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B. Modern Çalışmalar

1. BÖLÜM

2.2. ŞERHU MECMAİ’L-BAHREYN

Em Dezembro de 1984 a Reserva Federal dos EUA procedeu a duas descidas na taxa de desconto e durante 1986 implementou quatro cortes nesta taxa durante um período de seis meses Com a quebra do custo do crédito, o nível de endividamento na economia começou a subir enquanto as acções e as obrigações do tesouro experimentavam um substancial valorização. E em consequência do"contra choque petrolífero "o preço do petróleo caiu para 10/14 dólares o barril, nível nunca visto desde 1974. A economia dos EUA estava a entrar no "mundo maravilhoso" de baixa inflação, baixas taxas de juro e quebra brutal dos preços da energia, ao

61 Que ficou apenas com uma "quota virtual" de 1,5 milhões de barris/dia, conseguindo obter a liberdade de exportar o

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qual se acrescentava um conjunto de novos sectores em franco crescimento em torno das tecnologias da informação, da defesa e da saúde. Esta evolução fez desencadear uma elevação mais pronunciada das acções, reforçando um bull market que tivera sua origem em 1982 e encorajou um boom imobiliário. Os capitais de todo o mundo afluiram aos EUA e contribuíram, como já referimos anteriormente para a alta do dólar, não obstante a ampliação continuada do défice corrente. Mas há medida que se avançava na década a alta do dólar começou no entanto a ter uma base mais frágil, já que se a deterioração da posição financeira dos EUA, tornaria possível uma baixa do dólar a longo prazo, a perspectiva da continuação de mais-valias a curto prazo mantinha a pressão no sentido da alta. Neste contexto bastaria um acontecimento exógeno para alterar as antecipações de curto prazo dos agentes privados. Assim, quando no inicio de 1985 o Banco Central da RFA actuou, baseado no pressuposto do que o prosseguimento da alta do dólar (moeda em que, por exemplo, eram processadas as importações de petróleo alemãs) teria consequências negativas na sua capacidade para controlar a inflação, a elevação da taxa de

juro alemãs constituiu um factor relevante na inversão das expectativas. A mudança das

antecipações fez surgir um prémio de risco crescente sobre o dólar, levando a um aumento do diferencial das taxas de juro a longo prazo americanas relativamente às dos outros países.

A 22 de Setembro de 1985 foi celebrado no Plaza Hotel de Nova Iorque um acordo entre os governos dos EUA, Japão, RFA e Reino Unido no sentido de organizar uma desvalorização ordenada do dólar contando com a intervenção dos bancos centrais nos mercados de câmbio. E entre 1985 e 1987 o dólar desvalorizou-se 51% face ao yen. Uma quebra tão significativa do dólar alimentou movimentos especulativos que se fizeram sentir para além do momento em que terminaram as intervenções coordenadas dos bancos centrais, e ampliaram o movimento descendente da moeda dos EUA. A Administração Reagan decidira resolver o impasse comercial com o Japão praticando uma politica de benign neglet face ao câmbio da sua moeda. Assim, em vez de intervir nos mercados cambiais quando o dólar continuou a cair, optou por tomar uma atitude passiva esperando que a desvalorização do dólar face ao yen ajudasse a reduzir o défice comercial. O colapso dos preços do petróleo encorajou a administração Reagan nesta postura considerando que esta evolução ajudaria a travar aumentos potenciais da inflação interna resultantes da desvalorização do dólar. Mas a queda foi desconcertante, não se antevendo naquele momento limite para ela. Com a desvalorização do dólar face ao yen e ao marco entrara- se em 1985 num novo território: a) o preço do petróleo em dólares descera, o que significava uma valorização do dólar perante a matéria-prima fundamental na economia mundial; b) ao mesmo tempo o dólar desvalorizava-se face ás moedas dos principais competidores industriais

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dos EUA - Japão e Alemanha (RFA) - o que poderia contribuir para a redução do crescimento das exportações destes dois países e dos seus excedentes correntes e da necessidade de reciclagem externa desses excedentes c) e devido à total dependência externa face ao petróleo por parte do Japão e da Alemanha uma redução tão significativa dos preços do petróleo teve por um lado um impacto favorável nas suas balanças s, reduzindo o valor das suas importações, e por outro ao ser paralelo à valorização das suas moedas face ao dólar reduzia ainda mais os riscos de inflação interna. Pela primeira vez desde os anos 70 o dólar valorizava-se face ao petróleo e desvalorizava-se face ás moedas de dois países exportadores industriais -Japão e Alemanha - traduzindo uma perda de poder de compra para OPEP. Mas a desvalorização do dólar a seguir a 1985 não se traduziu, como era esperado, numa melhoria significativa da balança comercial dos EUA. Como veremos adiante, tal ficou em parte a dever-se ao modo como as empresas exportadoras japonesas responderam à valorização do yen para não perderem quota de mercado nos EUA. Mas houve outro factor explicativo: para que a desvalorização do dólar não tivesse contribuído para e eliminar o crescente défice comercial dos EUA: faltou uma dinâmica interna correspondente.Com efeito teria sido necessário reduzir a procura interna a seguir a 1985 e os americanos precisavam de poupar mais e de gastar menos. Ora a Administração Reagan foi incapaz de gerir esta transição e o Congresso, por seu lado, pouca acção empreendeu no sentido de controlar o défice orçamental.

As exportações dos EUA aumentaram em proporções insuficientes para compensar a degradação dos termos de troca arrastados pela queda do dólar 62 fazendo com que, não obstante a desvalorização, os montantes das importações continuassem a crescer pelo que o défice corrente atingiu 145 biliões em 1986 e 162 biliões em 1987 Face a este agravamento dos défices externos, e num contexto em que a descida do dólar não fora acompanhada até 1987 por uma redução da procura interna (devido, nomeadamente, à lenta redução do deficit orçamental) os EUA puseram em andamento um conjunto de iniciativas destinada a corrigir os seus défices comerciais com o exterior. Tais iniciativas incluíram: a) lançamento de uma nova, ronda de negociações comerciais multilaterais - o Uruguay Round, envolvendo, também países do 3º Mundo, e que devia permitir melhorar a posição das exportações americanas de produtos agrícolas, de serviços e de equipamentos destinados aos mercados públicos, e garantir de forma mais eficaz a defesa dos direitos da propriedade intelectual. Simultaneamente os EUA dotaram-se de legislação comercial própria (US Trade Act) que aumentava a sua capacidade de negociação bilateral; b) o lançamento de um conjunto de negociações comerciais bilaterais com o Japão. (Structural

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Impediments Initiative)ao mesmo tempo que procuravam estimular as trocas intra regionais na

Ásia /Pacífico, com o objectivo de reduzir a pressão dos exportadores asiáticos sobre o mercado americano; c) a "aposta" continuada na revalorização do yen, para reequilibrar as trocas comerciais dos EUA com o Japão, e na redução da disciplina da zona dólar na Ásia, procurando que as moedas e alguns dos NIC’s e dos países da ASEAN acompanhassem o yen, mesmo que parcialmente, na sua valorização face ao dólar.

Até 1987 a dívida externa dos EUA continuou a crescer a um ritmo superior ao das carteiras internacionais e os credores e investidores internacionais não desejaram aumentar a parte das suas carteiras detidas em dólares, devido à mudança das expectativas, entretanto verificada. A única forma de equilibrar estes dois processos contraditórios fora através de uma desvalorização do dólar face às outras moedas. Ora para continuar a obter financiamentos externos, num contexto de baixa do dólar, era necessário dar aos investidores novas razões para tomar divida pública dos EUA Com efeito os investidores privados estrangeiros começaram a mostrar-se relutantes em emprestar aos EUA para colmatar o défice externo, exigindo taxas de juro mais elevadas. Ora a Reserva Federal decidiu a política de taxas de juro em estritos termos domésticos, não manifestando intenção de elevar as taxas para satisfazer os pedidos dos governos e investidores estrangeiros. Quando os investidores privados começaram a boicotar o dólar, considerando que ainda estava sobreavaliado os bancos centrais intervieram para lhes mostrar que estavam enganados. Na sequência do Acordo do Louvre de Fevereiro de 1987 os bancos centrais dos Estados membros do G6 (já incluindo a França) intervieram numa escala maciça para suportar o dólar; comprando de Fevereiro a Outubro de 1987 100 biliões de dólares nos mercados de câmbios, e gastando o equivalente em yens, marcos, francos e libras. Por via

desta acção o défice corrente dos EUA foi financiado em larga escala pelos Bancos Centrais do

Japão, Alemanha, Reino Unido e França. Estas intervenções dos Bancos Centrais dos países do G6 tiveram no entanto um efeito contraproducente. Recorde-se que as cotações das acções, das obrigações e os preços do imobiliário tinham estado a subir desde o início dos anos 80, encorajados pelo que os mercados pensavam ser o rigor monetarista das autoridades dos EUA e GB. Agora, em paralelo com um "dólar barato"e um" petróleo barato", a injecção de 100 biliões

de dólares na economia global63 colocaram os mercados financeiros numa trajectória de

incerteza face ao futuro desse rigor anti inflacionário. Em 1987 os investidores japoneses retiraram-se da Bolsa de Nova Iorque e contribuíram para o desencadear de uma crise bolsista

63 Numa altura em que as políticas de supply side - desregulamentação e liberalização - estavam a colocar dinheiro

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em Outubro de 1987, ampliada pela generalização do program trading rapidamente ultrapassada pela conjugação das actuações Reserva Federal dos EUA e das autoridades japonesas que incentivaram os investidores institucionais a regressar ao mercado bolsista dos EUA. A partir de 1988 as finanças públicas americanas sofreram uma melhoria significativa e fez-se finalmente sentir o efeito da baixa do dólar no aumento das exportações americanas, reduzindo o peso do deficit exterior em termos do PIB e reduzindo a procura que os EUA dirigiam ao “pool” de poupanças mundiais. O crescimento mais lento do endividamento americano, associado a esse menor deficit externo, tornou-o mais facilmente financiável pelo próprio facto de ter crescido a dimensão das carteiras internacionais. O dólar deixou de se desvalorizar de forma tendencial e o seu nível médio, permaneceu estável de 1988 a 1992, face ao yen e às moedas do SME.

Benzer Belgeler