1.3. Futbol
1.3.2. Futbolun Tarihsel Gelişimi
O afloramento das raízes na superfície do solo urbano expõe consideravel- mente este órgão da árvore à incidência de lesões, comprometendo a qualidade da arborização. Nos bairros pesquisados, tais lesões se caracterizaram pela presença de descorticamento, cortes severos e até quebra das raízes (Figura 3).
No bairro mais jovem, com experiência em arborização participativa, ocorreu a seguinte freqüência de danos, em ordem decrescente: descorticamento, quebra e cortes severos. Já no bairro com arborização convencional, apenas duas modalidades de lesões foram detectadas - primeiro o corte severo, seguido do descorticamento - e com menor freqüência do que o bairro anterior.
Acredita-se que, no bairro mais jovem, o fato de a arborização ter sido implan- tada antes de ter sido inserida a infra-estrutura viária asfaltada tenha concorrido sensi- velmente para a maior incidência de injúrias nas raízes, comparado com o outro bairro.
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Arb. participativa Arb. convencional Bairros
nº de ocorrências
Cortada Descorticada Quebrada
Arb. convencional
Figura 3 – Características dos principais danos incidentes na raiz, em dois bairros de
Cataguases-MG.
Estando o tronco das árvores mais ao alcance das pessoas que trafegam nos logradouros públicos, é de se esperar que tal órgão seja afetado com maior quantidade de danos, com as mais variadas características. Isso pode ser comprovado pelos dados apresentados na Figura 4, em que troncos com lesões foram bastante freqüentes em ambos os bairros alvos de estudos.
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Ferimentos Descorticada Objetos
estranhos
Manutenção Tipos de danos
nº de ocorrências
Arb. participativa
Figura 4 – Características dos principais danos incidentes no tronco, em dois bairros de
No que concerne à característica desses danos, as maiores ocorrências estão voltadas para descorticamento, ferimentos leves e presença de objetos estranhos nos troncos, em ambos os bairros (Figura 4), não necessariamente nesta ordem. Para o bairro com arborização participativa, os danos se apresentaram na seguinte ordem decrescente de importância: descorticado, ferimentos leves, presença de objetos estra- nhos e danos oriundos da manutenção (corte de brotações epicórmicas, rebaixamento de tocos, etc.). Por outro lado, no bairro com arborização convencional, o descorticamento também surgiu na primeira ordem de importância, porém seguido da presença de objetos estranhos, ferimentos leves e manutenção do tronco.
Pelo que se observou em campo e fundamentando-se em depoimentos dos moradores, os troncos das árvores foram afetados pelas mais variadas causas antrópicas, as quais vão desde a utilização do tronco como ponto de apoio para fins diversos (com a conseqüente geração de injúrias) até a fricção acidental de objetos na casca (córtex) da árvore. Verificou-se a presença de objetos estranhos, dos mais variados tipos, inseridos nos troncos das árvores, em ambos os bairros.
A copa das árvores também tem sido alvo de constantes agressões físicas causadas pela população local, como se pode comprovar nos dados ilustrados na Figura 5. 0 2 4 6 8 10
Descorticada Quebrada Objetos estranhos
Manutenção Mutilada
Tipos de danos
nº de ocorrências
Arb. participativa Arb. convencional
Figura 5 – Características dos principais danos incidentes na copa, em dois bairros de
Manutenções mal executadas, tanto pela população quanto pelas equipes da Prefeitura, têm concorrido para provocar lesões nos órgãos das árvores, sobretudo na copa durante as podas. Estas têm sido apontadas por FERREIRA (1989) como uma das causas mais freqüentes de ferimentos em árvores urbanas. Pessoas não-capacitadas têm provocado verdadeiras mutilações na copa das árvores urbanas, algumas vezes com intenção de reduzir o crescimento da copa devido à escolha inadequada da espécie – esta foi a principal característica evidenciada no bairro com arborização participativa, seguida da presença de objetos estranhos na copa. O mesmo se verificou no bairro com arborização convencional, diferenciando-se apenas quanto à quebra de galhos e o descorticamento destes, os quais ocupam a segunda colocação, ficando a mutilação das copas em terceiro lugar de importância das lesões características da copa.
Essas constatações revelam um certo despreparo daqueles que operam a manu- tenção das copas, bem como uma falta de consciência da população no que se refere a fixação de objetos estranhos que prejudicam o desenvolvimento da árvore. Estudos realizados por BIONDI (1985), em Recife-PE, também atribuem as causas de danos nas árvores ao baixo nível de conscientização da comunidade em relação à arborização da cidade, onde cerca de 33% da população amostrada apresentou danos ao tronco das árvores. Este estudo constatou que as partes da árvore em que mais incidiram danos foram a copa e o tronco, decorrentes de manutenções e outras causas antrópicas. A maior incidência de danos ocorreu devido às podas (manutenção), em 50% das árvores, sendo o corte severo (ferimento devido ao corte de galhos grossos) o mais freqüente.
Danos de tronco e copa podem ser ocasionados pelo tráfego de veículos nas cidades, sendo possivelmente uma das causas nos bairros pesquisados. Árvores planta- das em vias públicas estão suscetíveis aos danos provocados por acidentes de veículos, na sua maioria causados por falha humana (GOMES, 1978), provocando-lhes feri- mentos contusos, escoriações, entre outros. Nos bairros pesquisados não se registrou nenhum caso grave, porém é bem provável que, em ambos os bairros, árvores adultas com projeção de copas para a rua tenham sido alvos de injúrias decorrentes do fluxo de veículos. LIRA FILHO (2001) constatou, em estudos realizados em dois bairros de Viçosa-MG, algumas escoriações de árvores localizadas próximo de garagens, as quais dão indícios de que tal delito foi cometido por imperícia dos motoristas. Além disso, em ruas com grande tráfego de veículos, o tronco das árvores próximo ao meio-fio está sujeito às constantes batidas dos veículos, as quais podem ocasionar-lhes severos danos.
Nem mesmo os veículos de pequeno porte estão isentos de cometerem danos às árvores urbanas. Ciclistas costumam estacionar seus veículos junto aos troncos das árvores, os quais podem ocasionar-lhes algumas lesões.
4.3.4. Influência da localização de plantio da árvore e as condições desta na