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FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER

B) Temel Politika ve Öncelikler

III. FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER

A origem e evolução histórica do ERP remetem inicialmente a definição de cadeia de suprimentos.

Compreende-se como cadeia de suprimentos, um conjunto de instalações dispersas geograficamente interagindo entre si. Como exemplos dessas instalações têm-se: fornecedores de matéria-prima, plantas produtivas, centros de distribuição, varejistas, estoque em trânsito, produtos intermediários e produtos acabados entre as instalações (YIN, 1991).

Christopher apud Gomes e Ribeiro (2004, p. 120) afirma que “a cadeia de suprimentos representa uma rede de organizações, através de ligações, nos dois sentidos, dos diferentes processos produtivos e atividades que produzem valor na forma de produtos e serviços que são colocados nas mãos do consumidor final”.

O’Brien (2004, p. 214) define cadeia de suprimentos como “as inter-relações com outras empresas necessárias a fabricação e venda de um produto”.

Segundo Turban, McLean e Wetherbe (2004, p. 215) cadeia de suprimentos “é o fluxo de materiais, informações, pagamentos e serviços, partindo pelos fornecedores de matérias-primas, passando pelos setores de produção e armazenamento das empresas e chegando aos consumidores finais”.

Na gestão da cadeia de suprimentos o foco é a integração de cada componente, com maximização da eficiência determinando maior satisfação do cliente e conseqüentemente o aumento do market share.

Esse fluxo possui inúmeras atividades, entre as quais, compras, fluxo de pagamentos, disposição de materiais, planejamento e controle de produção, controle logístico e de estoques, distribuição e despacho de mercadorias (TURBAN, MCLEAN e WETHERBE, 2004; AKKERMANS et al. apud PRADELLA e SILVA, 2005).

Tais atividades eram desempenhadas pelas empresas americanas até a década de 50, eminentemente com a utilização de papel o que implicava em alto grau de ineficiência (TURBAN, MCLEAN e WETHERBE, 2004).

Assim, desde o início da utilização dos computadores nas empresas, a automação das atividades da cadeia de suprimentos passou a ser perseguida. Os primeiros softwares surgidos no fim dos anos 50 atendiam de forma isolada e específica o controle estoques, o cronograma de produção e faturamento dentre outras atividades e tinha como objetivos principais a redução de custos, ganho de tempo e diminuição no número de erros no processo (TURBAN, MCLEAN e WETHERBE, 2004).

Em pouco tempo percebeu-se que tais atividades se complementavam, levando às companhias a desenvolver sistemas de planejamento que determinavam o que e quando comprar determinados materiais solicitados nas linhas de produção. Essa constatação formou a base para o sistema Material Requirement Planning (MRP), ou seja, Cálculo das Necessidades de Materiais, cuja função principal era planejar e organizar toda a lista de materiais para suprir a demanda dependente, considerando as variáveis inerentes ao processo (MABERT et al., 2001; TURBAN, MCLEAN e WETHERBE, 2004).

Mesmo reconhecendo o grande avanço alcançado pelas empresas com a utilização do MRP durante os anos 60, verificou-se que o gerenciamento das operações de produção-estocagem-aquisição dependia substancialmente de recursos financeiros e humanos. Além disso, com o acirramento da competição e conseqüente pressão por aumento da velocidade e qualidade no atendimento dos pedidos dos clientes, fez com que novas funções fossem incluídas no sistema, acrescentando ao MRP recursos de trabalho e planejamento financeiro. Com o acréscimo dessas funcionalidades surge a definição de Manufacturing Resource

Planning (MRP II), ou seja, Planejamento dos Recursos Industriais (MABERT et al.,

2001; TURBAN, MCLEAN e WETHERBE, 2004).

Para Politto Neto (2001), os sistemas MRP II agrupam “num único sistema as funções de programação mestre da produção, cálculo de capacidades, controle de chão de fábrica, controle de compras e vendas”.

Davis (2001, p. 516) define a intenção dos sistemas MRP II “planejar e monitorar todos os recursos da empresa – produção, marketing, finanças e engenharia – através de um sistema fechado que gerava análises financeiras”, sendo concebível para toda a equipe “trabalhar com um mesmo plano, usando os mesmos números, sendo capaz de simular um plano e testar estratégias alternativas”.

Apesar do MRP II apresentar mudança em relação aos sistemas até então utilizados, o meio externo continuava a exercer pressão no sentido de aumentar a integração dos sistemas, com o desenvolvimento de canais de distribuição globais, plantas industriais espalhadas por todo o mundo e novos arranjos de fornecedores. Observar-se que durante todo o processo de evolução, houve cada vez mais inclusões ao longo de diversos níveis (mais áreas funcionais, combinando processamento e transações e suporte de decisão, inclusão de parceiros de negócios). Então, tornou-se possível integrar o MRP II a outros sistemas da organização, de forma a oferecer uma solução não apenas no ambiente produtivo,

mas também para o negócio como um todo (LAUDON e LAUDON, 2007; TURBAN, MCLEAN E WETHERBE, 2004; MABERT et al., 2001).

Com a ampliação do MRP II para as demais áreas das empresas tais como vendas; produção e logística; finanças; controladoria e recursos humanos, etc. surgiram os Sistemas Integrados de Gestão – Enterprise Resource Planning (ERP) cuja proposta é a de gestão da empresa como um todo (COLANGELO FILHO, 2001).

Corroborando com essa visão Turban, McLean e Wetherbe (2004, p. 222) afirmam que a evolução contínua de incorporação de novas funções, levou ao conceito de ERP, o qual integra as atividades de processamento de transações das áreas funcionais de toda a empresa.

Assim, no final dos anos 90 a utilização de sistemas ERP já estava consolidada como solução para a construção da infra-estrutura tecnológica das empresas e dificilmente o desenvolvimento interno de um sistema que atenda às mesmas funções já contempladas pelos sistemas ERP seria novamente considerado (SOUZA, 2000).

A adoção dos sistemas ERP por um grande número de empresas, principalmente na década de 90, fez com que estas se organizassem e otimizassem seus processos internos, de forma a transferir a vantagem competitiva do negócio para os processos que extrapolam suas fronteiras, trazendo, dessa forma, a segunda grande mudança no ambiente empresarial: a gestão colaborativa (PORTER, 1992).

Nesse sentido, o uso de ERP pelas organizações vem se consolidando desde o fim dos anos 90, transformando ambiente corporativo propício para a prática do comércio colaborativo. Nesse meio, as empresas concorrem não somente em termos de qualidade, custo e oferta de seus produtos, mas, principalmente, a partir

Estoque Compras MRP MRP II + ERP ERP II + + + Cronograma de Produção Finanças e Mão-de-obra Recursos Totalmente Internos MRP Clientes, Fornecedores, Gestão do Conhecimento MRP II ERP Gestão de Produção Principais Recursos de Produção Transações Coordenadas de Produção e de Serviço

Conhecimento Antecipado das Características e Necessidades dos Clientes, Potencial do Capital Humano e Capacidade de Aprendizagem Organizacional Tempo 1960 1970 1980 1990 - 2000

da qualidade da informação que elas tornam disponíveis aos parceiros de negócio. Com fito de atender às necessidades dessa realidade, em 2000, emergiu a definição de ERP II, abrindo novas possibilidades para o ERP (COLANGELO FILHO, 2001).

O ERP II além dos benefícios do software tradicional permite o total intercâmbio de informações entre a empresa e seus parceiros comerciais, desde os fornecedores até os clientes. Na verdade, não se trata de uma nova facilidade tecnológica, mas sim de um novo conceito de sistemas para suportar o modelo de negócio na nova economia. A integração total é promovida pela incorporação, ao sistema de gestão, de ferramentas como Customer Relationship Management (CRM), Supply Chain Management (SCM), Business Intelligence (BI) entre outras (ROCHA, 2001).

Sobre essa evolução, Turban, McLean e Wetherbe (2004, p. 226) sinalizam que além das funções citadas acima, incluem também o comércio eletrônico, data

warehouse, data mining e a gestão do conhecimento.

FIGURA 6 – Evolução do Sistema ERP.

Fonte: Adaptado de Turban, McLean e Wetherbe (2004, p. 222).

Assim, fica evidenciado que o sistema ERP resultou da ampliação do escopo do sistema de controle de estoque favorecido pela evolução tecnológica e conceitos

sobre gestão empresarial com a necessidade de aperfeiçoar o fluxo de informações nas organizações com o objetivo de dotá-las de uma visão integralizadora dos processos.

Benzer Belgeler