• Sonuç bulunamadı

1. G‹R‹fi

3.1. Eksik ‹stihdam

Através da elaboração do fluxograma do processo, da análise dos aspectos e impactos ambientais relacionados à empresa, do levantamento de dados e informações que auxiliem na caracterização do processo, da análise de entradas e saídas de materiais e insumos (visando a localizar os pontos críticos de geração de resíduos e suas causas e selecionar os focos de avaliação), esta etapa procura avaliar e diagnosticar as instalações e atividades desenvolvidas pela indústria L e identificar os locais onde é possível implantar ações de P+L.

• Elaboração de fluxograma da indústria L

O fluxograma da indústria L permitiu uma melhor visualização do processo e entendimento da sequência lógica de realização das atividades operacionais e, consequentemente, uma melhor verificação dos pontos geradores de resíduos sólidos. Ou seja, através do fluxograma, foi possível obter informações sobre as saídas de poluentes dos processos e, assim identificar alternativas para reduzir tal geração.

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FIGURA 6.9 - Diagrama representativo do processo de produção da indústria L

Fonte: CIIC (2010a) Matéria-prima Abridores Passadores Cardas Batedores ACABAMENTO EXPEDIÇÃO FIAÇÃO TECELAGEM

Maçaroqueira Open end

Filatórios Resíduo Sólido Bobinadeiras Urdideiras Teares

Engomadeiras Efluente Líquido

Alvejamento Tinturaria Acabamento Químico Estamparia Tecidos Alvejados Expedição Efluente Líquido Secagem Tecidos Tintos Acabamento Físico Tecidos Alvejados Tecidos Estampados Tecidos Tintos Enroladeira Enfestadeira Medidor Corte Estoque Cliente

124 A descrição das etapas do processo de produção da indústria L representada no fluxograma da Figura 6.9 é apresentada a seguir (CIIC, 2010b).

Fiação

A fiação é o conjunto de operações que compreende o tratamento dos diversos materiais fibrosos, sejam de origem natural, artificial ou sintética, até sua transformação em fios.

As matérias-primas (algodão e poliéster) são recebidas e armazenadas no depósito de matérias- primas. São, então, encaminhadas para a sala de abertura, onde são realizados os processos de abertura e limpeza. A abertura é a operação na qual as fibras são submetidas, por meio de máquinas, a uma quantidade máxima possível de separação, objetivando facilitar os processos subsequentes. Essa separação ocorre nos abridores, sendo algumas impurezas do material separadas e recolhidas na parte inferior do equipamento (porão).

Dos abridores, os flocos abertos são aspirados, via tubulação, para as cardas. Esses equipamentos têm por finalidade separar as fibras e paralelizá-las, transformando-as em fita. Nessa etapa, é recolhida a maior parte do resíduo do algodão denominado piolho e strip (fibras curtas e mortas). Das cardas, as fitas são transportadas para os passadores, que têm por finalidade uniformizar a relação peso por unidade de comprimento através da duplicação das fibras, estirar e paralelizar os fios, regularizando-os. Nesse processo entram oito fitas que são agregadas em apenas uma. Parte das mechas produzidas nos passadores é alimentada nas maçaroqueiras, também denominadas pavieros, que estiram e torcem as fitas, transformando-as em pavios. Estes são enviados aos filatórios de anel, onde ocorre a fabricação do fio propriamente dito. Através do estiramento do pavio vindo da maçaroqueira e da aplicação simultânea de uma torção no material, os fios são produzidos. A outra parte das mechas provenientes dos passadores é encaminhada para os filatórios de open end. Nesses equipamentos, a fita é desagregada em fibras e lançadas no interior de pequenos corpos metálicos (rotores), que giram a altas velocidades e são retiradas em forma de fio.

125 Tecelagem

Antes de serem encaminhados à tecelagem, os fios passam por um processo de preparação. Nessa etapa, as bobinadeiras recebem os fios provenientes da fiação transferindo-os para os cones. As bobinadeiras são dotadas de tensores e purgadores que servem para dar uniformidade no enrolamento e conferir os parâmetros de qualidade pré-estabelecidos ao fio. O equipamento possui um soprador automático que trabalha retirando resíduos e poeira acumulados em suas peças. As espuladeiras são responsáveis por enrolar os fios em espulas que serão utilizadas na trama dos artigos a serem tecidos na tecelagem.

A próxima fase de preparação é a formação do rolo de urdume. Na urdideira, é reunida uma grande quantidade de bobinas, e os fios são enrolados em um rolo tipo carretel. Nesse rolo de urdume, os fios são dispostos paralelamente em uma quantidade previamente estabelecida, formando, assim, o urdume do artigo.

Na engomadeira, vários rolos são reunidos em um único rolo de urdume que irá alimentar o tear, onde receberá um número de fios de trama formando o tecido. A engomadeira tem por finalidade revestir e impregnar os fios com uma película de goma, a fim de torná-los mais lisos e resistentes para suportar os atritos que sofrerão durante o processo de tecelagem no tear. A solução de goma é preparada na cozinha de goma.

Os rolos de urdume são instalados nos teares, e os tecidos são produzidos pelo entrelaçamento dos fios de urdume, formados na urdideira, e pelos fios de trama produzidos pelas espuladeiras, para os teares de lançadeiras e diretamente da bobina para os teares a jato de ar. Os tecidos crus formados são acondicionados em rolos e enviados para a etapa de acabamento.

Acabamento

As operações de acabamento são responsáveis pelo beneficiamento dos tecidos crus, transformando-os em tecidos purgados, alvejados, tintos, estampados e acabados. É nessa etapa que ocorre a geração de efluente líquido.

126 Alvejamento

O alvejamento pode ser realizado por dois processos: esgotamento ou impregnação. O alvejamento por esgotamento é feito em Tambles, Jiggeres e barcas que são alimentados com o tecido a ser alvejado e com as substâncias alvejantes. O material permanece sob agitação e aquecido por vapor. Do banho, as peças são lavadas e, em seguida, secas através de tambores aquecidos por vapor. No alvejamento por impregnação, os rolos são instalados nos Foulards, onde são mergulhados na solução de alvejamento e deixados por 8 a 18 horas em repouso para que a solução possa impregnar no tecido. O tecido é então lavado em água quente e enviado para a mesma secadeira do alvejamento por esgotamento. O tecido alvejado é, então, encaminhado para a estamparia ou rama de acabamento.

Tinturaria

O tecido a ser tingido é alvejado no mesmo equipamento em que receberá os pigmentos. Após o alvejamento, a solução é esgotada e são introduzidos umectantes, corantes e solução de NaCl. O tingimento é feito a quente, sendo o aquecimento do equipamento feito por vapor. Assim como o alvejamento, a tintura pode ser feita por impregnação. Depois de tinto, o tecido é lavado e encaminhado para a secadeira e, posteriormente, para rama de acabamento.

Estamparia

Destina-se a transformar os tecidos alvejados em tecidos estampados, conferindo-lhes características próprias. O setor de estamparia é composto pela máquina de estampar e pela cozinha de tintas. A cozinha de tintas fabrica as pastas e tintas para a máquina de estampar. A máquina de estampar é do tipo rotativa por cilindro perfurado. Os cilindros perfurados são instalados no equipamento de acordo com a estampa que está programada. O tecido alvejado seco entra na máquina. A pasta já adicionada com os pigmentos nas cores do desenho é bombeada para dentro dos cilindros e espatulada à medida que o tecido corre pelo equipamento, produzindo, assim, o desenho determinado.

127 Acabamento

O setor de acabamento é dividido em etapas químicas e físicas. No acabamento químico, as peças são impregnadas por banhos de acabamento e secas. Já no acabamento físico, as peças são estiradas para promover a estabilização da trama e da largura final do tecido.

Expedição

A expedição é composta por um conjunto de processos que têm por finalidade revisar, cortar, embalar e despachar o tecido, em conformidade com os padrões e parâmetros solicitados pelos clientes.

Elaboração do layout da indústria L

A definição do layout é de fundamental importância para melhor visualização do fluxo do processo produtivo, pois permite possíveis interferências no que diz respeito a evitar movimentações desnecessárias de materiais e/ou pessoas.

FIGURA 6.10 - Layout da indústria L

Abertura (fiação grossa) Depósito de matéria-prima Preparação de fiação (passadores) Fiação

Suporte Tecelagem Suporte Preparação de tecelagem Expedição Revisão e acabamento Início Fim

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• Avaliação de aspectos e impactos

Com base no trabalho de campo desenvolvido e na análise de documentos da indústria L, foram identificados os principais aspectos e impactos ambientais associados às atividades realizadas pela empresa. O Quadro 6.1 apresentada os aspectos e impactos ambientais da indústria L.

QUADRO 6.1 – Aspectos e impactos ambientais identificados na indústria L

Etapa Aspecto Ambiental Impacto Ambiental

Geração de ruído Poluição sonora: Emissões de ruído e incômodo a

população.

Emissão de efluente atmosférico Poluição do ar: Materiais particulados (fibras). Geração de resíduos sólidos Poluição do solo: Geração de resíduos sólidos

(cascas, fibras, fios, cones, etc.). Vazamento de óleos, combustíveis e graxas

das máquinas.

Poluição do solo e das águas superficiais.

Consumo de energia elétrica Escassez do recurso.

Fiação

Riscos a segurança e saúde ocupacional Dano a integridade física e perda material.

Geração de ruído Poluição sonora: Emissões de ruído e incômodo a

população.

Emissão de efluente atmosférico Poluição do ar: Materiais particulados (fibras). Geração de resíduos sólidos Poluição do solo: Geração de resíduos sólidos (fios,

cones, etc.). Vazamento de óleos, combustíveis e graxas

das máquinas

Poluição do solo e das águas superficiais.

Consumo de energia elétrica Escassez do recurso.

Tecelagem

Riscos a segurança e saúde ocupacional Dano a integridade física e perda material.

Geração de ruído Poluição sonora: Emissões de ruído e incômodo a

população.

Emissão de gases de combustão, vapores de solvente e material particulado.

Emissão de efluente atmosférico

Incômodo a população: Emissão de substâncias odoríferas.

Geração de resíduos sólidos Poluição do solo: Geração de resíduos sólidos (pastas de estampar, telas, embalagens diversas.). Emissão de efluente líquido Poluição do corpo hídrico receptor proveniente da

lavagem do material têxtil, pisos e equipamentos. Vazamento de óleos, combustíveis e graxas

das máquinas

Poluição do solo e das águas superficiais.

Consumo de água Escassez do recurso.

Consumo de energia elétrica Escassez do recurso.

Acabamento

Riscos a segurança e saúde ocupacional Dano a integridade física e perda material. Geração de resíduos sólidos Poluição do solo: Geração de resíduos (tecidos). Vazamento de óleos, combustíveis e graxas

das máquinas Poluição do solo e das águas superficiais.

Consumo de energia elétrica Escassez do recurso.

Expedição

Riscos a segurança e saúde ocupacional Dano a integridade física e perda material. Geração de emprego e renda Melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano. Geral

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• Levantamento de dados e informações

O levantamento de dados ocorreu por meio de diversas visitas à indústria L, verificação de documentos da empresa e aplicação do Roteiro de Entrevista II (Apêndice V). As respostas obtidas viabilizaram uma análise mais detalhada dos procedimentos adotados pela empresa, permitindo a constatação de dados importantes e a verificação de possibilidades de aplicação de ações de P+L.

• Avaliação de dados de entradas e saídas

Tendo como referência os dados obtidos na indústria L, foi elaborado um diagrama de entradas e saídas de materiais, conforme apresentado na Figura 6.11.

FIGURA 6.11 – Entradas e saídas no processo produtivo da indústria L

As principais matérias-primas utilizadas no processo de produção da indústria L são algodão e poliéster. Entre os insumos, é possível citar: hidróxido de sódio, peróxido de hidrogênio, ácido sulfúrico, detergente, alvejante óptico, cloreto de sódio, carbonato de sódio, hidrossulfito de sódio, amoníaco, corante direto, fixador corante, umectante, espessante, pigmento, amido, ligante, amaciante, ureia, corante indanthren, estabilizador peróxido, antiespumante, corante reativo, hipoclorito de sódio, solvente e cola para tapete.

Entrada Empresa Saída

- Matérias-primas - Insumos - Energia elétrica - Água Poluentes: - Efluentes hídricos - Resíduos sólidos - Efluentes atmosféricos Processo Produtivo Produto Acabado: - Tecidos - Fios

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• Seleção dos focos de avaliação

Os focos de avaliação identificados na indústria L e que serviram de referência para a definição das oportunidades de P+L estão relacionadas à geração de resíduos sólidos, uma vez que é o ponto principal do presente estudo.

Benzer Belgeler