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EKONOMİK KATMA DEĞERİN HESAPLANMASI

Uygulama 2.2.: İndirgenmiş Nakit Akımları ve EVA TM

2.4. EVA TM ve FİRMA DEĞERİ

O garotinho dos traços de Sempé e da narrativa de Goscinny tem em torno de 7 anos de idade, mora com seus pais em uma boa casa, tem muita vontade de ter

um animal de estimação, adora brincar com seus amigos de futebol, de caubói, de inventar fantasias no terreno baldio, de bolinha de gude e, quando é preciso resolver quem será o líder ou o chefe ou o árbitro das brincadeiras, tudo acaba, fatalmente, em uma confusão “terrible!”, sendo esta confusão também parte da brincadeira (conteúdo). Nicolas, nas palavras de Goscinny (2013), é uma criança normal, gulosa, bagunceira, mas gentil; não é um menino mal-educado, e todos os equívocos que comete são por engano e nunca por maldade. A inocência diante das tomadas de decisão e a simplicidade, ao lidar com os problemas e desentendimentos, são traços definidores da personalidade de Nicolas (perfil do personagem). Por outro lado, seus colegas, assim como os demais personagens, secundários ou não, possuem, todos, alguma característica particular e são representações arquetípicas:

Alceste (Alceu): „É meu melhor amigo. Ele é gordo e come o tempo todo‟. Eudes (Eudes): „Ele é muito forte e adora dar socos no nariz dos colegas‟. Geoffroy (Godofredo): „Ele tem um papai muito rico que lhe compra todos os brinquedos que ele quer‟.

Agnan (Agnaldo): „É o primeiro da classe e o queridinho da professora, nós não gostamos muito dele, não!‟

Joachim (Joaquim): „Ele adora jogar bolinha de gude e joga muito bem: não perde nenhuma!‟

Rufus (Rufino): „Ele tem um apito e seu papai é policial‟.

Clotaire (Clotário): „É o último da classe. Sempre que a professora o argui, ele fica sem recreio‟.

Le Bouillon (O Sopa): “É o inspetor de alunos. Nós o chamamos assim porque ele diz o tempo todo: „Olhem dentro dos meus olhos e na sopa, tem olhos!!!‟ Foram os maiores que descobriram isso!”72. (SEMPÉ; GOSCINNY, 2006, p. 12-13, tradução nossa)

A esse respeito, Anne Goscinny, em uma entrevista de 19 de julho de 2013, assim caracteriza o personagem petit Nicolas:

[...] o petit Nicolas é uma espécie de criança universal [...] É você, sou eu [...] não tem sinal distintivo. Ele não é gordo, não é o primeiro da classe mas também não é o último. Ele não tem um papai muito rico nem um papai policial [...] Nós somos todos o Petit Nicolas, mesmo que não tenhamos

72“Alceste: C‟est mon meilleur copain, un gros qui mange tout le temps. Eudes: il est très fort et il

aime bien donner des coups de poing sur le nez des copains. Geoffroy: Il a un papa très riche qui lui achète tout ce qu‟il veut. Agnan: C‟est le premier de la classe et le chouchou de la maîtresse, nous on ne l‟aime pas trop. Joachim: Il aime beaucoup jouer aux billes. Et il faut dire qu‟il joue très bien; quand il tire, bing! Il ne ratte presque jamais. Rufus: Il a un sifflet à roulettes et son papa est policier. Clotaire: C‟est le dernier de la classe. Quand la maîtresse l‟interroge, il est toujours prive de récré. Le Bouillon: C‟est notre surveillant, on l‟appelle comme ça parce qu‟il dit tout le temps: „Regardez-moi bien dans les yeux‟, et dans le bouillon, il y a des yeux. C‟est les grands qui ont trouvé ça”. (SEMPÉ;GOSCINNY, 2006, p. 12-13)

mais a sua idade [...] ele é parte da criança que temos em nós e que, às vezes, deixamos transparecer.73 (GOSCINNY,2013, tradução nossa) Sempé, em entrevista ao programa Lecture pour tous, em 1961, afirma que a intenção da semelhança física entre as crianças do grupo de Nicolas foi proposital (a despeito das características psicológicas), porquanto, é bastante difícil distinguir as crianças quando elas estão em um grupo, a menos que haja uma ou outra característica específica (um nariz grande, ser ruivo, usar óculos ou ser gordinho). Além disso, segundo os autores, o termo petit Nicolas refere-se mais à história de um grupo de crianças do que propriamente à história da vida do narrador (intenção do desenhista); entretanto, se quisermos identificar o personagem petit Nicolas entre seus amigos, basta procurar pela criança que tem os cabelos negros. Sempé (1961) esclarece que a saga do personagem Nicolas é, antes de tudo, as aventuras de um “grupo de crianças” que adora jogar futebol e se meter em confusão.

O caráter meigo e inocente de Nicolas é percebido por meio da linguagem empregada pelo personagem: uma linguagem infantil sem ser infantilizada, e sua lógica não deixa o leitor esquecer-se de como é ser criança e de como seu raciocínio difere do de um adulto. Neste trecho da história, o “Sr. Bordenave não gosta de sol”, Nicolas deixa clara sua incompreensão em relação aos adultos:

Eu não entendo porque o Sr. Bordenave não gosta de sol [...] hoje fez um dia lindo [...] fazia três dias que chovia e a gente teve que ficar na classe. Chegamos no pátio e o Sr. Bordenave disse: „Fora de forma‟ [...] E eles brigaram [...] O Eudes deu um soco no nariz do Rufino [...] ele recuou e deu uma trombada no Alceu [...] o sanduíche caiu no chão e o Alceu começou a gritar [...] o Maximiliano e o Joaquim estavam se esmurrando [...] A gente tinha começado a brigar de novo e foi um recreio superlegal... Eu não consigo entender mesmo o Sr. Bordenave quando ele diz que não

gosta de sol! (SEMPÉ; GOSCINNY, 1997m, p. 123-129, tradução de

Rivera, grifos nossos)

A ingenuidade das crianças, refletida na forma de narrar as aventuras, bem como no conteúdo dessas narrativas, deixa claro que existe uma distância entre o pensar e o fazer adulto e infantil. Essa incompreensão da postura adulta, por parte de Nicolas e de seus amigos, reforça o fosso existente entre esses dois universos e,

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“[…] le Petit Nicolas est une espèce d‟enfant universel… C‟est vous, c‟est moi. [...] celui qui n‟a pas de signe distinctif. Il n‟est ni gros, ni premier de la classe, mais il n‟est pas non plus le dernier de la classe. Il n‟a pas un papa très riche, ni un papa agent de police. [...] Nous sommes tous le Petit Nicolas, mêmesi nous n‟avons plus tout à fait son âge [...] il est la part de l‟enfant qui est en nous, que parfois nous laissons s‟exprimer”. (GOSCINNY, 2013)

muitas vezes, a incoerência entre o falar e o agir dos adultos é questionada no dia a dia das crianças, direta ou indiretamente, através de atitudes ou mesmo de verbalizações.