2.2 1860 1908 YILLARI ARASINDA ARAP MİLLİYETÇİLİĞİNİN SEYRİ
2. II MEŞRUTİYET DÖNEMİ ARAP MİLLİYETÇİ CEMİYETLERİ
2.1. GİZLİ CEMİYETLER
2.1.2. El Ahd Cemiyeti ( İstanbul, 1913) (Yemin Cemiyeti)
Conforme Kishimoto (2002), a documentação serve para a pesquisa que visa à tomada de decisões curriculares e à construção do conhecimento científico sobre a prática pedagógica. Assim, não haveria sentido realizar a pesquisa apenas observando as práticas cotidianas: para entender a documentação como instrumento de pesquisa e reflexão para o professor, consideramos importante que parte da investigação fosse feita com as colaboradoras – e não só sobre elas. Optamos pela pesquisa-ação, pois é, conforme Pimenta,
[...] um tipo de pesquisa que não tem um delineamento configurado de forma detalhada e controlada a priori, mas que se constrói processualmente, tendo como eixo o problema sob investigação e como prováveis direções a serem seguidas as análises oferecidas pelos dados parciais obtidos que podem, inclusive, redirecionar procedimentos para focos não previstos. (PIMENTA, 2005, p. 533).
A pesquisa foi dividida em três momentos. Antes do início das observações, entramos em contato com a Direção do CEI para explicitar os objetivos da pesquisa; em seguida, fizemos a escolha de duas salas, em consentimento com a Coordenação e Educadoras envolvidas, para serem acompanhadas e participarem do trabalho; conversamos com as crianças para explicar a presença da pesquisadora na sala; solicitamos a assinatura do consentimento de participação na pesquisa pela instituição, educadoras e pais das crianças envolvidas, em conformidade com o documento elaborado pelo Comitê de Ética da FEUSP.14
Assim, também solicitamos a autorização de uso de imagens para fins de pesquisa e na apresentação dos resultados com preservação das identidades, conforme descrito anteriormente. Após esse processo, iniciamos a observação da rotina das salas escolhidas, que se daria por diversos dias com intuito de obter informações referentes aos objetivos da pesquisa, bem como realizamos entrevistas com as professoras, a coordenadora e a diretora. Entre os meses de setembro e dezembro de 2010, realizamos 57h de observação.
No segundo momento da pesquisa, organizamos os dados coletados, para estabelecer uma reflexão teórica dos pontos relevantes das observações com base na bibliografia da pesquisa. Em seguida, definimos e apresentamos à coordenação e direção do CEI uma proposta do trabalho a ser realizado com as educadoras das salas acompanhadas. Nesse momento, foram, então, delineadas duas formas de ação: uma em conjunto com coordenação e direção, para iniciar um processo de reflexão com todos os educadores do CEI; e outra, realizada entre pesquisadora e uma das professoras que participaram do primeiro momento, já que a outra entraria em licença-maternidade pouco tempo após o início do terceiro momento da pesquisa. Desse modo, a definição da temática dessas ações aconteceu em parceria com os envolvidos – professora,
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Em conversa inicial com a Direção do CEI, ficou acordado que seria solicitada autorização aos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Mas, após aprovação do Comitê de Ética da FEUSP e solicitação formal de envio das autorizações aos pais, houve recusa da Direção, justificando que eles não entenderiam o real motivo da pesquisa e poderiam interpretar de forma equivocada o propósito de registro das atividades de seus filhos, uma vez que alguns deles já haviam se envolvido em problemas com a Lei.
coordenadora e diretora – após o compartilhamento das observações feitas pela pesquisadora para que se apropriassem de seu olhar e do processo da construção do conhecimento produzido, tornando-se autoras de mudanças em suas realidades (PIMENTA, 2005). A intervenção, portanto, aconteceu respeitando a individualidade e necessidades, mas buscando a transformação nas ações e mantendo o alinhamento com os objetivos da pesquisa (TRIPP, 2005, p.453).
A importância da pesquisa na formação de professores acontece no movimento que compreende os docentes como sujeitos que podem construir conhecimento sobre o ensinar na reflexão crítica sobre sua atividade, na dimensão coletiva e contextualizada institucional e historicamente. [...] os professores vão se constituindo em pesquisadores a partir da problematização de seus contextos. Na reflexão crítica e conjunta com os pesquisadores da universidade, são provocados a problematizar suas ações e as práticas da instituição e a elaborar projetos de pesquisa seguidos de intervenção [...]. (PIMENTA, 2005, p.523).
O terceiro momento da pesquisa, que se caracteriza como pesquisa-ação, acontece quando, conforme Tripp (2005, p.446), “planeja-se, implementa-se, descreve- se e avalia-se uma mudança para a melhora de sua prática, aprendendo mais, no correr do processo, tanto a respeito da prática quanto da própria investigação.” Assim, entendemos que essa abordagem requer maior dedicação de tempo e a continuidade de trabalho no campo após a análise preliminar dos dados recolhidos; e para que seja possível a realização do trabalho conjunto entre pesquisador e professor, é necessário, de forma ainda mais concreta a aceitação, a confiança e o estabelecimento de parceria entre ambos, pois envolve objetivos comuns e interesses em um mesmo problema (PIMENTA, 2005). Entre os meses de março e agosto de 2010, estivemos no CEI por 48h.
A partir desse momento, a pesquisadora passou a ser uma observadora- participante, uma das características dessa metodologia, e atuou, em alguns momentos, de maneira ativa, buscando ampliar o contexto teórico (PIMENTA, 2005), problematizando e refletindo em parceria com a professora, a coordenadora e a diretora com o intuito de gerar mudanças em suas práticas. Assim, as pessoas envolvidas passaram também a atuar como pesquisadoras, pois se dispuseram a olhar com maior profundidade seu dia a dia, construindo caminhos para a mudança da prática.
[...] embora a pesquisa-ação tenda a ser pragmática, ela se distingue claramente da prática e, embora seja pesquisa, também se distingue
claramente da pesquisa científica tradicional, principalmente porque a pesquisa-ação ao mesmo tempo altera o que está sendo pesquisado e é limitada pelo contexto e pela ética da prática. A questão é que a pesquisa-ação requer ação tanto nas áreas da prática quanto da pesquisa, de modo que, em maior ou menor medida, terá características tanto da prática rotineira quanto da pesquisa científica. (TRIPP, 2005, p. 447).
Essa abordagem é experimental, uma vez que atua de forma prática para ver os resultados; é deliberativa, pois ao intervir na prática deve tomar decisões do que, provavelmente, poderá ser aperfeiçoado. A metodologia fica submetida à prática; tende a ter registros de seu progresso para fazer a projeção de mudanças (TRIPP, 2005). Para o autor, a pesquisa-ação estabelece um ciclo: reflexão sobre a prática para definição de como atuar, planejamento, implementação, monitoramento e nova reflexão, semelhante ao proposto na documentação.