2. ELEKTRONİK TİCARET
2.5. Elektronik Ticaretin Araçları
A figura da mulher e os caminhos por ela traçados ao longo da história é matéria de estudo em diversos campos. No presente item, apresenta-se um panorama da trajetória feminina, com base nos estudos das Ciências Humanas, e os aspectos presentes em um livro religioso, a Bíblia, no qual abundam referências históricas que foram utilizadas por Alejo Carpentier ao elaborar Los pasos perdidos e que, portanto, se fazem necessárias ao desenvolvimento da análise que virá a seguir.
No Antigo Testamento, temos uma parte inicial que se denomina Pentateuco. Nela estão os cinco primeiros livros da Bíblia que tinham como função apresentar a sociedade as leis que deveriam ser seguidas por todos: Gênesis, Êxodo, Levítico,
Números e Deuteronômio. A respeito desse conjunto de livros é interessante
ressaltar que:
[...] encontramos historias e leis que foram postas por escrito durante seis séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições
antigas e novas. Tanto as histórias como as leis giram em torno de um centro: o ato libertador de Deus no êxodo, que é o ato fundante do povo de Israel (BIBLIA, 1990: 11,12)
No livro do Gênesis a mulher é vista como aquela que encaminha o homem ao pecado. A serpente entra em contato com ela. É a mulher quem, segundo o texto bíblico, convence Adão a comer do fruto proibido. Nesse momento, o Criador se apresenta como uma força que, além de onipotente, castiga duramente suas criaturas.
Na cosmovisão da época, o projeto de aliança com o deus criador exigia que seus seguidores reconhecessem que ele era único e supremo diante de todas as coisas. Ao reconhecer esse deus como absoluto seria possível estabelecer relações fraternas e desfrutar de uma vida cujo centro seria a liberdade e a vida. No entanto essa liberdade estava condicionada à vontade desse deus único e não dos homens que o veneravam. Ao desobedecê-lo, eram castigados com ira, como se lê em
Javé Deus disse então a mulher: “Vou fazê-la sofrer muito em sua gravidez; entre dores, você dará à luz seus filhos; a paixão vai arrastar você para o marido e ele a dominará. Javé Deus disse para o homem: “Já você que deu ouvidos à sua mulher […] Enquanto você viver […] comerá seu pão com o suor do seu rosto, até que volte para a terra […] (GÊNESIS, 1990: 3;16-19)
Na Bíblia temos apenas três livros, todos presentes no Antigo Testamento, que levam nomes de mulher: Rute, Judite e Ester. O livro de Rute (1990: 296), narra um “roteiro para a luta do povo pobre em busca de seus direitos”. Ao apresentar a protagonista do livro como uma estrangeira, o narrador veicula a ideia de que todas as nações podem aceder à salvação prometida pelo deus único, Javé. Rute representa o modelo ideal que deve ser seguido pelo povo que acredita no deus único. Seus discípulos devem estar dispostos a
[...] deixar suas seguranças para se comprometer com o povo pobre, que nada mais tem, a não ser a esperança que nasce pela fé. […] no projeto de Javé os bens devem ser partilhados entre todos […] Para conquistar sua liberdade e vida, o povo tem que lutar para reconhecer e fazer valer seus direitos, endereçando a sociedade para a conretização do projeto de Javé (RUTE, 1990: 297)
Já os livros de Judite e Ester são chamados livros históricos23. Os dois livros, juntamente com o livro de Tobias e os de Macabeus não se encaixam na cronologia dos livros anteriores e tampouco dos posteriores contidos na Bíblia. São considerados romances que apresentam situações típicas vivenciadas pelos judeus na Palestina ou fora dela sem que haja relação direta com os acontecimentos históricos de então. Funcionam atualmente, segundo a doutrina cristã, como um modelo para analisar, em profundidade, algumas situações reais.
Acredita-se que o livro de Judite foi escrito na Palestina em meados do século II a.C, durante a resistência dos Macabeus ou logo após. Ao descrever a tirania de Nabucodonosor, o texto pode servir como motivador para qualquer povo que se sinta oprimido. Nele também se encontra descrita a mecânica de funcionamento de um sistema dominador utilizado por uma grande potência: desde o aparato militar até as estratégias de intimidação, e de convencimento pela força e, ainda, como os países de menor expressão se subjugam diante de tal sistema.
A figura de Judite simboliza a mulher corajosa que sai em defesa de seu povo e faz também uma alusão ao próprio povo que renova sua força alicerçando-se na fé ao deus único. A protagonista do livro bíblico faz uso do artifício da beleza e sedução para alcançar a vitória, mostrando como pode manipular os demais através da imagem. Atributos que, segundo a descrição do autor, lhes são ressaltados graças à fé. Judite elabora suas palavras e seus atos de modo astuto, manipulando o opressor para alcançar seus objetivos, como se lê em
As palavras de Judite agradaram a Holofenes e seus oficiais. Admirados com a sabedoria dela disseram: “ De um extremo a outro da Terra, não existe mulher tão bonita e que saiba falar tão bem. […] Você é bela e eloquente. Se fizer o que me disse, o seu Deus será o meu Deus, […] e será famosa no mundo inteiro. (JUDITE, 1990: 11; 20-23)
O livro de Ester, nos moldes apresentados na Bíblia, é o resultado da fusão de duas versões da história: uma de origem hebraica, a qual se baseia na tradução
23As demais narrações contidas na Bíblia são consideradas pelos cristãos como história real ou como
escritos fruto da inspiração divina. Neste caso, portanto, o termo histórico possui marcado caráter literário.
da edição aqui utilizada para análise; outra, de origem grega, que serviu para preencher as lacunas textuais deixadas pela versão hebraica.
Essa informação já suscita uma série de questionamentos a respeito do texto. Ao final do trabalho, quem é o autor do livro? Um hebreu ou um grego? Talvez ambos ou nenhum deles se considerarmos o editor que uniu as duas versões e que, mesmo marcando textualmente as inserções de origem grega, é responsável pela escolha que culminou no texto final. Sobre a protagonista do livro sabe-se que:
… é orfã e vem do meio dos pobres e oprimidos, mas a sua beleza mostra que estes nada ficam a dever diante dos ricos. O nome dela significa provavelmente “a escondida” ou “aquela que esconde. […] Ester penetra no mais íntimo do sistema opressor […] e anuncia a intervenção libertadora, que ela vai realizar em favor de todo o seu povo (BIBLIA, 1990: 563-564)
A leitura do livro transmite ao leitor a mensagem de que é possível estabelecer uma sociedade alternativa, livrando-se do jugo opressor. A obra elenca situações e ações que vislumbram a viabilização de uma política que una transformações de ordem local e nacionalista a estratégias globais que atinjam outras nações. Um interessante argumento que parece ter como objetivo fomentar a união entre povos de diferentes etnias, levando-os a professar a mesma fé no estabelecimento de um reino unificado, homogêneo, perene.
A última consideração a respeito de personagens femininas presentes na Bíblia tem a ver com a emblemática Maria, que surge no Novo Testamento como redentora da humanidade. Aquela que permite que se realize uma nova aliança com o deus único. Ao contrário de Eva, Maria entrega-se completamente à vontade do deus que se apresenta como onipotente, onisciente e onipresente. Uma figura que personifica um modelo a seguir: silenciosa, crente, resistente, submissa e intercessora. Como se lê em “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (LUCAS, 1990: 1; 38)
Configura-se uma nova imagem de guerreira. Esta não fará uso de artifícios de linguagem ou atributos estéticos como fizeram Judite e Ester. A mulher escolhida para ser a mãe do Messias, é virgem e adota uma postura de serenidade, advinda do hábito da oração e da confiança no deus único. Ela não se configura como ser de
ação e sim de intercessão. O seu corpo é utilizado com instrumento para restauração da aliança entre os homens e a divindade. Aliança que se materializa com o nascimento do Messias, sobre o qual se afirma que:
Eis que você ficará grávida e dará a luz a um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado filho do Altíssimo. E o Senhor Deus dará a ele o trono de seu pai Davi. E ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim. (LUCAS, 1990: 1; 31-35)
Com esta aliança, a ideia de um reino unificado cujo poder se concentra em mãos de um único ser volta a ser considerada. Nesta versão, a aliança entre o humano e o divino se estabelece no verbo que se faz carne, aproximando ambas as forças e sugerindo uma fraternidade entre pecador e divindade.
Todo e qualquer discurso possui um emissor e um receptor. Esse emissor enuncia desde um lugar definido pela história e pelo tempo. Os acontecimentos que circundam sua existência influenciam, de modo inevitável, em suas decisões. Ao elaborar seu discurso, o emissor precisa levar em consideração o público que vai recebê-lo. Nenhuma enunciação é inocente. Ainda que involuntariamente, há um posicionamento a respeito do que é contado na narração.
Assim sucedeu nos escritos bíblicos, nos relatos etnográficos, por mais que se tenha visado – nestes últimos – a imparcialidade, e no romance Los pasos
perdidos de Alejo Carpentier. A seguir temos algumas considerações sobre três
personagens femininas que tiveram especial participação na trajetória do personagem principal do romance de Carpentier ao longo de sua viagem al revés: Ruth, a esposa do protagonista; Mouche a amante e Rosario com quem estabelece um romance na selva. Em cada uma delas se vê representada uma ideia, um modelo de existência a ser analisado.
A primeira personagem analisada é Ruth, atriz e esposa do protagonista. Seu nome alude ao livro homônimo presente no Antigo Testamento, cujo tema gira em torno dos princípios necessários para reorganizar a comunidade que sofreu as intempéries do exílio na Babilônia por volta do século V a.C. Tanto a personagem central do livro bíblico, quanto a do romance de Carpentier são estrangeiras. A Rute das escrituras é exemplo de virtude e fidelidade aos valores morais, refletidos em
suas atitudes. Com a morte de seu marido, a fiel moabita permanece até o fim ao lado de sua sogra Noemi, preservando a instituição familiar erguida em seu casamento, como se observa no fragmento que se segue:
Não vou voltar, nem vou deixar você. Aonde você for, eu também irei. Onde você viver, eu também viverei. Seu povo será o meu povo, e seu Deus será o meu Deus. Onde você morrer, eu também morrerei e serei sepultada. Somente a morte nos separará. (RUTE 1990: 1;16-17)
As semelhanças entre a personagem do romance não se restringem ao campo bíblico, pois alcançam também a biografia do autor de Los pasos perdidos. Em seu Diario (2013), Carpentier registra as experiências ocorridas entre 1951 e 1957. Além das músicas, textos e tarefas que fazem parte de seu cotidiano, o escritor cubano também menciona pessoas de seu círculo íntimo.
Vale destacar o importante trabalho do corpo editorial em preeencher as lacunas textuais deixadas pelo autor, e acentuadas pela revisão de sua última esposa Lilia Esteban Hierro, através de notas de rodapé e de um esclarecedor prólogo. Na citação que se encontra ao fim deste parágrafo, é possível entender melhor como funciona a estrutura do material póstumo editado. Além disso, deixa-se entrever mais uma semelhança entre Alejo Carpentier (2013: 20-21) e o anônimo protagonista do romance Los pasos perdidos:
Para facilitar a leitura do Diario de Alejo Carpentier decidiu-se também identificar tanto as personalidades como os acontecimentos menos conhecidos com uma pequena nota biográfica ou explicativa […] Ao proceder a leitura e análise das páginas do Diário nos encontramos com numerosos nomes de pessoas que são assinalados apenas pela letra inicial do nome […] H, é Hèlene, atriz teatral cujo nome desconhecemos e quem, segundo nos disse o prório Alejo neste diário, lhe serviu de modelo para a personagem Ruth em Los pasos perdidos.
Sobre Hèlene, representada na publicação apenas pela primeira letra de seu nome, temos a seguinte nota de rodapé:
Hèlene [...] era, segundo o próprio Alejo Carpentier, atriz de cinema e manteve uma relação sentimental com Carpentier nos últimos anos de sua estada em Paris.[…] Na Fundação Alejo Carpentier se
conserva uma carta íntima de Hèlene, datada de 7 de outubro de 1940, dirigida ao escritor. (CARPENTIER, 2013: 92)
Cabe ressaltar, a menção de Carpentier (2013:92) em um dos textos, datado de 28 de setembro de 1952, que compõem seu diário pessoal:
Me dejo llevar por las sorpresas de la existencia, sin oponer la menor resistencia. Más aún: son ciertos acontecimientos los que me dictan la actitud a adoptar, la medida por tomar. […] Mi prisión de cuatro días en 1938 (diciembre) por el terrible delito de tener una << Carte d'Identité>> périnée […] determinó mi firme voluntad de irme de Francia y regresar a Cuba – cuando precisamente, ganaba maravillosamente mi vida em París, estaba instalado, vivía mi historia con H.,etc.
No romance de Carpentier a personagem inspirada em Hélene é esposa do protagonista. Integra o cenário monótono da vida do musicólogo latino-americano. Compartilham uma vida de representações, de rotinas enfadonhas, de atos realizados por mera convenção: um esforço por manter a ilusão da vivência de um sacramento. Esta relação pode ser vislumbrada na seguinte passagem:
Al no hallar un modo normal de hacer coincidir nuestras vidas —las horas de la actriz no son las horas del empleado—, acabamos por dormir cada cual por su lado. El domingo, al fin de la mañana, yo solía pasar un momento en su lecho, cumpliendo con lo que consideraba un deber de esposo, aunque sin acertar a saber si en realidad mi acto respondía a un verdadeiro deseo por parte de Ruth. […] Regábamos el geranio olvidado desde el domingo anterior; cambiábamos un cuadro de lugar; sacábamos cuentas domésticas. Pero pronto nos recordaban las campanas de un carrillón cercano que se aproximaba la hora del encierro. (CARPENTIER, 1998:2)
A personagem do romance de Carpentier vive envolta por textos e maquiagens. Encena dia a dia seu papel de atriz medíocre e esposa ausente. Assim como seu marido, Ruth se deixa levar pelo automatismo de sua profissão, como se comprova no seguinte trecho:
[…] Ruth, que había comenzado a decir el texto a la edad de treinta años, se veía llegar a los treinta y cinco, repitiendo los mismos gestos, las mismas palabras, todas las noches de la semana, todas las tardes de domingos, sábados y días feriados […] Cada vez más amargada, menos confiada en lograr realmente una carrera que, a pesar de todo, amaba por instinto profundo, mi esposa se dejaba llevar por el automatismo del trabajo impuesto, como yo me dejaba llevar por el automatismo de mi oficio. (CARPENTIER, 1998: 5)
Esse círculo tedioso vivido pelo casal se rompe apenas a partir da notícia de que Ruth se ausentaria de suas funções de esposa por um período bem mais extenso que o habitual. Sua turnê em direção à outra costa dos EUA foi o motor que desatou o músico latino-americano de seu empoeirado e cômodo ofício de gabinete para embarcar na busca por suas raízes, ainda que inconscientemente. Como ilustram as linhas a seguir:
Ruth me hablaba a través del espejo, mientras ensuciaba su inquieto rostro con los colores grasos del maquillaje: me explicaba que al terminarse la función, la compañía debía emprender, de inmediato, una gira a la otra costa del país y que por ello había sus maletas al teatro. [...] Tuve una tremenda sensación de soledad. Era la primera vez, en once meses, que me veía solo, fuera del sueño, sin una tarea que cumplir de inmediato, sin tener que correr hacia la calle con el temor de llegar tarde a algún lugar. (CARPENTIER, 1998: 5)
Ruth foi a peça fora do quebra-cabeças, há anos montado, que fez com que o protagonista saísse de sua zona de conforto. A impossibilidade de efetuar o seu rotineiro plano de vida, o fez sair de seu estado de eterna complacência. Como se lê em:
El recuerdo de su viaje me produjo una repentina irritación: era ella, realmente, a la que yo estaba persiguiendo ahora; la única persona que deseaba tener a mi lado, en esta tarde sofocante y aneblada, cuyo cielo se ensombrecía tras de la monótona agitación de los primeros anuncios luminosos. Pero otra vez un texto, un escenario, una distancia, se interponía entre nuestros cuerpos, que no volvían a encontrar ya, en la Convivencia del Séptimo Día, la alegría de los acoplamientos primeros. (Ibidem)
Foi Ruth também quem motivou o musicólogo a repensar seu trabalho e dedicar-se à tarefas mais contidas. A estabelecer um espaço em que ambos pudessem manter um momento de convivência.
Antes de se unirem, o protagonista desenvolvia com o Curador sua teoria sobre a origem da música. Para seguir com esta tarefa seriam necessários momentos de separação que poderiam afastá-lo ainda mais de sua esposa Ruth. Então, juntos, como se pode ler no romance, “hubiéramos destrozado, com nuestra fuga, la existencia de un hombre excelente.” (CARPENTIER 1998:10). Como se comprova a seguir:
Cuando agotamos los tiempos de la anarquía amorosa me convencí muy pronto de que la vocación de mi mujer era incompatible con el tipo de convivencia que yo anhelaba. Por ello había tratado de hacerme menos ingratas sus ausencias en funciones y temporadas, orientándome hacia una tarea que pudiera llevarse a cabo los domingos y días de asueto, sin la continuidad de propósitos exigida por la creación. (CARPENTIER, 1998: 10)
A sua ausência, aliada à insistência do Curador e de Mouche faz com que o musicólgo empreenda sua viagem al revés. Por seis semanas, o protagonista viveu uma história que lhe permitiu redescobrir-se. O músico que tomou o hábito de se comunicar em inglês ou francês; que desenvolveu sua teoria sobre o mimetismo-
mágico-rítmico das comunidades primitivas foi estrangeiro em solo nacional,
conquistador de terras inexploradas. Encontrou em Santa Monica de los Venados não só a origem da música como também um papel a desempenhar dentro daquele universo maravilloso. Em meio a esse novo cenário, Ruth chega, novamente, para resgatá-lo e reconduzi-lo ao seio familiar. É sua esposa quem o conduz para fora de seu lar, ao dirigir-se para fora dele em busca de conquistas profissionais, e quem o traz de volta ao mover todas as forças para resgatá-lo do convívio com os primitivos. A Atriz empreende, segundo o protagonista, o melhor papel de sua existência, como se lê em:
… observo a Ruth, ahora, bajo las arañas de la galería de los retratos, y me parece que interpreta el mejor papel de su vida: […] usurpa las funciones de ama de casa con una gracia y una movilidad de bailarina. Está en todas partes; […] y es su actuación tan matizada, diversa, insinuante, […] usando de mil artimañas inteligentes para ofrecerse a todos como la estampa de la dicha conyugal, que dan ganas de aplaudir. […] es Genoveva de Brabante, vuelta al castillo; […] Tengo la impresión, al salir del Ayuntamiento, que sólo falta bajar el telón y apagar las candilejas. (CARPENTIER, 1998: 272-273)
A esposa ausente com quem dividia a convivência do sétimo dia ao saber de suas intenções em obter o divórcio e submergir em uma vida que ela ignorava o sentido, se apresentou:
…vestida de negro, sin carmín en los labios, empeñada en seguir representando su papel de esposa herida en el corazón y en el vientre ante los jueces de la nación. Lo de su embarazo fue una mera alarma. […] Era yo, pues, el hombre despreciable de las Escrituras,
que edifica casa y no vive en ella, que planta la viña y no la vendimia. (CARPENTIER, 1998: 286)
Ainda que surpreendido com a mudança de sua esposa e fatigado com a mentira da gravidez, o protagonista eximiu Ruth de qualquer culpa, afirmando que “no había sido una mala mujer, sino la víctima de su vocación malograda”.