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Görme Engelli Gençlerin Üniversite Eğitimi Sırasında Karşılaşmış

2.2. ENGELLİ ÜNİVERSİTE GENÇLİĞİ

2.2.3. Görme Engelli Gençlerin Üniversite Eğitimi Sırasında Karşılaşmış

“A mais profunda compreensão do campo é fornecida pelo estudo das pressuposições filosóficas subjacentes” (HJORLAND, 2000, p. 527).

Um campo científico se constitui primeiramente pelo teor da pesquisa, da investigação, da busca por saberes, metodologias e explicações acerca de um determinado conhecimento. Logo, esse campo científico encontra-se atrelado a uma rigorosidade que foi condicionada na ciência moderna e depois com o próprio pós- positivismo. Então, essa cientificidade está ligada a uma racionalidade e a um “falseamento”, pois o “homem” quer desconstruir o que construiu e criar o que não foi criado:

Toda construção, teorização e explicação científica envia, eventualmente, através de uma série de intermediários que a análise pode revelar, a uma experiência do mundo vivido da percepção. Não que essa explicação não possa pretender outra coisa diferente daquilo que essa experiência mostra, mas no sentido de que o saber científico é necessariamente explicitação de um momento na experiência do mundo vivido (GILES, 1979, p.103).

De todo modo, esses meios referencialmente afirmados por Giles (1979) estão referidos nos conceitos, nas teorias e nas hipóteses da própria ciência moderna, que fez do homem um ser mais “crítico” na separação com os dogmas da Idade Média. A rigor, é primordial compreender esses critérios investigativos e coesos nos seus fundamentos e princípios do campo científico e disciplinar de uma ciência, para assim se distanciar das “verdades práticas”:

O saber científico é fundado sobre o fato irrecusável de que não estamos na situação de fatos como um objeto no espaço objetivo, pois ela é para nós princípio de curiosidade, de investigação, de interesse para outras situações, enquanto variantes da situação atual. Chamar-se-á ciência a tentativa de construir variáveis ideais que objetivem e esquematizem o funcionamento dessa comunicação efetiva (GILES, 1979, p. 106).

Dessa maneira, o conhecimento é edificado pelo interesse imediato daquilo que se pretende conhecer. Logo, o campo científico é caracterizado pela busca não de uma “verdade disciplinar” e imutável, mas por rupturas com os dogmas das verdades pré-concebidas que foram condicionadas por um passado transcendental que determinava os caminhos pelos quais os homens deveriam percorrer.

Para Bourdieu (1983, p. 122-123):

O campo científico, enquanto sistema de relações objetivas entre posições adquiridas (em lutas anteriores) é o lugar, o espaço de

jogo de uma luta concorrencial. O que está em jogo especificamente nessa luta é o monopólio da autoridade científica definida, de maneira inesperável, como capacidade técnica e poder social; ou, se quisermos o monopólio da competência científica compreendida enquanto capacidade de falar e de agir legitimamente (isto é, de maneira autorizada e com autoridade), que é socialmente outorgada a um agente determinado.

De fato, o campo científico de qualquer área do conhecimento necessita de uma discussão epistemológica para fortalecer suas bases teórico-metodológicas. Nesse sentido, o campo do saber arquivístico deve produzir um assaz crítico dentro do seu próprio universo. Assim, a partir dos círculos reflexivos e do sentido inverso do agir funcional instrumental a Arquivologia desenvolverá um trópico denso das suas práticas, porque é imprescindível se organizar enquanto uma comunidade científica, produzindo, questionando, refletindo e determinando seu interesse conceitual. De todo modo, a comunidade científica se estrutura por interesses determinados, ou seja, por questões econômicas necessárias ao seu funcionamento.

Compreendemos que, o campo científico não poderá ser estudado de forma dispersa e intencional, no entanto, esse campo tem que problematizar e buscar as realidades dos fenômenos a serem analisados, visto que nesse contorno teórico a Arquivologia teria mais embasamentos conceituais que poderiam contribuir para o avanço conceitual da área. O conhecimento científico no nosso entendimento acontece e perpassa pela pesquisa, pelas problematizações e questionamentos, especialmente pelas epistemologias42.

Sendo assim, Rousseau e Couture (1998, p. 72) apontam que “a arquivística deve claramente definir sua esfera de atividade para escolher em seguida as suas alianças com as disciplinas contributivas”.

Segundo Silva et al. (2009), a arquivística pode e deve ser uma ciência para além do meramente instrumental ou técnico para desde logo, obriga a substituir o

42 “A postura epistemológica clara possibilita ao pesquisador reconhecer o que é válido, e o

que não é valido na pesquisa sobre a organização do conhecimento, essa postura favorece ao estudioso o uso de fontes “aceitáveis”, provas (apresentar conhecimento), gerando também resultados “aceitáveis” na pesquisa” (TENNIS, 2008, p. 103).

primado fazer pelo do conhecer, ou seja, é necessário que a Arquivologia tenha um olhar teorizado, problematizando epistemologicamente seu próprio saber.

Nessa esfera de pensamento concordamos com Silva et al. (2009) sobre a necessidade de olhar profundamente os conceitos da Arquivologia, suas carências epistemológicas que esbarram num instrumentalismo prático do agir funcional

instrumental (técnica), necessitando de um dispositivo coeso que viabilize uma

melhor compreensão dos seus princípios. O que dificulta uma teorização são as diferentes formas de se pensar a Arquivologia, os detrimentos entre diversos países que lutam para demonstrar a melhor forma de manusear e gerenciar as documentações no espaço arquivo desde o século XIX:

O século XIX caracterizou-se pela ocorrência de novas deturpações sobre as funções dos arquivos e sobre os princípios de organização. Por influência conjugada das correntes positivista e historicista, os arquivos são relegados para uma posição instrumental relativamente à Paleografia e a Diplomática, transformando-se a Arquivística também numa disciplina auxiliar da História (SILVA et al, 2009, p. 206, grifo nosso).

Dessa forma, para que um campo científico se sustente é necessário que ele tenha um teor reflexivo nas suas bases teórico-metodológicas, porque um campo científico é marcado por diversas fases que vão se modificando, visto que o próprio objeto irá se fortalecendo em uma dialogicidade com outros campos científicos:

O cientista aprende teorias, métodos e critérios, e é por esse motivo que uma modificação de modelo implica modificações nos critérios que determinam a legitimidade de problemas e soluções. O cientista adota novos instrumentos e olha novas direções. O cientista sabe quais os dados do problema, e os conceitos relevantes para a sua interpretação (GILES, 1979, p. 301).

A comunidade científica de qualquer disciplina se constitui nas relações entre os pares e os díspares, ou seja, é necessário fortalecer o campo científico interno, com uma boa metodologia e um objeto43 epistemológico bem definido. De todo modo, o objeto da Arquivologia deve existir antes da conceituação do campo como

43 O objeto de uma disciplina não existe, portanto, antes da existência dessa própria

disciplina; ele é construído por ela. Ou, como diz Heidegger (1958) a ciência não atinge mais do que aquilo que o seu próprio modo de representação já admitiu anteriormente como objeto possível para si. (FOUREZ, 1995, p. 106).

ciência, ele deve ser construído e atingir mais do que sua representatividade como ciência e não ficar coadunado ao princípio burocrático de poderes institucionais, que acabam influenciando toda a estrutura científica do campo.

A Arquivologia está pautada nas práticas organizativas funcionais no interior dos arquivos. Ademais, é necessário que os arquivistas busquem teorias e não “receitas” para assim pensar em um corpus científico. Logo, esse tear científico poderá trazer para o universo da Arquivologia um sentido mais coeso, mais contributivo e definidor, pois o campo Arquivístico se teorizado e consolidado de fato poderá “desprender as amarras” da normalidade funcional/pragmática da aplicabilidade instrumentalizadora.