PĐYASALARA ĐLĐŞKĐN KAVRAMSAL ÇERÇEVE, ETKĐN PĐYASALAR HĐPOTEZĐ VE FĐNANSAL PĐYASALARIN ETKĐNLĐĞĐ
2.4 ETKĐN PĐYASALAR HĐPOTEZĐ
2.4.1 Etkin Piyasalar Hipotezinin Türler
Após a análise dos dados obtidos na etapa anterior (objetivos 1, 2 e 3) a etapa posterior consistiu em tentar atingir os objetivos 4 e 5, ou seja, objetivou-se: (a) Desenvolver um conjunto de atividades pedagógicas em Matemática para suprir as necessidades dos sujeitos da pesquisa a partir da análise anterior e de forma contextualizada e; (b) analisar se os resultados obtidos apresentaram relevância para as integrantes do Grupo de fabricação de sabão caseiro.
Para tentar atingir tais objetivos, foi desenvolvido um conjunto de atividades específicas para atuação junto a esse grupo, de modo a contemplar as necessidades reais de cada uma das sócias a partir do levantamento de suas principais dificuldades em matemática e, consequentemente, as necessidades do EES como um todo.
Devido a este trabalho pautar-se na Educação Não formal, os conhecimentos não são produzidos pela absorção de conteúdos sistematizados previamente, com o objetivo de que estes conteúdos sejam apreendidos pelas sócias do empreendimento. O que se busca é que o conhecimento seja gerado através da vivência de determinadas situações-problema por cada uma das integrantes do grupo (GOHN, 2001), situações estas que se colocam como problemas reais ao cotidiano do EES focado.
Nossa atuação pedagógica junto a esse grupo visou e busca “incorporação de fatores sócio-culturais numa proposta educacional e o diálogo entre educadores e educandos” (BORBA, 1987, p.70), diálogo no qual a pesquisadora utiliza-se de elementos da matemática acadêmica e as componentes do Grupo utilizam-se de sua matemática da vida, que compõem a Etnomatemática do Grupo, sempre tendo em mente o contexto da Economia Solidária. Matemática de vida (no singular) pelo fato de acreditarmos que cada uma das sócias possui uma maneira particular de abordar e utilizar-se desta como ferramenta de trabalho.
A partir do levantamento das principais dificuldades em matemática apresentadas por cada uma das sócias e, consequentemente, a partir do levantamento das principais dificuldades encontradas pelo Grupo, foram apresentados às sócias por meio de situações-problema, aqui entendidos como “toda situação em que não conhecemos a resolução de imediato, mas que somos capazes de resolvê-la por meio de informações que temos” (COLL e TEBEROSKY, 2002), sendo estas situações pertencentes à vida real e com objetivos também reais e específicos do cotidiano de [G], [M] e [E]. Tais situações-problema foram propostas pela pesquisadora a cada uma das sócias de forma verbal, informal e contextualizada, de maneira que estas situações ficassem o mais semelhante possível à realidade das mesmas, buscando que elas sejam capazes de resgatar e identificar tais situações junto ao cotidiano do grupo, sendo capazes de resolvê-las.
Este conjunto de atividades de matemática foi trabalhado com cada uma das sócias do Grupo de fabricação de sabão caseiro separadamente, com intersecções quando necessário, a partir de suas experiências/vivências junto a esse EES, de maneira informal, durante as observações participantes. Isso ocorreu devido ao fato destas senhoras possuírem conhecimentos em Matemática distintos, provenientes de suas visões de mundo, e, por isso, resolverem os problemas propostos a partir do uso destes conhecimentos, que variam de uma sócia para outra. Além disso, entendemos que cada sócia poderia necessitar de um acompanhamento individualizado. Outro fato que colaborou para que o trabalho ocorresse de forma individualizada é que a sede do Grupo não poder ficar sem pessoas para atender os clientes.
Mas, apesar deste conjunto de atividades pedagógicas ser trabalhado com cada uma das sócias do Grupo de fabricação de sabão caseiro separadamente, com intersecções quando necessário, as situações discutidas foram aplicadas pelas próprias sócias no cotidiano do grupo, permitindo que cada uma colocasse em prática o que achasse melhor para o grupo e que elas discutissem entre si sobre a aplicação das mesmas a partir de seus pontos de vista, baseadas em suas visões de mundo.
Tal fato novamente traz à tona características importantes da Educação Não formal, uma vez que, como coloca Gohn (2001, p.104), “(...) a educação não-formal tem sempre um caráter coletivo, passa por um processo de ação grupal, é vivida como
práxis concreta de um grupo, ainda que o resultado do que se aprende seja absorvido individualmente”.
Nesta fase, a coleta de dados deu-se por meio de notas de campo obtidas durante as observações participantes, isto é, por meio relatório de aplicação da pesquisadora. Optou-se pelo relato verbal das sócias deste empreendimento (em forma de entrevista e durante as observações participantes) pelo fato do mesmo poder ocorrer de maneira informal (natural), visto que estas pessoas poderiam apresentar dificuldades em confeccionar relatórios e consequentemente, os dados poderiam ser comprometidos. Estes relatos foram gravados, no caso das entrevistas e da atuação pedagógica da pesquisadora, e anotados no diário de campo, no caso das observações participantes, o que compôs o material empírico desta pesquisa.
Após a realização da recolha dos dados, tanto nas etapas 1, 2 e 3 quanto nas etapas 4 e 5, o material empírico recolhido foi submetido à análise, sendo a palavra “análise” entendida em seu sentido amplo, como o posto por Gomes (2002), isto é, é entendida como a fase que compreende a descrição e interpretação dos dados, sob um olhar atento para os mesmos.
A análise do material empírico consistiu em compreender as falas dos sujeitos de pesquisa através da busca de unidades de significados. Além das falas, tentou-se interpretar também os silêncios, por vezes carregados de significados para estes sujeitos. Posteriormente, buscou-se por convergências nestas unidades de significados com base em nossos objetivos de pesquisa, criando-se algumas categorias a partir do material recolhido. Categorias estas que foram interpretadas à luz do referencial teórico descrito.