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1. ELEKTRONİK TİCARET VE İNTERNET ÜZERİNDEN PAZARLAMA ile

1.1 Elektronik Ticaret Kavramı

1.1.1 Elektronik Ticaretin Tanımı ve Kapsamı

IGPM ACUMULADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES (11,1321%).

MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE LIMITA O PERCENTUAL DE REAJUSTE.

- Os percentuais de aumento autorizados pela ANEEL na tarifa de energia elétrica, os quais se ressentem de transparência, e não obedecem, outrossim, a

uma lógica econômica aceitável a um Estado que se diz comprometido com as questões sociais, impondo uma onerosidade incompatível com um regime que deveria obedecer a uma pauta de reajuste tarifário comprometida com a essencialidade do serviço e modicidade dos preços. - Pertinência e razoabilidade na decisão liminar fustigada, contendo o aumento tarifário dentro dos limites da realidade inflacionária acumulada no último ano

medida pelo IGPM.

- Agravo improvido. Votantes

Desembargador Federal Petrucio Ferreira

Desembargador Federal José Baptista de Almeida Filho Desembargador Federal Napoleão Maia Filho

Acordão AGTR 62472/PE

Origem Tribunal Regional Federal - 5ª Região Classe AGTR - Agravo de Instrumento Número do Processo: Órgão Julgador: Quarta Turma

Relator Desembargador Federal Marcelo Navarro Data Julgamento 16/05/2006

Documento n.º: 119103

Publicações

Fonte: Diário da Justiça - Data: 17/07/2006 - Página: 447 - Nº: 135 - Ano: 2006

Decisão

UNÂNIME

Ementa

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. MEDIDA LIMINAR. REAJUSTE DE TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. RESOLUÇÃO Nº 112 DA ANEEL. SUSPENSÃO. AQUISIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PELA

EMPRESA TERMOPERNAMBUCO.

- Deve ser mantida a decisão liminar que determinou a suspensão da nova tarifa de energia elétrica resultante da aquisição, pela empresa concessionária CELPE, de energia elétrica da empresa Termopernambuco, por envolver possível violação às cláusulas dos contratos de concessão e de privatização. - Não ocorrência de supressão do reajuste, mas sim na utilização de novos parâmetros para o seu cálculo, a fim de melhor cumprir as finalidades da concessão dada a empresa prestadora do serviço público. - Agravo de instrumento improvido.

Referências Legislativas

LEG-FED RES-112 ANO-2005 (ANEEL)

CPC-73 Código de Processo Civil LEG-FED LEI-6830 ANO-1973 ART-558 LET-A LET-B

LEG-FED LEI-9139 ANO-1995

LEG-FED LEI-9437 ANO-1992 ART-4 . Votantes

Desembargador Federal Lazaro Guimarães Desembargador Federal Margarida Cantarelli Desembargador Federal Marcelo Navarro

8 CONCLUSÃO

Ao longo do trabalho foram apresentados alguns dados que podem proporcionar reflexões mais amplas no que diz respeito ao processo de prestação de serviços públicos pela iniciativa privada, como também a real necessidade de o Estado se abster de exercê-los.

Dos anos 1930 até antes do processo de reestruturação e privatização do setor elétrico brasileiro nos anos 1990, a energia elétrica era considerada um bem público. O sistema elétrico era monopólio virtual do Estado, com tarifas reguladas pelo custo do serviço, com retorno de 10 a 12% ao ano, com equalização da tarifa entre os consumidores de uma mesma classe independentemente das regiões em que se encontravam. A partir de problemas

econômicos financeiros provocados pelo endividamento externo, tarifas congeladas (por decisão governamental) e pela escassez de créditos (estatais proibidas de obter recursos junto ao BNDES), o setor entra em crise. Crise essa provocada mais por interferência governamental que por incompetência administrativa.

Partindo de pressupostos, no mínimo frágeis, senão completamente falsos, como a falta de recursos do Estado, adotou-se o modelo privado de prestação de serviços públicos. Para desempenhar os papéis de regulação e fiscalização, foi criada a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, criada pela Lei n.º 9.427/96. A energia passou, então, a ser considerada uma mercadoria, cujo valor estava vinculado aos mercados internacionais.

Os números mostrados neste estudo revelam que o princípio da modicidade tarifária ainda não se tornou realidade, ao mesmo tempo em que a busca pelo equilíbrio econômico financeiro das empresas concessionárias tornou-se mais preponderante. Na verdade, tais empresas apresentaram expressiva lucratividade. Os aumentos autorizados pela ANEEL estiveram sempre acima do índice de inflação e, por consequência, acima da renda da classe de consumidor residencial, cuja tarifa é a mais alta entre as classes de consumo.

Verificou-se que a composição dos principais entes do setor (CCEE, ONS) é representada por agentes da geração, da distribuição e consumidores livres, em detrimento dos consumidores regulados (residenciais, principalmente). Os agentes hegemônicos têm poder de fazer valer os seus interesses econômicos e financeiros frente aos demais consumidores, como foi o caso em que muitas concessionárias compravam energia mais cara a empresas do mesmo grupo empresarial e repassavam o custo à tarifa.

O modelo tarifário adotado pela ANEEL possibilitou a distorção acima relatada, com fixação pelo regime de Preço Máximo – Price Cap -, com duas componentes constituídas pelos custos gerenciáveis e não gerenciáveis: Parcela B e parcela A, respectivamente. O fator X, que representa a produtividade obtida pela empresa, funciona como redutor do reajuste da tarifa. O fator Y, por sua vez, permite ao concessionário passar ao consumidor os custos provocados por eventos econômicos imprevisíveis. Assim, os reajustes tarifários põem a salvo as distribuidoras dos riscos inerentes à atividade empresarial.

Conclui-se que o modelo privado de prestação do serviço público de fornecimento de energia elétrica, da maneira em que se encontra o sistema brasileiro, não atende ao princípio

da modicidade das tarifas, onera o consumidor cativo e garante uma expressiva lucratividade das empresas concessionárias de distribuição14.

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Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – http:// www.bndes.gov.br. Acesso em 15 jul. 2010.

14 O lucro médio das empresas de energia elétrica no primeiro trimestre de 2005 “teve um crescimento real de

142% comparado a igual período de 2004. A melhora dos resultados é decorrente especialmente da retomada do consumo e dos reajustes tarifários autorizados pelo governo, bem acima da inflação”, revela estudo da consultoria Economática, com 30 empresas do setor. Conforme Renée pereira, “Lucro das elétricas é 142 % maior”, em O Estado de São Paulo, Economia e & Negócios, São Paulo, 27 de abril de 2005, página 81. Citado por de J. Paulo Vieira, op cit., p. 295.

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