BÖLÜM II: KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.1. KURAMSAL ÇERÇEVE
2.1.3. Çoklu Zekâ Kuramı (ÇZK)
2.1.3.4. Eğitimde Çoklu Zekâ Kuramı (ÇZK) ile İlgili Uygulamalar
O urbanismo, desde que surgiu no século XIX, buscou o desenvolvimento de modelos conceituais e espaciais para explicar e propor novas formas de cidades capazes de responder às novas demandas, em função de seu rápido crescimento demográfico e territorial. A Revolução Industrial trouxe grandes transformações às cidades. Tornou-se necessária a racionalização das vias de comunicação e a especialização dos setores urbanos (quarteirões de negócios, bairros residenciais etc.); surgiram novas formas de ocupação, como as grandes lojas e hotéis, e houve a suburbanização das classes médias e operárias, que foram para a periferia, próximo da localização das indústrias (CHOAY, 1979).
Diversos foram os pensadores que refletiram sobre essa nova organização da cidade. Houve aqueles que a analisaram quantitativamente e propuseram soluções para mitigar a situação de deterioração física e moral do proletário urbano, como por exemplo, os higienistas. Outros pensadores políticos, como Engels – um dos fundadores da Sociologia Urbana –, além da crítica à situação do proletário e da cidade, faziam uma crítica à sociedade industrial, entre outras correntes.
Em consequência dessa reflexão sobre a situação da cidade, diversos modelos de cidade foram desenvolvidos. Esses modelos foram concebidos devido à necessidade de se criar projeções racionalizadas do imaginário coletivo e individual frente à considerada desordem. Há os modelos com o viés industrial, com a criação do indivíduo tipo e necessidades cientificamente dedutíveis;6 outros modelos possuíam uma preocupação mais histórica, o pensamento no agrupamento humano.7 Também se refletiu sobre uma cidade, reflexo de uma sociedade sem classes ou de uma integração total com a natureza.8
No entanto, essas correntes não foram capazes de abranger, em sua plenitude, o desenvolvimento e a expansão urbana. Em função disso várias críticas foram desenvolvidas aos modelos propostos, como a de Patrick Geddes, que
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Por exemplo: Tony Garnier (1869-1948), propõe uma cidade ortogonal, alojamentos com ocupação bem definida (50% do terreno, janelas voltadas para o sul, etc.), separação das funções (centro – estabelecimentos públicos; nordeste – escolas secundárias; norte – estabelecimentos sanitários: hospitais etc.). Le Corbusier (1887-1965), a cidade moderna, classificação das funções urbanas, multiplicação dos espaços verdes, escala humana. Terreno plano, com o centro de maior densidade, cidade mais verticalizada, menor ocupação dos terrenos; cinturão – Cidade Jardim; as ruas exclusivas para circulação – grandes obras da engenharia.
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Por exemplo: Camillo Sitte (1843-1903), a cidade assume função estética além da ciência é preciso ter arte – estudo do passado; contra os conjuntos habitacionais e a falta de surpresas. Pensar a cidade nos próximos 50 anos, definir circulação, identificar localização das habitações, respeitar o terreno, a topografia. Ebenezer Howard (1850-1928), criador das Cidades Jardins. A cidade projetada para 30.000 habitantes, capaz de trazer os benefícios tanto da cidade como do campo. Organizada de forma radial, dividida em anéis, cortados por amplos boulevares, permitindo a integração do centro público, áreas comuns de comércio aos bairros e à área de campo. A expansão se daria através da criação de uma nova célula, respeitando as dimensões da célula anterior. O transporte rápido permitiria a integração entre cada célula.
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Frank Lloyd Wright (1869-1959), o conceito de espaço orgânico permeia sua obra; enraizamento na paisagem; contra a centralização (“grande cidade”) e a favor da horizontalidade natural (menor densidade). A cidade extensa, em função da unidade de medida que seria o alcance dos automóveis.
considera o passado um patrimômio, fundamental para a análise do presente, ao invés de um tempo espacializado como colocado pelos culturalistas; ou Lewis Munford, crítico do urbanismo progressista, à descontinuidade, à máquina e à industrialização.
Os críticos à corrente modernista, entre eles Jane Jacobs, consideram os espaços “modernos”, fragmentados e monótonos (homogeneidade). A planificação trata o habitante como objeto e não como agente decisório. Há a necessidade de investigação prévia e não a concepção de modelos no imaginário. Essas considerações refletem o culto ao asfalto e à grande cidade metropolitana.
Essa fragmentação assume seu auge na cidade pós-moderna. No pós- modernismo há a total aceitação do efêmero, do fragmentário, do descontínuo. Há um fascínio pelas novas possibilidades da informação e da produção. Não há como pensar a cidade através do conceito de totalidade; rompeu-se com a ideia modernista em que as ideias do desenvolvimento e do planejamento devem se concentrar em planos urbanos de larga escala, de alcance metropolitano, tecnologicamente racional e eficiente. Essa forma fragmentada de pensar a cidade, em que é impossível comandar a metrópole, exceto aos pedaços, é criticada por Harvey (1992) e denominada “empreendedorismo urbano”.
Um exemplo dessa nova organização é o modelo de cidades definido como Cidades Globais (SASSEN, 1993; SASSEN, 1998). Apesar de o nome refletir para uma totalidade da estrutura urbana, na verdade representa estruturas cuja expansão ultrapassou seus limites físicos devido à expansão das telecomunicações nas indústrias avançadas, que permitiram uma organização dispersa das atividades econômicas, apesar de mundialmente integrada. Regiões centrais, onde se localizavam os centros empresariais do mundo, atingiram uma densidade jamais vista. Destacam-se, nessa nova geografia, cidades como Nova York, Londres, Tóquio, Amsterdã, Frankfurt, Zurique, São Paulo, entre outras. Ao mesmo tempo, foi firmada uma grande desigualdade na concentração de atividades e recursos estratégicos, dentro das próprias cidades e entre estas cidades e outras cidades do mesmo país.
Essa visão “pós-industrial” da cidade global leva à dupla hipótese da desindustrialização-tercerização e da dualização do mercado de trabalho, caracterizadas por grandes contrastes sociais. É visível o máximo de poder e de riqueza em confronto com as formas gritantes de pobreza, exclusão social e marginalização. A apropriação dos espaços de qualidade pelas classes abastadas, devido à localização de atividades superiores globalizadas, é um dos aspectos mais destacados das cidades globais, com fatos físicos e estéticos, como os condomínios fechados. Também a presença dos pobres, em certos locais, é bastante clara (PRETECEILE, 1994).