ORGANİZASYON AŞAMASI
Şema 5 – Faaliyet geliştirme süreci
O mais recente documento legislativo referente aos cursos de Direito com análise histórica da evolução dos referidos cursos no Brasil é o Parecer CNE/CES 211/2004, aprovado em 08 de julho de 2004,39 relatado por Edson de Oliveira Nunes, cujo assunto versa sobre a reconsideração do Parecer CNE/CES 055/2004, referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em direito. Tal pedido de reconsideração foi encaminhado ao Conselho Nacional de Educação pela Associação Brasileira de Ensino de Direito (ABEDi)40 que, desde 2003, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), participava ativamente de debates e audiências públicas visando a consolidação das referidas diretrizes. Esclarece o texto:
Este Parecer, portanto, contempla as orientações das Comissões de Especialistas e as da SESu/MEC, as quais, na sua grande maioria, foram acolhidas e reproduzidas na sua totalidade, não só por haver concordância com as ideias suscitadas no conjunto do ideário concebido, mas também como forma de reconhecer e valorizar a legitimidade do processo coletivo e participativo, que deu origem à elaboração dos documentos sobre Diretrizes Curriculares Gerais dos Cursos de Graduação, cujas propostas foram encaminhadas pela SESu/MEC para deliberação deste Colegiado. Foram também as contribuições da Ordem dos Advogados do Brasil, por sua Presidência, por seu Conselho Federal, por sua Comissão de Estudos Jurídicos, pelas Seccionais e Sub Seccionais dos Estados, de diversas entidades públicas e privadas, em particular da Associação Brasileira de
39 Parecer publicado no Diário Oficial da União de 23 de setembro de 2004. Cinco dias depois de homologado o referido Parecer, veio a Resolução CNE/CES nº 9, de 29 de setembro de 2004, relatada pelo mesmo relator do Parecer CNE/CES 211/2004, Edson de Oliveira Nunes, e publicada no Diário Oficial da União nº 189, de 01 de outubro de 2004, seção I, p. 17-18. Tal Resolução retoma as leis anteriores e, como reza sua apresentação, institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Direito e dá outras providências. Entretanto, é o Parecer CNE/CES 211/2004, reconsiderando o Parecer CNE/CES 055/2004, que nos fornece os elementos para a compreensão de como a legislação enseja os cursos de Direito no Brasil.
40 Fundada no Rio de Janeiro – RJ, em 14 de novembro de 2001, na sede do Instituto dos Advogados Brasileiros, a ABEDi é outro significativo sujeito no embate de forças que forjam a concepção do direito brasileiro. Trata-se de uma associação, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro – RJ, que visa desenvolver e elevar a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão em Direito. Como rege seu estatuto, tem por objetivos: I – congregar especialistas e entidades vinculadas à pesquisa e à educação em direito; II – promover e divulgar estudos e debates sobre ensino, pesquisa e extensão em graduação e pós- graduação em direito; III – elaborar propostas de elevação da qualidade do ensino, isoladamente ou em conjunto com autoridades públicas, entidades interessadas e instituições de Ensino de Direito; IV – colaborar com os processos de avaliação dos cursos de graduação em direito e dos programas de pós-graduação em direito; V – promover eventos sobre o ensino do direito, preferencialmente em conjunto com outras instituições interessadas; VI – organizar e manter publicações impressas e/ou virtuais sobre o Ensino do Direito; VII – manter grupos de trabalhos regulares, voltados à discussão de temas relacionados com o Ensino do Direito; VIII - dirigir proposições aos órgãos públicos competentes nas matérias atinentes ao Ensino do Direito; IX – recorrer, administrativa e/ou judicialmente, das decisões dos órgãos públicos competentes que influenciarem o Ensino do Direito (artigo 3º do Estatuto). (cf. Estatuto Social – ABEDi. Disponível em: <http://abedi.com.br/wp- content/uploads/2011/09/Estatuto-Abedi.pdf>. Acesso em 29 jul. 2014. As considerações de Almeida Júnior (2007, p. 140), apresentam a ABEDi como “instituição séria que efetivamente busca atingir seus objetivos estatutários. Sempre muito bem presidida e dirigida, a ABEDi organizou e continua promovendo eventos na área do Direito. Seus congressos nacionais se realizam anualmente e constituem verdadeiro campo de apresentação e discussão de temas que envolvem o ensino do Direito. Além disso, seus associados mantêm uma discussão diária num ambiente virtual proporcionado pela entidade, de onde também surgem inúmeras ideias e propostas de soluções para os problemas do ensino jurídico”.
Ensino de Direito – ABEDi, e de outras associações correlatas, além da profunda discussão em congressos e audiências públicas (Parecer CNE/CES 211/2004, p. 17).
O pedido de reconsideração foi feito, pois, segundo a ABEDi, “embora houvesse todo esse árduo trabalho de construção de consensos e superação de divergências, o Parecer CNE/CES 055/2004 não traduziu as expectativas construídas pela comunidade a partir do debate” (Parecer CNE/CES 211/2004, p. 2).
Uma vez homologado, é essa a legislação que regulamenta os cursos de graduação em Direito no Brasil, com o seguinte espírito:
As diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Direito devem refletir uma dinâmica que atenda aos diferentes perfis de desempenho a cada momento exigido pela sociedade, nessa “heterogeneidade das mudanças sociais”, sempre acompanhadas de novas e mais sofisticadas tecnologias, novas e mais complexas situações jurídicas, a exigir até contínuas revisões do projeto pedagógico do curso jurídico, que assim se constituirá a caixa de ressonância dessas efetivas demandas, para formar profissionais do direito adaptáveis e com a suficiente autonomia intelectual e de conhecimento para que se ajuste sempre às necessidades emergentes, revelando adequado raciocínio jurídico, postura ética, senso de justiça e sólida formação humanística. (Parecer CNE/CES 211/2004, p. 4).
E, até a presente legislação temos, historicamente, cinco momentos estruturais diferentes nos cursos de direito nacionais:
a) “currículo único” para todos os cursos de Direito, no Brasil, de 1827 (Império) a 1889 (início da República), vigorando até 1962;
b) mudança de “currículo único”, vigente no período anterior, para “currículo mínimo” nacional e “currículo pleno”, por instituição de ensino, com a flexibilização regional, embora permanecesse rígido o “currículo mínimo”;
c) de “currículo mínimo” em 1962, perpassando por 1972 com as Resoluções 3/72 e 15/72, mantendo-se as concepções simultâneas de “currículo mínimo” nacional e “currículos plenos” institucionais;
d) “currículo mínimo” nacional e “currículo pleno” das instituições com flexibilização para habilitações e especializações temáticas, em 1994, com a Portaria Ministerial 1.886/94, para implantação a partir de 1996 posteriormente diferido para 1998, ainda que a ementa da referida Portaria estivesse assim redigida, com um equívoco ou contradição em seus termos: “Fixa as diretrizes curriculares e o conteúdo mínimo do curso jurídico”, posto que, se “diretrizes” fossem, amplas e abertas, não haveria a exigência expressa de determinado e limitado “conteúdo mínimo do curso jurídico” nacional, ainda que sem embargo dos “currículos plenos” das instituições; e, e) de “currículo mínimo” / “conteúdo mínimo do curso jurídico”, para “diretrizes curriculares nacionais” da graduação em Direito, em decorrência das Leis 9.131/95, 9.394/96 e 10.172/2001, desse conjunto normativo resultando os Pareceres CES/CNE 776/97, CES/CNE 583/2001, 146/2002 (revogado), 67/2003, Edital 4/97, e, em particular, o Parecer CES/CNE
507/99, culminando com o presente Parecer ora submetido à deliberação da Câmara de Educação Superior41 (Parecer CNE/CES 211/2004, p. 5).
Analisemos mais profundamente tal evolução.