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1.10. ENGELLİLERİN KARŞILAŞMIŞ OLDUĞU BAŞLICA PROBLEMLER

1.10.2. Eğitim

Arquivologia

A teoria sistêmica exerceu consideráveis influências não apenas para a Arquivologia, mas, a diferentes áreas do conhecimento. Desse modo, na Arquivologia não é diferente quando Silva et al. (2009) chama-nos atenção para a ideia de sistema em arquivo, ou seja, um sistema de informação a partir de partes interdependentes entre si na estrutura do arquivo. Logo, visualizamos esse fluido sistêmico através das peculiaridades paradigmáticas da área.

Influenciada pela visão contemporânea, a Ciência da Informação (CI) vai mais além. Ela aplica as noções de sistema desde a integração e conexão oriundas de disciplinas como a Biblioteconomia, a Documentação e a Arquivística – e agora com a Gestão da Informação, ao buscar operacionalizar de forma holística, um conhecimento integral do fenômeno info-comunicacional e sua aplicação dos instrumentos tecnológicos para gestão, com os sistemas de informação eletrônicos. (LIMA et al., 2011, p. 3, grifo nosso).

Nesse sentido, percebemos que esse fluxo do sistema em arquivos se tornou importante para a Arquivologia, através das características e dos significados dos documentos de arquivo. Um exemplo claro de que as considerações feitas por Silva

et al (2009) sobre sistema são pertinentes, é se compreendermos o inter-

relacionamento através do qual um documento de arquivo está interligado a outro em um processo. Isso demonstra uma realidade sistêmica e peculiar da Arquivologia, pois as partes estariam entrelaçadas formando uma teia causal, na medida em que cada componente do próprio sistema estabelecer uma ligação direta ou indireta.

Observou-se a necessidade de se criar uma Teoria Geral dos Sistemas26 (TGS) devido à acentuada situação sociológica da

ciência. Afirmava Boulding (1956) que a crise na ciência ocorreu devido à dificuldade crescente de um diálogo proveitoso entre cientistas como um todo. Na sua concepção, os objetivos da TGS podem estar relacionados à variedade dos níveis de ambição e confidência. Organismos ou sistemas naturais, biológicos e sociais ao propor uma teoria de princípios universais aplicáveis aos sistemas em geral, de natureza física, biológica ou sociológica, criando fundamentos básicos da interdisciplinaridade (BERTALANFFY27,

2008). Já a Teoria Cibernética, do matemático Wienner, não surgiu com a preocupação de reprodução da natureza inanimada, mas sim como uma proposta de construção de sistemas que reproduzissem os mecanismos de funcionamento dos sistemas vivos. (LIMA et al. 2011, p. 4).

Assim, no inter-relacionamento os documentos estabeleceriam uma relação sistemática no decorrer das transações para as quais tiveram sua própria criação. Então, o documento fica interligado a partir de sua criação na produção e no recebimento, estabelecendo, assim, um exemplo direto da forma sistemática por meio das características dos documentos de arquivo.

26 Para Bertalanffy (2009, p. 53) “é necessário estudar não somente as partes e os

processos isoladamente, mas também resolver os decisivos problemas encontrados na organização e na ordem que os unifica, resultante da interação dinâmica das partes diferentes quando estuda isoladamente e quando tratado no todo”.

27 Biólogo austríaco, autor da Teoria Geral dos Sistemas e unanimemente reconhecido

como um dos teóricos pioneiros dos sistemas em que se podem distinguir duas recentes tendências básicas na “ciência dos sistemas” – que ele chama de “mecanicista” e “organicista” – as quais distingo como duas vertentes teóricas. (VASCONCELLOS, 2002, p. 186).

A rigor, Carvalho (2011, p. 69, grifo nosso) vem dar uma contribuição para entendermos a Teoria Sistêmica da informação, a partir da qual a Arquivologia está inserida através dessas relações estabelecidas.

A iminência da Teoria Sistêmica da Informação a realidade das identidades pós-modernas mostrando as incertezas de um fenômeno dentro de uma estrutura. É sabido que a noção biológica prevê que cada fator tem um papel específico dentro de uma estrutura macro. Porém, muitas vezes não é possível saber quais os elementos que vão surgir, acabar ou renovar. No caso de bibliotecas, arquivos e museus cada um desenvolve seu papel específico diante de uma ação informacional na sociedade, mas isso não quer dizer que estará distribuído, de forma que possa contemplar o acesso a todos ou pelos menos a maioria da sociedade e de suas comunidades de usuários.

A mudança de paradigma na Arquivologia caracteriza-se por diversos formatos e alguns aqui já foram debatidos. Pensar nessa crise é entender as variações e modelos da própria Arquivologia, sua evolução e suas mudanças mais contundentes. Uma dessas transformações que se relacionam com a Teoria sistêmica é a da “informação”, que abarca um novo contexto na Arquivologia tentando romper com a custodialidade e se inserir em uma nova realidade, a da informação.

Então, as noções paradigmáticas na Arquivologia envolvem diversas problemáticas que estão correlacionadas desde seu nascedouro. Diante disso, se antes, a centralidade encontrava-se no documento em si, agora a informação terá um papel importante para entendermos esse paradigma, que muda constantemente, a ideia de sistema está apresentada da seguinte forma:

Concluíram que toda a estrutura é simultaneamente estruturada (o seu estado deriva dos elementos integrantes) e estruturante (o seu estado condiciona o dos elementos) e ainda as noções de estrutura e de sistema, não sendo coincidentes, correspondem antes a uma concepção analítica e a uma síntese na observação dos elementos inter-relacionados. (SILVA; RIBEIRO, 2002, p. 95).

A teoria sistêmica está presente nas discussões acerca da pós-modernidade com suas variações e crises. Com isso, essa crise chega à Arquivologia de forma muito densa através das mudanças ocorridas nos séculos XX e XXI que são os novos modelos de tecnologia e dinamicidade da informação.

Os sistemas de informação são sempre pensados a partir da lógica os processos de entrada (entrada de dados, com a aquisição de itens informacionais, a seleção destes itens para a composição de determinado acervo), de processamento (os itens informacionais que dão entrada num sistema de informação precisam ser descritos, catalogados, classificados, indexados) e de saída (pelo acesso aos informacionais por parte dos usuários, na forma de disseminação, entrega da informação, empréstimo), etc. (ARAUJO, 2009, p. 5).

A ideia de sistema no século XXI está em toda parte, principalmente com as tecnologias de informação, “a moderna teoria dos sistemas, embora aparentemente tenha surgido de modo original do esforço realizado na última guerra, pode ser considerada a culminação de um amplo movimento” (BERTALANFFY, 2009, p. 35).

Na Arquivologia Silva et al. (2009) tecem sobre o sistema de arquivo, em que, o todo se entrelaçaria às partes. Assim, os autores compreendem o arquivo como um sistema informacional distanciando-se da custodialidade clássica.

Relacionados entre si e de tal forma que ele apresente características próprias, (b) que o estado de cada elemento dependa pelo menos de um outro e acabe condicionado pela estrutura toda, (c) esta, se assumir ou modificar o próprio estado, afecta os seus elementos, assumindo cada um deles um dado estado ou sofrendo uma modificação de estado e (d) todos os elementos são necessários para formar aquela estrutura (SILVA; RIBEIRO, 2002, p. 95).

De igual modo, a teoria sistêmica aparece como uma vertente interdisciplinar, focalizando na investigação científica, ou seja, na “teoria geral para os sistemas”, visando a uma unidade da ciência que trabalha em uma “organização cíclica”.

Identificando a interação com o problema central em todos os campos da ciência, o conceito fundamental da investigação científica seria o de “sistema” e essa teoria interdisciplinar seria uma “teoria geral para os sistemas”. O objeto proposto para essa teoria foi a formulação de princípios válidos para os sistemas em geral, independentemente das entidades que o constituam. Portanto, aqui não se falaria mais entidades físicas, químicas, ou outras, passando- se a falar das totalidades que essas entidades constituem, da organização desses sistemas. Assim, a Teoria Geral dos sistemas se propõe como uma ciência da totalidade, ou como uma disciplina lógico-matemática aplicável a todas as ciências que tratam de “todos organizados”. (VASCONCELLOS, 2002, p. 196).

A teoria sistêmica propõe uma dinamicidade na interação entre as partes e o todo, ou seja, entre a periferia e o centro, para Bertalanffy (2009) essa teoria permitiria uma ação científica, ou seja, o seu objetivo era ter uma disciplina que funcionasse e que fosse aplicável: “O todo é mais que a soma das partes, consiste simplesmente em que as características constitutivas do todo não são explicáveis a partir das características das partes isoladas” (BERTALANFFY, 2009, p. 83).

A rigor, a ideia sistêmica na Arquivologia vem a reboque das discussões acaloradas iniciadas pelos canadenses e que estariam coadunadas à mudança paradigmática de uma organização custodial (tradicional) interligada com o suporte papel, a uma pós-custodial interligada com a informação em um suporte analógico. Nesse sentido, a informação se organizaria em uma simetria sistêmica entre as partes em uniformidades estruturais, apresentando uma pluralidade de elementos que acabam modificando e condicionando os elementos da própria modificação de estado das partes.

A ideia de organização tem uso bastante amplo na Teoria Geral dos Sistemas. Bertalanffy propõe a concepção do “mundo como organização”. Porém, concebe o mundo como uma enorme ordem hierárquica de entidades organizadas, numa superposição de muitos níveis, indo dos sistemas físicos e químicos aos biológicos e sociológicos (sendo a unidade da ciência possibilitada) pelas uniformidades estruturais dos diferentes níveis da realidade. Pode-se assim pensar em sequências, tais como: dos átomos às moléculas, das moléculas as células, das células aos organismos, destes grupos sociais. (VASCONCELLOS, 2002, p. 204).

Por conseguinte, a concepção de interações sistêmicas conduz à estruturação do sistema com seu ambiente, onde o ambiente sistêmico na Arquivologia é o informacional em uma rede dinâmica e fluída.

4 A CIÊNCIA COMO RAZÃO LEGITIMADORA: da revolução das luzes à crise