• Sonuç bulunamadı

2.3. FİNANSAL PİYASALARDA İNOVASYON

2.3.2. Finansal İnovasyonu Doğuran Nedenler

2.3.2.1. Ekonomik Gelişmeler

Segundo Benbasat et al. (1987), como ponto de partida do trabalho de coleta de dados, deve-se definir a unidade de análise dentro do site escolhido. Como mencionado no início do

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Heavy user quer dizer uma pessoa que usa com muita frequência determinado produto ou serviço. “(...) os heavy users constituem na maioria das vezes uma pequena percentagem do mercado, mas são responsáveis por uma elevada porcentagem do consumo total” (KOTLER, 2002, p. 222).

capítulo, para este trabalho a unidade de análise considerada foram os indivíduos, neste caso representados pelos apoiadores das plataformas brasileiras selecionadas.

A presente pesquisa foi dividida em duas fases, descritas a seguir. Os dados foram coletados por meio de pesquisa de campo, mais especificamente por meio de entrevistas semiestruturadas em profundidade.

Fase 1 – Entrevista com fundadores de plataformas e heavy user do mercado

A pesquisa inicial, por meio de entrevista em profundidade individual com fundadores das plataformas Benfeitoria, Catarse e Queremos, e com um heavy user do modelo, teve como propósito o melhor entendimento sobre o mercado brasileiro dado que a pesquisa em que o presente trabalho se baseia é americano. E buscar apreender o panorama atual do crowdfunding e desafios e oportunidades relacionados a esse fenômeno no Brasil, já que há poucos estudos sobre o tema no Brasil (COCATE e JUNIOR, 2012; FELITTI e CORREA, 2014; SANTOS, 2014).

Para tal, foram realizadas entrevistas abertas sem roteiros –, para que a fala do entrevistado pudesse fluir livremente; este modelo de entrevistas possibilita a capacidade de aprofundar as questões a partir das respostas dos entrevistados, o que o torna muito rico em descobertas. Este modelo de entrevistas

tem como ponto de partida um tema ou questão ampla, sendo aprofundada em determinado rumo de acordo com aspectos significativos identificados pelo entrevistador enquanto o entrevistado define a resposta segundo seus próprios termos, utilizando como referência seu conhecimento, percepção, linguagem, realidade, experiência (DUARTE, 2005, p.03).

As entrevistas partiram de uma pergunta genérica inicial referente ao assunto sendo pesquisado e, por conseguinte, novas perguntas surgiam de acordo com o que era exposto pelo respondente.

Todos os três fundadores foram contatados via rede social, sendo que o contato com os fundadores da Benfeitoria e Queremos foi por meio do Facebook e com o fundador do Catarse foi realizado em um fórum de discussão do Google sobre crowdfunding no Brasil. Já o contato com o heavy user foi feito por meio de email obtido com a plataforma Catarse (plataforma mais utilizada por ele para apoiar projetos).

As entrevistas com a Benfeitoria e o Queremos aconteceram nas sedes das mesmas, nos bairros da Urca e Humaitá respectivamente. Por não ser possível o encontro presencial

com o fundador do Catarse por questões de logística, a entrevista foi realizada via skype. O tempo médio de duração de cada entrevista foi de 45 minutos. Já a entrevista com o heavy user aconteceu em um café no Leblon e teve duração de 1:40. Os encontros aconteceram entre os dias 03 e 10 de outubro de 2014 e resultaram em 20 páginas de material transcrito.

Fase 2 – Entrevistas em profundidade com apoiadores

A segunda e última etapa da coleta de dados constitui-se de entrevistas em profundidade com pessoas que já haviam apoiado um ou mais projetos de crowdfunding no Brasil (em uma ou mais das plataformas nomeadas). Foram entrevistas semiestruturadas com um roteiro com perguntas abertas, com o entendimento que perguntas adicionais poderiam surgir à medida que os entrevistados contassem suas experiências e quando houvesse dúvidas. Assim permitindo a contemplação de visões e questões, não previstas anteriormente, com conteúdo relevante para a pesquisa, que pudessem surgir durante a entrevista (MALHOTRA, 2001).

O roteiro foi desenvolvido a partir do protocolo de pesquisa de Gerber e Hui (2014), disponibilizado pelas pesquisadoras americanas (ver versão original no Anexo 01). As perguntas e demais elementos que compõem o protocolo enviado pelas pesquisadoras foram traduzidos pela autora e revisados por uma tradutora juramentada, para garantir que as ideias ali contidas não fossem desvirtuadas, ocasionando um possível comprometimento do resultado da pesquisa (ver Apêndice 01). É importante destacar que, como alertado por Becker (2008), tomou-se o cuidado de não utilizar perguntas do tipo “por que” a um entrevistado e sim perguntas do tipo “como”, visto que, na opinião do autor, perguntas do tipo “por que” podem colocar o respondente em uma posição de defesa. As perguntas foram utilizadas para conduzir a conversa com os informantes e não como perguntas diretas, a fim de não enviesar a pesquisa.

Seguindo orientações de Gerber e Hui (2014), a entrevista semiestruturada foi elaborada a partir de um roteiro dividido em três seções, que são: 1) aspectos da vida profissional e os projetos que eles apoiaram; 2) descrição de como conheceram e se envolveram com crowdfunding e como está essa relação atualmente; 3) motivações para se envolver e comentários adicionais.

No início de cada entrevista foi explicado o método que seria utilizado e uma descrição da justificativa do estudo. Em seguida, os entrevistados eram alertados que os encontros seriam gravados e posteriormente as conversas, transcritas. Como também, foi

reiterado que os nomes dos respondentes seriam suprimidos em todas as partes da pesquisa, respeitando o acordo de confidencialidade (ver Apêndice 02) entre as partes. Acordo de confiabilidade que, no início de cada entrevista, foi assinado e autorizado pelos entrevistados. Por fim, deixou-se claro que a pesquisadora não receberia dinheiro para conduzir a pesquisa e que não havia nenhum vínculo com as plataformas de crowdfunding em questão. Todas as entrevistas foram conduzidas depois da campanha do projeto ter sido apresentada e concluída na plataforma.

Primeiramente a pesquisadora contatou e convidou 05 apoiadores (03 homens e 02 mulheres) conforme os critérios anteriormente destacados, a participar da pesquisa. No término das entrevistas, a pesquisadora então solicitava a cada respondente uma ou mais indicações de pessoas com perfil semelhante a serem entrevistadas também. Esse processo é conhecido como “bola de neve” (snowballing), que acontece quando a escolha dos sujeitos se deve a pessoas indicando outras.

Foram entrevistados 11 apoiadores sendo 5 mulheres e 6 homens. Os respectivos perfis serão apresentados na seção seguinte – Perfil dos Sujeitos. Os participantes foram contatados por meio de redes sociais (Facebook, Google+, Whatsapp). A entrevista mais longa durou 1 hora e 10 minutos e, a mais curta, 40 minutos, fazendo uma média de 50 minutos. As entrevistas foram conduzidas pessoalmente em lugares públicos tais como restaurantes e cafés ou por skype (vídeo e voz). Os encontros aconteceram entre os dias 03 e 10 de outubro de 2014 e resultaram em 27 páginas de material transcrito.

O número de entrevistas não foi previamente definido, ou seja, os respondentes eram convidados à medida que o processo se sucedia. Segundo Godoi e Mattos (2006), em uma pesquisa qualitativa não se deve estipular o número de participantes de antemão em função das próprias características da metodologia, e sim, em função da saturação dos dados. Assim, o número de entrevistados da segunda fase de pesquisa foi definido com base na redundância e convergência dos relatos obtidos, conforme recomendado pela literatura (LINCOLN e GUBA, 1985). Constatou-se, na fase de coleta de dados, que a amostra de entrevistados ofereceu à pesquisadora rica variedade de detalhes, similaridades e diferenças, consideradas adequadas para a análise dos dados e desenvolvimento da pesquisa.

É importante ressaltar que no processo de coleta de dados não foi mencionado em nenhum momento que a pesquisa tinha como objetivo identificar as motivações em crowdfunding. Apenas foi mencionado que o estudo tratava de financiamento coletivo, crowdfunding, no Brasil, para não influenciar as respostas dos participantes.

Benzer Belgeler