B. Modern Çalışmalar
5. Metinde Düzeltme Önerdiği Yerler
3.1.3. Esas Alınan Nüshalardan Örnekler
primeira grande negociação de controlo de armamentos entre a URSS e os EUA durante a "era Gorbachev " realizou-se em torno das armas nucleares de teatro estacionadas na Europa - as
Intermediate Nuclear Forces (INF) que haviam ganho grande notoriedade depois da instalação dos mísseis SS 20 por parte da URSS e da decisão da NATO de instalar os PERSHING II na Europa, e foi seguida pela abertura de negociações sobre a Redução de Forças Convencionais na Europa – as CFE. No que respeita às negociações iniciada por Gorbchev e Reagan sobre armamento estratégico - no que viria ser mais tarde o START I - as questões eram muito mais complexas por quatro razões: 1) A URSS queria a todo o custo ligar negociação de cortes no
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armamento estratégico ao abandono da SDI por parte dos EUA, enquanto a Administração Reagan pretendia proteger a SDI afastando-a da negociação; 2) Os EUA e a URSS, devido á profunda assimetria dos seus arsenais estratégicos, tinham prioridades muito diferentes quanto aos sistemas a limitar; assim, enquanto os EUA estavam sobretudo preocupados com os ICBM soviéticos de grande porte e com MIRV (Multiple Independent Reentry Vehicles) incluídos na componente terrestre do arsenal soviético, a URSS estava mais preocupada com as novas gerações de bombardeiros estratégicos dos EUA e com o aumento da precisão dos SLBM (mísseis balísticos intercontinentais instalados em submarinos); 3) Os problemas surgidos com a entrada de um novo tipo de armas de grande precisão no arsenal dos EUA - os mísseis de cruzeiro de longo alcance lançados a partir de submarinos - que tanto podiam ter ogivas convencionais como nucleares que constituíam, por sua vez, um factor de incerteza na avaliação das intenções do adversário, em caso de conflito por não se saber que tipo de ogivas transportavam -nucleares ou convencionais; 4) As questões de verificação das reduções de armamento no núcleo central dos arsenais estratégicos das super potências supunha um grau de abertura recíproca que até então fora impossível de obter r e que exigia um "clima de distensão" sem paralelo com o que se obtivera nos anos de "détente" que tinham terminado com invasão do Afeganistão em 1979.
É interessante recordar as sucessivas posições da URSS face as INF e ás Armas Estratégicas, antes e depois da chegada de Gorbachev ao poder e ao longo dos primeiros anos do seu mandato. Assim inicialmente em Novembro de 1981, depois da NATO ter avançado com a proposta de"opção zero" (supressão dos sistemas intermédios nucleares -INF) a URSS recusou-se a negociar a não ser que a NATO renunciasse à instalação dos novos LRINF (Long Range
Intermediate Nuclear Forces) - os PERSHING II. Durante a maior parte do período 1982/3 a URSS apenas encarava a hipótese de um congelamento da instalação de novas baterias de SS 20 em contrapartida da NATO não instalar os LRINF (PERSHING II). Em Junho de 1982, na primeira sessão das Strategic Arms Reductions Talks (START) em Genebra a Administração Reagan apresentou uma proposta de reduções no armamento a concretizar em duas fases, das quais na primeira fase se reduziriam as ogivas em mísseis balísticos para 5 000 em cada um dos lados, com um sub limite de 2500 ogivas para as que estivessem instaladas em ICBM (mísseis intercontinentais lançados de terra) e se estabeleceria um limite máximo de 850 para o numero
de mísseis ICBM68 (), existindo um sub limite para cada parte de, no máximo 100 mísseis
68 Recorde-se que devido `tecnologia dos MIRV muitos mísseis transportavam mais do que uma ogiva ou ogivas com
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"pesados"( do tipo dos SS 18 da URSS, que muito preocupavam os EUA); enquanto numa
segunda fase se estabeleceriam máximos idênticos para as duas super potencias no que
respeitava aos bombardeiros estratégicos "pesados" e aos mísseis de cruzeiro69. Em Março de
1983 os EUA anunciam o lançamento da Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI) frontalmente rejeitada pela URSS. Em Novembro de 1983 os negociadores soviéticos abandonaram as conversações de Genebra sobre controlo de armamentos, coincidindo com o anuncio da Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI) dos EUA.E em Dezembro de 1983 a URSS abandonou as negociações START, com a justificação do inicio da instalação dos LRINF na Europa (PERSHING II) recusando-se a estabelecer uma data para o reinicio das mesmas. Por seu lado, em 24 de Setembro de 1984 o Presidente Reagan propôs na Assembleia Geral das Nações Unidas o relançamento de negociações sobre armamento nuclear num quadro mais amplo, assegurando o empenhamento dos EUA em alcançar cortes significativos nos arsenais estratégicos. Mas só em Janeiro de 1985 em Genebra os MNE da URSS e dos EUA encontraram-se para definir a agenda de uma nova plataforma negocial que foi designada por NST (Nuclear and Space Talks) que cobriria as INF, as negociações sobre armamento nuclear estratégico e a Defesa no Espaço; tendo estas negociações começado em Março de 1985, com os EUA a reafirmar as propostas iniciais de 1983 e a URSS considerando que o estabelecimento de limites à SDI dos EUA era uma pré - condição para a negociação sobre armamento estratégico ofensivo. Enquanto as conversações INF apenas foram retomadas em Março 1985, tendo a URSS proposto a redução do número de SS 20 a instalar, mas continuando a defender a não instalação dos PERSHING II. No início de 1986 Gorbachev manifesta pela primeira vez a disponibilidade da URSS em eliminar as LRINF da Europa mas sem oferecer qualquer limite às armas nucleares de teatro de curto alcance e ás LRINF susceptíveis de instalação na Ásia; no entanto a oferta soviética surgia ligada à obtenção de um acordo para a proibição de armas ofensivas a colocar no espaço (componente eventual da SDI) e a um congelamento na modernização das foças nucleares da França e do Reino Unido. Em Maio de 1986 a URSS abandonou a sua recusa anterior de negociar reduções no armamento estratégico a não ser que os EUA aceitassem renunciar à SDI e apresentou em Genebra uma nova proposta que, que também contemplava duas fases; haveria assim reduções interinas nas armas estratégicas ofensivas de ambas as partes se estas concordassem em não abandonar o tratado ABM durante os 15 a 20
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anos seguintes70 (supondo que a sua vigência durante aquele período de tempo daria à URSS o
tempo para recuperar e investir na defesa estratégica defensivo); a proposta de redução de armas ofensivas estratégicas apontava para um máximo de 8000 "cargas" nucleares, não podendo haver mais do que 60% num dos tipos de lançadores; para um limite idêntico de lançadores -1600 para cada parte abrangendo os ICBM, os SLBM e os mísseis de cruzeiro e a não inclusão nesta contagem dos sistemas nucleares designados por forward -based systems dos EUA (mísseis INF, mísseis de curto alcance, bombardeiros de médio alcance e aviões basesdos em porta aviões) se o seu número não fosse ampliado ou se não fossem instalados. Em Outubro de 1986, na cimeira de Reykjavik, Reagan e Gorbachev chegam a um acordo quanto a um limite de 100 ogivas LRINF, não podendo estas ser instaladas na Europa, mas a URSS continuava a ligara um acordo de reduções de armas estratégicas ofensivas à existência de normas que restringissem o SDI (exigência que Reagan não aceitou); no que respeita às armas estratégicas ofensivas as duas partes chegaram a um acordo quanto ao limite máximo de 1600 lançadores e de 6000 cargas nucleares (instaladas em ICBM, SBLM e ALCM); tendo acordado que os bombardeiros estratégicos sem mísseis de cruzeiro (ALCM) contariam como representando apenas uma carga e que os mísseis de cruzeiro lançados de submarinos seriam abordados num acordo separado. No final de Fevereiro de 1987, Gorbachev acabou por aceitar a proibição de instalação de LRINF na Europa, deixando cair a condicionalidade ligada à SDI; mas mantendo em aberto a questão dos sistemas nucleares de curto alcance. E em Abril de 1987 Gorbachev aceitou a eliminação desses sistemas de curto alcance na Europa mas manteve a exigência de poder instalara até 100 ogivas LRINF na Ásia, exigência que deixou cair em Julho de 1987, abrindo caminho à celebração o Tratado que, pela primeira vez, eliminava uma categoria inteira de armas nucleares. Em Maio de 1987 deu-se um avanço nas negociações estratégicas, com a apresentação por parte da URSS de
novas propostas: redução em 50% das armas ofensivas de cada parte (71; estabelecimento de um
máximo de 1600 lançadores; redução de 50% nos ICBM mais "pesados" que constituíam a principal preocupação dos EUA; e e estabelecimento de um limite de 400 mísseis de cruzeiro lançados de submarinos que eram a arma que a URSS considerava mais geradora de incertezas; e por fim um "tecto" de 6000 cargas nucleares, na linha do que os EUA já haviam proposto.
Na Cimeira de Washington, em Dezembro de 1987, Reagan e Gorbachev concordaram em que o Tratado START avançasse com base no acordo alcançado em Genebra pelos negociadores dos
70 Recorde-se que o Tratado ABM proibia as armas defensivas estratégicas - defesa antimísseis balísticos - com a
excepção de uma instalação para cada parte).
71 Dependendo de se alcançar um acordo que limitasse o teste e a instalação de sistemas baseados no espaço, que eram
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dois países 72 ao que os dois Presidentes concordaram em acrescentar um sub limite de 4900
cargas nucleares em ICBM e SLBM bem como orientações quanto à verificação do Tratado, na linha do que fora acordado no Tratado INF; tendo as partes reconhecido a existência de desacordos quanto à interpretação que cada uma fazia das disposições do Tratado ABM (defesa antimísseis balísticos). Nos anos de 1988 e 1989 continuaram os progressos nas negociações do START no sentido de alargar e clarificar as "áreas de acordo" e de manter em aberto e em negociação as áreas em que se identificavam as maiores divergências: ou seja o futuro da defesa anti-missil e a interpretação do Tratado ABM; o nível de redução nos ICBM mais "pesados"da URSS e do número de cargas nucleares que poderiam transportar; o futuro dos ICBM móveis; a integração dos ALCM na contabilidade dos vectores; limites a impor aos mísseis de cruzeiro lançados de submarinos etc; de entre as áreas em que se verificaram avanços nestes anos refira- se a da verificação, tendo sido muito relevantes as soluções encontradas no Tratado INF para fazer avançar esta componente do futuro START.
Esta breve cronologia, cobrindo o período 1985/1989, revela por um lado a importância que desde a sua chegada ao poder Gorbachev atribuiu ás negociações com os EUA sobre controlo e redução de armamentos nucleares e por outro uma clara flexibilização das posições negociais da URSS entre 1986 e 1987, traduzidas num recuo da URSS face à intransigência dos EUA em abandonar ou limitar a SDI e à exigência de reduzir significativamente os vectores que consideravam poder suportar uma capacidade de first strike por parte da URSS (os ICBM mais pesados e os ICBM móveis), ao mesmo tempo que os EUA procuravam manter a possibilidade de instalar ou modernizar os mísseis lançados de submarinos, os bombardeiros estratégicos em inicio de operação ou em fase de desenvolvimento e as novas armas estratégicas quer eram os mísseis de cruzeiro.