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1.7. KATILIM BANKALARININ AYIRT EDİCİ ÖZELLİKLERİ

1.7.5. Ekonomik İstikrara Katkı

A variabilidade climática do Estado do Rio Grande do Norte é resultado de

efeitos combinados, entre eles a ação de sistemas meteorológicos, descritos no

capitulo 2 item 2.4. Aliado a isso, a qualidade do período chuvoso está também

diretamente ligada às condições oceânicas, tanto do Oceano Pacífico como do

Oceano Atlântico.

O principal período chuvoso sobre o estado do Rio Grande do Norte verifica-se

entre os meses de fevereiro a abril, com máximo de precipitação em março e abril

ocorrendo na mesorregião Oeste, alongando-se para a Central, como apresentado

nos gráficos 1 e 2, em conseqüência do deslocamento latitudinal da ZCIT, principal

sistema condicionador do clima e do regime de chuvas no semi-árido do Estado,

quando alcança sua posição ao Sul da Linha do Equador (Figura 26).

Fonte: FUNCEME

Figura 26 . Imagem de Satélite - Posição da Zona de Convergência

Intertropical (ZCIT) ao Sul da Linha do Equador.

O segundo período chuvoso predominante concentra-se entre os meses de

maio a agosto, ocorrendo na faixa litorânea da mesorregião Leste e parte da

mesorregião Agreste, com o máximo de precipitação acontecendo em junho ou julho

- gráficos 3 e 4, em conseqüência da penetração dos distúrbios de leste (Figura 27),

dos sistemas de brisa - que atua durante todo o ano - e dos sistemas frontais e/ou

resquícios delas.

Fonte: FUNCEME

Figura 27 . Imagem de Satélite - Nebulosidade em deslocamento desde

a costa da África até o litoral leste do Rio Grande do Norte

Os Vórtices Ciclônicos de Ar Superior (VCAS) exercem um papel importante

na quantidade das chuvas de cada mesorregião do estado do Rio Grande do Norte,

e ocorrem durante os meses de dezembro a fevereiro (período de maior freqüência

de atuação desse sistema). Dependendo da atuação de seu centro e de sua

intensidade pode haver chuvas em abundância ou longos períodos de estiagens; ou

seja, se o centro do vórtice estiver sobre o Oceano nas proximidades da capital

Natal, pode haver chuvas intensas na maior parte do Estado, principalmente se

estiver associado à atuação de um Sistema Frontal.

Caso contrário, se o centro estiver sobre a mesorregião Central do Estado,

ele bloqueará o avanço das frentes desviando-as para o Oceano. Como

conseqüência, ocorrerão longos períodos de estiagens, também conhecidos como

veranicos (Figura 28).

Fonte: EMPARN.

Figura 28 . Imagem de Satélite - Vórtices Ciclônicos de Ar Superior

(VCAS) sobre o Rio Grande do Norte

Destacam-se, também, a influência da Linha de Instabilidades, dos

Complexos Convectivos de Mesoescala e da Zona de Convergência do Atlântico Sul

na ocorrência de chuvas no litoral e nas mesorregiões inseridas no semi-árido do Rio

Grande do Norte, como é mostrada na Figuras 29 e 30. As Linhas de Instabilidades

são formadas por bandas de nuvens, do tipo cumulonimbus, decorrentes da grande

quantidade de radiação solar incidente sobre a região tropical e aos sistemas de

brisa (Figura 31).

Fonte: EMPARN

Figura 29 . Imagem de Satélite - Linha de Instabilidades atuando

no Rio Grande do Norte

O período de maior atuação desses Sistemas, no hemisfério sul, acontece

nos meses de verão e as chuvas geradas por esses mecanismos ocorrem,

geralmente, a tarde e início da noite. Entre os meses de fevereiro e março, elas são

mais representativas devido à proximidade da Zona de Convergência Intertropical.

Fonte: EMPARN

Figura 30 . Imagem de Satélite - Atuação dos Complexos Convectivos de

Mesoescala no Semi-Árido Potiguar

Fonte: DHN

Figura 31 . Foto de uma nuvem cumulonimbus

A Figura 32 apresenta, resumidamente, o resultado dos estudos realizados

por STRANG (1972), que especificou os regimes de precipitação dos estados do

Nordeste, em função da influência dos sistemas atmosféricos de grande escala;

Nota-se que o Rio Grande do Norte foi classificado em 02 regimes: o regime 3,

abrangendo grande parte do Estado devido à ZCIT, que favorece a precipitação de

fevereiro a abril naquelas mesorregiões; e o regime 5, influenciado pelos distúrbios

de leste e frentes frias que propiciam a precipitação em toda costa leste do Estado e

no Agreste, nos meses de abril a julho.

Fonte: Strang, 1972

Figura 32 . Região Nordeste com suas subregiões e regimes de chuva

com máximos em 3 (março), 5 (maio) e 12 (dezembro)

Nos anos de episódio do El Niño, há um decréscimo bastante significativo no

índices pluviométricos em quase todo o Estado do Rio Grande do Norte ficando a

média para estes anos inferior a média climatológica, provocando uma flutuação no

comportamento geral do clima local. Na temperatura do ar, há um acréscimo em

torno de 0,2 graus centígrados no litoral, aumentando para até 0,4 no interior do

Estado; situação semelhante ocorre com a insolação, cujos valores médios são mais

elevados em anos de El Niño, quando comparados com os valores médios

climatológicos. Como resultado, há um aumento na taxa de evapotranspiração,

agravando-se ainda mais a deficiência hídrica, ampliando-se, portanto, as áreas com

deficiência hídrica em todo o Estado e, com isso, ocorre um aumento das áreas

sujeitas aos processos de desertificação; Em contrapartida, nos anos do fenômeno

de La Niña, a estação chuvosa começa mais cedo, registra-se um aumento bastante

significativo nos índices pluviométricos do Estado. Há um decréscimo nas médias de

temperatura, em torno de 0,4 graus centígrados, e nos valores médios mensais da

insolação. Com isso, a taxa de evapotranspiração diminui, em relação aos anos

normais, reduzindo-se portanto as áreas com deficiências hídricas em praticamente

todo o Estado (BRITO et al., 1998).

BRITO et al., 1998,

também em seus estudos, aplicaram para o cálculo do

índice de aridez médio no Rio Grande do Norte, os procedimentos do balanço

hídrico sugeridos por Thorntwaite e Mather, constatando que em anos de El Niño, há

um aumento do grau de aridez em grande parte do Estado, do ponto de vista

climatológico, produzindo um aumento das áreas sujeitas aos processos de

desertificação. Em anos de La Niña, ocorre uma redução no grau de aridez,

consequentemente, há uma contração das áreas sujeitas aos processos de

desertificação, demonstrando esses eventos através das Figuras 33 e 34.

Fonte: DCA (UFPB)

Figura 33 . Índices de aridez em anos de El Niño no Rio Grande do Norte

Fonte: DCA (UFPB)

4.6 -- VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA DISPONIBILIDADE HÍDRICA