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2.1. YENİLİKÇİLİK 31 

2.1.4. Yenilik Süreci Modelleri 37 

2.1.4.1. Doğrusal Modeller 37 

O programa de MRV da Nova Zelândia, cuja lei de implantação foi aprovada em 2008, estabeleceu o relato de emissões de GEE para diversos setores e atividades do país. Conforme será visto a seguir, a data de início da obrigatoriedade do relato de emissões varia de acordo com os setores, os quais começaram a relatar suas emissões em momentos específicos ao longo dos cinco anos subsequentes à implantação da lei.

Assim sendo, desde 2008 o relato é obrigatório para o setor de florestas e atividades de remoção relacionadas; em 2010, vieram a ter totais obrigações com o programa as atividades que envolviam o fornecimento de combustíveis fósseis líquidos, de processos industriais e de energia estacionária; a partir de 2012, passaram a relatar obrigatoriamente as atividades emissoras de gases sintéticos, agricultura e de resíduos. Dessa forma, a partir de 2013 todos os setores previstos na legislação passam a ter obrigações completas em relação ao relato de emissões de GEE.

Logo, em 2013, quando todos os setores previstos já estarão relatando suas emissões, o programa de MRV da Nova Zelândia cobrirá virtualmente a totalidade das emissões de GEE do país32. Cabe

atentar para o fato de que, apesar de fazer parte do programa de relato compulsório de emissões desde 2012, o setor de agricultura só começará a fazer parte do programa de comercialização de emissões em 2015.

Histórico

O início do programa de MRV da Nova Zelândia ocorreu em 2008, com a publicação de emendas à principal política climática do país, o Climate Change Response Act, de 2002.

Desde sua promulgação, o ato de 2002 sofreu diversas alterações, sendo que as principais ocorreram no período de 2008-2011. A alteração de 2008 introduziu o programa nacional de comercialização de emissões, cobrindo todos os gases de efeito estufa, bem como todos os setores da economia. Adicionalmente, tal alteração instituiu também a preferência por geração de eletricidade a partir de fontes renováveis no país. Para tal, implantou-se uma restrição, válida por dez anos, que proíbe a construção de novas centrais termelétricas baseadas em combustíveis fósseis33.

Outras alterações ocorreram em 2009, 2011 e 2012. Em 2009, a principal modificação objetivou reduzir o impacto do programa de comercialização de emissões na economia do país, oferecendo uma resposta à crise econômica que havia se instalado no ano anterior. Além disso, houve provisões especiais para o setor de florestas nesse ato. Já as alterações de 2011 e 2012 se deram basicamente para melhorar aspectos do programa, uma vez findo o primeiro período de

compliance do Protocolo de Quioto, em 2012.

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O metano e o óxido nitroso da agricultura pastoral não entram no programa.

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Exceções podem ser feitas caso a segurança energética da Nova Zelândia esteja em risco. Contudo, os critérios para que uma nova termelétrica se enquadre como exceção são bastante específicos e bem definidos. Posteriormente, ainda em 2008, tal alteração passou a integrar a Eletricity Bill, e não mais o Climate Change Response Act (NOVA ZELÂNDIA, 2008).

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O principal órgão regulador do MRV e do mercado de comercialização da Nova Zelândia é a New Zealand Environmental Protection Authority (N.Z. EPA). Tal órgão regulador é uma entidade independente de qualquer ministério do governo federal ou da Corte do país, ainda que seja um órgão governamental.

Linha do Tempo

A proposição inicial de regulação de clima, que se tornou a base para a implantação do programa de MRV e do mercado de carbono, foi o Climate Change Act, assinado em 2002. Tal lei sofreu diversas alterações desde sua assinatura, sendo o ano de 2007 um marco, por terem sido realizadas as modificações que de fato implantaram tais iniciativas. Abaixo, a linha do tempo (Figura 5) explicita as principais alterações ocorridas na lei ao longo dos últimos anos.

FIGURA 5 – EVOLUÇÃO DO PROGRAMA DE MRV NA NOVA ZELÂNDIA

Fonte: (NZ MBIE, 2007)

Visão geral do MRV

O programa de MRV foi concebido com os objetivos de: 1) Viabilizar a implantação, operação e administração de um sistema de comercialização de emissões de GEE na Nova Zelândia; 2) Viabilizar que a Nova Zelândia concretize suas obrigações internacionais com respeito à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e ao Protocolo de Quioto; e 3)

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Facilitar a troca de informações entre os participantes com funções, deveres e poderes sob o Climate Change Act da Nova Zelândia, para que assim eles desempenhem suas funções, cumpram seus deveres e exerçam seus poderes.

a) Identificação das partes reguladas

A cobertura do programa de MRV da Nova Zelândia abarca quase todos os setores da economia, sendo eles34:

 Florestas

 Combustíveis fósseis líquidos  Processos industriais

 Energia estacionária  Gases sintéticos  Resíduos  Agricultura

Tal como explorado acima, cada setor apresenta uma data de início específica para o relato mandatório de suas emissões de GEE. Além disso, com fim de reduzir os custos associados ao MRV e à entrada no mercado de carbono, alguns setores ainda contavam com a possibilidade de realizar o relato voluntário de suas emissões de GEE um ano antes de terem de realizar o relato obrigatório.

Em relação aos gases de efeito estufa contemplados no programa de MRV, devem ser relatadas atividades emissoras de quaisquer GEE listados no Protocolo de Quioto, quais sejam CO2, CH4, N20,

HFC, PFC e SF6. Contudo, nem todos os gases farão parte do mercado de comercialização de

emissões para suas respectivas atividades emissoras.

b) Registro

O participante deve cadastrar-se na ferramenta on-line New Zealand Emission Unit Register (NZ EUR) para submissão de todos os dados e informações necessários ao longo do ciclo de MRV. É de sua inteira responsabilidade saber se ele é ou não um participante do programa, para, assim, realizar o cadastro e registro das informações.

c) Monitoramento

O monitoramento de emissões no programa de MRV da Nova Zelândia é realizado ao longo do ano e pelo próprio participante. Tal como o processo de verificação e acreditação, ele está pautado no conceito de self-assessment, mais bem descrito abaixo. Ainda assim, cabe ressaltar que diversas regras são previstas para verificar se o sistema de automonitoramento dos participantes está livre de erros.

34 O p og a a eozela d s adota a o e latu a seto es pa a efe i -se aos grupos de atividades e fontes listados

acima. Ainda que tais grupos não sejam similares aos setores da economia normalmente tratados no Brasil (ver http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/classificacoes/cnae2.0/grandes_categorias.pdf), o presente documento adota a nomenclatura original do MRV da Nova Zelândia, conforme disposto em http://www.eur.govt.nz/how-to/guides-hmtl/emissions-reporting-guides-seip-and-lff-sectors.

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Em relação à metodologia empregada, há uma geral, que vale para todos os participantes, e outra específica, que varia de setor para setor, sendo ambas aprovadas pelo órgão regulador.

Para o programa de MRV da Nova Zelândia, a entrega de um plano de monitoramento pelos participantes é voluntária.

d) Relato

Os representantes designados de cada participante devem submeter os relatórios anuais de emissão de GEE, bem como demais informações de atividade (as quais variam de acordo com cada setor), até o dia 31 de março do ano subsequente. Os participantes ainda têm a obrigação de manter seus históricos de emissões de GEE dos últimos sete anos.

e) Verificação e acreditação

Todo o programa de MRV da Nova Zelândia é baseado no conceito de self-assessment. Com ele, parte-se do princípio de que todos os participantes estão cumprindo com suas obrigações e dentro da lei. Nesse caso, somente são verificados os participantes considerados com alto risco de não estarem em compliance. Al disso, h di e sos gatilhos ue faze o que um determinado participante seja verificado. Quando solicitadas, as informações devem ser oferecidas na forma especificada pela N.Z. EPA ou por outros órgãos relacionados.

Dessa forma, a verificação (por terceira parte) no programa neozelandês não é obrigatória. Os verificadores oficiais do programa são pessoas físicas aprovadas em um processo de acreditação e podem ser requisitados quando da suspeita de equívoco (ou má intenção) por parte de algum participante, atuando como auditores. Atualmente, seis verificadores individuais já foram aprovados e constam como verificadores oficiais.

O órgão regulador considera que os verificadores possuem as competências, os padrões e processos necessários para realizar seus trabalhos com alta qualidade. Não há, portanto, validade do certificado, embora o órgão regulador possa suspender ou desacreditar um verificador (auditor) caso perceba razões para tanto.

f) Sistema de cumprimento

O sistema de cumprimento do programa de MRV neozelandês é baseado em multas e punições para seus participantes. A natureza, bem como a severidade da multa, varia de acordo com a infração cometida (i.e., não entrega de dados no prazo estipulado; dados entregues deliberadamente errados). Na Nova Zelândia, é o próprio órgão regulador, no caso a N.Z. EPA, que aplica as penas.

g) Análise dos dados relatados

Diversas informações são públicas para quem procurá-las no sistema de registro NZ EUR. Tais informações, que estão muito mais relacionadas ao mercado de comercialização de emissões do que exclusivamente ao programa de MRV, vão desde o nome do participante até a quantidade de permissões a emitir que um determinado participante detém.

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Benzer Belgeler