2.1. KURUMSAL FAKTÖRLER
3.1.4. Ekonomik Özgürlük Endeksleri
3.1.5.3. Freedom House Ekonomik Özgürlük Endeksleri ve Kriterleri
POR LUSTRO E COM PERCENTAGENS SOBRE O LUSTRO ANTERIOR.
ANOS RECEITA ARRECADADA PERCENTAGEM DAS RENDAS DE CADA LUSTRO SOBRE AS DO LUSTRO ANTERIOR 1891 a 1895 4.492:447$532 1896 a 1900 6.481:034$762 Mais 46% 1901 a 1905 8.998:172$496 Mais 38% 1906 a 1910 10.374:640$957 Mais 16% 1911 a 1915 17.225:255$661 Mais 66% 1916 a 1920 29.017:324$808 Mais 59% * No computo acima, não foi levado em conta os prejuízos, em vidas e bens, ocasionados pelas secas de 1898, 1904, 1915 e 1919, nem incluídos os anos de 1921 e 1922, assinalados, no Estado, pela maior intensificação das obras federais do Nordeste. Foram inscritos apenas valores realizados, dados positivos de rendas arrecadadas.
Fonte: MENSAGEM APRESENTADA À ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAHYBA, PELO DR. SOLON BARBOSA DE LUCENA, PRESIDENTE DO ESTADO. Parahyba do Norte: Imprensa Official,1923: 23.
Levando em conta os altos valores de cotação do algodão no mercado externo, muitos produtores viram-se estimulados a aumentar a produção e, vários dos que se ocupavam com outra cultura, resolveram aderir ao plantio do algodão, fosse ele da variedade mocó, herbácea, arbórea, quebradinho, inteiro, verdão, ou de outras espécies que se adaptaram na região. Em cada zona do estado, aplicava-se a variedade que melhor se adaptasse às condições climáticas e de solo. Diante disso, fica fácil compreender o porquê das palavras do presidente do estado João Suassuna (1924-1928) - em entrevista à imprensa do Rio de Janeiro, em 1927 - quando afirmava que era “(...) o algodão a principal riqueza da Paraíba. Basta dizer-lhe que,
com a excepcional valorização desse produto, a receita do estado estimado o ano passado em 6.000:000,00 [réis], ascendeu a quase 15.000:000,00 [réis]. A ocupação de qualquer governo de minha terra há de ser a cultura da preciosa malvácea” (MAIA, 1978: 110).
As administrações estaduais, diante da boa produção do estado, ofereciam favores e isenções fiscais para atrair investimentos agrícolas e industriais ao estado da Parahyba do Norte. Nesse sentido, em 1918, Julio von Shösten fundou uma prensa hidráulica em Cabedelo; em 1920, Heronides de Holanda incorporou a Companhia Parahybana de Prensagem e Beneficiamento, instalando uma prensa moderna na cidade de Campina Grande; em 1922, Brandão Cavalcanti fundou uma usina no município de Santa Luzia e Trajano Medeiros fundou uma outra em Sapé, esta última com beneficiamento, prensagem e fábrica de óleo de caroço de algodão. Na capital do estado, desde 1905, já funcionava a primeira prensa hidráulica parahybana com indústria conexa de fabricação de óleo, de propriedade dos já citados Kröncke, de origem alemã (MARIZ, 1939: 57) (GALLIZA, 1993: 35).
Face ao exposto, observa-se que o algodão se firmou em toda a Parahyba do Norte como cultura dominante, em produção e arrecadação, durante a Primeira República. A necessidade de pouca chuva, a possibilidade de ser implantada em várias zonas do território estadual sem maiores aplicações e investimentos tecnológicos e a demanda relativamente pequena por mão- de-obra fez com que essa cultura se expandisse. Durante a colheita da safra, toda a família dos pequenos produtores se mobilizava na atividade, inclusive mulheres e crianças, trabalhando por vezes, em sistema de mutirão. As condições do mercado externo e o interesse de lucro também foram determinantes para a ampliação das zonas de cultivo, que se estenderam do litoral ao alto sertão.
Em 1923, em sua mensagem presidencial, Solon de Lucena anunciava que a safra que se iniciava prometia ser vultosa e o algodão de boa qualidade, principalmente, pela diminuição dos estragos da lagarta rosada. O órgão financeiro internacional de publicidade, The
Manchester Guardian, divulgava, em julho do mesmo ano de 1923 que a área destinada ao
algodão, na Parahyba do Norte, duplicara ou triplicara de extensão e fazia-se notar as possibilidades extraordinárias do país, como produtor privilegiado da fibra, de que o mundo tanto carecia (Mensagem (...) 1923:28).
Resumidamente, pode-se concluir que, em 1915, o estado da Parahyba do Norte enfrentou um período de grande seca, comprometendo drasticamente a produtividade do seu algodão. O que havia em estoque, entretanto, foi exportado obtendo altas cotações no mercado internacional devido à enorme carência de matéria-prima ocasionada pela guerra. No ano seguinte, diante
dos extraordinários valores obtidos na comercialização da fibra, sua cultura ampliou-se por todo o estado. Todavia, conservaram-se as técnicas rudimentares tradicionais de plantio e colheita, o que conferia instabilidade à produção nordestina, vez por outra atingida por pragas e secas. Isso acarretou a ampliação da produção e do beneficiamento do algodão no centro-sul do país, o que mais tarde – fim da década de 1920 - levaria a uma grande defasagem da produção do estado da Parahyba do Norte.
Enquanto o mercado internacional carecia de fibras e de outros gêneros produzidos no estado, este pôde exportar e obter excelentes cotações, engordando sua receita, como observado em momento anterior. Mesmo diante da grande propagação da lagarta rosada entre 1915 e 1919 e da terrível seca enfrentada em 1919, a Parahyba do Norte conseguiu manter índices elevados de exportação de fardos de fibra de algodão, garantindo certa margem de estabilidade em suas arrecadações. De um modo geral, pôde-se observar um relevante incremento da economia algodoeira no estado entre os anos de 1915 e 1924.
Entretanto, o problema maior para o Estado era o fato de que os eventuais períodos de crise e instabilidade na produção minavam a credibilidade parahybana no fornecimento internacional, fazendo com que os mercados consumidores europeus procurassem fornecedores mais estáveis, ainda que a qualidade de sua fibra fosse inferior. Como dito acima, em fins da década de 1920, a produção do centro-sul elevou-se sobremaneira se equiparando à parahybana (ver QUADRO 08). Essa situação tornou-se ainda mais crítica na década de 1930, mesmo com a ampliação crescente da produção do estado.
Toda essa movimentação em torno da produção algodoeira na Parahyba do Norte, entre os anos de 1915 e 1924, gerou excedentes que foram promovendo o enriquecimento de alguns produtores e negociantes e a melhoria da qualidade de vida da população parahybana em geral. Isso acontecia, inclusive, na medida em que se melhorava o ambiente urbano de algumas cidades, inclusive a capital, e algumas de suas edificações eram dotadas de melhores condições higiênicas, estéticas, de conforto e lazer, benfeitorias que serão abordadas com maiores detalhes nos capítulos seguintes.