oplam gelird
A. Doğum Öncesi ve Sonrası Bakım Hizmetlerindeki Değişimler
O fenôm eno hum orístico aponta para um a extraordinária am bivalência, pois na estrutura da piada podem os encontrar, por um lado, a vitalidade e, por outro, a m ortificação. Esta estranha oscilação entre vida e m orte nos traz explicações ao corriqueiro fenôm eno de ver alguém chorar diante de algo côm ico, rir diante de algo trágico ou m esm o chorar de rir ou rir em lugar de chorar. O chiste apresenta em si um a potência criadora de am bivalência, o que torna possível transitar entre a angústia e o riso, am or e ódio em relação a um m esm o obj et o.
Diante da sedução im posta pela piada, pelo convite que nos faz para entrada no gozo e no prazer, facilm ente alcançadas através do riso, ainda m ais, com o outra possibilidade no lugar da angústia, poderíam os supor que esta fosse um a atividade desej ada e possível a todos os indivíduos. Desej ada talvez o sej a, m as possível não, pois sabem os que nem todos são capazes de desfrutar deste recurso: o hum or é um “ dom raro e precioso” , a que apenas um a pequena m inoria tem acesso. Muitos ainda são incapazes de provocar ou até m esm o gozar do prazer hum oríst ico que lhes é oferecido.
O m estre Sigm und Freud ( 1905/ 2001) j á havia identificado que possivelm ente haveria particularidades na natureza psíquica dos seres hum anos que têm a seu alcance o prazer hum orístico. Apesar de seus esforços encontrou no exercício de definir as características pessoais necessárias para o proveito das piadas, um im ponente obstáculo, m as deixou com o herança a observação de que um a postura alegre, algum grau de cum plicidade com o piadista ou certa indiferença em relação ao m aterial da piada são predisposições necessárias para que o ouvinte desfrute da graça. A prontidão daquele que se encontra pessoalm ente envolvido ou com sent im ent os int ensos relacionados com a tem ática do chiste ou obj eto de gozação encontrará grande dificuldade para ser tocado por ela.
Ainda às voltas de com preender em qual instância e circunstância um a frase lacônica dita por alguém se transform a em um estrondoso riso por parte de outro, identificou que a prim eira das aptidões necessárias para se desfrutar da piada é que o ouvinte tenha suficiente concordância psíquica com aquele que conta a piada para que a partir disso possa ser acom et ido da m esm a m aneira com o est e o foi. I st o é, o cancelam ent o de sua inibição interna deve ser superado, assim com o o foi na prim eira pessoa no m om ento que ouviu a piada. O sucesso da piada dependerá do encontro destas duas partes, a sintonia que haj a entre elas e sua especifica concordância psíquica.
No chist e, o suj eit o precisa da presença do out ro com o t est em unho e parceiro, para que o desej o em processo de realização no chist e possa ser reconhecido pelo int erlocut or, pelo riso que é capaz de provocar. O chist e seria ent ão da ordem do prazer prelim inar para a experiência do riso, que seria assim da ordem do gozo final, ist o é, daquilo que foi t ram ado inconscient em ent e pelo locut or. ( Birm an, 2005, p. 102) .
Desta form a, o dito espirituoso ocorre na esfera da linguagem e pressupõe a presença de três pessoas: aquele que inventa a piada, o que é obj et o dela e o t erceiro, o ouvint e, a quem é cont ada. Exist e, no prazer que o chist e provoca um com part ilham ent o de sent im ent o, o que escancara a inscrição da piada no cenário social. Um a determ inada form ulação lingüística apenas poderá se localizar no cam po do hum or se tiver algo a com unicar a outrem . Esta é a prim eira exigência que se im põe à experiência da articulação da piada, caracterizada pelo prazer descom prom etido que, ao m esm o tem po em que convida, autoriza e contagia, se dissem ina rapidam ente pelo espaço social.
Deparam o- nos com o cerne, o eixo fundam ental e prim ordial da circulação da piada: sua potência de liderança no cenário social. Apesar das inúm eras e pertinentes aproxim ações entre a experiência dos sonhos e a dos chistes, neste aspecto, escancara- se um a grande diferença, pois o
hum or é um efeit o em inent em ent e social, um a vez que envolve o suj eito e m ais alguém , sej a com o obj eto de hostilidade, sej a com o aliado contra tal obj eto e, em contraposição:
O sonho ocorre na solidão do sonhador, não é social, não t em nada a com unicar ao out ro. Já a piada é a m ais social de t odas as operações aním icas cuj a m et a é o ganho de prazer. ( ...) A piada é um j ogo desenvolvido; j á o sonho é sem pre um desej o irreconhecível, que serve para econom izar um desprazer, a piada produz um ganho de prazer. ( Slavut zky, 2005, p. 208) .
O quinto capítulo de O chiste e sua relação com o inconsciente, intitulado “ Os m otivos do chiste - chistes com o um processo social” ( 1905/ 2001) , apresenta a tem ática que invariavelm ente é abordada por todo e qualquer autor que se proponha discorrer sobre o tem a: o chiste inexiste sem a presença da platéia. A descrição detalhada realizada por Freud acerca de que m odo ocorre o encont ro ent re piadist a e ouvint e é pertinente de ser retom ada para ao fim com preendem os de que form a a piada convert e- se em m oeda de t roca no espaço social.
Aquele que conta a piada está concentrado em relatá- la exatam ente com o a escutou e com isso produzir o m esm o efeito do qual foi vítim a. Nesta perspectiva, com porta- se de form a a não tropeçar no efeito de sua graça e apenas ao final testem unha seu prazer diante da risada de outro. Em contrapartida, o terceiro experim enta um a risada que nasce em si quando um a significativa energia psíquica, antes em pregada da investidura de certo cam inho psíquico veio a ser inaplicável e com sorte pode desfrutar de um a livre descarga. O prazer adquirido converte- se em risada, a partir econom ia de gasto psíquico.
Evidentem ente, aquela que ocupa o papel da prim eira pessoa na ocasião é herdeira da terceira pessoa, na ocasião que era ouvinte da piada. Nesta teve a oportunidade de descarga do sentim ento econom izado, desfrute ao qual não tem acesso neste m om ento. Sabem os que não som os assaltados pela m esm a surpresa por duas vezes, nem pela
possibilidade de descarga ou com pletude na ganância de prazer, com isso, fica excluída da prim eira pessoa a possibilidade da espontânea explosão do riso.
Mesm o que a descarga não se consum a, um a vez que esta j á ocorreu, para que a prim eira pessoa pudesse elaborar ou relatar o chiste é necessário que a resistência sej a suspensa e para tal sabe- se que é necessário que o investim ento de inibição sej a cancelado. A prim eira pessoa não pode rir arrebatada pela surpresa, porém a esta lhe corresponde um novo gasto psíquico, que se refere a contar a piada.
Um a ganância de prazer fica garantida pelo ato de reproduzir aquilo que um a vez lhe deu prazer e, com o cancelam ento da inibição, ri sob um efeito contagioso de desfrute da risada alheia produzida a partir de sua fala. Assim , a com unicação do chiste com pleta o prazer daquele que conta a piada sob efeit o ret roat iva do out ro sobre ele e rem edia o “ desânim o” que experim enta pela ausência da novidade.
Neste encontro passam os de ouvinte para piadista, transitam os ent re os diferent es papéis: post eriorm ent e a nos surpreenderm os e rirm os com o conteúdo da piada tem os um prazer especial por partilhar com os dem ais e repassar a m ensagem . “ deslocam o- nos assim da posição de seduzido para a de sedutor, isto é, da posição de público para de ator, da m esm a form a que fará o nosso interlocutor, certam ente, logo que seguida se possível, dissem inando a boa- nova.” ( Birm an, 2005, p. 88) .
Birm an ( 2005) enfatiza que há um sutil e saboroso prazer exclusivo ao piadista: este se engrandece, infla seu ego diante do poder e prestígio que recebe da platéia, sendo nada m ais, nada m enos, que o catalisador do gozo dos dem ais. Nest e j ogo, os risos aparecem com o aplausos pelo excelente espetáculo. Esta súbita glória, autom aticam ente infla o narcisism o do piadista, que não à toa se torna o sedutor da platéia e por este registro desej a ser reconhecido.
O locutor protagoniza a cena, o receptor é prim ordial, afinal, quem define o que é um a piada, o contador ou quem escuta? Um a história deixa de ser um a história e passa a ser um a piada quando alguém ri dela. Esta prem issa nos leva a concluir que quem define o que é um a piada é sem pre o ouvinte, pois apenas terem os a garantia de que o chiste foi bem
sucedido a partir da risada de alguém e, se isso não ocorrer, saberem os que a piada fracassou, logo não foi um a piada. “ O chiste é com partilhado, sancionado e festej ado pelo outros, cuj a participação é condição. ( ...) A ressonância ou a reprodução desta satisfação em outros é o que dará sustento à questão da transm issão de um a piada” ( Pereda, 2005, p. 121/ 122) .
Apenas podem os dissem iná- las e serm os nutridos pelos efeitos que elas causam ao nos depararm os com alguém que não a conheça, ou que, m esm o a conhecendo, se disponha a ser novam ente “ pego” a rir. A circulação da piada exige, portanto, a prim ordial presença de outro, pois:
O processo psíquico da form ação do chist e não parece acabado com sua ocorrência; ainda falt a algo que m ediant e a com unicação da ocorrência, quer encerrar esse desconhecido processo ( ...) do chist e que m e ocorreu e que eu t ransm it i, não posso rir eu m esm o, apesar do inequívoco gost o que t enho por ele. Quem sabe, a necessidade de com unicar o chist e a out ro se ent ranhe de algum m odo desse efeit o de risada negado a m im , porém m anifest o no out ro. ( Freud, 1905/ 2001, p. 137) .
A discussão de Freud é j ust am ent e em t orno da função que é atribuída a esta terceira pessoa na dinâm ica do chiste, aquela para a qual são transm itidas as piadas, sem pre com a im ensa expectativa de com o esta irá reagir, pois se sabe que, sem a sua autorização, a graça não pode circular.
Kuperm ann ( 2005) aponta que o encontro do piadista com seu ouvint e reforça os laços ident it ários exist ent es naquele grupo social, pois, através da piada, ao expor, caçoar ou ridicularizar o obj eto de gozação, essas duas partes dão as m ãos e se deixam levar aos risos. A com unhão entre eles faz com que, ao centralizar na segunda pessoa da dinâm ica da piada o ódio e a agressividade, possam desfrutar da identificação ao próxim o e se abraçar m utuam ente. A possibilidade de com unhão na graça, estaria, portanto, ao gozar aquele que ocupa o m esm o grupo a que
pertencem o piadista e o público, porém neste, o obj eto da graça não passa de um estrangeiro, de um diferente, excluído e alheio.
O alvo da piada é por ela ridicularizado, quando não ofendido ou hum ilhado. I núm eras são as piadas que se referem a grupos étnicos, aproveitando- se de algum traço m arcante e característico com o tem ática dos chistes. Esse gênero de piada, reflete im agens preconceituosas que outros têm em relação a ele. Por esta razão, “ aquilo do que se ri” pode nos dar referências significativas sobre a organização de dado agrupam entos, bem com o a estrutura psíquica de seus com ponentes. Piadas elaboradas acerca de seus costum es, crenças, instituições, valores, rituais e outros, trazem indícios do que os singulariza e com o esses se relacionam com outros agrupam entos.
O hum or, desta form a, é um fenôm eno em inentem ente social, pois o m esm o efeito não se encontraria sem a presença do público, sem o qual o piadista ficaria solitário e sua percepção e opinião acabaria em si, destino absolutam ente “ sem graça” . A piada encontra seu rum o para circular diante da platéia, um a vez que esta autorize a transgressão do com ediante, dem onstrando que tam bém desfruta desta traquinagem e apóie- o através da dem onstração de seu agrado.
Um a leit ura alt ernat iva, no ent ant o, indica um a eficiência bem m ais com plexa e valiosa, que configura um a aut ênt ica polít ica do Wit z ( chist e) : a dim ensão t ransgressora do recalcam ent o viabilizando novas possibilidades ident ificat órias e sublim at órias, ou sej a, novos m odos de sociabilidade. Nest e sent ido, ao se t ransm it ir um chist e ou um dit o hum oríst ico, busca- se com part ilhar a crit ica social e a denúncia das hipocrisias que sobrevivem em qualquer agrupam ent o ( ...) favorecendo um a libert ação t em porária das im posições sociais anacrônicas. ( Kuperm ann, 2005, p. 24) .
Esta citação auxilia- nos a estender nosso cam po visual e vislum brar o hum or m ais além da picuinha e fofoca, em que esses recursos nos
servem apenas para excluir o outro, na tentativa de nos diferenciarm os. Por um a causa m ais nobre, o chiste, am parado pelo código lingüístico, se torna um a ferram enta para com partilhar questionam entos, denúncia, protesto, crítica social, hipocrisia, ao expor ao divertim ento público os m odelos questionáveis e negativos da sociedade, sob os contornos do hum or.
“ Fritz Rabinovittch é levado à presença de Hitler, o qual está furioso. “ É você, j udeu im undo, que anda fazendo piadas ao m eu respeito? Com o aquela [ conta] , aquela [ conta] e aquela [ conta] ?!” . “ Sim , sou eu” , responde Fritz. “ Mas você não sabe que eu sou Adolf Hitler, o Führer do Reich que vai durar m il anos? “ . E Fritz: “ Essa não fui eu que inventei, não!” ” . ( Mezan, 2002, p. 293) .
A piada acim a se refere a um m arco histórico que poderá aj udar- nos a ilum inar nossa com preensão. A política de exterm ínio à cultura j udaica foi um m ovim ento tresloucado que ascendeu ao poder na Alem anha em 1933 e instalou a perseguição aos j udeus, num anti- sem it ism o cuj as origens são difíceis de serem explicadas. Os j udeus passaram a serem vistos com o um fator de corrupção do povo alem ão, sendo que a pureza da raça ariana deveria ser defendida através da im piedosa perseguição ao povo j udeu. Daí surgiu o regim e totalitário e m ilitarista que se baseava num a m ística heróica de regeneração nacional, segundo a qual os hom ens eram desiguais por natureza. Utilizando- se de espetáculos de m assa e dos m eios de com unicação, o partido nazista conseguiu m obilizar a população por m eio do apelo à ordem e ao revanchism o, o que resultou no m assacre de grande parte da população j udaica da Europa perpetrado pelos nazistas entre 1941- 45.
As ressonâncias dest e t errível acont ecim ento são inum eráveis: fam ílias foram ensangüentadas, cidades assassinadas, a cultura j udaica foi dilacerada. Por sorte, alguns poucos sobraram e era necessário se recom por. Um aspecto constituinte da cultura j udaica, inclusive com o um a resposta bem hum orada à m arca de sangue em sua herança, são os chistes j udaicos: aquilo que havia de violento e m ortífero no discurso
nazista transform ou- se em franco e irônico obj eto de riso para os j udeus e um a brilhante resposta ao anti- sem itism o. Abandonaram a posição passiva de vit im ização e apoiados em um dispositivo criat ivo e ressignificante, encontraram no chiste a via de desconstruir a realidade sanguinária e recolocar- se no circuito social.
Roustang ( 1984) com partilha que “ gosta m uito dos j udeus porque é o único povo do m undo a utilizar, contra eles próprios, um hum or tão reconfortante” ( p.32) . Verem os a seguir um a piada que faz, com grande graça, um a critica as autoridades não- j udaicas e à hostilidade delas quanto aos j udeus:
“ Um j udeu encontra seu am igo sentado em um café em Berlim , lendo placidam ente Der Stürm er [ o j ornal do partido nazista] . “ Com o! Você está lendo esta porcaria! Por acaso virou m asoquista?” E o outro: “ Vej a, se eu leio a im prensa j udaica, só fico sabendo das desgraças: loj as destruídas, pessoas presas e hum ilhadas... Mas neste j ornal só dão boas notícias: os j udeus dom inam o m undo, são os m aiores financistas, os intelectuais m ais destacados... É lógico que prefiro ler isto” . ( Mezan, 2002, p. 293) .
Ou a seguinte piada, m uito bem hum orada:
“ Quando se conta um a piada para um cam ponês, ele ri três vezes: quando a ouve, quando ela lhe é explicada e quando ele a com preende. Quando se conta um a piada a um conde russo, ele ri duas vezes: quando a ouve e quando ela lhe é explicada: entendê- la, ele não vai nunca. E quando se conta um a piada a um oficial do exército [ russo] , ele só ri um a vez: quando a ouve, porque entendê- la está fora de questão e ele j am ais vai deixar que a expliquem . Mas quando se conta um a piada a um j udeu, prim eiro ele diz “ essa eu j á conheço! ” e em seguida ele cont a um a m elhor” . ( Mezan, 2002, p. 292) .
Birm an ( 2005) enfatiza que o hum or j udaico foi um a das form as criativas de reação da cultura j udaica ao anti- sem itism o, não incorporando
a crueldade ou a m ortificação passiva, pelo contrário, se organizaram para desm ontar o dispositivo de aniquilam ento colocado em cena pelo anti- sem itism o. A desconstrução da realidade através do chiste possibilitou a circulação do desej o, pois o dispositivo anti- sem ita de destruição da tradição j udaica se constituiu efetivam ente no cam po político e social. Foi possível dar a volta por cim a através do chiste, pelo hum or e pelo riso, para desconstruir politicam ente em ato o gesto de destruição colocado im perativam ente na cena social. Assim se realizou a tradição j udaica, constituindo a sua cultura pelo reconhecim ento do trágico.
É preciso sem pre rir e produzir chist es cot idianam ent e para desconst ruir a crost a dos int erdit os inst it uídos pelo poder, para que assim o suj eit o possa afirm ar o seu desej o e rest aurar ent ão cert os direit os para m ant er a exist ência de sua com unidade social. ( Birm an, 2005, p. 106/ 107) .
Observa- se que há neste processo um a dim ensão libertária, pela qual o espírito se posiciona diante das experiências de angústia e abusos, não sendo através do grito ou força física sua m anifestação, m as sim , no processo criativo da elaboração e expressão do chiste. A piada se caracteriza pelo prazer descom prom etido que ao m esm o tem po em que convida, autoriza e contagia, se dissem ina rapidam ente pelo espaço social.
O im pacto que a piada tem diante do público no qual é dissem inada está integralm ente relacionado com a im plicação, o contexto, o local, o idiom a e outras variáveis do terreno em que é contada. Bérgson ( 1978/ 1983) cham a a atenção para o fato de que se deve ser da paróquia para com preender a piada, isto é, evidencia a necessidade de haver um laço social que art icule o ouvint e à t em át ica e cont ext ualização do que é relatado. Os m últiplos significados que podem ser criados, reinventados e renovados através do hum or, assim com o os deslizam entos de sentidos, m ais se potencializarão quanto m ais próxim os e envolvidos estiverem dos interlocutores da piada a tais significantes.
Sob este prism a, seria pouco pertinente definir com o alvos rígidos e fixos quem são aqueles que vestem o segundo papel, lugar daquele que é ridicularizado, pois é cont ext ualizado na época em que est e é elaborado e dissem inado, relacionado com os hábitos, costum es, idiom a e dem ais características da sociedade em questão, que este encontrará seu delicioso recheio. Por esta razão, o chiste interdita veem entem ente qualquer possibilidade de ser traduzido “ por outras palavras” .
Ernest Gom brich ( 1995) em , As teorias estéticas de Sigm und Freud, faz precisões sobre a evolução da t eoria est ét ica, segundo ele, influenciada pelas pesquisas do m estre. Faz interessantes aproxim ações entre a obra de arte e o m aterial do chiste, afirm ando que estes, para que