dos
ângulos.
De maneira geral, os modelos moleculares alternativos suprem algumas desvantagens do modelo convencional, principalmente em relação ao preço elevado e ao número limitado de peças. É importante ressaltar que dependendo da criatividade e dos materiais disponíveis, podem ser construídos diferentes modelos moleculares.
CARNEIRO et al. (2011) participaram de um projeto com alunos de formação inicial, no qual desenvolveram um modelo molecular confeccionado com fibra de Buriti, uma planta que representa grande importância econômica para a região Norte do Brasil. Além de ser prático e barato, tais modelos contribuíram para a compreensão de arranjos moleculares e da geometria das moléculas.
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PROCHNOW et al. (2009) desenvolveram um modelo molecular utilizando massa de biscuit e palitos de madeira. De acordo com esses autores, a escolha dos materiais foi baseada no baixo custo e na possibilidade de representação de diferentes moléculas. Por se tratar de um material de fácil manuseio, torna-se possível representar moléculas obedecendo à proporção de tamanho entre os átomos envolvidos.
De modo semelhante, ALMEIDA et al. (2010) propuseram um modelo molecular utilizando massa de biscuit e palitos de cotonete. Para eles, o uso desse material didático contribuiu para a compreensão dos conceitos químicos no nível submicroscópico.
RODRIGUES et al. (2011) confeccionaram modelos moleculares a partir da utilização de folhas de jornal. Segundo esses autores, a principal vantagem se deu pela facilidade em encontrar a matéria-prima para a sua construção.
BRAGA et al. (2010) propuseram a construção de modelos moleculares confeccionados a partir de garrafas PET, no intuito de contribuir para a aprendizagem de conceitos químicos e promover uma conscientização ambiental acerca do descarte dessas garrafas.
CREPPE (2009) utilizou os modelos moleculares como facilitador de aprendizagem para alunos com deficiência visual, durante uma pesquisa envolvendo alunos de escola pública, matriculados na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos). Esses alunos participaram de dez encontros, nos quais foram abordados diferentes conceitos químicos por meio da utilização dos modelos moleculares. Para CREPPE (2009), a utilização desse recurso contribuiu para uma melhora significativa em relação à compreensão de diferentes conceitos químicos, principalmente em química orgânica, além de promover a sua inclusão no processo educativo.
CAMPBELL et al. (2001) propuseram um modelo molecular com blocos de encaixar - LEGO® para o ensino do conceito de cristalização. Para a
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simulação desse processo, os autores utilizaram blocos convencionais de LEGO® e blocos magnéticos. De modo semelhante, KNAGGE e RAFTERY (2002) construíram um espectrofotômetro com peças LEGO®.
FRANCISCO JUNIOR et al. (2009) propuseram um modelo para o estudo do fenômeno de deposição metálica no nível submicroscópico, com materiais de baixo custo e fácil acesso. Para a sua construção, foram utilizadas peça de madeira, pinos de plástico de diferentes tamanhos e uma balança de plástico que também pode ser elaborada a partir de materiais simples, tais como arames, pedaço de cabo de vassoura, entre outros.
Independente do modelo molecular a ser adotado, o importante é que seja utilizado com critérios bem definidos e que este seja um instrumento para alcançar os objetivos pedagógicos pretendidos pelo professor. Nesse sentido, LIMA e LIMA-NETO (1999) apontam que cabe ao professor a construção e/ou adoção de um modelo molecular que melhor se ajuste à situação de aprendizagem.
A utilização dos diferentes materiais didáticos, como por exemplo, os modelos moleculares, auxiliam no desenvolvimento de habilidades cognitivas, sendo que uma das maneiras de verificá-las se dá por meio do acompanhamento da evolução dos modelos mentais dos alunos.