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2. GENEL BİLGİLER

2.6. DiyabetesMellitus’ un Komplikasyonları

No ano de 2012, foi julgada a ADI 4414/AL, a qual questionou a lei 6.806/07 do Estado de Alagoas. A referida lei criou a 17ª Vara Criminal da Capital, atribuindo-lhe competência exclusiva para processar e julgar delitos praticados por organizações criminosas dentro do território alagoano. O Relator, Min. Luiz Fux189, deixou claro, desde logo, que não havia qualquer inconstitucionalidade na criação, pelos Estados, de varas especializadas em razão da matéria, seja no âmbito cível, seja na seara penal. Frisou que a liberdade dos Estados, na criação de Varas Criminais em razão da natureza da infração, somente encontra freios nas demais competências previstas constitucionalmente, as quais deveriam ser respeitadas pelos critérios definidos na legislação estadual. Os demais Ministros presentes concordaram com a constitucionalidade da criação da referida vara.

O Relator190, ainda, prescreveu que, para que se desse nitidez aos limites dessa competência ratione materiae, não poderia o diploma deixar de adotar algum conceito de “crime organizado”. Desse modo, afirmou que isso não traduziria invasão da competência da União para tratar de direito penal ou processual penal – seria, tão somente, um pressuposto necessário para o exercício da competência estadual, na medida em que não poderia ser criado um novo órgão jurisdicional sem que fossem rigorosamente definidos os critérios de determinação da sua competência. Entretanto, o Plenário do STF entendeu, por maioria dos votos, que a lei alagoana, ao firmar conceito de “crime organizado” e definir os tipos de infrações, estaria invadindo competência da União para normatizar matéria penal e processual.

O Relator191, ademais, inferiu que o dispositivo da lei alagoana o qual pretendia que fossem considerados como crime organizado todos os delitos que guardassem conexão teleológica ou consequencial com os previstos na lei deveria ser declarado inconstitucional. Assim, o Ministro observou que, a pretexto de definir uma competência em razão da natureza

189BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Direta de Inconstitucionalidade 4414/AL. Requerente: Conselho

Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Requeridos: Governador do Estado de Alagoas e Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Relator: Ministro Luiz Fux. Brasília, DF, 31 de maio de 2012. Disponível em: <http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3994214>. Acesso em: 13 set. 2016.

190Ibidem. 191Ibidem.

da infração, a lei estadual estabeleceu regra de determinação do juízo prevalente em caso de conexão, imiscuindo-se, com isso, em tema da esfera legislativa da União (art. 22, I, CRFB), pois a regra possuía natureza processual penal. Assim, concluiu que o regramento da prevalência entre juízos, a princípio, igualmente competentes deveria figurar em lei federal, sob pena, inclusive, de se criar brecha para um conflito federativo. O Plenário do STF decidiu conforme o Relator, a respeito desta parte da lei.

O Relator192 considerou, ainda, constitucional dispositivo da referida lei estadual o qual dispôs que a 17ª Vara Criminal seria um colegiado de 5 (cinco) magistrados, devendo os mesmos decidirem pelo voto da maioria. Para o Ministro, quando a lei criou um órgão jurisdicional colegiado, na verdade, determinou que atos processuais fossem praticados, exteriorizados, mediante a chancela de mais de um magistrado. Incidiu, para ele, na hipótese, a competência concorrente, para legislar sobre procedimento, prevista no art. 24, XI, da CRFB/88. Por maioria dos votos, os Ministros, na ocasião, seguiram a orientação do Relator concernente a esta disposição.

Em seu voto, o Min. Luiz Fux193 sustentou que a legislação federal era omissa, in

casu, no dever de preservar a independência do juiz na persecução penal de crimes

envolvendo organizações criminosas. Ainda, inferiu que a competência dos Estados, no âmbito da legislação concorrente, quando houvesse omissão da União, deveria se limitar à edição de normas destinadas a atender às suas peculiaridades, conforme determinação do art. 24, § 3º, da CRFB/88. No caso da questionada lei, essa necessidade local, que autorizaria a edição de lei estadual sobre matéria de procedimento, restou claramente demonstrada diante das informações do Governador do Estado de Alagoas, o qual noticiou que, nesse Estado, já ocorreram fatos criminosos improváveis e que demonstraram o total desprezo pela máquina judiciária.

O Relator194, também, julgou constitucional dispositivo da lei em comento que tratava da instituição de protocolo autônomo e da distribuição de processos. Inferiu que tais temas eram referentes ao procedimento, e, portanto, inseridos na competência estadual

192BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Direta de Inconstitucionalidade 4414/AL. Requerente: Conselho

Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Requeridos: Governador do Estado de Alagoas e Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Relator: Ministro Luiz Fux. Brasília, DF, 31 de maio de 2012. Disponível em: <http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3994214>. Acesso em: 13 set. 2016. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. ADI 4414/AL, Rel. Min. Luiz Fux, j. 31.05.2012.

193Ibidem. 194Ibidem.

prevista no art. 24, XI, da CRFB/88. A maioria dos Ministros do STF seguiu o entendimento expressado pelo Relator a respeito desse dispositivo.

O Min. Luiz Fux195 também assentou, seguido pela maioria do Pleno, que não havia qualquer vício na disposição da lei alagoana a qual determinou que os processos em andamento não fossem redistribuídos. Para ele, a redistribuição de processos em andamento seria, inegavelmente, questão procedimental, a ser tratada por lei dos Estados-membros quando peculiaridade regional assim exigisse. O Ministro firmou a necessidade de se assegurar a sustentabilidade operacional da nova vara especializada em crime organizado, com vistas à ampliação do acesso à justiça. Houve, portanto, na visão do Relator, supedâneo para que a Lei do Estado de Alagoas, com arrimo na competência concorrente para tratar de procedimentos em matéria processual (art. 24, XI, CRFB/88), determinasse que os processos em curso fossem julgados pelas Varas nos quais se encontrassem.

6.2.14 ADI 2922/RJ: regulação, por lei estadual, de atos na homologação judicial de