2.1. Lozan Barış Konferansı’na Kadar Olan Süreçte Türk-Yunan İlişkileri
2.1.2. Filiki Eterya Cemiyeti ve Faaliyetleri
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) tem alta prevalência em nosso meio e possui baixas taxas de controle e sua etiologia pode advir de fatores ambientas e genéticos. Os fatores ambientais incluem sedentarismo, obesidade, idade e tabagismo. A elevação da pressão arterial relacionada à idade tem sido bem descrita e evidências mostram que o aumento da pressão arterial relacionada com a idade é maior em mulheres do que nos homens e a prevalência de hipertensão arterial em mulheres na pós-menopausa é também maior que em homens da mesma idade (SIMKIN-SILVERMANAN et al., 1995, 2003; AHA, 2010). Os mecanismos específicos responsáveis pelo aumento da pressão arterial em mulheres após a menopausa ainda não são claros. Evidências demonstram que mulheres na pós-menopausa exibem aumento da atividade da renina plasmática e da concentração de endotelina, em comparação com mulheres pré- menopausa; além de alterações na razão estrógeno/andrógeno e aumento do stress oxidativo (SHRIVASTAVA et al., 2005; PANSINI et al., 2008). Esse aumento do stress oxidativo, leva à uma redução da biodisponibilidade do óxido nítrico (RECHELHOFF & ROMERO, 2003). No entanto, em nossos dados apesar de uma aparente redução na atividade da SOD e um aumento da atividade da catalase e concentrações de MDA nas voluntárias hipertensas, não observamos qualquer diferença estatisticamente significativa, para os marcadores de estresse oxidativo e peroxidação lipídica entre as voluntárias normotensas e hipertensas.
Estudo prévio mostra que alterações do perfil lipídico, maior adiposidade abdominal, e glicemia de jejum alterada são fatores associados que podem explicar maior incidência de hipertensão arterial em mulheres após a menopausa (MARTE & SANTOS, 2007). Estudos observacionais tem demonstrado também associação positiva entre os níveis de colesterol e a PA na população hipertensa (BONAA & THELLE, 1991; NEATON & WENTWORTH, 1992). Em nossos dados, ao caracterizarmos a amostra estudada, não observamos diferença estatisticamente significativa para o perfil lipídico entre as voluntárias normotensas e hipertensas. Com relação à glicemia de jejum, observamos diferença estatisticamente significativa sendo maior nas voluntárias HT, porém tanto a média dos valores glicêmicos das voluntárias NT quanto das voluntárias HT está abaixo de 100 mg/dL (ADA, 2013).
Com relação ao sistema renina-angiotensina, diversos trabalhos tem mostrado a sua importância no controle da pressão arterial (PA) e os efeitos do exercício físico e da reposição
hormonal sobre esse sistema (TOSTES et al., 2003; HEEREN et al., 2009; FLORES et al., 2010; SANCHES et al., 2012). No entanto, as evidências foram encontradas essencialmente em modelos animais de menopausa, enquanto que dados com seres humanos ainda não são claros, e com relação ao papel do sistema renina-angiotensina em mulheres após a menopausa não existem. Nosso estudo demonstra que o sistema renina-angiotensina está alterado nas voluntárias HT com marcante aumento nas concentrações plasmáticas dos peptídeos analisados [Ang I, Ang II e Ang-(1-7)], sem alteração da atividade da ECA. A atividade da ECA plasmática é similar entre as voluntárias NT e HT e as concentrações plasmáticas de Ang I, Ang II e Ang-(1-7) estão 252, 88 e 130%; maiores nas voluntárias HT respectivamente (p>0,05). De maneira interessante, nossos dados mostram que a concentração plasmática de Ang-(1-7) foi cerca de 130% maior em mulheres hipertensas quando comparada àquela encontrada em mulheres normotensas. Este aumento das concentrações de Ang-(1-7) em voluntárias HT vai de encontro aos dados apresentados por Simões e Silva e colaboradores (2004), o qual demonstrou aumento de Ang-(1- 7) em crianças hipertensas comparadas ao grupo controle e com doença renovascular. Os autores justificam esse aumento como uma possível perturbação metabólica e/ou uma alteração da função renal ou ainda um mecanismo compensatório provocado pelo aumento da pressão arterial. Sendo, o rim uma das principais fontes de geração de Ang-(1-7) através de ACE2 e de peptidases específicas abundantes no mesmo (NEP e PEP) (SANTOS et al., 2001; CAREY & SIRAGY, 2003). Estudos em modelos animais apresentam dados contraditórios sobre as concentrações plasmáticas de Ang-(1-7). Em ratos SHR, foi demonstrado aumento nas concentrações de Ang-(1-7) de 3,7 vezes maiores em SHR do que no grupo controle (KOHARA et al., 1993). No entanto, Campbell e colaboradores (1995) detectaram concentrações plasmáticas normais ou suprimidas de Ang-(1-7) em ratos SHR. Ainda, estudos em modelos animais mostram que a Ang-(1-7) possui efeitos relaxantes, anti-trombóticos e anti- proliferativos, apresentando assim, efeitos antagônicos a Ang II (FERRARIO et al., 1998; SANTOS et al., 2003; FERRARIO, 2011). Por outro lado, altas concentrações de Ang-(1-7) têm sido associadas à taquicardia ventricular e morte súbita (DE MELLO et al., 2007; CALÓ et al., 2010). Assim, os efeitos protetores da Ang-(1-7) são dependentes de concentração e sua avaliação em mulheres hipertensas após a menopausa poderia ser um marcador de possíveis eventos cardiovasculares.
Na literatura, já é bem estabelecido que a hipertensão arterial sistêmica esteja associada com diminuição do relaxamento dependente do endotélio e menor biodisponibilidade do óxido nítrico (NO) em condições basais (FORTE et al., 1997; NODE et al., 1997). No entanto, com relação à concentração plasmática de nitrito/nitrato, observamos uma diferença nesse marcador indireto da produção de NO, sendo maior nas voluntárias hipertensas. Nossos dados são apoiados por 2 estudos: o primeiro demonstrou níveis mais altos de NOx- em pacientes com doença arterial coronariana com hipertensão em comparação a pacientes com doença arterial coronariana sem hipertensão (YOON et al., 2000) e o segundo de Sandrim e colaboradores (2007) que observou maiores concentrações plasmáticas de NOx- em pacientes hipertensos comparados a pacientes diabéticos e saudáveis. Além disso, a Ang-(1-7) estimula a síntese e liberação de prostaglandinas vasodilatadoras e NO (SIMÕES e SILVA et al., 2004). Dessa forma o aumento da concentração plasmática de Ang-(1-7) poderia estar estimulando o aumento de nitrito/nitrato encontrado nas hipertensas (PATEL & SCHULTZ, 2012).
Como visto anteriormente, a menopausa acarreta em um aumento significativo da pressão arterial sendo uma interação complexa e mediada por diversos mecanismos genômicos e não-genômicos, incluindo influências hormonais sobre o remodelamento do tônus vascular, sobre o sistema renina-angiotensina e o estresse oxidativo (BARTON & MEYER, 2009). Mulheres na perimenopausa apresentam menores valores de pressão arterial (PA) comparadas aos homens de mesma idade, com aumento da PA já na primeira década após a menopausa (AHA, 2010). Sendo que nos EUA aproximadamente 75% das mulheres pós-menopausa são hipertensas (ONG et al., 2007). Em nossos dados, ao dividirmos o grupo como um todo em peri e pós-menopausa, observamos que as voluntárias na pós-menopausa apresentam maior idade e níveis de LH e FSH aumentados, como esperado. E apesar, de estudos demonstrarem um aumento da PA após o período da menopausa, em nossos dados não encontramos tal associação. Nossos dados são ainda apoiados por estudos que também não encontraram diferenças nos níveis de PA de mulheres peri e pós-menopausa (CASIGLIA et al., 1996; LUOTO et al.,2000).
Com relação aos marcadores do estresse oxidativo, apenas a atividade da SOD foi estatisticamente significativa com menores valores no grupo de voluntárias pós-menopausa. Para as concentrações plasmáticas de NOx- observamos aumento no grupo pós-menopausa. Já para o sistema renina-angiotensina, as voluntárias pós-menopausa exibem maior atividade da ECA circulante e menores concentrações plasmáticas de Ang-(1-7). Uma possível explicação seria que
o aumento da atividade da ECA, possa estar influenciando na diminuição das concentrações plasmáticas de Ang-(1-7). Uma vez que, a ECA além de clivar a Ang I para formação de Ang II, também pode vir a clivar a Ang-(1-7) formando a Ang-(1-5), um peptídeo inativo (FERRARIO, TRASK, JESSUP, 2005). Isso se confirma através de estudos anteriores, os quais verificaram que o tratamento de pessoas hipertensas com inibidores de ECA, foi correlacionado com aumento nos níveis de Ang-(1-7) na urina (LUQUE et al., 1996; FERRARIO et al., 2002).
Ainda, quando realizadas as análises de voluntárias peri e pós-menopausa dentro do grupo de voluntárias NT e do grupo de voluntárias HT, não observamos alteração para nenhum dos componentes do SRA analisados no grupo de voluntárias NT. Sendo encontrada, apenas uma diminuição da atividade da SOD nas voluntárias pós-menopausa NT e um pequeno aumento da PAS.
Quando analisamos o grupo de voluntárias HT divididas em peri e pós-menopausa, além dos dados de idade, concentrações hormonais e atividade da SOD; observamos também um aumento das concentrações plasmáticas de NOx-, atividade da ECA circulante e das concentrações plasmáticas de Ang II e uma diminuição considerável ainda que não significativa estatisticamente das concentrações plasmáticas de Ang-(1-7), por volta de 28% (NT: 377,70±53,58, HT: 271,52±29,18). Com relação, ao grupo de voluntárias HT pós-menopausa, esse aumento nas concentrações de NOx- pode estar sendo influenciado pelo uso de medicamentos no tratamento da HAS (PRIVIERO et al., 2006). Dessa forma, observamos que as alterações do SRA no período pós-menopausa apresentam-se apenas naquelas voluntárias que já têm a presença da hipertensão arterial. Através desses dados, demonstramos a complexidade dos sistemas avaliados no período pós-menopausa e ainda não foi possível elucidar os mecanismos responsáveis pelo aumento de PA e/ou mesmo elucidar alterações que ocorrem no SRA após esse período.