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1.2. Ana Dil Öğrenim Problemlerine İlişkin Bulgular:

1.2.4. Eğitim Durumlarına İlişkin Bulgular Ve Yorum

O Departamento de Música (DEMUS) possui apenas um curso de graduação, licenciatura, que foi implantado em Ouro Preto no ano de 1999. O curso surgiu da demanda da Escola Livre de Música que funcionava no Instituto de Filosofia, Artes e Cultura (IFAC) desde 1994. Por um lado, o grupo de professores contratados pela UFOP, ou em parceria com a Prefeitura Municipal de Ouro Preto, vivia uma situação de instabilidade institucional, pois não havia um aparato legal que garantisse a permanência dos professores na instituição. Portanto, a continuidade da Escola Livre se via comprometida uma vez que havia no IFAC uma atividade isolada de extensão que não permitia a contratação de professores além de outros trâmites burocráticos. Naquela

Conhecimento Curricular do Professor de Música Básico Específico Teórico- Prático Humanidades Performance/regência Composicional Fundamentos teóricos Prática Estágio Supervisionado Disciplinas didático- pedagógicas TCC

época, o IFAC contava apenas com uma funcionária efetiva desde 1993, ocupando o cargo de músico/pianista (técnico-administrativo em nível superior) e ministrando aulas na Escola Livre. Isso, em termos legais, configurava desvio de função. Por outro lado, os alunos da Escola Livre, desejosos de dar continuidade à formação musical, empenharam-se nas solicitações para a criação de um curso superior de música na UFOP.

Assim, o curso de graduação em música da UFOP nasce com o propósito de formar professores de música, com o nome Licenciatura em educação musical. Após algumas reformulações, o curso definiu formar um profissional com um perfil mais amplo, tornando o egresso músico, professor e pesquisador de sua prática. A adoção do novo perfil do egresso acarretou mudança do nome do curso, passando a se chamar Música - Licenciatura. A formação do licenciando passou a se estruturar em três eixos complementares. O primeiro, teoria geral da música, enfatiza a criação na busca de uma formação musical sólida e crítica e de contato com outras áreas de estudo do licenciando. O segundo, formação instrumental, privilegia a diversidade estilística e estética, podendo se realizar por meio do instrumento principal (piano, canto, violão, percussão, flauta doce, saxofone, clarinete, trompete, e trombone) ou mediante a prática em conjunto, tanto no canto coral quanto em grupos de câmera5. O terceiro, didático-pedagógico, é o momento em que os

alunos são encaminhados ao estágio supervisionado, estabelecendo, assim, as desejáveis relações entre a prática profissional e as metodologias mais avançadas no campo da educação musical6. Ressalto, aqui, que a organização

curricular por eixos privilegia, em dois deles, a formação de conhecimentos específicos da linguagem musical (teoria geral da música e formação instrumental).

Os três eixos complementares estão distribuídos na Matriz Curricular 2013/2 – Currículo 2 do curso de Música7, documento esse que reúne os cinco

componentes curriculares: disciplina (obrigatória e eletiva), estágio, prática, AACC e TCC, como ilustra a tabela a seguir.

5 Disponível em: <http://www.ifac.ufop.br/demus/index.php/demus/historia>. Acesso em: 16/12/2013.

6 Disponível em: <http://www.ifac.ufop.br/demus/index.php/demus/licenciatura-em-musica>. Acesso em: 16/12/2013.

7 Disponível em: <http://www.prograd.ufop.br/arqdown/matriz/MUS.pdf>. Acesso em: 27/12/2013.

TABELA 1: Componentes curriculares do curso de música da UFOP

COMPONENTES CURRICULARES QUANTIDADE CARGA HORÁRIA

Disciplinas Obrigatórias 41 1275

Disciplinas Eletivas - 615

Estágios 4 405

Prática como Componente Curricular 4 405

Atividade Acadêmico Científico-Cultural - 200

Trabalho de Conclusão de Curso 2 120

Total 51 3020

Fonte: dados da pesquisa

Como exposto na Matriz Curricular 2013/2, as 41 disciplinas obrigatórias são oferecidas ao longo dos oito semestres do curso. As eletivas são ofertadas a partir do segundo semestre do curso, somando-se 82 disciplinas, e podem ser cursadas em diferentes áreas do conhecimento (música, arte cênicas, ciências sociais aplicadas, educação, filosofia, história e letras) a escolha do aluno. A prática é oferecida do 1o ao 4o semestre e o estágio do 5o ao 8o

semestre, e ambos perfazem um total de 405 h cada um. O componente AACC soma 200 h que são relativas às atividades extracurriculares desenvolvidas pelos alunos de música, tais como: participação em eventos artísticos, cursos, congressos, seminários, projetos de pesquisa e extensão, entre outros. O TCC é desenvolvido sob a coordenação de um docente no 7o e 8o períodos e é um

componente formativo que possibilita a pesquisa e a reflexão em torno de temas vinculados a um dos três eixos estruturantes do curso.

Com relação às disciplinas eletivas, a Matriz Curricular descreve somente o período a ser oferecido e a quantidade a ser cursada (615 h). As AACC são integralizadas a partir da análise e aprovação do colegiado do curso de música, e o TCC é um componente que pretende integrar todos os eixos propostos.

Com um campo de atuação ampliado, o graduado pode atuar na educação musical como professor de música em diferentes espaços - escolares (escolas de educação básica públicas e privadas, escolas especializadas de música, escolas livres de música) e não-escolares (bandas,

corais, projetos culturais, empresas). Pode, também desenvolver atividades artístico-musicais. Com duração de oito semestres, o curso oferece 25 vagas anuais e o ingresso do licenciando se dá por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) e da prova específica de conhecimentos musicais teóricos, práticos e instrumentais. Na prova específica, o candidato escolhe um instrumento a ser executado e interpreta uma peça musical. Com a oferta da formação instrumental ao longo dos oito semestres, o DEMUS busca proporcionar ao graduando uma experiência artística relevante para a atuação futura em diversos segmentos profissionais.

Com relação à distribuição dos conteúdos curriculares, o curso de licenciatura da UFOP apresenta a seguinte configuração:

1- Conhecimentos básicos: Política e Gestão Educacional, Políticas Públicas na Área de Música, Metodologia Científica, Introdução à Libras e Organização do Trabalho Escolar, somando-se 180 horas;

2- Conhecimentos específicos: Instrumento ou Canto A a H, Educação e Flauta Doce I e II, Educação e Voz I e II, Educação e Canto Coral I e II, Educação e Instrumento Harmônico I e II, Grupo de Percussão A, História da Música A a C, História Geral da Arte, Percepção Musical A a E, Contraponto A e B, Análise Musical I, Música Brasileira, Educação e Arranjo, Harmonia A e B e Educação e Regência A, totalizando-se 1.035 horas;

3- Conhecimentos teórico-práticos: Prática Pedagógica em Música I a IV, Estágio supervisionado A a D, TCC I e II e Metodologia em Educação Musical I e II, totalizando-se 990 horas.

De acordo com a estrutura curricular proposta pelo curso de licenciatura da UFOP, posso inferir que esse curso enfatiza a construção dos conhecimentos específicos da linguagem musical, com 1.035 horas. Com relação aos conhecimentos musicais, 540 horas destinam-se à performance e a regência, 345 horas, aos conhecimentos composicionais e 150 horas, aos fundamentos teóricos musicais. Isso mostra a ênfase curricular nos conhecimentos específicos musicais, sobretudo naqueles relativos à formação do músico instrumentista. Portanto, apesar de esta proposta curricular delinear o perfil do músico-professor-pesquisador, na distribuição do conhecimento profissional privilegia-se a forma de profissionalidade do músico professor como descrito por Jardim (2008): forte ênfase na formação técnico-

instrumental. Além disso, há um descompasso entre esse modelo de profissionalidade e os espaços de atuação previstos para os egressos do curso que englobam desde atividades artístico-musicais até a docência em espaços escolares e não-escolares. Nesse sentido, pergunto: até que ponto essa proposta de formação dá conta de preparar o futuro professor para atuar nos espaços escolares previstos pelo curso, sobretudo nas escolas de educação básica? Quais estratégias estão sendo efetivamente adotadas para a formação em pesquisa do licenciando da UFOP? Vale lembrar aqui que a construção da presente pesquisa baseia-se na matriz curricular e em informações disponíveis na internet, uma vez que este é o único curso pesquisado que não possui o PPP. Em minha opinião, a elaboração do PPP de qualquer curso é função da comunidade acadêmica, mas fazer cumprir a sua existência é papel da Pró- Reitoria de Graduação.

Benzer Belgeler