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3.1. Kırgız Destanlarında Tören ve Kutlamalar

3.1.1. Sosyal hayatla ilgili tören ve kutlamalar

3.1.1.2. Evlilik Törenleri

3.1.1.2.5. Evlenme-toy

3.1.1 O cenário brasileiro

A Biblioteca Pública de Belo Horizonte foi criada em 1894, quando o Brasil tinha acabado de se tornar uma república9. No entanto, havia uma grande incerteza quanto

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às concepções de como organizar a República, sendo possível duas delas: a república federativa e a república positivista.

O Brasil poderia ser uma república federativa, o que determinaria um grau de autonomia dos estados, e era defendida por representantes políticos das classes dominantes de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Era um modelo liberal, cuja base seria constituída de cidadãos, representados na direção do Estado por um presidente eleito e pelo Congresso.

Outra concepção importante seria a de uma república positivista, idealizada pelos gaúchos e alguns oficiais militares.

“... Eram jovens que haviam freqüentado a Escola Militar e recebido a influência do positivismo... A República deveria ter ordem e também progresso. Progresso significava ... a modernização da sociedade através da ampliação dos conhecimentos técnicos, do crescimento da indústria, da expansão das comunicações.” (Fausto, 1999, p. 246)

A proclamação da República no Brasil foi recebida com restrições na Inglaterra, mas saudada com entusiasmo na Argentina e nos Estados Unidos. Nesse período, ocorria em Washington a I Conferência Internacional Americana, que marcou o início de um nítido deslocamento do eixo da diplomacia de Londres para aquela cidade norte- americana. A política do Barão do Rio Branco, Ministro das Relações Exteriores entre 1902 e 1912, contando com a ação de Joaquim Nabuco, embaixador brasileiro em Washington, promoveu uma aproximação do Brasil com os Estados Unidos que garantiu ao país a condição de primeira potência sul-americana.

Essa aproximação fez com que a primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, se inspirasse no modelo norte-americano, consagrando a concepção de República federativa liberal. Ela determinou:

• a autonomia dos Estados: a eles caberiam poderes e direitos. Tornaram-se autorizados a exercer atribuições diversas, como as de contrair empréstimos e organizar forças militares próprias. No entanto, a União não perdeu todos os seus poderes, ficando com os impostos de importação, com os direitos de criar bancos emissores de moeda, de organizar as forças armadas nacionais, etc. Ainda poderia intervir nos Estados para restabelecer a ordem e assim manter a forma republicana federativa;

• estabelecimento dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – que deveriam ser “harmônicos e independentes entre si”. O Poder Executivo caberia ao Presidente da República, que exerceria o mandato por um período de quatro anos; e o Legislativo foi dividido em Câmara dos Deputados e Senado;

• voto direto e universal. Foram considerados eleitores todos os cidadãos brasileiros maiores de 21 anos, exceto os analfabetos, os mendigos, os praças militares e as mulheres.;

• separação entre Igreja e Estado: importantes funções, até então exercidas pela Igreja Católica foram atribuídas ao Estado.

Conforme Julião (1996, p. 50), a passagem do Império para a República parecia vir coroar uma série de mudanças que, na virada do século, atingiria diferentes setores da vida no país.

“Embora tímidas, tais transformações acenavam para a possibilidade de se instituir uma nova ordem social. Sobretudo, funcionavam como um estímulo a um sentimento que se generalizara nos meios políticos e intelectuais, o de que se iniciara um tempo de transição.” (Julião, 1996, p. 50 – 51)

Do ponto de vista educacional, a República foi atingida por um fervor ideológico: “... democracia, federação e educação constituíam categorias inseparáveis apontando a

redenção do país...” (Nagle, 1997, p. 261). O Brasil, então, começou a pensar e a repensar sobre o programa de educação, passando essa a ser vista como algo que iria salvar o país do atraso e da desordem.

A Constituição de 1891, em termos legais, determinou que a responsabilidade da educação deveria ser dividida entre União e Estados: à União competia fixar os padrões da escola secundária e superior, enquanto que a escola primária e técnico- profissional seriam de competência dos Estados.

“... Essa é uma das razões mantenedoras do chamado ‘dualismo’ do sistema escolar brasileiro, traduzido, muitas vezes, na contraposição entre as escolas de “elite” – secundária e superior – e as escolas do “povo” – primária e técnico profissional ...” (Nagle, 1997, p. 266)

“No entanto, o advento da República representava, no imaginário de políticos e profissionais liberais, o rompimento com a herança colonial. Essa utopia era alimentada pela noção de progresso e pela crença de que a ciência e a técnica seriam importantes no processo de reorganização da sociedade brasileira. “Era início de um tempo que preconizava a modernização e o desenvolvimento nacional ...” (Julião, 1996, p. 51)

3.1.2 O cenário mineiro

Minas Gerais, na década de 1890, não tinha o potencial econômico de São Paulo e dependia dos benefícios da União. Era um estado economicamente fragmentado entre o café, o gado e, de certo modo, a indústria, apesar de não ter um pólo dominante nesse ramo. Em termos políticos, a elite mineira passou a acumular poder como políticos profissionais, exercendo forte influência na Câmara dos Deputados e

controlando o acesso a muitos cargos federais. Através dessa influência, tiveram êxito em um de seus objetivos: a construção de ferrovias em território mineiro. Como diz Wirth (1997, p. 95), “... o principal ativo do Estado não era o poder econômico nem a força militar, mas a unidade política”.

Em Minas Gerais, a elite política estava intimamente ligada ao Estado, onde mineiros natos se engajavam na política. Em 1891, um dos seus objetivos era fundar uma escola de direito mineira; a educação deveria ser feita em casa, e não no Rio ou São Paulo. Depois da promulgação da Constituição Federal de 1891, os governos municipais tornaram-se esvaziados, sendo que os chefes locais ficaram dependentes economicamente do governo do Estado para obras públicas e nomeações políticas. O que também ocorreu em Minas Gerais.

Na década de 1890, a elite política de Minas preocupou-se com problemas internos, uma vez que os governos estadual e locais passaram por reorganizações administrativas e políticas. Dentre essas reorganizações, ocorreu a transferência da capital de Ouro Preto para Belo Horizonte, o que será abordado a seguir.