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Fizik, Bilimi Keþfediyor

Belgede JAPONYA MESAJI (sayfa 47-52)

3.8.1 Tratamento Quantitativo

Para a tabulação e processamento estatístico dos resultados da pesquisa (análise quantitativa) foi utilizado o software SPSS – Statistical Package for Social Science. A planilha eletrônica Excel também foi utilizada para a elaboração de algumas tabelas e gráficos.

As variáveis demográficas da pesquisa foram analisadas através da estatística descritiva, obtendo-se o perfil das pessoas que estão envolvidas no cenário das ONGs na cidade de João Pessoa-PB.

3.8.2 Tratamento Qualitativo

Em relação à análise qualitativa, as informações ordenadas e organizadas foram analisadas e interpretadas através da utilização de técnicas descritas de Análise de Conteúdo baseado nos estudos de Bardin (1977).

Para Bardin (1977), a análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações, feita através de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. Ele compara a técnica de análise de conteúdo e duas outras práticas científicas de análise de dados e conclui que, enquanto a lingüística estuda apenas a língua, a análise de conteúdo procura conhecer o que está por trás das palavras, buscando outras realidades através das mensagens.

Segundo Bardin (1977), as fases da análise de conteúdo são:

1. Pré-análise: é a fase da organização. Estabelece-se um programa ordenado, mas flexível. Essa fase é composta por três fatores: escolha dos documentos, formulação dos objetivos/hipóteses e elaboração dos indicadores que fundamentem a interpretação final (pré-teste de análise).

2. Exploração do material: é a administração sistemática das decisões tomadas e consiste na codificação e enumeração, de acordo com as regras previamente estabelecidas.

3. Tratamento dos resultados, inferência e interpretação: os resultados brutos são tratados para se tornarem significativos e válidos, podendo propor inferências e novas interpretações.

Neste estudo, foi realizada uma análise de textos, parágrafos, frases e comentários dos entrevistados, visando uma categorização temática, e foram encontradas e separadas tais categorias dentro de domínios pré-definidos, conforme os fundamentos conceituais. Para tanto, foi necessário ler, reler e interpretar as respostas uma a uma, buscando captar o sentido da asserção, do que estava detrás das entrelinhas. Os dados contidos na transcrição foram organizados, transformando dados brutos em elaborados, através de uma categorização, observando a unidade de análise pré-definida na pesquisa, visando compreender a realidade do conteúdo explícito e implícito, através de análise interpretativa.

De acordo com as três fases da análise de conteúdo descritas por Bardin (1977), é relatado a seguir como foi realizada cada etapa nesse estudo.

3.8.2.1 Análise de conteúdo – pré-análise

A pré-análise, como fase de ordenamento do trabalho, iniciou-se com uma “leitura” do texto a ser trabalhado até a preparação do material a ser analisado.

As entrevistas semi-estruturadas, gravadas em áudio, foram realizadas individualmente, tendo em média a duração de 20 a 30 minutos, feitas no próprio local de trabalho, em vários ambientes. Por serem instituições com grande fluxo de pessoas, houve, em algumas entrevistas, interferências no ambiente físico, com interrupções de pessoas e ligações telefônicas.

Foram dadas explicações das razões da pesquisa e apresentado brevemente o guia a ser seguido na entrevista. Por fim, foi realizada a transcrição das entrevistas para dar inicio à análise dos dados.

3.8.2.2 Análise de conteúdo – análise dos dados

Após a transcrição das entrevistas, foi realizada a exploração dos dados, que nada mais é do que a administração sistemática das decisões tomadas, quer seja dos procedimentos aplicados manualmente, o que caracteriza esta análise, ou de operações feitas pelo ordenador.

Esta etapa é subdividida nos processos de codificação e categorização.

Codificar, segundo Bardin (1977), consiste em transformar os dados brutos em elaborados, permitindo atingir uma representação do conteúdo do texto. Nesta etapa, pode-se seguir o processo quantitativo, como de contagem, de freqüência de palavras ou de características contidas no texto, ou seguir, como nesse estudo, o processo qualitativo, em que se observa a presença da significância do conteúdo, onde o tema é relevante.

Para codificar se faz necessário estabelecer as unidades de registro e de contexto. Unidade de registro é a unidade de significação a codificar, a palavra, um objeto, um personagem, um documento ou o tema. Unidade de contexto serve de unidade de compreensão para codificar a unidade de registro que corresponde ao seguimento da mensagem usado para esta compreensão, pode ser a frase para a palavra e o parágrafo para o tema (BARDIN, 1977).

Bardin (1977) acrescenta ainda que a categorização pode empregar dois processos, no primeiro é fornecido o sistema de categorias previamente estabelecidos, em que os elementos são agrupados e separados dentro dessas categorias, o que caracteriza a análise neste estudo; e o segundo, o sistema de categorias não é pré-definido, sendo estabelecido a partir dos agrupamentos dos elementos.

Na análise deste estudo, a codificação foi efetuada no momento da construção do guia da entrevista, que tem como base as variáveis e os elementos indicadores descritos no Modelo Analítico da Pesquisa (Figura 2).

Sendo, portanto, a unidade de registro o tema ou aspecto alusivo a cada uma das variáveis e a unidade de contexto o parágrafo que continha o tema a ser analisado.

3.8.2.3 Análise de conteúdo – tratamento dos resultados

Os resultados brutos são tratados para que se tornem significativos e válidos, e assim, se possa propor inferências e oferecer interpretações de acordo com os objetivos previstos (BANDIN, 1977).

Nesta última etapa, então, foram realizadas as inferências a partir das informações obtidas e analisadas. Buscando-se entender a investigação e tentando-se encontrar a resposta ao problema de pesquisa, sem perder de vista os objetivos ora traçados.

As inferências neste estudo foram feitas desde o contato com as ONGs através da observação, pelos questionários aplicados, pelas entrevistas realizadas e a partir da referência e confronto com a literatura pesquisada foi possível apresentar conclusões e sugestões referentes à questão central do estudo.

Figura 3: Desenvolvimento de uma análise Fonte: Bardin, 1977

Belgede JAPONYA MESAJI (sayfa 47-52)

Benzer Belgeler