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Faaliyet yürütülen iş kolunda en doğru sonuçlara ulaşılması için yapılması gerekli olan her şey

Numa visão oposta, as novas tecnologias se revestem de instrumentos para alienação e controle. A velocidade engendrada pelos constantes aperfeiçoamentos das máquinas sinaliza para Virilio (1996) uma sociedade em involução, oprimida por um ritmo não humano, controlada e rendida às máquinas, sinônimo dos apelos da guerra. Para Virilio (1996) as máquinas e a velocidade servem e se engendram para guerra. Em seu livro intitulado

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Considerando-se que na era da pós-informação, você pode morar e trabalhar num único local ou em lugares diferentes, o conceito de ‘endereço’ adquire novo significado. Se você tem uma conta na America Online, na Compuserve ou na Prodigy, sabe qual é seu endereço eletrônico, mas não sabe onde é que ele tem sua existência física [...]. O endereço torna-se mais parecido com o número da carteira de identidade do que com um nome de rua. Trata-se do endereço virtual. (Tradução nossa)

“Velocidade e Política” (1996), ele relaciona a velocidade não só a produção mais eficaz e rápida, mas sobretudo a destruição e ao poder advindo dessa destruição. O pensador francês, um cético, especialista em história bélica, arquiteto e urbanista, analisa o bombardeio informacional como fator que desinforma e aliena. Ele resgata, ainda, o termo grego “dromologia”, que significa o estudo da velocidade, para criticar as novas tecnologias como agentes de ameaças e instrumentos de uma economia política da imediaticidade. Apesar do presente trabalho não seguir a corrente de Virilio (1996), faz-se necessário citar o contraponto ao pensamento emancipatório das novas tecnologias, com fito de obter parâmetros para melhor observar, propor e criticar a utilização das novas tecnologias no fazer jurídico.

Virilio (1996) associa o acidente, as constantes catástrofes que se sucedem e a rápida aceleração engendrada pelo progresso, dizendo que este foi o trem que trouxe o descarrilamento, o carro, o atropelamento. Ele cita, ainda, Guy Debord, com seu conceito da sociedade do espetáculo, para fundamentar a perda da inibição da sociedade organizada em torno da violência e do sexo, e exemplifica na efervescência dos filmes e cenas sanguinárias (VIRILIO, 1996).

Trivinho (2007), relendo Virilio, explica o capitalismo financeiro, pós industrial e hegemônico como resultante do processo da dromocracia, ou herdeiro dos atributos de estratégia, velocidade e tática que informaram o império romano e as guerras, agora renovados e sofisticados pela racionalidade tecnocientífica alcançam o ápice em termos de eficiência. Ao imbricar o processo da cibercultura a um processo de exclusão pela velocidade, a dromoaptidão, caracterizada pela rápida obsolescência dos materiais e da necessidade constante de capacitação, denominada reciclagem estrutural, que consolida uma “organização social-histórica, avançada e invisível da violência da técnica sofisticada” (TRIVINHO, 2007, p. 81).

A violência invisível da velocidade, imaginada por Virilio (1996), guardaria a origem da vida urbana e o vetor da guerra seria o motor. Ao mesmo tempo, a dromologia, a aceleração exponencial, conduz ao aniquilamento do espaço, pela perda da experiência e isolamento. Conforme Virilio (2000, p. 72), “a domótica, a imótica – imóvel domotizado – levam, não só ao desaparecimento da cidade, mas ao desaparecimento da arquitetura como elemento estruturante da relação com o outro”.

Ao descrever patologias oriundas da velocidade, Trivinho (2007) exagera ao imputar à velocidade da contemporaneidade, o estresse, os transtornos obsessivos compulsivos, a dispersão, o vazio e a depressão, bem como as lesões por esforço repetitivo, sendo estas últimas as únicas cujos efeitos encontram real sintonia com a velocidade dos tempos e as limitações físicas.

Uma visão mais focada na vigilância e perda da liberdade colabora para o baixo entusiasmo emancipatório em relação ao uso das novas mídias, a sensação de vigilância que invade espaços de trabalho (leitura de e-mails e vigilância dos sítios visitados), os espaços de compra e o marketing, por meio do cadastramento de preferências e cookies que marcam e registram o uso dos sites e usuários, e a venda de perfis forjada na vigilância dos hábitos de navegação com objetivo de marketing. Além da vigilância policial ou investigativa, capaz de identificar redes de pedofilia e descobrir relações entre pessoas, empresas, criminosos etc. Nesse sentido Castells (2003, p. 215) afirma:

Não é o Big Brother quem nos vigia, mas sim uma multitude de pequenas irmãs (little sisters), agências de vigilância e processamento de informação, que registrarão sempre o nosso comportamento, já que estaremos rodeados de bases de dados ao longo de toda a nossa vida. [...] Nas sociedades democráticas onde se respeitam os direitos civis, a transparência das nossas vidas condicionará as nossas atitudes de forma decisiva. Ninguém conseguiu viver jamais numa sociedade transparente. Se este sistema de vigilância e controlo da internet se desenvolver plenamente, não poderemos fazer o que quisermos. Não teremos liberdade, nem um lugar para nos escondermos.

Deleuze (1992) atualiza o conceito de Foucault (1977) de sociedade disciplinar, baseada no confinamento, em que o filósofo descreve a evolução da punição e os espaços de confinamento e vigilância (em seu livro intitulado “Vigiar e Punir”), realidade transformada na atualidade por inserir a vigilância num aspecto mais amplo onde não é mais essencial o confinamento, mas o controle. A possibilidade de rastreamento dos padrões de comportamento, interceptação de mensagens, câmeras onipresentes são alguns sinais da complexa sociedade do controle. A sociedade do controle descrita por Deleuze (1992, p. 220), representa um recrudescimento das liberdades em face do constante e universal sistema de controle, o autor defende que não há necessidade de ficção científica para conceber um mecanismo de controle que forneça a cada instante a posição de uma pessoa, ou animal em meio aberto:

Nas sociedades de disciplina não se parava de recomeçar (da escola à caserna, da caserna à fábrica), enquanto nas sociedades de controle nunca se termina nada, a empresa, a formação, o serviço sendo os estados metaestáveis e coexistentes de uma

mesma modulação, como que de um deformador universal. [...] Nas sociedades de controle, ao contrário, o essencial não é mais uma assinatura e nem um número, mas uma cifra: a cifra é uma senha, ao passo que as sociedades disciplinares são reguladas por palavras de ordem (tanto do ponto de vista da integração quanto da resistência). A linguagem numérica do controle é feita de cifras, que marcam o acesso à informação, ou a rejeição. Não se está mais diante do par massa-indivíduo. Os indivíduos tornaram-se ‘dividuais’, divisíveis, e as massas tornaram-se amostras, dados, mercados ou ‘bancos’.

No entanto, não se tem confirmado essa visão meramente controladora e opressora do uso das tecnologias e partindo de uma perspectiva dissonante do pensamento obscurantista em relação ao uso das novas tecnologias, principalmente afetado pelo rápido florescimento de movimentos libertários, solidários e transformadores das sociabilidades e da política, apresenta-se a seguir a base teórica que serve de base ao presente trabalho.