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Veri-Enformasyon- Bilgi Kavramları

R. Catarino

(a)

, N. P. Jordão

(b)

, R. P. Julião

(c)

(a) Dep. de Geografia e Planeamento Regional/FCSH, Universidade Nova de Lisboa,

[email protected]

(b) Engenharia Geográfica/FCUL, Universidade de Lisboa, [email protected]

(c) CICS.NOVA e Dep. de Geografia e Planeamento Regional/FCSH, Universidade Nova de Lisboa,

[email protected]

Resumo

O projeto Multinational Geospatial Co-production Program (MGCP) surge na sequência da conclusão do programa VMap1 (Vector Map Level 1). Este projeto internacional conta com a participação de 31 países e tem como objetivo produzir informação geográfica, em plataforma SIG, com exatidão posicional, pormenor e rigor geométrico às escalas 1:50 000 e 1:100 000. Esta informação, produzida em Shapefile, destina-se a sustentar e a apoiar os sistemas militares de apoio à decisão, assim como missões de interesse público e/ou ações humanitárias.

A área de interesse corresponde a 13 103 células de 1º por 1º da superfície terrestre (aproximadamente 110 km por 110 km), mas apenas serão produzidos 2 714 células.

Este artigo faz a apresentação do desenvolvimento do projeto no Instituto Geográfico do Exército, onde na primeira fase (2006-2011) foram adquiridas 16 células (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe) e na segunda fase (2012-2017) está a ser efetuada a aquisição de 29 células em território de Angola.

Palavras chave: Multionational Geospatial Co-production Program; Instituto Geográfico do

Exército.

1. Dados

Para o projeto foram adquiridas imagens WorldView-2, disponibilizadas pela NGA (National Geospatial-Intelligence Agency). A tabela I resume os metadados das imagens utilizadas.

Tabela I - Metadados das imagens utilizadas no projeto.

Satélite WorldView-2

Sensor Rastreadores de estrelas

Formato da imagem GeoTIFF (raster)

Localização 14°59'59.665"E 8°59'59.044"S 15°30'6.247"E 9°30'4.77"S

Sistema de referência WGS84

Data de aquisição Julho 2010

Inclinação 98º

Altitude 770 km

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Resolução temporal s./d.

Resolução radiométrica 211 bits

Resolução espectral 9 bandas

Banda B1 Vermelho B2 Verde B3 Azul B4 Infravermelho próximo País Angola

Área de estudo Lucala, Cuanza Norte, Angola

2. Metodologia

2.1. Catálogo de objetos do MGCP

O projeto MGCP, por si só, obedece a um conjunto de regras definidas pelo grupo plenário (grupo composto por representantes de todas as nações MGCP), que dão origem, desta forma, ao catálogo de objetos do projeto. A referência técnica com as especificações do projeto intitula-se MGCP TRD3 (Technical Reference Documentation V 3.0), figura 1.

Figura 1 – Extrato do Guia de Extração MGCP; Fonte: OLIVEIRA, 2014.

A estrutura dos dados do MGCP é desenvolvida num modelo bidimensional, em que a modelação da realidade objeto pode ser constituída por um modelo raster – realidade modelada por células –, ou por um modelo vetorial – por representação discreta.

Assim, no presente projeto, o modelo vetorial constitui a sua base, garantindo-se, deste modo, a definição adequada da métrica espacial dos objetos (materialização do seu referencial espacial), assim como, a definição rigorosa da geometria dos objetos no espaço de validade dos SIG.

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A informação é introduzida numa GeoDataBase (GDB) empresarial, por áreas correspondentes a cada etapa de produção. Através do software ArcGIS da ESRI, especificamente, utilizando a extensão Defense Mapping e Production Mapping, é possível garantir os requisitos estipulados para o projeto. Com estas duas ferramentas é possível gerir, de forma eficaz, bases de dados topográficos e a produção cartográfica, assim como, ajudar as organizações que produzem informação geográfica a alcançar economias de escala através da gestão e publicação de dados e produtos cartográficos com menos recursos.

2.2. Fontes de dados primários

A obtenção das fontes de dados primários é da responsabilidade da NGA (National Geospatial- Intelligence Agency), que procede às correções radiométricas e geométricas, georreferencia as imagens e produz os respetivos Modelos Digitais de Terreno (MDT).

Além destas fontes primárias, surgem outros dados de referência, igualmente importantes que apoiam os trabalhos de aquisição como: a) Modelo Digital de Terreno (MDT); b) Ortofotos cedidas por autoridades e organismos oficiais; c) Rasters de edições antigas de cartas do IGeoE. Para a realização deste projeto utilizam-se imagens pancromáticas e multiespectrais do satélite WorldView-2, cujo tamanho do pixel corresponde a 0,5 m e 2 m, respetivamente.

2.3. Extração da informação geográfica

Para se iniciar a aquisição direta da informação geográfica, é importante aumentar consideravelmente a escala de visualização, consoante o tipo de objeto a extrair. Esta variação varia entre 1:3 000 e 1:1 000, ou seja, as linhas de água, por exemplo, não deverão ser adquiridas a uma escala superior a 1:3 000; por sua vez, a rede viária poderá ser adquirida com uma escala de 1:1 000.

Como referido anteriormente, a aquisição direta de dados espaciais deve ser feita de acordo com as normas do projeto MGCP que estão enumeradas no catálogo de objetos. O processo de aquisição inicia- se pela vetorização linear dos cursos de água; estes deverão apresentar um comprimento ≥ 300 m e distância entre margens < 25 m (figura 2). Se a largura do rio é ≥ 25 m, deverá adquirir-se este objeto em forma de polígono, sendo que deverá apresentar, também, um comprimento ≥ 300 m (figura 3). A utilização do raster antigo (1950) de Angola e do Modelo Digital de Terreno permitem desfazer dúvidas que surgirão ao longo da aquisição tais como, por onde passa a linha de água quando a sua envolvente estava coberta por vegetação ou, por exemplo, quando há dificuldade em diferenciar uma linha de água dos caminhos, sobretudo o caminho de pé posto, em terrenos mais planos.

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Figura 2 – Excerto da imagem de satélite; vetorização linear dos cursos de água para a mesma área.

Figura 3 - Excerto da imagem de satélite; vetorização poligonal dos cursos de água para a mesma área.

De acordo com o catálogo de objetos, no que respeita às estradas, estas para serem vetorizadas deverão apresentar um comprimento ≥ 300 m. Ainda assim, o catálogo diferencia três tipos de caminhos, pé posto (trail), carreteiro (cart track) e estradas (road). Os caminhos de pé posto são adquiridos como tal desde que a sua largura não exceda 1,5 m entre as suas margens; esta largura é a suficiente para passar somente homens ou animais de carga (figura 4). Por outro lado, os caminhos carreteiros deverão apresentar uma largura ≥ 1,5 m e < 2,5 m (figura 5). Por fim, as estradas representadas, por norma, por linhas retas e bem definidas, com largura ≥ 2,5 m (figura 6).

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Figura 4 - Excerto da imagem de satélite da área de estudo; vetorização dos caminhos de pé posto para a mesma área.

Figura 5 - Excerto da imagem de satélite da área de estudo; vetorização dos caminhos carreteiros para a mesma área.

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3. Resultados esperados

A figura 7 representa, a título de exemplo, o produto final esperado neste projeto.

Figura 7 - Produto final do projeto MGCP. Extrato de Luanda

4. Bibliografia

Dellagnello, Marzio. (2012). Multionational Geospatial Co-Production Program (MGCP), National Geospatial- Intelligence Agency Campus East, JACIE Conference, 11.

Farkas, I. (2009). Multinational Geospatial Co-production Program – Production worldwide and in Hungary,

Geoscience, Vol. 8, No. 1, Miklós Zrínyi National Defence University, Budapest, Hungary, 151-157.

Oliveira, Kelly (2013). Extração direta de informação cartográfica de média escala para base de dados

geográficos, Dissertação de Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica – Tecnologias e Aplicações, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia. Sequeira et all. (2006). Implementação do Projecto MGCP (Multionational Geospatial Co-Production Program)

X CONGRESSO DA GEOGRAFIA PORTUGUESA

Os Valores da Geografia

Lisboa, 9 a 12 de setembro de 2015

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Cadastro e municípios. Exemplos das realidades Brasileira e Portuguesa