1.2. Amatör ve Profesyonel Spor
1.2.5. Spor Etiği
Para execução da arborização urbana em Cataguases, a Secretaria responsável por ela tem como referencial o “Diagnóstico da Arborização do Município de Cataguases, Minas Gerais (1998)”, o qual sempre consulta, de acordo com a demanda de serviços a serem executados, conforme declarações do Coordenador de Meio
Ambiente e Recursos Naturais da Prefeitura Municipal1. Entretanto, segundo o referido coordenador, não se segue um planejamento com base em um cronograma de operações a serem executadas ao longo do ano. Os serviços são executados de acordo com a demanda da população. Essas solicitações de serviços são feitas por meio do preenchimento de um requerimento-padrão, as quais são analisadas pela Secretaria, que, conforme o serviço solicitado, envia aos seguintes órgãos:
- Serviços de podas, manutenções e plantio de árvores – vistoriado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Naturais e realizado pela Secretaria de Infra-estrutura.
- Serviços de corte de árvores: a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Naturais faz vistoria e dá um parecer, o qual é encaminhado ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), responsável pela autorização do corte; o serviço é executado pela Secretaria de Infra-estrutura.
Segundo o Coordenador de Meio Ambiente e Recursos Naturais, os pedidos mais freqüentes são de podas e cortes de árvores. Ele relatou que cerca de 90% dos pedidos de supressão de árvores não se justificam, ou seja, percebe-se que o cidadão quer apenas se livrar do espécime arbóreo, alegando motivos que não se enquadram nesse procedimento. Dentre as justificativas mais freqüentes para a supressão de árvores, salientam-se as árvores plantadas próximas aos muros e que estão danificando os mesmos; árvores próximas a garagens; e árvores impedindo a construção. Neste último caso, a Secretaria analisa os projetos de construção devidamente registrados, faz a vistoria no local e, dependem da situação, encaminha a solicitação ao IEF, a fim de que o corte seja efetivado. No entanto, nesses casos, a Secretaria tem sempre solicitado ao proprietário e aos responsáveis pelo projeto que o adequem à arborização, evitando- se a supressão de árvores. O coordenador frisou, ainda, que a maioria dos pedidos do corte de árvores refere-se à espécie Ficus sp., introduzida há aproximadamente sete anos, que apresentam problemas para as edificações.
A Secretaria de Infra-estrutura dispõe de equipes para realização de plantio, manutenções e cortes de árvores, bem como de carro-pipa para regas das mudas e
1
SENE, A. A. Comunicação pessoal. 2002. (Coordenador de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Naturais, Prefeitura Municipal de Cataguases, Praça Santa Rita, 462 – Centro, 36770-900 – Cataguases-MG, Brasil).
equipamentos para manutenções. Quanto às podas, estas são realizadas tecnicamente, conforme cronograma pré-estabelecido.
Quanto ao trabalho de sensibilização e conscientização da população, a Prefeitura utiliza-se de várias estratégias para que isso se realize. Campanhas de conscientização são feitas em datas específicas, como a “Semana do Meio Ambiente”, em que são realizadas palestras, distribuição de folders, panfletos e afixação de cartazes. Instituiu-se o Projeto “Cidadão Nota 100” com o objetivo de oferecer à comunidade dos bairros vários serviços à população, incluindo-se a arborização de ruas. Semanalmente, escolhe-se um bairro da cidade para ser atendido. Especificamente em relação à arborização, distribuem-se folhetos nas ruas do bairro, além de visitas porta-a-porta para cadastramento dos moradores que necessitam do plantio de árvores na sua rua. O encerramento é feito aos domingos, em ponto estratégico do bairro, onde se recebem os moradores para atendimento de serviços em geral.
As concessionárias que prestam serviços ao município são a COPASA (água e saneamento), a Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina (energia elétrica) e a TELEMAR e TELEMIG (telefonia). Podas emergenciais são realizadas pela Cia. Força e Luz Cataguases-Leopolodina, quando as árvores estão comprometendo o fornecimento de energia.
3.2.1. Arborização participativa – Bairro Santa Clara
O Santa Clara foi implantado há aproximadamente 10 anos e caracteriza-se por ser um bairro tipicamente residencial, habitado por uma população de classes baixa e média-baixa, na grande maioria oriunda da zona rural. O referido bairro localiza-se em uma região periférica de Cataguases, numa encosta próxima ao rio Pomba. Possui ruas primárias, que, além de sustentarem o fluxo local, recebem aquele gerado por outras partes do bairro, e ruas secundárias, onde o fluxo existente é apenas local. Esses logradouros caracterizam-se por apresentarem, na sua maioria, ruas largas (> 6 m) com passeios estreitos (< 2,0 m). Entretanto, a presença de recuo nos lotes concorre para minimização dos impactos na arborização das ruas.
Na base da encosta em que está situado o bairro existe a Avenida das Indústrias e, nela, o Centro de Apoio Integral à Criança (CAIC), um complexo institucional, de excelente infra-estrutura, em que os moradores do local e a Prefeitura Municipal realizam reuniões, assembléias, entre outros eventos sociais.
Considerando que o referido bairro encontrava-se carente de vegetação no sentido de quantidade e variedade de espécies e desprovido de áreas verdes, o Governo Municipal resolveu inseri-lo, em 1998, em um projeto piloto de experiência em arborização participativa (“Cataguases mais Verde”), por meio de convênios firmados entre a Prefeitura Municipal, o Centro Mineiro para a Conservação da Natureza-CMCN e o Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (CAJADO, 1998).
Segundo declarações de SENE2, o referido projeto de arborização participativa, instituído na gestão do Poder Municipal de janeiro/1997 a dezembro/(2000), não teve continuidade na gestão posterior (janeiro/2001 a dezembro/2004). No entanto, optou-se pela escolha desse bairro para este estudo, após quatro anos de implantação do projeto, em virtude de a gestão atual possuir toda a documentação dos trabalhos realizados pela gestão anterior, inclusive a lista de moradores com a adoção de árvores nas suas ruas.
A escolha de um bairro estritamente residencial para a pesquisa, com expe- riência em arborização comunitária, é respaldada por CARTER (1994), o qual elucida que a essência da participação popular está nas necessidades, opiniões e preferências que poderão ser incorporadas no processo de planejamento e administração da arbori- zação urbana e vai depender das circunstâncias locais. Em geral, continua o autor, é provável que em áreas residenciais (como é o caso do bairro Santa Clara) seja mais fácil essa incorporação, pois já se tem um forte senso de comunidade.
A Prefeitura Municipal dispõe do “Diagnóstico e Planejamento para a Arborização do Bairro Santa Clara”, com uma projeção de árvores a serem plantadas por ruas. O programa foi implantado, inicialmente, em três ruas, apesar de toda a comunidade ter sido mobilizada durante o plantio efetuado em 1998. Nos anos poste- riores, o programa teve continuidade com o atendimento à população no que concerne a serviços de podas, cortes, doação de mudas e plantio de árvores.
Segundo GOMES e GONÇALVES (1998), a implantação da arborização comunitária no Santa Clara, antes de constituir uma medida econômica, visa uma educação ambiental e um compromisso da comunidade, buscando-se um processo de autogestão de tal modo que os moradores sejam os responsáveis e os executores da
2
SENE, A. A. Comunicação pessoal. 2002. (Coordenador de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Naturais, Prefeitura Municipal de Cataguases, Praça Santa Rita, 462 – Centro, 36770-900 – Cataguases-MG, Brasil).
arborização, com a adoção das árvores plantadas em frente às suas moradias. Além disso, essa arborização participativa tem como objetivos a valorização do bairro através de seu paisagismo e proporcionar aos seus moradores uma melhoria na qualidade de vida, por intermédio de benefícios físicos e psicológicos para a população local.
Como foi explicitado anteriormente, a ação participativa surgiu da iniciativa do Poder Público Municipal para a comunidade local. Para sua concretização foram utilizadas várias estratégias, a fim de envolver os moradores no Projeto. Inicialmente, procedeu-se a várias reuniões com os moradores, juntamente com os técnicos, em que se realizaram os trabalhos de sensibilização e conscientização da comunidade local. Para atrair e motivar a participação dos moradores, a Prefeitura Municipal sorteava algumas cestas básicas entre os presentes.
A execução do Plano de Arborização contou com a parceria da Prefeitura Municipal e a comunidade do bairro; à primeira coube o fornecimento de mudas, material necessário e demarcação das covas, enquanto aos moradores coube participar, cedendo sua mão-de-obra para concretização do plano (GOMES e GONÇALVES, 1998).
Implantou-se a arborização participativa em três etapas distintas, requerendo vários mutirões comunitários: abertura de covas, plantio das mudas, tutoramento e proteção das mudas.
Durante a execução do plantio das árvores, os moradores foram cadastrados e assinaram um “termo de adoção”, responsabilizando-se pelos espécimes plantados pró- ximo à sua residência.
3.2.2. Arborização convencional – Bairro Ibraim
Próximo ao Santa Clara encontra-se o bairro Ibraim, cuja arborização foi implantada há 40 anos, de forma convencional. O referido bairro se caracteriza por ser exclusivamente residencial, encontrando-se na mesma situação socioeconômica da comunidade vizinha (classes média-baixa a baixa). Difere desta apenas por apresentar maior quantidade de árvores na fase adulta, inseridas em ruas largas com passeios estreitos.