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Durağan olmayan Verilerin Analizinde Kullanılan Yöntemler

setores mais avançados da civilização industrial,combina em união produtiva as características do Estado de Bem Estar Social e do Estado Beligerante”(Marcuse,1973, p.38).

Comparada com as precedentes, ela seria um novo tipo de sociedade. Suas principais tendências podem ser assim caracterizadas: a sociedade do “bem estar social” teria sido forjada no período compreendido entre o final da guerra (1945) e 1973, período no qual o mundo experimentou reconhecido crescimento econômico. Esse crescimento resultou de uma série de compromissos e reposicionamentos por parte dos atores do processo de desenvolvimento capitalista: o equilíbrio de poder que passou a prevalecer entre o trabalho organizado, o grande capital corporativo e o Estado - com novas atribuições - formou a base de poder da expansão do pós-guerra. A derrota dos movimentos radicais do período se deu não apenas com a adoção de uma espécie de estado de exceção não publicamente declarado de forma direta, acima apontada, como também por meio da lei conhecida como a de Talft Hartley8, de1947, que tornava os sindicatos submissos a uma disciplina legal estabelecida pela referida lei. Desse modo, a burguesia teria afinal logrado controlar seu principal inimigo.

Caso alguém desejasse explicar em termos econômicos os fundamentos dessa sociedade, talvez não fosse descabido apontar que, nela, ao poder

8 “Lei do Congresso, posta em vigor apesar do veto do presidente Truman, que apresentava

emenda à Lei Nacional das Relações dos Trabalhadores e estabelecia novos padrões de relações entre empregados e empregadores. Proibia práticas injustas de organizações de trabalhadores, o closed shop (estabelecimentos que só admitem empregados sindicalizados) e as contribuições dos sindicatos às eleições federais.Responsabilizava os sindicatos pelos atos dos seus agentes , requeria dos funcionários declarações escritas juramentadas de que não eram comunistas.Estipulava um período de esfriamento de sessenta dias antes de se convocar nova greve... Sujeitava os sindicatos a processos sob a alegação de violação de contrato”. (Syrett,H. Documentos históricos dos EUA, 1980, p.321).

corporativo caberia garantir o crescimento sustentado de investimentos que aumentassem a produtividade, garantissem o crescimento e elevassem o padrão de vida por meio de uma base estável para a concretização dos lucros. O Estado, por sua vez, deveria assumir uma série de novas obrigações, pois a produção em massa, envolvendo pesados investimentos em capital fixo, requeria condições de demanda relativamente estáveis para poder efetivamente ser lucrativa. Ele também se esforçou para controlar os ciclos econômicos por meio da combinação apropriada de políticas fiscais e monetárias no referido período. Essas políticas foram dirigidas para áreas de investimentos públicos em setores como o transporte, produção de energia, comunicações, etc., vitais para o crescimento da produção, do consumo e da garantia de emprego pleno. Os governos buscavam também fornecer um forte complemento do salário social com gastos significativos de seguridade social, assistência médica, educação, habitação, entre outros aspectos. Além disso, cumpre destacar que o poder estatal era exercido direta ou indiretamente sobre os acordos salariais e os direitos de participação dos trabalhadores na produção.

As formas de intervenção, ou, para dizer de outro modo, de regulação da economia pelo Estado, variaram muito entre os países capitalistas avançados. Diferenças qualitativas e quantitativas são encontradas no padrão dos gastos públicos, no da organização dos sistemas de bem estar social ou no grau de envolvimento ativo do Estado, em oposição ao envolvimento tácito nas decisões propriamente econômicas. Apesar dessas diferenças consideráveis, diversos governos nacionais de tendências ideológicas distintas criaram tanto um crescimento econômico estável quanto um aumento dos padrões materiais de vida por meio da combinação de “estado de bem estar social, administração keynesiana e controle das relações de salário.” Marcuse sustenta ainda que a

economia passou a depender até mesmo de alianças militares 9mundiais, como é o caso da OTAN, além de estabelecer planos de “assistência técnica” ou planos desenvolvimentistas, como os adotados para a América Latina.

O raciocínio de Marcuse aparece agora fortemente contextualizado, visto que o cenário da Guerra Fria desponta como fundamental para a determinação das características da sociedade unidimensional. Assim, dentre estas, destaca como decisivas tanto o referido “conluio” e “aliança” entre os negócios e o trabalho organizado quanto a integração dos partidos comunistas de vários países á luta política institucional, coisa que “teria ocorrido até mesmo na França e na Itália”. Para o autor, tal fato seria um eloqüente “testemunho da tendência geral... ao aderirem a um programa mínimo que arquiva a tomada revolucionária do poder e concorda com as regras do jogo parlamentar.” (Marcuse, 1973, p.39) Tal fato não poderia ser interpretado como mero resultado do “movimento tático ou de estratégia de curto alcance” desses partidos, mas sim como expressão da profundidade e da extensão das transformações do capitalismo, geradoras de irresistível força integradora. Acrescenta ainda ser esse cenário completamente adequado às características do “Estado Beligerante”, estando a ele indissoluvelmente atado.

De fato, como já foi apontado, tal cenário possibilitou a eleição de um inimigo externo, o qual supostamente deve ser combatido implacavelmente.

9 “Existe também o negócio criado pela duradoura influência da assistência militar. Um dos

resultados necessários do programa de assistência militar e da coordenação militar dos diversos tratados militares regionais é a padronização dos armamentos empregados nos países receptores. Não é apenas questão de política, mas de um assunto prático. Desde que seja fornecido a um exército um determinado sortimento de equipamentos, as exigências de munição, substituição e aumento devem ser eficientemente proporcionadas pela mesma fonte. Resulta disso uma permanente maré de bons negócios para os fabricantes de armamentos dos EUA ... A expansão e a padronização dos armamentos da NATO abriram novas áreas para autorizações no estrangeiro.” (Magdoff, H. A era do imperialismo, 1970, p. 149).

Esse aspecto, afirma o autor, não pode ser separado da formação do Estado de Bem Estar Social. Eles são intimamente ligados. Marcuse os associa explicitamente: “... os antigos conflitos no seio da sociedade são modificados e arbitrados sob o duplo (e inter-relacionado) impacto do progresso técnico e do comunismo internacional”(idem, p.40). Ambos são necessários, na sua concepção, para a conquista e concretização da “sociedade afluente”, como, às vezes, a sociedade unidimensional é denominada: a ameaça proveniente da suposta existência de um inimigo externo - cujo poderio é sempre super dimensionado - atua como poderosa força inibidora do desenvolvimento das contradições no seio de tal sociedade:

Benzer Belgeler