2016-2018 DÖNEMİ BÜTÇE HAZIRLAMA REHBERİ
2016 – 2018 DÖNEMİ BÜTÇE HAZIRLAMA REHBERİ
B. ANALİTİK BÜTÇE SINIFLANDIRMASI 1. GİRİŞ
3. FONKSİYONEL SINIFLANDIRMA 1. Genel Esaslar
Para uma análise mais detalhada acerca da amostra, seguem alguns dados sociodemográficos, apresentados na Tabela 2, sobre o perfil dos respondentes. Essas informações foram obtidas através das questões complementares acrescidas ao Formulário de Comprometimento com Trabalho, sendo as 11(onze) perguntas iniciais deste instrumento, conforme apresentado no Anexo C.
A amostra do estudo quantitativo foi composta por 30 policiais que atuam especificamente no Ronda de diferentes regionais e áreas de atuação. A primeira pergunta restringia o acesso ao questionário para apenas policiais integrantes do Ronda. Ao finalizar a coleta, foram desconsiderados 2 questionários respondidos por se tratar de policiais que afirmaram não fazer parte do Ronda. Não foi restrito o convite a participar da pesquisa a nenhuma cidade específica, porém pela pouca divulgação em outras cidades, acredita-se que a amostra atua prioritariamente nas 122 áreas de Fortaleza.
Na tabela 2, abaixo, se concentra resumidamente as informações acerca dos percentuais da distribuição da amostra para apresentação do perfil dos policiais participantes da pesquisa.
Tabela 2: Perfil dos Policiais do Ronda do Quarteirão da amostra de pesquisa (continua)
Dado Itens Percentual de
Respondentes Forma de
Ingresso no Ronda
Concurso de PM-Ce / Ronda 90%
Remoção Interna 10%
Faixa Etária
Abaixo de 21 anos 0%
Entre 21 e 30 anos 76%
Entre 31 e 40 anos 24%
Acima de 40 anos 0%
Tabela 2: Perfil dos Policiais do Ronda do Quarteirão da amostra de pesquisa (continuação)
Dado Itens Percentual de
Respondentes
Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) 38% 48%
União Estável 14%
Com quem mora
Com o Cônjuge 45%
Com os pais 48%
Sozinho (a) 3%
Com outros Parentes 3% Tempo de Serviço Entre 1 e 3 anos 10% Entre 3 e 5 anos 76% Menos de 1 ano 14% Faixa de Renda Familiar Mensal Abaixo de R$ 3.000,00 52% Entre R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00 38% Entre R$ 5.000,00 e R$ 7.000,00 7% Acima de R$ 7.000,00 3% Participação no Treinamento de Formação Participou 83% Participou Parcialmente 10% Não participou 7%
Fonte: Elaborado pela autora
A partir desses dados, em negrito na Tabela 2, percebe-se que a grande maioria da amostra era do sexo masculino, entre 21 e 30 anos, em união estável, ganham menos de R$3.000,00, participaram do treinamento de formação e servem à polícia há 3 a 5 anos.
O intuito de levantar informações sobre a forma de ingresso no Ronda é saber se houve transferências internas por algum tipo de retaliação ou por pedido pessoal do policial. De acordo com informações colhidas no grupo focal (Policial 1), após a greve de 2012, como forma de retaliação, alguns policiais militares foram transferidos para outras organizações internas da Polícia ou transferidos para outras localidades mais distantes da capital como maneira de punição interna. Os dados apontaram que os policiais respondentes foram realmente aprovados em concurso público da Polícia Militar do Ceará direcionado ao Programa Ronda do Quarteirão. Inclusive pelos dados de tempo de serviço identifica-se que 76% ingressaram no concurso de 2009 e 2011.
No que tange ao gênero, evidencia-se que 93% são do sexo masculino, o que ratifica a presença mais significante do homem na figura de segurança e policiamento. Mas percebe-se que esta realidade tem se modificado aos poucos com o aumento progressivo da concorrência para as vagas do sexo feminino, até maior do que para o masculino17.
Um dado importante representado no Gráfico 1, abaixo, se refere ao nível de escolaridade da amostra.
Gráfico 1 – Nível de Escolaridade dos Policiais do Ronda Respondentes
Fonte: Elaborado pela autora
Chama a atenção que 82% dos respondentes possuem nível de escolaridade superior, seja incompleto ou completo. Sendo que destes, 72% estão atualmente cursando uma faculdade, buscando conciliar com a prática profissional que exige uma carga horária desgastante. Além disso, nota-se que 6% da amostra se apresenta com nível de pós-graduação, tem concluído ou se encontra buscando especialização.
Este foi um aspecto discutido durante o grupo focal, visto que dois dos policiais presentes eram estudantes de graduação. Nas citações transcritas abaixo, identifica-se que a percepção dos policiais é que não há nenhum tipo de valorização pelo nível de escolaridade do policial.
17 17
Texto online: ‘Saiu concorrência do concurso para soldado da PMCE’. Disponível em: <http://www.amigosdoronda.net/2012/02/saiu-concorrencia-do-concurso-para.html> Acesso em 23/05/2013
“Não há nenhum incentivo para quem estuda. Não há nenhum incentivo à educação continuada. Existem milhares de opção de escala, nem para ajustar, não é flexibilizado pelo estudo. Temos que pagar para outro policial substituir se precisar ir para aula.” (Policial 4)
Esta questão da escala dificulta bastante para quem estuda a nível de graduação, pois ao trabalhar 24 horas seguidas, no dia seguinte tem que ir para aula de manhã ou de noite, muitas vezes sem conseguir descansar ou estudar o conteúdo devidamente. Conforme se ilustra na seguinte fala: “Eu penso em pagar todos os serviços do mês para eu não vestir a farda nenhuma vez no mês para me dedicar aos estudos.” (Policial 2).
Estes dados referentes ao nível de escolaridade abre espaço para uma pergunta interessante: qual o objetivo destes policiais estarem buscando graduação e especialização? Um comentário durante o grupo focal instiga mais ainda este questionamento: “Os coronéis fazem é brincar quando sabem que a gente tá estudando. ‘Faculdade? Pra quê que vocês estão estudando?!’ A cultura antigamente era essa e ainda hoje alguns oficiais mantêm essa cultura retrógrada.” (Policial 2).
Esta discussão ainda se torna uma incógnita para a pesquisa por não ter sido verbalizada concretamente a motivação real para os estudos. No entanto, os dados apresentados no Gráfico 2 corroboram com a ideia de que os policiais continuam estudando por terem interesse de prestar concurso para outra área.
Gráfico 2 – Interesse da amostra em fazer outro concurso
Fonte: Elaborado pela autora
Esta correlação entre as informações de escolaridade e o interesse de prestar outros concursos dão indícios de que há um interesse dos policiais de continuarem buscando
algo melhor, não sendo do interesse da maioria em continuar a carreira policial. Esses resultados são importantes à medida que sinalizam para um baixo comprometimento com a prática profissional e uma possível relação de trabalho mais fortemente pautada pela relação de troca e garantias asseguradas pela existência do concurso público.