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– Eylem fiillerine örnekler

ORGANİZASYON AŞAMASI

Kutu 5 – Eylem fiillerine örnekler

O foco desta seção centra-se no exame das diretrizes curriculares para os cursos de direito no Brasil. A análise será feita através de pesquisa documental nos textos emanados pelo Ministério da Educação para a Educação Superior, visando o entendimento de como o referido Ministério concebe os cursos de Direito. Dito de outra forma – e com base nas premissas anteriormente colocadas –, verifiquemos as lutas e as relações de poder que subjazem na construção da concepção do direito brasileiro, que se expressa concretamente nas normas que regulam a implantação, o funcionamento e a avaliação dos referidos cursos. Para tanto, paralelamente, trazemos a contribuição analítica de diversos autores que comentam as reformas pelas quais passou o ensino do Direito, além de buscarmos elementos históricos que contextualizem a base material das disputas de poder, sempre na perspectiva de compreender não apenas a atualidade dos cursos de Direito, como também a concepção do Direito que se ensina.

A legislação que examinaremos provém do Conselho Nacional de Educação, criado pela Lei 9.131, de 1995,29 e dispõe sobre as Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação quando tratou das competências deste órgão na alínea “c” do parágrafo 2º de seu

29 BRASIL. Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995. Disponível em:

art. 9º. – Parecer CNE/CES30 nº 776/1997.31 Essa perspectiva de análise é uma opção feita por

se diferenciar das outras referenciadas nesta tese: os documentos são os oficiais, de modo que expressam o que o Estado pensa e legisla sobre o tema. Dito de outra forma, analisamos de que modo aqueles que detêm o poder concebem e constroem seu entendimento do direito, bem como a forma como este deve ser ensinado, dando “ares de transcendentalidade àquilo que é essencialmente social e mundano” (SARTORI, 2011, 181).

Segundo a página eletrônica do MEC, as mais recentes Diretrizes Curriculares para os cursos de Direito são:

a. Parecer CNE/CES nº 146, de 3 de abril de 2002:32 aprovando as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Dança, Design, Direito, Hotelaria, Música, Secretariado Executivo, Teatro e Turismo;

b. Parecer CNE/CES nº 67, de 11 de março de 2003:33 apresentando o referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN dos Cursos de Graduação;

c. Parecer CNE/CES nº 55, de 18 de fevereiro de 2004:34 apresentando as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Direito; d. Parecer CNE/CES nº 211, de 8 de julho de 2004:35 reconsiderando o

Parecer CNE/CES 55/2004, referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Direito;

30 CES – abreviação de Câmara de Educação Superior; CNE – abreviação de Conselho Nacional de Educação; órgãos sancionados pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei nº 9131, de 24 de novembro de 1995, publicada no mesmo dia no Diário Oficial da União, seção I, p. 19.257. A colaboração da CES e do CNE junto ao Ministério é uma alteração da antiga LDB (Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961), ora prevista na nova Lei, “litteris”:

Art. 6º. O Ministério da Educação e do Desporto exerce as atribuições do poder público federal, em matéria de educação, cabendo-lhe formular e avaliar a política nacional de educação, zelar pela qualidade do ensino e velar pelo cumprimento das leis que o regem. § 1º No desempenho de suas funções, o Ministério da Educação e do Desporto contará com a colaboração do Conselho Nacional de Educação e das Câmaras que o compõe.

[...]

Art. 7º. O Conselho Nacional de Educação, composto pelas Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior, terá atribuições normativas, deliberativas e de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto, de forma a assegurar a participação da sociedade no aperfeiçoamento da educação nacional.

31 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/pareceres/ces0776.pdf>. Acesso em 06 fev. 2014. 32 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/ces146.pdf>. Acesso em 06 fev. 2014.

33 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pces067_03.pdf>. Acesso em 06 fev. 2014. 34 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2004/ces0055_2004.pdf>. Acesso em 06 fev. 2014. 35 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2004/ces0211_2004.pdf>. Acesso em 06 fev. 2014.

e. Resolução CNE/CES nº 9, de 29 de setembro de 2004:36 instituindo as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Direito, bacharelado, e dando outras providências.

f. Parecer CNE/CES nº 236, de 07 de agosto de 200437: Consulta acerca do direito dos alunos à informação sobre o plano de ensino e sobre a metodologia do processo de ensino-aprendizagem e os critérios de avaliação a que serão submetidos.

g. Parecer CNE/CES nº 362/2011, de 1º de setembro de 201138 solicitando que seja verificada a possibilidade de se aperfeiçoar a redação do art. 7º, § 1º, da Resolução CNE/CES nº 9/2004, que trata dos núcleos de prática jurídica.

Cabe salientar que, o Parecer CES/CNE 055/2004, bem como o Parecer CES/CNE 211/2004, trazem uma incursão histórica do desenvolvimento da legislação brasileira relativa aos cursos de direito, da qual nos valeremos no presente trabalho. Já os dois últimos relacionados pareceres constituem apenas consultas e solicitações.

A análise histórica da legislação brasileira nos valerá também como instrumento de apreensão da evolução do entendimento que o Estado brasileiro teve em relação aos cursos de direito e ao perfil do Bacharel em direito egresso dos referidos cursos. É a forma de perscrutar as obscuras relações de poder que erigiram a estrutura jurídica pátria. Note-se que há uma série de contradições entre a realidade dos cursos de direito e o que enseja a legislação que os normaliza, daí a importância da análise legislativa. Como pontua Dermeval Saviani:

O estudo da legislação se revela um instrumento privilegiado para a análise crítica da organização escolar porque, enquanto mediação entre a situação real e aquela que é proclamada como desejável, reflete as contradições objetivas que, uma vez captadas, nos permitem detectar os fatores condicionantes da nossa ação educativa (SAVIANI, 1985, p. 154-155).

Tal perspectiva vai ao encontro das premissas apresentadas e por nós adotadas nesta tese. Assim, passemos à análise da legislação brasileira.

36 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2004/rces09_04.pdf>. Acesso em 06 fev. 2014. 37 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/pces236_09_homolog.pdf>. Acesso em 23 jun. 2014. 38 Disponível em:

<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16418&Itemid=866>. Acesso em 23 jun. 2014.