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4.2 Aile İşletmelerinde Devir

4.2.2 Devretme Türleri

Nesta se¸c˜ao, s˜ao apresentadas funcionalidades e caracter´ısticas referentes aos portais cor- porativos, que abrangem as caracter´ısticas dos portais de conhecimento - objetivo de desenvolvimento deste trabalho - conforme classifica¸c˜ao apresentada na se¸c˜ao anterior.

N˜ao existe uma defini¸c˜ao padronizada sobre quais servi¸cos e funcionalidades devem estar presentes em um portal (Toledo, 2002). A maioria das organiza¸c˜oes que procura por portais pretende alcan¸car dois objetivos espec´ıficos de funcionalidades: uma maneira de reunir informa¸c˜oes de recursos de dados dispersos e torn´a-los dispon´ıveis, e usar uma interface comum que permita que os usu´arios realizem suas a¸c˜oes, como buscar e acessar documento e interagir com pessoas (Watson e Fenner, 2000).

V´arios autores mencionam as caracter´ısticas e fun¸c˜oes (tamb´em denominadas servi¸cos) relacionadas aos portais (Benbya et al., 2004; Eckerson, 1999a; Raol et al., 2002; Smith, 2004; Terra e Gordon, 2002; Watson e Fenner, 2000). As caracter´ısticas mostradas nesta se¸c˜ao s˜ao as de Benbya et al. (2004), Eckerson (1999a) e Watson e Fenner (2000), pois as demais apresentam pequenas varia¸c˜oes em rela¸c˜ao `as anteriores.

Em Benbya et al. (2004), foi realizado um estudo experimental com o objetivo de identificar as caracter´ısticas, benef´ıcios e desafios relacionados aos portais. O est´agio de coleta de dados envolveu trˆes fases: identificar os principais “atores” do mercado de portal corporativo; as solu¸c˜oes e caracter´ısticas propostas por eles; e os clientes que j´a haviam adotado tais solu¸c˜oes. Ap´os essa coleta, foram reunidas as fun¸c˜oes-chave dos portais, suas descri¸c˜oes e os seus benef´ıcios em potencial.

A partir dos atores identificados, foram selecionados oito casos de estudo que pos- su´ıam implementa¸c˜oes de sucesso dos portais corporativos, em diferentes n´ıveis de im- plementa¸c˜ao e com cobertura ampla na ind´ustria (´area de telecomunica¸c˜oes, automotiva, farmacˆeutica, produtos de consumo, alta-tecnologia e micro-eletrˆonica).

Com esse estudo, foi observado que algumas caracter´ısticas e funcionalidades s˜ao co- muns, na maioria dos casos, podendo ser divididas em trˆes categorias: capacidade n´u- cleo, capacidades de apoio e webservices, descritas a seguir (Benbya et al., 2004):

• Capacidades n´ucleo: capacidades que ap´oiam o processo de gera¸c˜ao, armazena- mento, distribui¸c˜ao e aplica¸c˜ao de conhecimento.

– Taxonomia: tamb´em denominados esquemas de classifica¸c˜ao ou esquemas de categoriza¸c˜ao, que se referem a agrupamentos de itens similares em t´opicos ou pacotes, os quais podem ser agrupados em hierarquias. Os benef´ıcios incluem busca, apoio, navega¸c˜ao, controle e minera¸c˜ao de dados, gerˆencia de esquemas, entrega de informa¸c˜ao e personaliza¸c˜ao;

– Publica¸c˜ao: facilidade que ap´oia a cria¸c˜ao, autoriza¸c˜ao e inclus˜ao de conte´udo e, tamb´em, a habilidade para publicar documentos em formatos alternativos, como HTML, PDF, XML, etc. em cole¸c˜oes de conte´udo do portal;

– Busca: capacidade essencial para encontrar as informa¸c˜oes que est˜ao dispersas em m´ultiplos reposit´orios a todos os interessados;

– Personaliza¸c˜ao: habilidade dos usu´arios modificarem suas pr´oprias interfaces e especificarem suas preferˆencias, e a habilidade do sistema de usar tais infor- ma¸c˜oes dinamicamente para entregar conte´udos aos usu´arios;

– Integra¸c˜ao: habilidade para apresentar uma vis˜ao unificada de informa¸c˜oes corporativas. Essa vis˜ao integra informa¸c˜oes de diferentes reposit´orios orga- nizacionais ao inv´es de ter informa¸c˜oes corporativas espalhadas por meio de m´ultiplas fontes dentro da organiza¸c˜ao;

– Colabora¸c˜ao: habilidade para a cria¸c˜ao de uma comunidade compartilhada.

• Capacidades de Apoio: ferramentas necess´arias para o bom funcionamento dos portais.

– Seguran¸ca: habilidade para permitir acesso seguro a uma grande variedade de recursos com controles de acesso;

– Profiling: t´ecnica que permite que sejam enviadas informa¸c˜oes personalizadas ao usu´ario de acordo com seu perfil;

– Escalabilidade: capacidade de expans˜ao do sistema para apoiar um n´umero crescente de usu´arios.

• Web services : s˜ao aplica¸c˜oes que possuem uma grande abrangˆencia de servi¸cos oferecidos aos usu´arios. Esses servi¸cos v˜ao desde a inclus˜ao de not´ıcias at´e facilidades de serem realizadas negocia¸c˜oes com os consumidores.

Eckerson (1999a) define um conjunto m´ınimo de quinze funcionalidades que um portal corporativo deve possuir, dentre essas funcionalidades, sendo algumas comuns `as apre- sentadas acima. As diferen¸cas est˜ao nas caracter´ısticas de: facilidade, acesso dinˆamico,

roteamento inteligente, arquitetura baseada em servidor, distribui¸c˜ao, API’s (Interface de Programa¸c˜ao de Aplica¸c˜ao) e manutenibilidade. Na Tabela 2.3, s˜ao listados os requisitos de Eckerson (1999a) e a equivalˆencia `as caracter´ısticas apresentadas por Benbya et al. (2004).

Tabela 2.3: Requisitos m´ınimos de um portal corporativo

Caracter´ıstica Descri¸c˜ao Benbya et al. (2004)

F´acil para usu´arios

Apoiar as necessidades de usu´arios, atendendo a crit´erios de usabilidade, como o crit´erio de ser intuitivo ao uso

Sem equivalente Classifica¸c˜ao e

Busca

Usar met´afora intuitiva para classificar os objetos, de- scri¸c˜oes e propriedades e um poderoso mecanismo de busca

Busca Publica¸c˜ao e

Subscri¸c˜ao

Permitir que os usu´arios publiquem objetos e especificar quem pode acess´a-los

Publica¸c˜ao Conectividade

universal

Conectar m´ultiplos e heterogˆeneos reposit´orios de dados Integra¸c˜ao Acesso dinˆamico

a informa¸c˜oes

Acessar de forma dinˆamica relat´orios criados por ferra- mentas de gerˆencia de documentos e business-inteligence

Sem equivalente Roteamento in-

teligente

Direcionar relat´orios/documentos de forma inteligente aos indiv´ıduos, como parte de um workflow

Sem equivalente Integrar con-

junto de ferra- mentas

Oferecer capacidades de consulta, relat´orio e an´alise de modo integrado

Integra¸c˜ao Arquitetura

baseada em servidor

Apoiar, ao menos, uma arquitetura em trˆes camadas, para suportar pedidos concorrentes de milhares de usu´arios

Sem equivalente Servi¸cos dis-

tribu´ıdos

Ter servi¸cos distribu´ıdos por m´ultiplos servidores a fim de melhorar o balanceamento de carga

Sem equivalente Administra¸c˜ao

de permiss˜ao flex´ıvel

Permitir que os administradores definam permiss˜oes para indiv´ıduos, grupos e regras

Profiling Integrar inter-

faces externas

Oferecer interfaces para se comunicar com outras apli- ca¸c˜oes

Integra¸c˜ao Interface Pro-

gram´avel

Ter p´ublica a interface program´avel (API), a fim de ser chamado por outros aplicativos

Sem equivalente Seguran¸ca Apoiar servi¸cos de seguran¸ca para proteger a informa¸c˜ao

corporativa e prevenir contra acessos n˜ao autorizados

Seguran¸ca Implanta¸c˜ao e

Manuten¸c˜ao de baixo custo

Ser f´acil de instalar, configurar e manter (manutenibili- dade)

Sem equivalente Customiza¸c˜ao e

Personaliza¸c˜ao

Criar aparˆencias distintas de acordo com as preferˆencias dos usu´arios e permitir que estes personalizem o portal

Personaliza¸c˜ao

Adicionalmente, Watson e Fenner (2000) citam a caracter´ıstica de auditoria, que sig- nifica a habilidade de rastrear o uso, acesso a informa¸c˜ao, modifica¸c˜oes e atualiza¸c˜oes nas

informa¸c˜oes estruturadas e n˜ao-estruturadas do portal. Essa caracter´ıstica proporciona a capacidade de haver gerˆencia do conte´udo disponibilizado no portal.

Reunindo essas caracter´ısticas e funcionalidades, deve ser definido como o portal ser´a desenvolvido, ou seja, quais aspectos devem ser estudados a fim de que sejam modelados e projetados os elementos do portal. Na pr´oxima se¸c˜ao, ser˜ao abordados alguns aspectos relevantes no escopo do desenvolvimento de portais.