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2.2. HİSSE SENETLERİNİN FİYATLANDIRILMASINDA KULLANILAN

2.2.1. Temel Analiz Yöntemi

2.2.1.2. Endüstri (Sektör) Analizi

A leitura das obras dos poetas também serviu de fontes para a Apresentação da poesia brasileira. Dessa forma, somam-se, à produção historiográfica e crítica de Manuel Bandeira, suas leituras. Há,

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entretanto, dois tipos: uma primária, em que Bandeira lê diretamente os poetas brasileiros, e outra secundária, em que trata dos poetas estrangeiros que influenciaram a produção da poesia nacional. As fontes primárias usadas por Manuel Bandeira estão mais evidenciadas na antologia, pois o compilador, ao citar os poemas, assinala, na parte inferior, entre parênteses, o nome do livro, a editora e o ano de publicação da obra que lhe serviu de fonte.

Os poemas de Pedro Dantas e Pedro Nava são cópias dadas pelos respectivos autores ao próprio Bandeira, ou seja, não tinham sido publicados. O poema “Negro”, de Raul Bopp, foi retirado do suplemento literário “Autores e Livros” do jornal A Manhã, de 1º de agosto de 1943. Os poemas de Henriqueta Lisboa, Mario Quintana, Odylo Costa Filho, Ferreira Gullar, Augusto de Campos e Cassiano Ricardo somente aparecem na edição de 1965 e as fontes não são mencionadas. Na edição de 1954, o último poema a ser aludido é “O sonho da argila” retirado de Narciso cego (1952), de Thiago de Melo.

As obras citadas dos poetas anteriores ao Romantismo são: o gongórico Gregório de Matos, cujos poemas são provenientes das Obras de Gregório de Matos I Sacra (1929) e as Obras de Gregório de Matos IV Satírica (1930). Os poemas árcades foram resgatados dos livros dos próprios poetas: Basílio da Gama com o Uraguai (1941), as Obras poéticas de Cláudio Manuel da Costa (1903), as Obras completas de Tomás Antônio Gonzaga (1942).

Os textos românticos vieram das Obras completas de Álvares de Azevedo (1942), Obras poéticas de Gonçalves Dias (1944), Obras de Casimiro de Abreu (1940), Obras completas de Castro Alves (1938). Os poemas de Junqueira Freire são transcritos da terceira edição de Inspirações do Claustro e da terceira edição das Contradições poéticas.

Os parnasianos tiveram como fontes: Vozes da América (1876) e Cantos e fantasias (1865), de Fagundes Varela; Íntimas e aspásias (1935) e Imortalidades (1942), de Luís Delfino; Poesias completas (1902), de Machado de Assis; Sonetos e rimas (1886), de Luís Guimarães; Poesias (1912), de Alberto de Oliveira; Versos (1902), de

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João Ribeiro; da segunda edição de Poesias (1906) de Raimundo Correia; Poesias (1916) e Tarde (1919), de Olavo Bilac; Poemas e canções (1944), de Vicente Carvalho; e Rimas, de José Albano (1948).

Para os simbolistas, foram utilizadas as Obras poéticas (1945), de Cruz e Sousa; Poesias (1939), de Alphonsus Guimarães; e Eu e outras poesias (1945), de Augusto dos Anjos.

Em relação à leitura das fontes primárias, o maior volume está nos contemporâneos de Manuel Bandeira. O historiador faz referência a Meu (1925) e Raça (1925), de Guilherme de Almeida; Poesias (1941), de Mário de Andrade; Toda a América (1926), Jogos pueris (1926), Epigramas irônicos e sentimentais (1922), de Ronald Carvalho; Cana caiana (1939), de Ascenso Ferreira; Dia longo (1945) e Cancioneiro do ausente (1943), de Ribeira Couto; Cobra Norato (1937) de Raul Bopp; Obra poética (1950) e Invenção de Orfeu (1952), de Jorge de Lima; Poemas (1948), de Joaquim Cardoso; Poemas (1930) e A poesia em pânico (1938), de Murilo Mendes; Poesias (1942), de Carlos Drummond de Andrade; Canto da hora amarga (1936), de Emilio Moura; Vaga música (1942) e Viagem (1939), de Cecília Meireles; Poesias (1948), de Dante Milano; Duas orações (1928) e Poemas de Bilu (1929), de Augusto Meyer; Navio perdido (1927), Canto da noite (1934) e Estrela solitária (1940), de Augusto Frederico Schmidt; Poemas, sonetos e baladas (1946) e Cinco elegias (1943), de Vinícius de Morais; Poesias (1947), de Alphonsus de Guimarães Filho; Mundo submerso (1944), de Bueno de Rivera; Girassol do outono (1952), de Domingos Carvalho da Silva; Psicologia da composição (1947) e O Cão sem plumas (1950), de João Cabral de Melo Neto; Ode ao crepúsculo (1948), de Ledo Ivo; Elegia diurna (1947), de José Paulo Moreira da Fonseca; e A palavra escrita (1951), de Paulo Mendes Campos.

Quanto às fontes secundárias é possível observar que elas ficam mais evidentes no ensaio crítico, quando Bandeira se refere aos poetas da tradição ocidental como os portugueses, os espanhóis, os italianos, os franceses, os alemães, os ingleses que, em momentos distintos, influenciaram nossa poesia. Bento Teixeira, por exemplo, produz

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Prosopopéia nos moldes do poeta português Camões; Gregório de Matos é acusado de plagiar os espanhóis Gôngora e Quevedo, e sua poesia é comparada à do peruano Juan de Caviedes. Os árcades são comparados a Bocage e Anastásio da Cunha, poetas portugueses, pelo fato de ser possível perceber, nos brasileiros, prenúncios do Romantismo. Petrarca serve de fonte para O Uraguai, e Camões, para o Caramuru.

A primeira geração romântica sofre a influência de Chateaubriand e Lamartine; a segunda geração, de Lord Byron e Musset, e a terceira, de Vitor Hugo e Quinet. As fontes de Gonçalves Dias são as mais abundantes. Advêm de suas vivências pessoais e das leituras de Goethe, Chateaubriand, Cooper, Schiller e dos medievalistas portugueses da revista Trovador.

Os parnasianos foram influenciados pelos franceses, porém são mencionadas as obras Visão dos tempos, Tempestades sonoras e Odes modernas, dos portugueses Teófilo Braga e Antero de Quental, porque suas publicações marcaram o início do movimento na Europa. Olavo Bilac é o parnasiano cujas fontes estrangeiras são mais numerosas: Leconte Lisle, Heredia, Gautier, Banville, Maeterlinck. Raimundo Correia, por sua vez, a mais diversa: além de Gautier; Victor Hugo, François Copée, Zorilla e Baudelaire. O simbolistas são leitores de Baudelaire, Apollinaire, Verlaine, Heine, Maeterlinck, Samain, Francis Jammes e Antonio Nobre.

Ao citar as influências de autores estrangeiros na construção da poesia brasileira, o historiador demonstra que a construção de uma literatura nacional não se realiza sob o influxo de uma única cultura. A abertura de canais para outras culturas fornece subsídios para a constituição de uma literatura peculiar. Esse pensamento estende-se para os poetas, pois a “inspiração” é resultante de vivências e de leituras que são re-elaboradas. Isso fica evidente porque, apesar de não fazer referência a quase nenhum autor estrangeiro que tenha influenciado os poetas modernistas, Bandeira acredita que os autores do passado são fundamentais para a produção dos seus

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contemporâneos125, como é o caso dos simbolistas Samain e Francis Jammes, que influenciaram os poetas da revista Festa.

Na Apresentação, todavia, é minimizada a contribuição estrangeira para os modernistas. Ronald Carvalho, por exemplo, apesar de mencionada sua ligação com a revista Orfeu, o historiador defende que o poeta não revela nenhum contato com os portugueses Mário de Sá Carneiro e Fernando Pessoa; por outro lado, o encontro com o músico Villa-Lobos, com o pintor Di Cavalcanti, com os escritores Ribeira Couto, Oswald Andrade e Mário de Andrade, todos brasileiros, teve influência decisiva em sua obra. Aliás, os dois últimos, considerados fundamentais para o movimento, marcaram a produção de Sérgio Milliet. Nesse sentido, os poetas modernistas são apresentados como influenciados por suas viagens e vivências, e não por leituras de autores estrangeiros. Outro aspecto interessante é o diálogo da poesia modernista com outras formas de arte, como a música e a pintura.

Benzer Belgeler