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Göller bölgesinde derlenen yerel kavun genotiplerinin morfolojik özellikler

4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.1. Göller Bölgesinde Derlenen Yerel Kavun Genotiplerinin Bazı Morfolojik

4.1.9. Göller bölgesinde derlenen yerel kavun genotiplerinin morfolojik özellikler

Conforme apresentado no capítulo  , no bojo do processo de democratização iniciado na  década de   assiste‐se ao movimento de articulação da sociedade civil em torno dos  movimentos sociais e de sua consolidação no campo de atuação das políticas públicas.  Sua  participação,  neste  primeiro  momento  se  dá  por  meio  da  contestação  ao  regime  vigente e, em uma segunda fase, já no contexto democrático, se concretiza por meio da  atuação ativa na implementação de projetos sociais. Ruth Cardoso   considera que  a participação social inicia seu processo de  institucionalização , a partir da década de 

, quando: 

...   começa  a  haver  uma  outra  forma  de  participação  que  leva  esses  movimentos  a  se  relacionarem  mais  diretamente  com  as  agências  públicas.  ...  Há uma ampliação do modo de gerir as áreas das políticas  públicas  com  a  aceitação  e  abertura  de  espaços  novos  onde  os  movimentos  sociais  entram  –  tudo  isso  de  um  modo  muito  parcelado 

CARDOSO, R.,  , p.  . 

É um movimento  parcelado , pois ele ocorre de maneira pontual, mais precisamente,  por meio da criação de conselhos em algumas políticas públicas. De qualquer maneira, a  autora frisa,  esse  movimento inicial  de  institucionalização  expandiu‐se  e  abriu  espaço  para  novos  fóruns  de  participação  em  diferentes  políticas  públicas.  Em  suas  palavras,  iniciou‐se  um novo modo de gerenciar as políticas públicas   CARDOSO, R.,  , p.  ,  a partir da interação entre a sociedade e o Estado. 

Na  década  de  ,  para  além  da  expansão  dos  conselhos  e  conferências  de  políticas  públicas, assistiu‐se a um novo formato de participação social na execução de políticas  sociais: a atuação do  público não‐estatal   cf. BRESSER‐PEREIRA & GRAU,  , p.  .  Esse movimento ocorre no âmbito da reforma do Estado conduzida no primeiro governo  de  Fernando  Henrique  Cardoso  que  pleiteava,  entre  outras  diretrizes,  a  participação  ativa da sociedade civil na implementação das políticas sociais. Assim, ao se transferir às  entidades  da  sociedade  civil  a  responsabilidade  de  implementar  a  política,  coube  ao  Estado o papel de formular, monitorar, controlar e avaliar a política em questão. 

Como já brevemente exposto, a reforma gerencial que se iniciou  no Brasil a partir de   tinha como objetivo central aumentar a performance do Estado. Para tal propôs 

uma série de medidas, como a introdução de instrumentos do setor privado na gestão  pública,  a  orientação  por  resultados,  a  flexibilização  de  procedimentos,  a  descentralização  de  algumas  funções  estatais  e  a  articulação  com  a  sociedade  civil  na  provisão  dos  serviços  públicos.  Essas  diretrizes  estavam  inseridas  no  contexto  de  redução dos gastos públicos e de ajuste fiscal, da maior competitividade internacional e  também  da  necessidade  de  atender  às  novas  demandas  sociais  e  econômicas  emergentes.  Segundo  Abrucio  e  Ferreira  Costa  ,  o  problema  centrava‐se  na  necessidade de se adequar à nova realidade, de modo que caberia aos governos: 

  ...  otimizar seus recursos, estabelecer parcerias com a comunidade, 

com  o  mercado  e  com  o  Terceiro  Setor,  descentralizar  tarefas, 

aumentar sua capacidade de regulação econômica e modificar a forma 

de  provisão  dos  serviços  públicos,  principalmente  na  área  social 

ABRUCIO & FERREIRA COSTA,  , p.  ; grifos nossos . 

No  que  tange  à  preocupação  em  articular  Estado  e  sociedade  na  transferência  da  provisão de bens e serviços, pode‐se observar que este propósito é salientado pelo então  presidente Fernando Henrique Cardoso: 

Hoje, todos sabemos que a produção de bens e serviços pode e deve ser 

transferida  à  sociedade, à iniciativa privada, com grande eficiência e 

com  menor  custo  ao  consumidor.  ...   é  preciso  que  o  Estado  se  reorganize e para isso é necessário adotar critérios de gestão capazes de  reduzir  custos,  buscar  maior  articulação  com  a  sociedade,  definir  prioridades  democraticamente  e  cobrar  resultados  CARDOSO,  F.H., 

, p. ; grifos nossos . 

Portanto,  o  movimento  de  participação  social  introduzido  na  gestão  FHC  pautava‐se  numa participação mais vinculada à problemática da gestão e da  descentralização das  ações  do  Estado  do  que  propriamente  a  um  processo  relacionado  à  prática  de  deliberação  e  democratização,  conforme  as  intenções  que  permearam  a  criação  dos  conselhos e conferências de políticas públicas no momento da constituinte. 

A participação social nas políticas públicas se apresentava assim, nesta  perspectiva, não como ampliação do espaço político do debate, mas de 

      

 CARDOSO, Fernando Henrique,  Reforma do Estado . In: BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos & SPINK, Peter  Kevin  Orgs. .  Reforma  do  Estado  e  Administração  Pública  Gerencial,  Rio  de  Janeiro,  Editora  Fundação  Getúlio Vargas,  . 

substituição da ação direta dos atores sociais baseada nos princípios da  solidariedade  e  da  responsabilidade  social  privada  JACCOUD  et  al., 

, p.  . 

O  conceito  do  público  não‐estatal ,  amplamente  utilizado  nos  documentos  oficiais,  refere‐se às organizações públicas – assim definidas porque são voltadas ao interesse  público  –  ,  que  não  fazem  parte  do  aparato  estatal  –  uma  vez  que  seu  pessoal  não  é  composto por servidores públicos –, sem fins lucrativos, regidas pelo direito privado e  que  recebem  financiamento  público  estatal  para  a  provisão  dos  serviços  sociais  BRESSER‐PEREIRA & CUNILL GRAU,  , p.  ,  . O conhecimento especializado, a  maior flexibilidade e a habilidade de alcançar diferentes segmentos da sociedade estão  entre as principais características que justificam a parceria entre o governo federal e as  entidades  públicas não‐estatais   BRESSER‐PEREIRA &  CUNILL GRAU,  , p.  .  A partir de  , desenvolveu‐se uma série de instrumentos para promover a parceria  entre o Estado e atores da sociedade civil na implementação de determinadas políticas  públicas. A Organização Social  OS , elaborada no âmbito do Plano Diretor da Reforma  do Estado, projeto desenvolvido pelo MARE, foi apresentada como a figura jurídica para  a provisão de serviços competitivos e não‐exclusivos do Estado. A regulamentação dessa  figura se deu quando, em  , foi aprovada a Lei Federal nº  .  que estabeleceu os  requisitos para que uma entidade privada fosse qualificada como organização social e  definiu  o  contrato  de  gestão  como  instrumento  para  celebrar  a  parceria  entre  o  Executivo Federal e a entidade qualificada, na prestação de serviços nas áreas de ensino,  de  pesquisa  científica,  desenvolvimento  tecnológico,  proteção  e  preservação  do  meio  ambiente, cultura e saúde.  

Deve‐se  registrar  que  o  modelo  das  Organizações  Sociais,  em  função  das  resistências  sofridas,  não  apresentou  avanços  no  nível  federal,  porém  foi  aplicado  em  diferentes  Estados brasileiros. Um caso emblemático de sucesso refere‐se ao das OS de Saúde do  Estado de São Paulo . Como explica Abrucio :  Não obstante a inovação conceitual, tais  formas deram mais certo nos estados do que na União, sofrendo no plano federal uma        

  No  caso  do  Estado  de  São  Paulo,  foi  editada  a  Lei  Complementar  nº  /   para  regular  a  qualificação das organizações sociais para aturem na área da saúde e educação. Em  , foi editada a Lei  complementar  nº  ,  que  ampliou  as  áreas  de  atuação,  incluindo  o  esporte  e  o  atendimento  ou  promoção dos direitos das pessoas com deficiência 

enorme resistência ao longo da gestão do ministro Bresser‐Pereira   ABRUCIO,  , p.  .  

Em   foi criado o Programa Comunidade Solidária, cujo objetivo era  contribuir na  articulação  da  sociedade  brasileira,  mobilizando  recursos  humanos,  técnicos  e  financeiros para o combate eficiente à pobreza e à exclusão social   CARDOSO,  , p.    apud PERES,  , p.  . O Conselho Comunidade Solidária, que fora presidido pela  então primeira‐dama do País, Ruth Cardoso, tinha como foco, justamente, promover a  articulação e a interlocução entre o Estado e os diferentes segmentos do terceiro setor  para a elaboração de projetos sociais. Foi a partir desse processo de interlocução que se  estabeleceu  a  conceituação  da  Organização  da  Sociedade  Civil  de  Interesse  Público  OSCIP ,  cuja  qualificação  foi  aprovada  pela  Lei  nº  /   e  regulamentada  pelo  Decreto  / .  Atualmente,  há    entidades  qualificadas  como  OSCIP 

Ministério da Justiça,  . 

Benzer Belgeler