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Tip 4 Histerektomi:

2.9.3 Evrelere Göre Tedavi Yaklaşımı

Um dos critérios de escolha da escola em que faria a pesquisa era a facilidade de acesso à escola, considerando que a abordagem exige um grande número de visitas e tempo de permanência prolongado em campo. Ao mesmo tempo, seria fundamental que a escola pudesse permitir o acesso às salas de reforço ou recuperação, objeto de estudo do trabalho. Assim, iniciei o contato pela via oficial, Diretoria de Ensino Centro Sul, em São Paulo, solicitando indicação de alguma escola da região que respondesse aos critérios. A diretoria indicou a busca pelo site da Secretaria Estadual de Educação, o que foi feito.

Optei por uma das escolas, agendei a visita e vivenciei uma das rotinas presentes na escola pública: a constante transferência do gestor escolar. No dia marcado para o encontro,

fui à escola e recebi a informação da transferência da diretora. Esse fato me inseriu novamente no início do contato, não acontecendo nos dias posteriores e inviabilizando a realização da pesquisa nesse estabelecimento de ensino.

Voltei à lista para nova tentativa e, desta vez, fui bem sucedida, com a ótima receptividade de Maria22, a professora Coordenadora Pedagógica. No dia e horário marcados nos reunimos e pude explicar detalhadamente os objetivos de meu estudo, alguns aspectos metodológicos e pretensões quanto aos participantes da pesquisa. Fui, então, apresentada à diretora, que prontamente aceitou que a pesquisa fosse realizada lá.

As classes de recuperação dessa escola começariam alguns dias depois. A Carta de Apresentação da Pesquisa e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE A)23, documentos necessários para a oficialização da realização da pesquisa, foram assinados pela diretora em meu primeiro dia de observação no local.

Cabe enfatizar a importância da aceitação da escola na modalidade etnográfica de pesquisa, uma vez que o estabelecimento do vínculo estreito entre pesquisador e participante é condição fundamental para o bom andamento do trabalho, de forma a se obter a cooperação durante o longo processo de investigação. Desse modo, a autorização formal da diretora e coordenadora pedagógica era apenas o início do acesso à escola, uma vez que o caminho para conquistar a confiança e aproximação das duas professoras das classes de recuperação e dos alunos ainda deveria ser cautelosamente trilhado.

Começava, assim, meu trabalho no campo.

A escola de Ensino Fundamental I, onde a pesquisa foi realizada24, situa-se na região sul da cidade de São Paulo e pertence à Diretoria Regional de Ensino Centro-Sul. Seu funcionamento teve início em 1978 e conta com a seguinte estrutura física: 12 salas de aula, sala dos professores, secretaria, dispensa, refeitório, pátio coberto, quadra de esportes descoberta, gabinete dentário, diretoria, sanitários para administração (2), sanitários para meninas (7), para meninos (4), almoxarifado, sala de vidro, reunião, biblioteca, salas para arquivo morto (2). Localiza-se em um bairro com boa infraestrutura, possuindo luz, água encanada, esgoto, asfalto, iluminação pública, telefones públicos, correio, ruas arborizadas,

22 A fim de preservar o sigilo, todos os nomes utilizados são fictícios.

23 APÊNDICE A - gravado em CD ROM.

24 As informações aqui explicitadas para caracterizar a escola foram obtidas no campo e por meio de

instituições de saúde, cultura e lazer, variedade de transportes coletivos e fácil acesso ao metrô. Apesar da predominância de residências, o bairro apresenta intenso crescimento da atividade comercial, especialmente na avenida principal próxima à escola. Muitos pais de alunos trabalham na redondeza. A clientela tem origem diversificada, pois grande parcela dos alunos não reside nas proximidades da escola, fazendo uso de perua escolar ou transporte coletivo. Segundo o documento da escola, a maioria dos alunos possui casa própria e o Plano de Gestão apontava, ainda, que “há grande participação da mulher no orçamento doméstico, o que, às vezes, causa problemas pela falta de assistência à criança, que interfere no aproveitamento escolar”.

Cabe discutir a relação linear, indicada no documento oficial da escola, entre a inserção da mãe no mercado de trabalho, a falta de assistência à criança e a interferência no aproveitamento escolar, apontando a existência de preconceito em relação aos filhos das classes populares.

Há, ainda, uma comunidade carente, residente em um conjunto habitacional (Cingapura) e em uma favela próxima, à qual pertenciam muitos dos alunos das classes de recuperação.

Os aspectos físicos da escola eram razoavelmente cuidados e limpos, embora indicassem bastante desgaste, necessitando de pintura e reformas na fachada, pátio e em alguns ambientes internos, em especial a biblioteca, que era uma sala improvisada com muitos objetos além dos livros e um sério problema de umidade, tornando o ambiente impróprio para a presença de crianças em função do odor de mofo e da pouca luminosidade.

A escola possui Associação de Pais e Mestres, de cuja diretoria participam pais e professores, constituindo-se em Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal. Indicava boa organização, havendo cronogramas e planejamentos bastante detalhados e afixados em lugares visíveis. As reuniões de HTPC eram realizadas semanalmente.

Um dos itens do Plano de Gestão dizia respeito a Metas e Ações25, que serão transcritas no quadro a seguir:

25 Foi uma opção registrar aqui somente as ações ligadas às questões de aprendizagem que tinham,

PRIORIDADES PROBLEMAS METAS AÇÕES

Alta Alto índice de defasagem na aprendizagem

Melhoria da qualidade de ensino

Dinamização dos HTPC, avaliação unificada, análise dos indicadores externos e internos, aumento das horas destinadas ao Reforço Escolar, Recuperação, Projeto “Formando Leitores” Alta Baixa participação dos pais na escola Aumentar e melhorar a participação da

Comunidade na escola Alta Indisciplina em sala de aula e relacionamento conturbado entre os alunos

- Incutir valores éticos nos alunos, bem como estimulá-los a

relacionamentos com urbanidade

- Desenvolver atitudes de respeito para com todos

Média recuperação do prédio Necessidade de escolar

Recuperação das condições físicas do prédio de modo a tornar o ambiente mais apropriado e agradável para aprender.

Além dos objetivos previstos na Lei Federal no 9394/96, a escola propunha outros objetivos específicos, listados a seguir: levar, sistematicamente, a qualidade de ensino oferecido aos educadores; formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres; promover a integração escola-comunidade; proporcionar um ambiente favorável ao estudo e ao ensino; estimular em seus alunos a participação, bem como a atuação solidária junto à Comunidade.

Benzer Belgeler