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2. Durum Analizi

2.5. Güçlü ve Zayıf Yönler

A partir desse momento foram intensificados os processos de incentivo e de envolvimento temático, pois já havia no grande grupo, após uma significativa produção e várias definições, certo sentimento de produtividade que levaria a concluir as produções centradas na transmissão de conteúdos. Nesse sentido foram realizadas diversas oficinas que favorecessem a imersão das equipes nos processos especificados a seguir.

Processos de formação e geração de atitudes: com vistas a sensibilizar a equipe de produção para formas não convencionais de aprendizagem, procurando abrir a atitudes para as realidades próximas, na tentativa de se perceber que cada ação aplicada a um aspecto da realidade pode mudar outros aspectos e as consequências poderão ser observadas nos resultados finais do processo. Essa dinâmica procurou estimular a produção do material a partir da interação dos grupos de trabalho para que os próprios grupos pudessem entender e aprofundar questões específicas de seus interesses, visto que na equipe do projeto havia pessoas com formações bastante diversificadas: pedagogos, biólogos, físicos, psicólogos, jornalistas, estudantes de cursos de licenciatura e do Ensino Médio. As produções oriundas dessas vivências de formação foram concretizadas em narrativas digitais audiovisuais de exploração e são tratadas no capítulo de análise.

Processos de produção de informação durante o desenvolvimento do projeto: esse processo foi desencadeado como incentivo à equipe de desenvolvimento para obter informações acadêmicas e populares sobre os temas que seriam desenvolvidos, buscando nas múltiplas vozes, possibilidades de construção de diálogos, aprofundamento conceitual e definição de novas temáticas para compor um novo escopo de produção para o projeto.

Os processos pedagógicos usados para desenvolver os conteúdos, nessa nova perspectiva, precisavam concretamente e na ação se aproximar a três modalidades diferentes na produção (áudio, vídeo e multimídia) das mídias.

Dimensão dos processos de tecnologias educacionais na complexidade: todos os movimentos, reconfigurações e tentativas ocorridas no contexto das equipes foram para, além de propiciar espaços de estudo e pesquisa, promover também a abertura para pensar, agir e produzir materiais educacionais multimídia com vistas a favorecer certo aparato, que permitisse vivenciar a complexidade na perspectiva de web currículo.

Ouvimos com frequência comentários de membros da equipe que denotavam preocupação em inserir complexidade nos currículos. Podemos perceber que há poucas experiências que permitam se posicionar a respeito da articulação entre a complexidade e o currículo e existem paradoxos que são desconsiderados ou intencionalmente ignorados como se a complexidade fosse só ideológica, de epistemologia frágil, e não um exercício de tocar e de encontrar na realidade vivida espaços concretos para reflexão e ação. Como exemplo desses paradoxos, podemos citar as situações em que a complexidade é abordada no âmbito teórico, fora do contexto da ação. Contudo a complexidade, do ponto de vista assumido nesta tese é exposta por meio da ação humana na realidade. E em meio a tantos ditos sobre sensibilidade, dinâmica e complexidade, a produção do Projeto Teia da Vida procurou abrir caminhos para construir interpretações e maneiras de estar e participar concretamente de processos em contextos de mudança e de vivências com a complexidade.

Processos de motivação e de envolvimento temático: para isso, partimos de experiências cotidianas de pessoas ligadas a contextos que refletem e discutem sobre questões que estavam ligadas às temáticas definidas para as produções. O material de base, para construção das mídias, foi produzido em forma de depoimentos, relatórios textuais, entrevistas entre outros, podendo estes serem gravados em áudio ou vídeo. Para isto, optamos por construir um banco digital audiovisual, alimentado por pequenas produções de todos os integrantes das diferentes equipes e mais intensamente pelos estudantes do Ensino Médio, a partir de ações em campo, que passaram a ser denominadas vivências. No áudio foram exploradas de maneira mais intensiva a construção de paisagens sonoras que poderiam interagir e complementar as produções de vídeo e fotografia. Como exemplo, uma oficina de construção de paisagem sonora onde os estudantes representaram, em áudio, o bosque do campus da UFG, a partir de sons captados no local; outro exemplo foi a elaboração, também pelos estudantes, de paisagens sonoras que representam a ocupação do cerrado.

Com o objetivo de diversificar o material para construções audiovisuais, foi realizada uma parceria com um grupo de dança contemporânea, para criação de vídeos baseados em coreografias produzidas por esse grupo, considerando as temáticas relacionadas a teia da vida. Essas produções estão disponíveis no banco de imagem do projeto.

Esses elementos audiovisuais (paisagens sonoras, coreografias, e banco de imagens do cotidiano da cidade e do campo), criaram um movimento que intencionava favorecer maior potencial criativo nas novas produções e foram de fundamental importância à metodologia desenhada para o grupo de estudantes do Ensino Médio na realização das ações em campo. No primeiro momento, o grupo de estudantes, a partir das principais temáticas do teia da vida, levantavam locais para realizar vivências. A partir das vivências foram produzidos pequenos relatórios individuais, que em seguida serviam como base para a construção de algum produto (texto, imagem, áudio, vídeo, desenho, conjunto de fotografias etc) que expressasse de forma sintética o que tinha sido pensando e sentido no local. Esta ação passou a ser denominada pelo grupo de estudantes como produção de ideias, mas na realidade eram pequenos protótipos de mídias para discussão no coletivo da equipe.

Em cada vivência, além das ideias e produtos individuais, o grupo produzia no laboratório um produto coletivo que era acompanhado e avaliado pelas equipes técnica e pedagógica e passaram a ser elementos fundamentais para direcionar os novos formatos de mídias que emergiram no projeto.

Benzer Belgeler