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B- Elmalılı M Hamdi Yazır’ın Hayatı

2- Eserleri

2.1. İMANIN TEMELLENDİRİLMESİ

2.1.2. Sübjektif Temellendirme

2.1.2.1. Fıtrat

Segundo Sbardelini (1998, p.12) no período da constituição da empresa ITAIPU Binacional, a preocupação com a questão ambiental foi registrada no Plano Básico de Conservação do Meio Ambiente, de 1975, onde apareciam as normas de prevenção, correção e conservação dos recursos naturais, inclusive a recomendação da criação de um museu que retratasse a “memória” da instalação da Usina na região.

A criação do Ecomuseu de ITAIPU, em 1987, além de servir para resgatar a memória regional, também serviu como marco inicial das ações institucionais de Educação Ambiental. Segundo Sbardelini (1988, p. 12) o Ecomuseu surgiu com a função de coleta, pesquisa, conservação, interpretação e explicação de um conjunto coerente de elementos naturais e

culturais representativos do meio ambiente, além da proposta de Educação Ambiental. Num primeiro momento, a atuação voltava-se principalmente às ações educativas nas escolas, por meio de palestras, oficinas, trilhas interpretativas, produção de textos didáticos e informativos de apoio a docentes e incluía também o circuito educativo de visitas ao Ecomuseu, ao Refúgio Biológico Bela Vista e à Usina Hidrelétrica.

Sequencialmente, a empresa desenvolveu ações de capacitação em Educação Ambiental para professores de escolas urbanas e rurais. Essas ações atenderam os 16 municípios situados às margens do reservatório. denominados Municípios Lindeiros. Na figura 10 são apresentados os municípios lindeiros que estão localizados no Estado do Paraná.

A atuação da empresa nos municípios Lindeiros, segundo Sorrentino (1993, p.109) demonstra interesse de atuarem na questão ambiental, em especial nas áreas de abrangência do empreendimento. Para ele, com a execução de atividades de Educação Ambiental a “empresa apresenta o processo produtivo e os seus esforços para superar os erros do passado em relação à natureza.” (SORRENTINO, 1993, p. 109).

Compartilhando dessa análise de Sorrentino (1993, p109) e relembrando os principais fatos ou impactos da construção da Usina na região, percebe-se que essa era uma ação esperada e necessária, visto a grande área alagada para o empreendimento. Exemplifica-se com a ação de recolhimento de animais, desalojado de seu habitat natural, com a operação Mymba Kuera54; o pagamento de royalties pelas terras agrícolas alagadas, a criação do Ecomuseu, entre outras.

Pós Rio’92, o Ecomuseu sediou, no município de Foz do Iguaçu, um encontro reunindo técnicos de Centros de Educação Ambiental e dos Departamentos do MEC nos Estados, além de técnicos de Secretarias de Educação e Universidade para discutirem propostas e metodologias de formação. Como resultado desses diálogos, em 1993, numa parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e apoio do MEC, foi criado o Centro de Educação Ambiental do Iguaçu (CEAI).

54 A operação “Mymba Kuera” percorreu em barcos e lanchas a área do reservatório, durante o

Figura 10: Municípios lindeiros ao Lago de ITAIPU – lado paranaense 55

Elaboração: Roseli Bernardete Dahlem

55 São denominados Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu os municípios que foram

diretamente afetados com a implantação do Lago, que encontram-se no Estado do Paraná e no Estado do Mato Grosso do Sul. Na figura 8 são apresentados apenas os Municípios Lindeiros do Estado do Paraná, num total de 15 municípios. Os municípios de Santa Helena e Foz do Iguaçu possuem território descontínuo, devido ao alagamento de terras, por isso, no mapa esse municípios aparecem nominados duas vezes.

Guaíra

Terra Roxa

Mercedes

Pato Bragado

Entre Rios do Oeste Marechal Candido

Rondon

São José das Palmeiras Diamante do Oeste

Foz do Iguaçu Itaipulândia

Missal

Medianeira São Miguel do Iguaçu

Santa Terezinha de Itaipu Santa Helena 54º32’ 24º10’ Foz do Iguaçu Santa Helena

As principais áreas de atuação do CEAI eram a formação de docentes e o fomento à projetos educativos executados nas escolas dos 16 municípios lindeiros ao Lago. Segundo Sbardelini (1998, p. 14) a partir da criação do CEAI buscou-se redirecionar as ações e programas de Educação Ambiental da região, seguindo as tendências e caminhos apontados na Rio’92 e pelo PRONEA.

Dentro dessa nova perspectiva e analisando o contexto regional, Sbardelini comenta que na região de atuação do CEAI observava-se uma grande diversidade de ações isoladas de Educação Ambiental desenvolvidas pelos mais diversos agentes e nesse sentido a importância de buscar implementar ações coordenadas que fortalecesse as inúmeras iniciativas locais.

o CEAI propôs um programa de Formação de Agentes Multiplicadores e Gestores de Educação Ambiental na região do Lago de ITAIPU, que contemplasse a capacitação de recursos humanos e ao mesmo tempo garantisse a efetividade do processo multiplicador, através da implantação de projetos e da gestão de ações de Educação Ambiental nessa realidade. (SBARDELINI, 1998, p.24)

O CEAI atuou até o ano de 1998, quando as parcerias foram desfeitas. Com isso a ITAIPU Binacional assumiu o trabalho de Educação Ambiental na empresa e na região Lindeira ao Lago, por meio das áreas de Meio Ambiente e de Comunicação Social da empresa.

No âmbito corporativo, as ações de Educação Ambiental foram desencadeadas a partir da institucionalização do Programa de Conscientização e Educação Ambiental “Vai e Vem”, cujo foco principal era o tratamento adequado dos resíduos produzidos nos escritórios da empresa. Também, em 2002, foi feita a revitalização do Refúgio Biológico Bela Vista utilizando o conceito de construções vinculadas ao espaço, possibilitando a visualização, na prática, do conceito de sustentabilidade.

Na região lindeira, a ação se deu em parceria com o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de ITAIPU56, em 2002 com

56 No ano de 1990, os municípios do entorno do Lago de Itaipu, do lado paranaense e

sulmatogrossense, fundaram o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, conhecido regionalmente como Conselho, sem fins lucrativos. O Conselho é formado por representantes das prefeituras municipais, câmaras de vereadores e associações comerciais dos dezesseis municípios lindeiros e surgiu devido à necessidade de um órgão que representasse os municípios afetados com a implantação da Usina, junto ao governo estadual e federal para o pagamento dos royalties e outras políticas para o desenvolvimento local.

a criação do Programa Linha Ecológica, com o objetivo de mobilizar, sensibilizar e integrar a comunidade regional na adoção de práticas e tecnologias que possibilitassem o desenvolvimento sustentável.

5.3.1 Programa de Educação Ambiental para a Sustentabilidade

A atuação da ITAIPU Binacional na gestão de Bacia Hidrográfica BP3, em parceria com o Governo Federal e Governo Estadual consolidou o Programa CAB, sendo que a Educação Ambiental passou a ser considerada um dos pontos chaves desse programa, recebendo a denominação de Educação Ambiental para a Sustentabilidade.

...a gente sempre fala que ela (a EA) é o pano de fundo do programa CAB. Todos os programas, se eu falar desde a agricultura orgânica, a agricultura familiar, coleta solidária, todos esses programas eles tem como base de fundo trabalhar a mudança nas pessoas. (VITORASSI, 2011)

O Programa de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, baseado no Programa CAB e nas experiências anteriores desenvolvidas na área de EA, buscou respeitar o traçado natural do ambiente e não só o político administrativo, baseado na nova delimitação espacial do Programa CAB. O programa de EA desenvolvido pela Itaipu foi desenvolvido tendo por objetivo estabelecer uma nova consciência social e ambiental, num processo de educação permanente, coletiva, estabelecendo uma nova relação de cuidado com a água, com o meio ambiente e com as pessoas.

.... quando o Programa CAB fala que para ele a premissa é trabalhar para a gente ter um novo jeito de ser, de produzir, de consumir e de viver, isso é o pano de fundo para todo o programa. Nada vai se sustentar se não tiver essa mudança de comportamento, essa visão de que a gente está realmente mudando essas relações com as pessoas e as relações que a gente tem com o ambiente. (VITORASSI, 2011)

Além de envolver crianças e jovens em idade escolar, o Programa de EA da ITAIPU Binacional passou a ser dirigido a todos os atores sociais que interferem na qualidade do ambiente e da comunidade, tanto em seu cotidiano como em sua condição de representantes das instituições que definem o convívio em sociedade. Esse caminho reforça a concepção atual da Educação Ambiental, procurando direcioná-la para a “escola da vida”, na linha do Tratado

de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

O Programa de Educação Ambiental tem interface com os diversos programas do Cultivando Água Boa. Isso porque há o entendimento da empresa que a Educação e a Gestão Ambiental devem andar juntas, pois fazer o trabalho de sensibilização sem buscar os meios para sanar os problemas ou então sanar os problemas, mas não levar a uma mudança de pensamento e ação, são elementos que não podem acontecer, visto que a sensibilização e a gestão ambiental tem que andar de forma integrada.

Não adianta ter a recuperação de uma microbacia, se você não tiver aqueles atores sociais ali envolvidos, comprometidos e querendo fazer a mudança. E querendo cuidar melhor do ambiente em que ele vive. (VITORASSI, 2011)

Para isso, em diversos programas existe uma atuação direta da Educação Ambiental conforme seguem alguns exemplos:

a) No programa Gestão por Bacias: são realizadas as Oficinas do Futuro e a assinatura da Carta do Pacto das Águas em cada comunidade para atuar em um rio ou córrego daquela localidade;

b) No Programa de Saneamento: por meio do Projeto Coleta Solidária, são desenvolvidas oficinas de auto-estima e cidadania para catadores de materiais recicláveis, inclusive levando a estruturação desses em Cooperativas ou Associações de Catadores espalhadas nos municípios da BP3;

c) No Programa Desenvolvimento Rural Sustentável: por meio da Educação Ambiental formal, busca-se promover uma mudança na forma de conceber a alimentação, tanto no incentivo na compra de alimentos diretos do agricultor, como também promove a formação de merendeiras dentro da perspectiva de uma alimentação mais saudável.

Para isso, de acordo com Viezzer (2007, p.67-70) a Educação Ambiental da ITAIPU Binacional foi estruturada em quatro “pilares” ou campos de atuação, que permeiam as ações do Cultivando Água Boa:

a) Educação Ambiental na Bacia Paraná 3 e Área de Infuência de

Benzer Belgeler