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1.3. Değişkenlerin Analiz ve Yorumu

1.3.6. Görev Yeri Değişeninin Analiz ve Yorumu

Instalado no Campus Tancredo Neves (CTAN), o curso de música funciona vinculado ao Departamento de Música (DMUSI) em um prédio projetado especificamente para o funcionamento de atividades que envolvem práticas instrumentais. Para atender as especificidades da área de música, todas as salas do DMUSI receberam tratamento acústico adequado, desde as reservadas ao trabalho individual até a sala multimeios, local reservado para os ensaios de grandes grupos instrumentais e vocais.

O curso de graduação em música da UFSJ foi criado em 2006 com o objetivo de oferecer sólida formação musical e pedagógica e atender a demanda por profissionais qualificados para atuarem como músico- educadores, instrumentistas, cantores, pesquisadores e criadores de música8.

Mantendo a tradição da área de música, o curso oferece a formação do professor de música com habilitação em instrumento, à escolha do candidato – viola, violino, violoncelo, piano, violão, canto lírico, canto popular, flauta, clarineta e trombone.

De acordo com o PPP do curso de música (2008),

optou-se por iniciar o curso oferecendo as habilitações em Instrumento ou Canto, que possuem uma ênfase significativa numa ‘formação versátil e intermediária’ entre os cursos tradicionais de Licenciatura em Música e os cursos de Bacharelado, somando a sólida formação pedagógica dos primeiros às práticas do fazer musical dos segundos. (p. 31). (Grifos meus).

Em face da alta demanda regional para a formação do professor de música e da Lei 11.769/08, que determina a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica, o Colegiado de Curso optou pela criação de uma nova habilitação – a educação musical. A nova habilitação iniciou-se no ano de 2009, privilegiando o conteúdo didático para a formação do profissional, prescindindo de uma formação instrumental mais específica e aprofundada. Com o novo perfil, o curso de música pretende atender, de forma mais completa, às necessidades educacionais e musicais de São João del-Rei e região, que compreendem tanto os instrumentistas e cantores quanto os educadores musicais mais generalistas9.(PPP, 2008, p. 3).

A partir de 2009, a Licenciatura em música da UFSJ passou a oferecer duas habilitações – instrumento ou canto e educação musical. A habilitação em instrumento ou canto visa à formação de um educador musical que poderá atuar também como músico instrumentista ou cantor. A habilitação em educação musical, visa uma formação acadêmica centrada na pedagogia musical. (PPP, 2008, p. 44). Com perfis profissionais distintos para a habilitação, o músico educador a ênfase é na formação instrumental ou vocal e para o educador musical, nas metodologias de ensino da música voltadas para a escola de educação básica.

As concepções sobre o perfil profissional parecem ter surgido alinhadas às necessidades dos espaços de atuação dos professores de música, como nos mostra este trecho da página eletrônica do curso ao salientar que

o curso de Licenciatura em Música da UFSJ visa formar um profissional competente e versátil para atuar como ‘educador musical’ em escolas do ensino básico (Fundamental e Médio) e como ‘músico educador’ em agremiações musicais, escolas de música e conservatórios, desenvolvendo

9 Projeto Pedagógico do Curso de Música da UFSJ, 2008. Disponível em: <http://www.ufsj.edu.br/cmusi/projeto_pedagogico.php>. Acesso em: 09/01/2014.

atividades diversas e lecionando o canto ou o instrumento musical para o qual foi habilitado. (Grifos meus).10

O projeto pedagógico do curso afirma a docência como base da identidade do educador, propondo uma formação profissional que propicie a compreensão das complexas relações entre a educação e a sociedade. Assim, a formação do futuro egresso do curso de música é concebida como processo de inserção crítica dos licenciandos no universo da cultura, do pensamento, do juízo, da autonomia, da liberdade, da justiça, da democracia e da solidariedade. (PPP, 2008, p. 55).

Deseja-se, com isso, que o egresso do curso de Licenciatura em música da UFSJ

compreenda historicamente as múltiplas dimensões dos processos de formação humana, participe da produção do saber da área e atue como docente em educação básica. Nesse âmbito, também se incluem a reflexão, o pensamento, a crítica, a criação, o planejamento, a execução, a gestão e a avaliação do trabalho pedagógico e projetos educacionais na escola e em outros contextos educativos. (PPP, 2008, p. 56).

Daí, a necessidade e a importância fundamental de um trabalho que desenvolva a autonomia do professor, compreendida como o desenvolvimento da consciência crítica e a capacidade individual e coletiva de assumir a docência com lucidez e responsabilidade ética e política, para o que é imprescindível uma formação teórica, rigorosa e crítica. (PPP, 2008, p. 56).

Ora, a música, como objeto do ensino e da experiência, pode e deve ser abordada como um campo de experiência e de conhecimento independente de qualquer outro. Levando-se em conta as funções que a música pode desempenhar na sociedade, a proposta de educação musical do curso da UFSJ visa propiciar ao aluno a compreensão da música como fenômeno cultural e social, como objeto estético autônomo que pode ser atingido senão pela aprendizagem dos meios adequados de apreensão da linguagem musical. Baseando-se nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Música (1999), a organização curricular do curso de Licenciatura em música está apoiada em sete campos de conhecimento: instrumental e vocal, 10 Disponível em:<http://www.ufsj.edu.br/copeve/musica.php>. Acesso em: 09/01/2014.

composicional, fundamentos teóricos, formação humanística, pedagógico, de integração e da pesquisa. A proposta de formação do curso busca aliar as competências relacionadas aos campos específicos de conhecimento do curso àquelas de caráter geral para a formação do educador. A matriz curricular do curso de música subdivide-se em três grandes grupos estruturadores: 1- unidades curriculares da base comum do curso; 2- unidades curriculares da habilitação em instrumento ou canto; 3- unidades curriculares da habilitação em educação musical. As duas habilitações se diferem no que diz respeito à oferta de dois componentes curriculares - as disciplinas e as práticas de formação.

Para a habilitação em instrumento ou canto são obrigatórias para o campo da formação instrumental e vocal as disciplinas: Instrumento ou Canto I a VIII, Recital e Prática Musical em Conjunto A e B; para o campo da formação pedagógica, a Didática do Ensino do Instrumento ou Canto; e como práticas de formação, a Oficina Pedagógica III e as Oficinas de Performance I a IV.

Já para a habilitação em educação musical, são consideradas obrigatórias para o campo da formação instrumental e vocal do licenciando as disciplinas: Percussão I e II e Canto Coral C e D; para o campo da formação pedagógica, a Didática da Musicalização III e IV; insere a obrigatoriedade do campo composicional com a disciplina Regência e Pedagogia do Canto Coral Infantil; e como práticas de formação, as Oficinas Pedagógicas III a V.

E o estágio supervisionado é ofertado do terceiro ao oitavo período do curso e totaliza 400 horas. Esse componente curricular é definido como uma participação progressivamente atuante em atividades de prática e de ensino musical em diversos ambientes formais e não formais de ensino. (PPP, 2008, p. 77). A dimensão pedagógica do estágio supervisionado caracteriza-se como período de observação e atuação didático-musical progressiva, e a dimensão artístico-pedagógica pela possibilidade de o aluno levar um bem cultural a vários espaços da sociedade por meio da performance. A variação do estágio em sua dimensão artístico-cultural permite ao aluno o cômputo de até 25% da carga horária do estágio supervisionado (100 horas).

Com efeito, o curso de Licenciatura em música da UFSJ totaliza 2.820 horas, distribuídas em oito semestres, que podem ser integralizadas em, no máximo, sete anos. De acordo com o cadastro do Ministério da Educação (MEC), as 26 vagas iniciais são ampliadas para 28, e em seguida, com o

crescimento do corpo docente e a consequente oferta de outras habilitações instrumentais, o curso disponibiliza mais 12 vagas11. Atualmente, o curso

oferece, a cada ano, 40 vagas em tempo integral: 25 para as habilitações em instrumento e 15 para a habilitação em educação musical.

A distribuição dos conteúdos no curso de Licenciatura, habilitação em educação musical se dá da seguinte maneira:

1- Conhecimentos básicos: Política Educacional e Organização da Educação no Brasil, Português Instrumental I e II, Metodologia da Pesquisa em Música, Psicologia da Educação I e II , Sociologia da Educação, Fundamentos da Educação Musical e totalizando-se 240 horas;

2- Conhecimentos específicos: Percepção Musical I a IV, Técnica Vocal e Dicção, Harmonia I e II, Análise Musical I e II, Fundamentos da Regência, Arranjos e Transcrições, Canto Coral A a D, Percussão I e II, Criação musical, Introdução à História da Arte, História da Música Ocidental I a IV, História da Música Brasileira, História da Música Popular Brasileira, Flauta-Doce I a IV, Teclado/Violão I a IV, totalizando-se 990 horas;

3- Conhecimentos teórico-práticos: Didática da Musicalização I a IV, Regência e Pedagogia do Canto Coral Infantil, Prática de Formação Oficina Pedagógica I a IV; Didática, Avaliação e Teorias Pedagógicas; Prática de Formação Oficinas de Projetos I e II, Prática de Formação Monografia I e II, Estágio Supervisionado A a F, totalizando-se 1.000 hora.

Essa proposta de formação tende mais ao equilíbrio na oferta dos conhecimentos teórico-práticos (1.000 horas) e dos conhecimentos específicos da linguagem musical (990 horas), podendo-se observar uma pequena ênfase nos conhecimentos teórico-práticos. Das 990 horas de conhecimentos específicos, 360 horas são destinadas à performance e a regência, 180 horas à formação composicional e 450 horas à formação dos fundamentos teóricos. A distribuição dos conhecimentos específicos musicais revela ênfase na

compreensão e ação sobre a linguagem musical (sintaxe, estrutura, dimensão histórica e cultural) em detrimento da formação de competências para se expressar musicalmente por meio de um instrumento ou do canto (performance instrumental). Assim, nesta proposta curricular, o educador musical é o professor cuja formação reflete pequena ênfase nos conhecimentos teóricos- práticos, e cuja profissionalidade o habilita a atuar, principalmente, em escolas de educação básica, nos níveis fundamental e médio. A profissionalidade docente nesta proposta curricular configura-se de maneira mais coerente com o campo escolar de atuação profissional.

Já o curso de Licenciatura, com habilitação em instrumento, apresenta outra configuração na distribuição dos conhecimentos curriculares:

1- Conhecimentos básicos: Fundamentos da Educação Musical, Política Educacional e Organização da Educação no Brasil, Português Instrumental I e II, Metodologia da Pesquisa em Música, Psicologia da Educação I e II , Sociologia da Educação, e totaliza 240 horas; 2- Conhecimentos específicos: Instrumento ou Canto I a VIII, Percepção

Musical I a VI, Recital, Técnica Vocal e Dicção, Harmonia I e II, Análise Musical I e II, Fundamentos da Regência, Arranjos e Transcrições, Canto Coral A e B, Prática de Conjunto A e B, Introdução à História da Arte, Criação Musical, História da Música Ocidental I a IV, História da Música Brasileira, História da Música Popular Brasileira, Flauta-Doce I e II, Teclado/Violão I e II, totalizando-se 1.020 horas;

3- Conhecimentos teórico-práticos: Didática da Musicalização I e II, Didática do Instrumento/Canto, Prática de Formação Oficina Pedagógica I a III; Didática, Avaliação e Teorias Pedagógicas; Prática de Formação Oficnas de Projetos I e II, Prática de Formação Monografia I e II, Prática de Formação Oficina de Performance I a IV, Estágio Supervisionado A a F, que totaliza 940 horas.

Ao contrário da habilitação anterior, a habilitação em Instrumento/Canto enfatiza os conhecimentos específicos da linguagem musical, ofertando uma formação de 1.020 horas. Destes conhecimentos, 390 horas são reservadas à

performance e regência, 180 horas à formação composicional e 450 horas à formação dos fundamentos teóricos. Apesar de a habilitação ser em instrumento ou canto, a ênfase dos conhecimentos específicos musicais não recai sobre a formação instrumental, mas antes, sobre os fundamentos teóricos da linguagem musical. Este fato configura uma contradição tanto do ponto de vista do perfil proposto no corpo do PPP (ênfase na formação instrumental), quanto em relação à profissionalidade docente do músico-educador para o exercício profissional como instrumentista e professor de instrumento.

Em síntese, os dois cursos da UFSJ apresentam a mesma distribuição dos conhecimentos específicos musicais, exceto os instrumentais, que apresentam diferença de 30 horas entre uma habilitação e outra. Como consequência, o perfil do músico educador é mais amplo e também de caráter multidimensional – músico e professor, instrumentista e docente. A análise dos dados permite-me inferir que a diferença entre o músico educador e o educador musical está na tensão entre a oferta dos conhecimentos específicos musicais e dos pedagógicos, e sua definição se dá em função da demanda dos espaços de atuação profissional – escolas específicas de música (conhecimento musical) ou escolas de educação básica (conhecimento pedagógico). Além disso, a habilitação em educação musical possui uma proposta curricular mais equilibrada quando da proposição de conhecimentos específicos musicais e pedagógicos.

Benzer Belgeler