2. KAVRAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.2. Evlilik Doyumu ve Evliliğe Hazıroluş
A validação de conteúdo foi feita a partir de um comitê de experts. Para tal, inicialmente foi elaborado um convite (Apêndice 4) que continha informações sobre o desenvolvimento da pesquisa até aquele momento. Os convidados tiveram acesso a informações como os objetivos gerais da pesquisa, a busca realizada na literatura, passando pelo desenvolvimento do referencial teórico que possibilitou o grupo focal e os principais resultados encontrados até a formulação inicial das questões. Foram convidados, por meio eletrônico, seis professores de odontologia ligados à área de Saúde Coletiva de diferentes regiões do país e que também tivessem experiência com o serviço público de saúde bucal, bem como no desenvolvimento e validação de instrumentos de medida, com publicações nesse sentido. Nesse momento foram orientados a contribuir para aperfeiçoar o instrumento, fazendo comentários em relação a cada alternativa: se a mesma é relevante (ou não), adequada, parcialmente adequada ou inadequada para avaliação das ações de saúde bucal na APS. Deveriam avaliar a clareza na redação das questões, considerando o público no qual ele seria aplicado posteriormente. Foi pedido também que tentassem
reduzir o número de perguntas existentes atualmente no questionário, mas se julgassem relevante poderiam incluir questões que considerassem pertinentes.
Foram obtidas cinco respostas de participantes. As opiniões estiveram ligadas a mudanças na formulação das questões, de forma a deixá-las com a redação mais adequada. Outras sugestões estiveram ligadas a questões que abordavam aspectos duplos em uma mesma pergunta, à uniformização de termos entre as questões (p. ex. diferentes questões usaram as palavras “rápido” e “demorado”, com a sugestão da adoção do primeiro, por ter uma conotação positiva), à remoção de palavras com sentido indutor nas questões escritas (p. ex. o uso do termo “sempre” em algumas questões). Outras opiniões estiveram relacionadas à caracterização do local de atendimento e caracterização do usuário. Foram feitas sugestões de leituras complementares que poderiam ser pertinentes.
Ao final desse processo chegou-se à conclusão que uma questão seria excluída, pois a mesma abordava um aspecto semelhante em outra questão. Dessa maneira o instrumento passou a ter 42 questões (Apêndice 5) e foi submetido a um primeiro pré teste com usuários, possibilitando a validação de face.
Para a realização da validação de face decidiu-se pela aplicação do questionário, através de um primeiro pré-teste, a um grupo de usuários. Os critérios de inclusão de participantes nesse momento foram os mesmos usados para o grupo focal: usuários adultos, de ambos os gêneros e que tivessem uma experiência mínima de dois anos de tratamento com o sistema público de saúde bucal. A aplicação se deu em duas unidades básicas localizadas em diferentes distritos sanitários da cidade. Os usuários eram inicialmente convidados a participar e esclarecidos em relação aos objetivos da pesquisa. Coube ao pesquisador responsável orientar os usuários de como se proceder no preenchimento do instrumento. Nessa etapa participaram 37 usuários. Todos que aceitaram participar dessa etapa do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da PBH e da UFMG.
Ao final dessa atividade foi possível verificar a necessidade de mudanças. Decidiu-se pela inclusão de instruções escritas de preenchimento, até então ausentes. As perguntas de autopercepção, que eram apresentadas sem uma divisão das demais perguntas, passaram a ser separadas. Observou-se que alguns usuários apresentavam-se confusos no momento de marcar as alternativas que julgavam corretas; decidiu-se pela colocação das respostas em cada um dos quadros da escala Likert. Como uma forma de deixar o instrumento com a leitura mais clara, optou-se por um espaço de separação entre as questões. Algumas questões ainda apresentavam sentido duplo e outras não eram bem compreendidas pelos usuários, sendo que nesses casos foram reescritas. Em outros casos os usuários relataram haver entre as questões uma semelhança grande, gerando confusão na resposta e mesmo questões sem resposta, sob a justificativa que seriam “iguais”. Para esses casos decidiu-se pelo uso de negrito em certas palavras que poderiam destacar melhor o sentido da questão.
Essa etapa permitiu que duas questões, que questionavam sobre o relacionamento do cirurgião-dentista no CEO com o usuário e sobre o alcance da atuação desse profissional, fossem excluídas. Como uma questão foi desmembrada por ter duplo sentido, o instrumento passou a apresentar 41 questões (Apêndice 6).
Feitas as alterações decidiu-se pela realização de um segundo pré-teste, novamente com 37 usuários, cujos critérios de inclusão e a maneira como foram convidados foram os mesmos do pré-teste anterior. Essa segunda realização do pré-teste também foi realizada em duas unidades básicas diferentes. Foi possível observar que a inclusão das instruções contribuiu para que o preenchimento ficasse mais fácil; dúvidas relatadas na primeira versão, relacionadas à ausência de respostas na escala Likert já não foram relatadas nesse momento; as questões que foram reescritas permitiram um entendimento correto por parte dos respondentes; os termos que foram destacados em negrito contribuíram para que os usuários não se sentissem confusos no preenchimento. Consequentemente foi possível afirmar que as correções feitas após o primeiro pré-teste tinham sido adequadas e que o
instrumento estava adequado para a verificação de suas propriedades psicométricas de confiabilidade e de validação de construto.