BÖLÜM 2: AHMET (SAFFET) İĞCİLER’İN HİKÂYELERİ
2.2 Ahmet İğciler’in Hikâyelerinin İncelenmesi
2.2.2 Olay Örgüsü
2.2.2.2 Erdoğan’ın Yaşantıları Kitabı’nın Hikâyeleri
que elimina de vez 44 possibilidades para as homologias de C1 das 48 inicialmente possíveis.
As quatro possibilidades que restam são as seguintes:
(H1(C1), Hq(C1), Hq+1(C1), Hq+2(C1), H2q+1(C1)) ≈ (Z, Z, Z, 0, 0) (0, 0, Z, Z, Z) (Z, 0, Z, Z, 0) (0, Z, Z, 0, Z)
Quando ocorre (Z, Z, Z, 0, 0), é fácil ver que C1 tem homologias de S1× Sq.
Se ocorre (0,0,Z,Z,Z), então tem-se (H1(C2), Hq(C2), Hq+1(C2), Hq+2(C2), H2q+1(C2)) ≈
(Z, Z, Z, 0, 0) e, neste caso, C2 tem as homologias de S1× Sq.
Se ocorre (Z, 0, Z, Z, 0), então tem-se (H1(C2), Hq(C2), Hq+1(C2), Hq+2(C2), H2q+1(C2)) ≈
(0, Z, Z, 0, Z) e, deste modo, vê-se que C1 tem as homologias de S1× Sq+1, enquanto C2 tem
as homologias de Sq× Sq+1.
Se C1 tem as homologias (0, Z, Z, 0, Z), então ocorre o contrário do caso do parágrafo
anterior.
Isso completa o 6◦ caso e, finalmente, a prova do teorema.
3.5
O que completa o capítulo
Seja f : S1 × Sq × Sr → Sq+r+2 um mergulho suave com 1 ≤ q ≤ r. Mostramos
no Teorema 3.4.1 da seção anterior que o fecho de uma das duas componentes conexas do complementar de um tal mergulho tem sempre os mesmos grupos de homologia de S1× Sq
ou S1× Sr ou Sq× Sr.
Pois muito bem, ponhamos em uma tabela quais são as reais possibilidades para as ho- mologias de uma componente Cj, j = 1 ou 2, à luz daquele teorema e segundo as relações
particulares entre os inteiros 1, q e r abordadas nas Proposições 3.3.1 à 3.3.12.
Proposição Relação Caso(s) abordado(s): para j = 1 ou 2, H∗(Cj) ≈
3.3.1 2 ≤ q ≤ r 6= q + 1 H∗(Sq× Sr)
3.3.10 1 ≤ q = r − 1 H∗(S1× Sq+1) e H∗(Sq× Sq+1)
3.3.11 1 = q ≤ r H∗(S1× Sr)
3.3.12 1 ≤ q, r H∗(S1× Sr)
Note que para quaisquer inteiros q e r com 1 ≤ q ≤ r, o que concorre com todas as hipóteses deste capítulo, q e r estão relacionados em uma, e em mais de uma, das linhas da segunda coluna da tabela. Esta flexibilidade que temos em perceber os inteiros q e r em mais de uma relação das expressas nas hipóteses das Proposições 3.3.1 à 3.3.12 é que nos permitirá concluir sobre o abrangência total daquelas proposições. Vejamos como isso se dá:
Nas relações referentes a terceira linha da tabela restam analisar os casos em que (i) H∗(Cj) ≈ H∗(S1× S1) para j = 1 ou 2. Mas este é apenas um caso especial da Proposição
3.3.11 quando trocamos r por 1.
Já na quarta e última linha da tabela há que se analisar ainda os casos em que (ii) H∗(Cj) ≈ H∗(S1 × Sq) ou (iii) H∗(Cj) ≈ H∗(Sq × Sr) para j = 1 ou 2. Mas note que
o primeiro destes decorre da Proposição 3.3.12 suposta uma troca de r por q, e o segundo procede da Proposição 3.3.1, uma vez que os casos em que q = 1 já se esgotaram em (ii) e da própria Proposição 3.3.12.
Na segunda linha apenas um caso ainda não aparece automaticamente suprido, aquele em que (iv) H∗(Cj) ≈ H∗(S1× Sq) para j = 1 ou 2. Para englobar também este, basta notar
que é o mesmo que (ii) com a sutileza de termos r = q + 1.
Finalmente, das duas possibilidades restantes na primeira linha, a primeira, (v) H∗(Cj) ≈
H∗(S1× Sq) é o mesmo que (ii) visto quando q ≥ 2, e segunda, (vi) H∗(Cj) ≈ H∗(S1× Sr)
procede diretamente da Proposição 3.3.12, também aqui para q ≥ 2.
Isto mostra que as Proposições 3.3.1 à 3.3.12 contemplam todas as possibilidades para a homologia daquela componente de Sq+r+2− f (S1× Sq× Sr) que tem homologia de um
produto de duas esferas. Portanto este trabalho extingue todas as dúvidas com respeito as possibilidades de serem as componentes Sq+r+2− f (S1× Sq× Sr) difeomorfas a um produto
de duas esferas e um disco.
Capítulo
4
Mergulhos do toro T3
na esfera S4
O propósito deste capítulo é estudar os mergulhos do toro T3(= S1× S1× S1) na esfera
S4 com maiores detalhes.
A maneira mais trivial de se mergulhar T3em S4é primeiro mergulhar o toro 2-dimensional
T2(= S1× S1) em S4 e, então, tomar o bordo de uma vizinhança tubular do mesmo em S4.
Para um tal mergulho, o fecho de uma das duas componentes conexas do complementar é claramente difeomorfa a T2× D2, enquanto o fecho da outra é conhecido como Gêmeos de
Montesinos e será denotado por E4.
Em [18, Exemplo 4.6], A. Katanaga e O. Saeki mostraram que existem muitos mergulhos de T3em S4. De fato, existem mergulhos destes tais que o fecho de nenhuma das componentes
do complementar é homeomorfo a T2×D2ou a E4. Não obstante, mostraremos neste capítulo
que sempre existem mergulhos topológicos de T2×D2 e de E4em S4 de modo que C
2e C1, ou
vice-versa, são homeomorfos, cada um, ao complementar do interior de um destes mergulhos em S4. Para tanto, faremos uma seção inicial para tratar um pouco mais pormenorizadamente
da variedade conhecida por Gêmeos de Montesinos, que definiremos com o mesmo rigor en- contrado em [26], uma vez que o conhecimento de algumas de suas propriedades topológicas será assaz importante para a conclusão dos principais resultados deste capítulo.
As principais referências para as definições e algumas construções da primeira seção deste capítulo são [26] e [30].
4.1
Os Gêmeos de Montesinos
Para que possamos bem compreender a estrutura topológica da variedade que aqui chamaremos Gêmeos de Montesinos, vamos iniciar esta seção apresentando (ou relembrando) algumas importantes definições, que vêm a garantir ao menos uma razoável visão geométrica da 4-variedade em questão.
Alças em uma variedade
Seja M uma n-variedade e H uma n-bola tal que M ∩ H ⊂ ∂M, e suponha que exista um homeomorfismo h : Ip× In−p → H, tal que h( ˙Ip× In−p) = H ∩ M . Então, diremos que
(H, h) é uma alça de índice p em M , ou simplesmente que H é uma p-alça. Note que M′ = M ∪ H é também uma n-variedade. Se escrevemos f = h|
˙
Ip×In−p, então
podemos identificar M ∪ H com M ∪fIn. Assim, diremos que M′ é obtida de M colando-se a
esta uma alça por meio de f . Reciprocamente, dado qualquer mergulho f : ˙Ip× In−p → ∂M ,
M′ = M ∪f In pode ser considerada como M com uma p-alça colada de maneira óbvia.
Escrevemos variavelmente
M′ = M ∪ H = M ∪ H(p)= M ∪f H.
Seja (H, h) uma p-alça. Então chamamos h(Ip× 0) o cerne de H e h(0 × ˙In−p) o cocerne.
Chamamos ainda h( ˙Ip× 0) de esfera de colagem e h(0 × ˙In−p) de esfera-cinta. Temos também
o a-tubo h( ˙Ip× In−p) e o b-tubo h(Ip× ˙In−p). Finalmente, h é a aplicação característica da
alça H, e f = h|I˙p×In−p é a aplicação de colagem.
Vizinhança regular de uma 2-esfera
Uma vizinhança regular de uma 2-esfera S2 consiste de uma vizinhança formada por
um 4-disco D4 localmente liso com uma 2-alça atada ao longo de um nó em seu bordo ∂D4.
Reciprocamente, qualquer 4-variedade que é composta de um 4-disco localmente liso com uma 2-alça atada contém uma 2-esfera mergulhada naturalmente consistindo do cerne da 2-alça junto com o cone em D4 na curva de colagem da 2-alça.
Os Gêmeos de Montesinos
Seja M uma 4-variedade fechada. Por um par de Gêmeos em M entendemos um subcon- junto R ∪ S de M que consiste de duas 2-esferas encontrando-se em exatamente dois pontos, transversalmente e com sinais opostos.
Na 4-variedade S4∼= R4∪ {∞}, tome o conjunto
E4= {(x1, x2, x3, x4) ∈ R4: x21+ x22 ≤ 1 ou x23+ x24 ≤ 1} ∪ {∞}.
Veja que E4é uma vizinhança regular da união dos planos coordenados R = R2×{0}∪{∞}
4.1 Os Gêmeos de Montesinos 81
Considerando S2∼= R2∪{∞}, E4pode ser visto também como uma vizinhança regular dos
Gêmeos R∪ S. Veremos isso com mais detalhes um pouco mais adiante. Por ora, chamaremos Gêmeos de Montesinos a terna (E4, R, S), ou mais simplesmente a E4.
O complemento S4−E◦4 é uma vizinhança regular do toro
F2 = {(x1, x2, x3, x4) ∈ R4: x21+ x22 = 2 = x23+ x24}.
Logo, ∂E4 é homeomorfo ao toro T3. Um homeomorfismo explícito T3 → ∂E4 pode ser
encontrado em [26].
Vamos agora encontrar uma apresentação de E4através de colagens de alças em um 4-disco
D4, o qual é obviamente uma 0-alça.
Sabemos que uma vizinhança regular de S consiste de um 4-disco D4 com uma 2-alça
colada ao longo de um nó em sua borda. Seja, então, D4 uma vizinhança regular em E4 de
um arco simples em S conectando os pontos de R ∩ S. Agora adicione uma 2-alça a D4 para
completar uma vizinhança regular de S. Veja a Figura 4.1 abaixo.
4 D R S (2) H
Figura 4.1: Vizinhança regular da 2-esferaS
4 D R 4 1 D 4 2 D 1 3 D´D (2) H S
Figura 4.2: Vizinhança regular da 2-esferaR
Agora fazemos o mesmo para obter um vizinhança regular de R, mas desta vez com D4
visto como duas cópias, D4
1 e D24 de D4, conectadas por um tubo não-enodado D1 × D3
ao longo de dois 3-discos, cada um localizado no bordo de uma das cópias de D4. Ainda
mais, consideramos cada uma das cópias D4
1 e D42 de modo que cada um dos dois pontos de
R ∩ S esteja no interior de uma delas, e ambas sejam suficientemente pequenas de modo que estejam contidos no disco D4 que compõe a vizinhança regular de S. Esta construção está
representada na Figura 4.2 impressa acima.
A reunião destas vizinhanças regulares de R e S gera uma vizinhança regular de R ∪ S, a qual é homeomorfa ao próprio E4. Então, os Gêmeos de Montesinos podem agora serem
vistos como a composição de uma 0-alça, uma 1-alça e duas 2-alças. Maiores detalhes desta decomposição de E4 podem ser encontrados em [26], e uma representação gráfica da mesma
S (2) H (1) H (2) H R (0) H
Figura 4.3: Decomposição por alças dos Gêmeos de Montesinos
Visto E4 com esta apresentação, e ainda com detalhes apresentados em [26], não é difícil
notar que Hn(E4) ≈ Z se n = 0, 1 Z⊕ Z se n = 2 0 c.c. .
Vamos agora encontrar o grupo fundamental dos Gêmeos de Montesinos, ou seja, π1(E4).
Para tanto, vamos escrever E4 como reunião de dois subconjuntos conexos por caminhos tais
que sua intersecção é ainda conexa por caminhos, e o grupo fundamental de todos eles são conhecidos. Esta decomposição de E4 pode ser encontrada com detalhes mais precisos em
[26]; faremos aqui apenas uma breve descrição.
Seja NR uma vizinhança tubular de R em E4. Então, é fácil ver que ∂NR ∼= S1 × S2
separa E4 em duas regiões. Uma delas é N
R∼= D2× S2 e a outra é S1× V3, onde V3 é um
toro sólido com um buraco em seu interior, ou seja, (D2× S1)− D◦3
0, onde D30 é um 3-disco
contido no interior de D2× S1. O bordo de S1× V3é a união disjunta de S1× S2 e T3 ∼= ∂E4.
Considere o diagrama abaixo, onde i1, i2, j1 e j2 são aplicações inclusão:
π1(S1× S2) i1♯ xxqqqq qqqq qq i2♯ ''P P P P P P P P P P P P π1(D2× S2) j1♯ &&M M M M M M M M M M π1(S 1× V3) j2♯ wwnnnnn nnnn nnn π1(E4)
Uma vez que π1(D2× S2) = 0, é óbvio que as aplicações i1♯ e j1♯ são ambas nulas. Por