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2.2. Tali Muharebeler

2.2.2. Tebriz Muharebeleri

2.2.2.3. Fehusfenc Muharebesi (24 Ekim 1585)

Além dos métodos destacados nos itens anteriores, existem outros passíveis de utilização, com o propósito de classificação de barragens, descritos na literatura. Como relatado por ICOLD (2009), existe uma variedade de classificações, estabelecidas por procedimentos e critérios bem definidos. Os critérios relativos às diferentes características da estrutura, assim como da magnitude das consequências, são muito variáveis e dependem dos autores, proprietários, empresas ou regulamentos existentes.

Harrald et al. (2004) discorrem sobre algumas metodologias utilizadas na avaliação e análise de risco relativas a operação e manutenção de barragens: RBPS (Risk Based Profiling System), TPR (Technical Priority Rating), CI (Condition Indexing Methods), PRA (Porfolio Risk Assessment

Methodology), RAM-D (Risk Assessment Methodology for Dams) e EPRI (Electric Power Research Institute’s tool).

A RBPS é uma metodologia utilizada pelo órgão governamental norte-americano Bureau of

Reclamation (USBR) para melhorar a capacidade de priorizar as atividades e recursos relativos à

segurança de barragens, e para identificar aquelas estruturas que apresentam maiores riscos (HARRALD et al., 2004). A metodologia RBPS é baseada em um índice de risco e suas condições são avaliadas por meio de quatro categorias principais (estática, hidrológica, sísmica e operação e manutenção), calculando-se, no fim, o índice de risco (Risk Index). De acordo com Harrald et al. (2004), anteriormente à utilização da RBPS, vinha sendo empregada a metodologia TPR, desenvolvida em 1986. Ela era usada para priorizar um grande número de projetos potenciais de engenharia e construção, com um conjunto de critérios técnicos. Contudo, como a TPR não era um sistema baseado em risco, acabou por ser substituída pela RBPS.

A PRA, descrita em Bowles et al. (1998), tornou-se uma prática padrão na Austrália, estando inserida na atividade ampla de avaliação de risco. Essa metodologia tem por objetivo priorizar as ações de segurança de barragens e investimentos em medidas de redução de risco, fortalecendo o programa de segurança de barragens dos proprietários desses empreendimentos. Além disso, fornece um perfil de risco do portfólio de barragens existente (BOWLES et. al., 1998).

A metodologia CI utiliza-se do conceito de Condition Indexing (indexação de condição), que representa o processo pelo qual o atual estado físico de uma instalação (ou parte dela) deve ser definido. Primeiramente foi desenvolvida pelo órgão federal norte-americano USACE (United

States Army Corps of Engineers), inserido em um programa de reparo, avaliação, manutenção e

reabilitação (REMR Program). No entanto, essa metodologia inicialmente focava somente na condição ou estado físico determinado pelas inspeções visuais sem considerar diretamente o risco. Com isso, em parceria com a empresa estatal canadense Hydro-Quebec, foi evoluída uma variante da metodologia CI, baseada no risco, e posteriormente chamada de Risk indexing tool (ferramenta de indexação de risco), própria para uso em barragens de aterro. A ferramenta busca identificar deficiências potencias para a segurança da estrutura e tem como objetivo o desenvolvimento de um método de classificação que descreva a condição atual das barragens de uma maneira uniforme, incluindo um procedimento para priorização de atividades de operação e manutenção.

Quanto às metodologias RAM-D e EPRI (Hydro Facility Vulnerability Assesment Tool da Electric

Power Research Institute-EPRI), segundo Harrald et al. (2004), elas diferem dos demais métodos,

pois estão relacionadas a questões de segurança patrimonial. Ambos os métodos classificam e quantificam o risco da barragem relacionado somente ao perigo de ataque terrorista.

Pimenta (2009), baseada na experiência obtida com a aplicação prática do índice global de risco nas barragens portuguesas, desenvolveu também um novo método de índices, com a proposição do índice de risco e índice de controle do risco. O índice de risco leva em consideração vários descritores agrupados em três índices parciais (ações exteriores, consequências e confiabilidade), enquanto o índice de controle relaciona-se com prevenção, detecção e mitigação das consequências. Segundo a autora, os índices procuram integrar os conceitos das análises de risco e uniformizar o modo de apresentação e classificação dos descritores que compõem cada um deles.

Opyrchal et al. (2000) propõem um método para calcular o hazard index (melhor tradução: índice de risco) para as estruturas polonesas, de modo a refletir seu estado técnico e as infraestruturas econômicas existentes na área de inundação. O método calcula um global hazard index – GHI (índice global de risco), que busca comparar os riscos produzidos pelas diferentes estruturas e determinar a ordem de reparos, modernizações, investimentos e instalação de sistemas de alerta.

Kreuzer (2000) e ICOLD (2005) também destacam o método Preliminary Risk Exposure Profile (PREP), discutido por Hartford e Steward (1999 citado por KREUZER, 2000).

No cenário nacional também há o desenvolvimento de métodos alternativos de classificação de barragens. Zuffo (2005) desenvolveu uma metodologia para avaliação da segurança de barragens denominada Índice de Segurança de Barragens. O método considera diversos critérios (descritores)

agrupados em três classes (potencial de risco, performance e fatores ambientais) e foi aplicado a barragens de diversas finalidades. Atualmente (fevereiro de 2014), um grupo de estudos em segurança de barragens da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) está aperfeiçoando o índice de segurança de barragens.

Duarte (2008) adaptou o método do Potencial de Risco, proposto por Menescal et al. (2001b), para a utilização em barragens de contenção de rejeitos de mineração e resíduos industriais, modificando as tabelas de periculosidade, vulnerabilidade e importância do método original. Com isso, para seu universo de barragens, consegue-se focar as ações de segurança nas estruturas críticas quanto ao potencial de risco e potencial de dano ambiental.

Dias (2010) apresenta uma proposta de metodologia de avaliação qualitativa da segurança de barragens. A componente da probabilidade é avaliada por um conjunto de questões/perguntas associadas a cada modo de falha e justificada nos níveis baixa, média ou alta. A consequência é classificada descritivamente em relação ao seu dano potencial associado também em baixa, média e alta. O resultado do risco é apresentado em uma matriz de risco, permitindo a visualização comparativa direta da situação das estruturas, no caso de proprietários com mais de uma barragem.

Com relação às metodologias efetivamente utilizadas neste estudo (itens 2.6.1 a 2.6.7), a TAB. 2.22 resume suas características principais. A tabela mostra que, grosso modo, os métodos desenvolvidos ao longo dos anos tenderam a incorporar novos descritores, aumentando o número de aspectos sob avaliação.

TABELA 2.22 – Características principais dos métodos utilizados

MÉTODOS AUTOR ANO

(divulgação)

NÚMERO DE CLASSES

NÚMERO DE DESCRITORES

Índice global de risco ICOLD 1982 3 11

Índice global de risco modificado ICOLD/INAG/LNEC 2001 3 11

Índice de Lafitte Lafitte 1996 3 16

Metodologia de classificação Sabesp Kuperman et al. 1994 2 16

Metodologia de classificação Cemig Fusaro 1999 3 18

Potencial de risco Menescal et al. 2001 3 15

Matrizes de classificação Lei 12.334 Brasil/CNRH 2012 4 21