• Sonuç bulunamadı

EFSANELERİN TASNİFİ VE NEVŞEHİR EFSANELERİNİN

Perversidade

Na Avenida que transborda de gens, mal a tarde acorda,

todo mundo passa, como figurinha de algum chromo

original e bizarro. Este traz o seu cigarro Blond preso aos labios finos...

Aquelles não são meninos mas fingem que o são, porque

as meninas... já se vê Esta linda melindrosa, vermelha como uma rosa,

de cintura lá nas pernas, tem as expressões mais ternas

quando fala de um poeta que a beija muito secreta mente, lá não sei onde... Aquelle vive com um conde... E esta outra conta com o olhar

O que faz dentro do mar. Mademoiselle X. M Perdeu-se, uma vez , no leme

Não sei porque... Coitadinha! Hoje ella, quando caminha,

Inda mostra estar cansada Dessa longa caminhada

A fulana e a beltrana odeiam a raça humana E por isso andam, a sós, Homens! Fugindo de nós! Assim, na Avenida passa

A theoria da graça E o pecado... Que pena Que aquella linda pequena

que ali vae, quasi vestida de D. Juan d’Avenida não tivesse ainda ganho

elogios do tamanho dos que elle tem feito já

a muita pequena má. E’ pena! Porque, em verdade

Não há ninguem na cidade com tal sensibilidade. Pois ella, que é tão imbelle, Dos homens só ama aquelle

ON.92

A imagem moderna da mulher é importada da Europa ou dos EUA. Filmes e revistas divulgam tal modelo, prostitutas francesas para os mais abastados, polacas para os mais pobres e somente em último caso, uma mulata ou negra, símbolos da prostituição nacional. As diferenças não são discutidas, são aceitas como parte do “esprit du temps”. Estas estrange iras são valorizadas pelo olhar dos “bárbaros” de quem assim se vêem, mas que, através destas mulheres iconicamente construídas pela submissão ao colonizador, buscam suplantar tal inferioridade.

Exibindo os cabelos curtos e as roupas masculinizadas, em modos pouco adequados, trabalhando, dirigindo os automóveis, pilotando os aeroplanos, fazendo uso de drogas como o éter, a morfina e a cocaína e freqüentando lugares suspeitos nas noites de boemia, essas mulheres ocupam suas posições dentro de um modelo em construção, mesmo sendo representações nacionais de um modelo importado da Europa. Desviantes dos modelos vinculados à imagem da gente de bem, as moças daqui adaptam suas realidades ao formato moderno de vida, entre máquinas, atitudes e psicotrópicos, numa cidade que pretende ser modelar para o restante do país.

Talvez masculinizada, de feições mais severas, mas mesmo assim ícone, A Estrangeira93 (1914) do filme seduz o homem a ponto de levá-lo para o altar, a ilusão trazida pelo fascínio do mundo exterior faz com que o conde de opereta, apaixonado pelo seu sonho, desdenhe dos sinais masculinos de sua amada e não perceba se tratar em verdade de um travesti, fato que só se dará nas suas núpcias, quando estão”enfim sós!!!”

A sedução dos novos tempos causa certo temor. Os papéis de homens e mulheres confundem-se nas metrópoles e a androginia das mulheres, que passam a usar calças, fumar e usar cabelos curtos, podem confundir o homem a ponto de, muitas vezes, não saber quem realmente eram.

92 Revista Paratodos. 11/11/1922. p.11 93

Encontramos também um chamado de atenção expresso no filme Augusto Aníbal quer

casar94 (1923) em que vemos o personagem central buscar uma esposa casadoira em vão. Por mais que perseguisse uma e outra moça para com ela pronunciar as juras matrimoniais, as moçoilas não aceitavam as propostas, tentando até fazê-lo se desfazer desse sonho. É claro que, quando passando por uma rua, ele vê Yara Jordão passeando e passa a segui-la com seu Ford, mas esta não dá bola para os galanteios do moço.

Ela entra em um carro repleto de jovens senhoritas e parte em direção à praia da Gávea. Durante a perseguição em uma das curvas, Augusto Aníbal, não conseguindo segurar-se, é atirado para fora do automóvel. Cai ferido, perdendo momentaneamente os sentidos, as moças vendo o acontecido param o carro e

vão ao encontro dele para socorrê-lo. Quando desperta, ainda tonto pela queda, alucina vendo as moças transmutarem-se entre banhistas e ninfas num bailado à sua volta.

Augusto verdadeiramente queria casar- se e as moças traçaram um plano para livrá-lo de tal obsessão. A trama envolvia o famoso transformista Darwin que faria o papel da noiva. Os dois se casam e vão para o quarto

concretizar suas núpcias, quando a moça se despe, ele percebe ter se casado com um

94 Comédia de Lulu de Barros, com a Cia Bataclan (André Fix; Viola Diva; Regina Dalty; Lalant; Poupin; Darwin;

Ilustração 29 Algusto aníbal em meio as jovens da Cia de Revista Rataplan.

Ilustração 30 - Moças do Rataplan em trajes de banho, só isso já era um grande incentivo para o

homem. Daí Augusto sai desesperado ainda de ceroulas em direção ao mar, onde pega um hidroavião e parte para o céu ao encontro de sua noiva.

Na impossibilidade de encontrar em terra firme uma mulher que queira casar, ele parte para a transcedentalidade como último recurso. É clara a crítica aos padrões modernos de comportamento que dava à mulher a liberdade de escolher pelo casamento ou não. Augusto quer se casar, mas não encontra moças que o queiram, muito pelo contrário, elas pregam uma peça para que ele desista do casamento. A nova mulher trafega and rógena em meio à sociedade, desestabilizando a harmonia das diferenças, fazendo com que homens como Augusto percam o rumo das coisas, aventurando-se em relações nas quais não há credibilidade, ou mesmo não mais encontrem a mulher.

As atitudes modernas são muitas vezes vistas como desviantes dos padrões habituais de convivência, mulheres modernas são vistas com receio por aquelas que pertencem aos seguimentos convencionais do extrato social. As mulheres com atitudes modernas são vistas em filmes castigadas pela ação de um destino que pune tal extravagância com a morte, a humilhação ou fazendo-as corrigir seus erros.

Apesar de o filme 606 contra o espiroqueta pálido95(1910) não apresentar referências à participação direta da mulher, esta é uma das principais vítimas da propagação desta doença. “A prostituta era o agente da corrupção e da contaminação, cujo corpo pútrido gerava mau cheiro e doenças.”(Showalter, 1993: 252) Podemos também supor quantas mulheres “honestas” foram vitimadas pelas escapadinhas de seus maridos, que contraíam esse mal e, por conseguinte, contaminavam suas esposas, que carregavam consigo o preconceito pela enfermidade.

95

O filme tratava da invenção de uma vacina pelo laboratório alemão Ehrlich o “Salvarsan96 606” ou o 606º experimento97. que curaria os portadores da Sífilis (historicamente

chamada de Lues).

Na Europa, o anti-semitismo era crescente e o fato do inventor do 606 ser judeu exasperou os espíritos da cristandade local, acirrando um movimento contrário ao sorologista e seu invento. Fanáticos religiosos acusavam Paul Ehrlich de estar indo contra a vontade de Deus, pois “viam a sífilis como a resposta divina à luxúria masculina. ‘O instinto sexual é imperioso’, observou um médico,“ é só dar ouvidos ao medo’” (Showalter, 1993: 251), sendo assim, não deveria ter cura. O medicamento serviria como libertador da libertinagem, como agente de propagação do mundanismo moderno.

O remédio chega ao Brasil tendo todo esse histórico conturbado, informações que se refletem profundamente no imaginário de uma população repleta de fantasias que envolvem a inventividade científica dos tempos modernos.

A Sífilis é causada por um espiroqueta chamado Treponema pallidum, daí o nome do filme. Mas também é clara a galhofa na relação com o órgão sexual masculino e com a palescência das vitimas, sobretudo do órgão. A revista cantante trata de forma humorada do advento desse “miraculoso” invento e da reação dos populares frente a esse mal que se tornara praticamente epidêmico. O imaginário da população não via de forma natural os avanços no campo da medicina, fossem pelas operações cinematografadas ou das vacinas. Tudo era envolvido por um certo exotismo mágico que tomava o espectador dos novos inventos. O cinema capta esse movimento e projeta nas telas.

As práticas modernas encontram-se e transpassam o imaginário popular, no qual o caráter mágico das fórmulas químicas invade o espaço urbano e promete curar homens e mulheres marcados pelas doenças da promiscuidade, como a sífilis. No filme publicitário Convém

96 O nome, Salvarsan, vem das palavras latinas salve, que significa saudável, e arsen, o arsênico. 97

Martelar98 (1920), uma melindrosa é pressionada por seu pai a casar-se com um pandego. Porém, esta é apaixonada por outro homem, que está tomado pela sífilis, a ponto de ser corroído também pela possibilidade de contrair tuberculose. É quando a jovem tem a idéia de tratar seu enamorado sifilítico com o Elixir de Inhame Goulart e este logo recupera sua vistosidade, podendo assim ser apresentado como pretendente para a família da moça. Em meio a várias peripécias, o ex-sifilítico casa-se com a melindrosa pondo o pandego a fugir a pontapés da casa da jovem senhora.

O caráter regenerador do produto vai alé m do caráter físico, pois os mocinhos do filme eram personagens desgarrados dos padrões normais de conduta. O Boêmio e a Melindrosa poderiam através dos efeitos fortificantes do elixir, contar com um futuro convencional, apesar de todos os desvios de uma vida de boemia. Os modernos personagens então contam com produtos igualmente modernos que revigorariam o espírito para retomarem o caminho da convenção. Modernidade para combater os malefícios das modernidades e assim adequarem-se ao meio social.

O cinema aproxima o espectador dos dramas e alegrias de um mundo que começa a se ver de forma global, num processo de pasteurização das situações. Novamente a sífilis e outras doenças venéreas99 são o centro desse que foi denominado O Flagelo da Humanidade100 (1925). A grande proporção do número de infectados e a curiosidade quanto aos “mistérios” ligados aos tratamentos faziam deste um curioso atrativo para cavalheiros. Além disso, como se tratava de mais uma produção do “pai do cinema erótico nacional”, Luis de Barros, mostrava imagens ginecológicas do corpo feminino infectados. Prática bastante grosseira, mas comum de se apresentar em filmes ditos “científicos”: o erotismo nas imagens de corpos nus. A dotação especial desse gênero filmico é tanta que era exibido em horário especial, a preços especiais

98 Publicitário Cômico de Antonio Silva.

99 Referente a Vênus, também a aproximação sexual, sensual e erótico. 100

acima do habitual, recomendando-se que só poderiam ter acesso os menores e as crianças quando acompanhados de seus “responsáveis” – homens adultos.

As imagens mostravam os pacientes do Departamento Nacional de Saúde Pública do Rio de Janeiro e do posto de socorro da benemérita Fundação Gaffré-Guinle, do Rio de Janeiro. Era para temer e admirar os avanços do mundo moderno, numa cidade igualmente moderna, dos antros de perdição ao tratamento dos corpos corrompidos pelos vícios da grande metrópole. Ver, nos leitos médicos, a dor daquelas que se deixavam corromper nos leitos prazerosos de um apartamento de solteiro, ou qualquer outro antro de prazeres pouco ortodoxos.

Alguns homens deixam a Capital Federal em busca da pureza virginal das raparigas que cresceram distantes dos modernismos desses novos modernos. Outros recepcionam moças vindas de outros estados e por elas se apaixonam. A mulher sai de casa e vai a outros estados em busca dos atrativos da cidade do Rio. Tocados pelas flechas do cupido, eles vão Do Rio a São

Paulo para casar101 (1922), depois de conhecer

uma

senhorita Paulistana que estava em viajem de férias no Rio de Janeiro, o carioca encontra-se perdidamente apaixonado. As férias acabam e a moça

é obrigada a retornar a São Paulo, os dois trocam cartas e telefonemas e depois de algum tempo

resolvem firmar noivado. Então o moço vai a São Paulo para tratar com os pais da moça o

101

Ilustração 31 – a Bela senhorita conversando com o rapaz.

Ilustração 32 - A confusão sendo feita ao telefone – Problemas dos novos inventos.

compromisso. Quando chega à casa da futura noiva, percebe que havia confundido os nomes, tendo se correspondido, em verdade, com a prima de sua pretendida. Em total desespero, atônito com tamanha confusão, já que ao contrário da sua pretendida, a prima era imensamente feia, fica sem saber como desfazer tamanha confusão. Depois de “mil qüiproquós”, ele finalmente consegue explicar todo o mal entendido e obter a mão de sua amada, casando-se com ela no final.

A igualdade, no tocante à cultura citadina, é clara nesse filme. A mulher de São Paulo e o homem do Rio podem casar-se, pois

pertencem ao mundo da modernidade urbana. Mas o mesmo não acontece quando um homem do interior resolve se enamorar por uma senhorita da

cidade. O rapaz, mesmo ajudando-a a realizar o seu grande sonho - que era

cantar profissionalmente -, pagando ao dono de um Cabaré para deixá-la cantar, percebe que a jovem, depois de obter o seu sucesso, não lhe dá o seu amor. Continuariam apenas como amigos. A atração que esta mulher causa no caipira é uma Vocação Irresistível102 (1924), sugerida na representação do impacto causado do novo em contraposição ao espírito da tradição. É a ingenuidade do Caipira que acredita que, dando algo à jovem, receberia ainda mais em troca. Ao contrário do caipira, a jovem e bela cantora, apesar de mostrar identidade com ele, pertencia ao mundo sombrio das pessoas perdidas do mundo luxurioso dos cabarés.

102

Era a modernidade de mulheres descompromissadas com a ordem social urbana, que não mais se importavam com o casamento e que aceitavam ser A Esposa do solteiro103 (1925), ou ser confundidas como tal.

O filme trata da História de uma moça que é interpelada por um policial em uma casa de um bairro elegante da cidade de Buenos Ayres. O policial Mena fora até lá por ter ouvido alguém pedido por socorro, ele bate insistentemente à porta até que o mordomo atende e o deixa entrar. Ela, impassível, continua a tocar o piano. Ele pede a ela para que se identifique e ela, sem dar valor ao visitante, diz ser a Sra. Jorge Peirada. O policial a multa por estar tocando piano em horário impróprio e vai embora.

No dia seguinte, o Sr. Jorge Peirada comparece à delegacia para prestar queixa de uma tentativa de assalto. Lá toma conhecimento de que, na noite anterior, sua esposa havia sido multada por fazer barulho em horário proibido. Ele, então, conta que não é casado, mas que desposaria com prazer a jovem assaltante. Conta, então, em qual trama foi envolvido para que fosse submetido ao assalto. Ele estava dirigindo o seu automóvel quando vê uma bela jovem acidentada na estrada. Pára o carro para prestar-lhe socorro quando é prontamente dominado pelo rapaz que a acompanhara.

A moça era Naya, que acompanhava seu irmão Max Dartel tentando fazê-lo desistir desta prática criminosa em vão. Todavia, percebendo não haver jeito de persuadi-lo, ela parte e deixa o irmão na casa da vítima.

No dia posterior, Naya vai à casa de uma velha senhora que buscava uma governanta e aceita o emprego. Mas o destino lhe prega uma nova peça e ela revê o jovem Dr. Peirada. Com medo de que fossem revelados os seus desvios do passado, ela foge dali, aceitando a proposta de um velho milionário que conhecia a sua vocação artística e lhe prometera uma vaga numa produção do Teatro Municipal no Rio de Janeiro.

103

Já no Rio, ela e o milionário hospedam-se no Copacabana Palace. Em meio a tudo, o advogado, tentando esquecer de Naya, parte em viagem, mas o destino novamente lhes prega uma peça e os dois voltam a se encontrar, pois em sua escala o navio aporta no Rio e ele encontra sua amada. Quando ela o vê tem a impressão de que seu destino lhe batia à porta. Então, como último recurso para desencorajar o amor do jovem Doutor, se faz passar por uma jovem impudica.

Mas o rapaz não acredita e apesar de manter distância continua a sua volta. A moça, que viera com

a intenção de se dedicar às artes, nota pouco empenho do milionário em sua promessa de trabalho no teatro.

Então o velho trama uma encenação com um suposto empresário interessado nos dotes artísticos de Naya. Mas Peirada descobre a trama e

conta tudo à sua amada, que se volta para o doutor e entrega-se por inteiro a seu amor.

Entretanto, os fantasmas do passado voltam a atormentá-la e, num momento de profundo desespero, ela tenta o suicídio em pleno bondinho do Pão de Açúcar. Mas o jovem doutor não deixaria sua amada escapar novamente, salvando-a ao se pendurar nos

cabos do bondinho. Mais uma vez os dois vilões tentam estragar o amor dos mocinhos e o

Ilustração 35 - Em desespero a mocinha tenta o suicídio.

Ilustração 34 - Para salvar a mocinha o mocinho se arrisca se pendurando nos cabos do Pão de Açúcar.

destino, dessa vez, lhes é favorável e tudo acaba bem, pois os amantes se casam e voltam a morar em Buenos Ayres.

Uma mulher urbana poderia se casar com um homem também urbano de status social mais elevado, caso ele fosse do Rio de Janeiro, de São Paulo ou de Buenos Ayres, e desde que estivesse mantida a supremacia do homem. Os desvios da mulher seriam perdoados contanto que não fossem ligados às moralidades sexuais. Ser ladra é menos importante do que ser leviana, impudica ou de baixa moral, no tocante às escolhas para o matrimônio.

Imagens como esta atravessam estados e invadem a imaginação das pessoas, fertilizando a imaginação de moças recatadas e de jovens dispostos a se aventurarem na arte cinematográfica. A passagem pelo Rio de Janeiro dos futuros realizadores de filmes, tanto do Ciclo de Recife quanto de Cataguases, proporciona aos mesmos uma apreensão de representações simbólicas femininas e de modernidade urbana, que eram descritas nas telas dos cinemas da cidade e que serão, pois, reflexos utilizados em suas produções futuras. Alguns vieram com o sonho de aprender, outros construíram seu sonho na Capital Federal.

Outro personagem é Aitaré da Praia104 (1925), um simples pescador que, heroicamente, enfrenta o mar para dele retirar seu sustento. Por mais bravio que este se mostre, ele não se afugent a e retira do mar aquilo que der. É namorado

104

Ilustração 36 - E tudo acaba bem e eles podem passear pela Baia de Guanabara.

Ilustração 37 - Cora conta seu desespero para a sua mãe D. Guilhermina por não

de Cora, que é filha de Dona Guilhermina e moça simples como ele. Na festa da casa do Capitão Afonso, dança com sua amada, até a interrupção do antagonista da História, Zeno, que disputa com o pescador o domínio da situação. Os dois partem para a briga e Aitaré sai vencedor.

Cora conta para sua mãe sobre o seu amor pelo pescador, mas ela proíbe o amor dos dois. Ela, enfrentando a vontade da mãe, encontra-se com seu amado.

Noutro momento, indo contra os conselhos de seu amigo José Amaro, o rapaz decide ir ao mar para resgatar suas armadilhas. Não tendo como colocar sozinho a jangada no mar, questiona Zeno que passava pela praia, se este gostaria de vê-lo morto. Este confessa que sim, então Aitaré diz que poderá morrer já que está chegando uma tempestade. De pronto Zeno o ajuda a empurrar a jangada até a água. Então nosso he rói parte para o mar para disputar com a tempestade e dele salva uma jovem e seu rico pai. Aquele salvamento irá alterar o destino dos personagens. A mulher urbana é o elemento que interfere na lógica dos acontecimentos da aldeia, principalmente na vida de Aitaré que, apesar das possibilidades apresentadas pela vida, sabe o seu lugar.

Durante a tempestade, Dona Coralina convida Zeno a proteger-se em sua casa, este conta a Cora que seu amado havia saído em meio à tempestade e ela quase desmaia. Quando a chuva cessa, Cora e o amigo do pescador esperam o retorno do mocinho.

Eles avistam a jangada e vêem que Aitaré

traz dois passageiros que haviam naufragado na tempestade. O primeiro era o rico Coronel Felipe Rosa, acompanhado de sua filha Glória. Cora corre e presta cuidados aos náufragos. Estes ficam hospedados na casa de Aitaré até a chegada de um barco que possa levá-los para casa e, como

esperado, Glória acaba por nutrir amor por seu salvador. Mas, de longe, ela assiste ao namoro do pescador e de sua amada.

O barco que levaria o Coronel e sua

Benzer Belgeler